Notas iniciais
Maaaiiiisss uuumm!!!!

2 semanas depois...

Eu não aguentava mais ficar dopada 24 horas por dia, eu tinha que reagir pois eu sentia que alguma coisa muito estranha estava acontecendo, mesmo que meu marido esteja morto eu sei que meus filhos não estão, eu sinto isso e eu tenho que ajudar. Eu não me conformo de ser uma fraca depressiva meu marido deixou-me pistas ele me deu uma missão. “Está onde mais amamos “ele disse, preciso sair daqui e ir para o escritório do centro. Vamos Esme pense, você sabe que alguma coisa está muito errada aqui, você já falou que está bem e que está conformada, então porque a medicação ainda não foi suspensa? Você sabe o porquê! Ainda assim será fraca e covarde deixando-se ser drogada e manipulada? Reaja! Ok! Eu estou ficando louca, talvez eu deva mesmo ficar aqui, onde já se viu falar consigo mesma? Para de inventar desculpas esme! Você é uma Cullen!

Shiii!!! Cala a boca, lá vem a enfermeira.

—Olá querida boa tarde! – falou Nora uma das enfermeiras que confio pois sempre me protege das enfermeiras agressivas que me batem quando eu recuso alguma medicação.

—Boa tarde Nora! Estou muito bem e louca para ir pra casa. — falei ainda do local em que estava sentada, o quarto que me aprisionava era claro até demais da conta, tinha uma cama confortável, paredes brancas e acolchoadas e uma janela com vidro blindado, sim eu tentei quebra-lo com meu cotovelo e tudo o que consegui foi um dolorido hematoma.

— Bom, quem sabe logo você não vai, não é? -falou se aproximando com dois copos descartáveis. — Ouça Esme o meu tempo aqui está acabando eu não poderei continuar aqui para te ajudar. – falou bem séria.

— Não Nora você não pode ir, as outras vão me matar! — falei desesperada.

—Shiii!! Eu sei, por isso preciso que você colabore comigo ok!?- afirmei balançando minha cabeça. — Amanhã à noite na troca de plantão alguém entrara aqui e deixara uma roupa igual a minha para junto com um papel com instruções que devem ser seguidas à risca. Você sabe tudo que aconteceu, tudo foi tramado por pessoas perigosas e você tem que sair daqui logo.

—Nora? Por que tudo isso aconteceu? — perguntei ávida por respostas.

—Tudo tem uma razão Esme, tudo e eu te garanto que tudo ficará bem, vai ser difícil muito difícil, mas tudo ficará bem. Quando você sair não procure ninguém, não fale com ninguém e siga rigorosamente as instruções passadas. Você pode fazer isso?

— Posso.- falei firme.

—Bom, quanto aos remédios de amanhã os engula e assim que as enfermeiras saírem vomite certo? Tome cuidado e seja a mais discreta possível.

—Certo.

—Pronto, então até breve senhora logo nos veremos de novo.

— Obrigada por tudo e eu realmente espero te ver de novo.

—Você verá, boa sorte e cuidado.

—Obrigada!

Logo Nora saiu do quarto e trancou a porta de novo e eu fiquei remoendo tudo que ela falou. Está vendo Esme, eu sempre estive certa, a ta cala a boca.

A tarde e o dia seguinte arrastaram-se e a ansiedade estava me consumindo, mas graças a Deus logo a noite chegou e exatamente as dez da noite minha porta foi aberta para eu poder tomar minha última medicação, mas não foi isso que aconteceu. Uma mulher muito parecida comigo entrou sem falar nada e começou a tirar sua roupa. Eu logo entendi que deveria tirar a minha também já que ela estava me estendendo as dela. Depois de vestidas ela mostrou um papel que estava no bolso da roupa que eu vestia. Enquanto eu lia as informações ali contidas ela prendia meu cabelo colocando uma touca igual a dela, depois uma máscara e um óculos transparente.

—Boa sorte senhora! Vá agora e ao sair tranque a porta, não fale com ninguém, vire o primeiro corredor a esquerda e desça a rampa, não pegue elevador vá de escadas e na última esquerda vire e terá uma porta que dará para o estacionamento. Nele tem um corsa azul destrancado e com a chave na ignição. Vá!

Ela falou tudo rapidamente já me empurrando para fora do quarto. Eu rapidamente tranquei a porta e segui tudo que ela falou e ao chegar no estacionamento o carro estava lá me esperando, logo entrei nele e arranquei com tudo para fora daquele inferno.

Notas finais
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