Big Wave: Uma onda de mentiras
12 Essa dor é muito real
Este relógio nunca pareceu tão vivo!
Eu não posso prosseguir
E eu não posso desistir
Tenho perdido tempo demais
Quando os primeiros raios de sol surgiram no céu eu levantei-me devagar e olhei ao redor sem fazer a menor noção de onde estávamos, meu celular totalmente sem sinal, minha barriga roncando de fome e meu corpo acabado. Logo ouvi passos a tras de mim e confirmei ao me virar que Esme tinha acordado.
—Ei Esme bom dia!
—Bom dia Bella. Você dormiu?
—Não consegui. Só passei a noite pensando em uma forma de sairmos daqui.
—Chegou a alguma conclusão?
—Nenhuma, não temos sinal.-Falei mostrando meu celular-E nenhuma bússola ou GPS.
—Hum e sua dúvida é?-perguntou colocando suas mãos na cintura.
—Saber para que lado temos que ir?-perguntei imitando sua pose.
—Sim claro que pergunta boba a minha. Deixa eu vê o sol tá saindo ainda não é ?!
—Sim.
—Tá ok deixa eu me situar. Certo o sol está ali .-Apontou seu lado esquerdo- Se põe para lá.-Apontou o direito.-Ou seja nós vinhemos do sul e a nossa frente está o norte. Resolvido?
—Olha só a esposa do governador dando aula. Isso aí!!!-Falei batendo palmas- Você é demais Esme quando crescer quero ser igual a você!!!
—Bom se você quiser ser professora de geografia, fique à vontade.
—O que, você era professora?
—Sim
—Mas..mais
—O dinheiro sempre foi da família Cullen, eu sou Esme Masen professora de geografia do oitavo ano só que eu fiz especialização em botânica por isso meu jardim é mais bonito que o da rainha.-Falou se gabando..
—E por falar em botânica e geografia, Esme o que você acha voltamos por onde vimos ou não?
—Acho que sim afinal vamos para minha casa não é?
—Sim vou te deixar lá. Vamos.
Seguimos então o caminho que tínhamos seguido ontem a noite ou o que achávamos que era, no caminho tirei meu tênis e dei para ela calçar enquanto eu fiquei de meias, andamos olhando tudo ao nosso redor por medo de ter alguém nos esperando e pela fome também mas a sorte não estava do nosso lado pois não encontramos nenhuma plantinha frutífera. Andamos um pouco atravessamos o riacho novamente, aproveitamos e bebemos água. Acho que já era quase meio dia quando Esme reclamou dos pés que estavam feridos por ela ter corrido descalça ontem, então paramos um pouco e prestamos atenção nos sons que nos cercavam ouvimos pássaros, folhas balançando e carros…
—Carros?- falei esperançosa.
—Estamos Bella! Estamos próximas a pista.- falou quase feliz.
—Sim estamos, vamos Esme vamos!!!-Falei feliz e fomos andando rápido até a pista.
—Nossa nós saímos muito a cima de onde paramos ontem não foi?-Esme perguntou depois de meia hora em que andávamos debaixo de um sol escaldante.
—Sim ao que parece sim. Olha o mar lá do outro lado Esme, se estivéssemos em uma situação completamente diferente iria te ensinar a surfar. Pena que meus pés e minhas pernas estão literalmente pedindo menos.
—Fato. Olha que eu iria viu Bella. Deve ser incrível deslizar sobre as águas não é?!-falou olhando a bela paisagem.
—É sim, é maravilhoso. Se eu tivesse que escolher entre largar o surf ou morrer eu escolheria morrer largar o surf jamais.
—Seria como cortar as asas de um pássaro.
—Sim seria sim.Ai meu Deus Esme vem, vem lá vem um carro, vamos pegar carona.
—Mais Bella e se for eles?-perguntou temerosa.
—Vamos olhar se tiver vidros claros e criança pedimos carona ok?!
O carro se aproximou e antes de pedimos ele parou ao nosso lado, sim era uma família..Ufa!!!
—Olá vocês estão perdidas?-falou a mulher abaixando um pouco o vidro do carro.
—Sim.-Respondi
—Querem carona?-perguntou o homem.
—Não é incomodo?-Perguntou Esme.
—Não imagina!Nós estamos indo para o mesmo lado que vocês. E além do mais isso aqui tá muito perigoso, ouvir dizer que ontem a noite aqui teve até latrocínio com direito a tiro e tudo.
—Ok então nós vamos.-Falei pois Esme parecia congelada aposto que revivendo os momentos de horror de ontem.
Entramos no carro e o motorista seguiu viajem.
—Sabe essa pista estava fechada até agora a pouco, tinha capsulas de balas para tudo que é lado, pelo que a polícia disse fizeram um inferno aqui ontem.
—Nossa.-Foi tudo que pude dizer.
—E você sabe se alguém morreu?-Perguntou Esme pálida
—Bom ao que parece três ou dois não tenho certeza.
—Oh Deus!!!-Esme já falou chorando.
—Calma Esme, nós não sabemos…
—Vocês vão para onde?
—Pode nos deixar na esquina da Santoro.-Falei.
—Ok então vocês estão com sorte por que a Torine que faz esquina está interditada desde ontem a noite, ninguém vai nem vem.
—É sério isso?
—Sim querida a única coisa que vimos da nossa casa foi fumaça, muita fumaça e uma vizinha minha disse que ontem a noite ela e todos aqui do bairro ouviram uma explosão terrível, nós não ouvimos por que estávamos no coquetel em homenagem ao governador qu…
Não ouvimos mais nada assim que o carro parou corremos porta afora, quando chegamos na rua Torine na rua da mansão de Esme tudo que vimos foi a polícia, os bombeiros e uma casa totalmente carbonizada.
—NÃO, NÃO, NÃO, NÃO BELLA! MINHA CASA, MEUS FILHOS, MEU MARIDO NÃO, NÃO, NÃO ,NÃO, NÃO.-Gritou Esme aos prantos, eu não estou muito diferente dela agora, tudo que consigo pensar são nos irmãos C. Oh Deus Edward.
—Senhora!Senhora se acalme por favor!!SENHORA!!!-Gritava um policial tentando acalmar uma Esme totalmente estérica.
—NÃO, NÃO, NÃO, NÃO PODE, NÃO PODE MEUS FILHOS MEU AMOR!!!
—S-SENHORA PRECISO QUE SE ACALME E ME RESPONDA ALGUMAS PERGUNTAS POR FAVOR!!!-Gritou o policial. Resolvi intervi e tentar ajudar além de só chorar também.
—Esme -Chamei fungando.-Ouça-o Esme, não sabemos o que houve, eles podes estar bem em outro lugar Esme. Por favor calma querida.-Falei a abraçando e chorando junto com ela.
—T-á,t-a tá pode falar moço.-Ela falou chorosa para ele.
—Ok senhora seu nome por favor?
—Es-me,Esme Masem Cullen.
—Certo quantas pessoas moravam na casa?
—Cinco meus três filhos eu e meu marido o governador.
—Sei.E onde a senhora estava?
—Ei eieie espera aí! Ela precisa de notícias e não um interrogatório agora.
—Oh sim verdade, perdoe-me será que ela tem condições de ver os corpos?
—Co-co-corpos?-Perguntei trêmula.
—Eu vou.-Esme falou e ultrapassou a faixa amarela indo em direção ao rabecão. Foi a cena mais triste e deprimente e desesperadora que já presenciei em minha vida. Alí no rabecão estavam seis corpos três homens e três mulheres totalmente irreconhecíveis.
—Esses nós encontramos nas camas dos quartos superiores, são três casais não é?-Ele perguntou a uma Esme catatônica. Que só balançou a cabeça confirmando e então desmaiou nos meus braços.
—Seu policial qual foi a causa do fogo?-Perguntei depois de um bombeiro tomar Esme nos braços.
—Explosão graças a um vazamento de gás.
—Oh Deus que horror!!M…-Fui interrompida por uma voz rouca e grossa atrás de mim.
—Senhorita! Você pode por favor responder uma perguntas?
—Sim claro.-Falei tentando secar meus olhos e rosto.-O senhor é?
—Sou o detetive Tyler Willians e estou muito intrigado com o fato da senhora Esme não está em casa na hora do ocorrido aqui e nem no carro junto ao corpo do marido.
—O-O-oi? Marido? O governador morreu?
—Sim. Você não sabia?
—Não eu..Nós duas ele nos mandou correr para fora do carro quando começou o tiroteio aí entramos na mata e corremos passamos a noite lá.
—Hum sei!-Ele me encarou e eu o encarei de volta.-Então quer dizer que segundo sua versão você é vítima e inocente que nada viu?
—Sim e segundo não, eu sou inocente.
—Tá então já que você é inocente nós vamos a delegacia agora lhe fichar como Maira ou como Isabella, pois eu não sei se você sabe mais falsidade ideológica também é crime.-Como é? Ele tá me prendendo, puta merda eu...eue...euee..eue.. Presa?- E dona Isabella acho bom você ter um bom advogado pois nós encontramos vídeos de segurança onde tem você aqui nessa casa ontem,vimos você saindo no mesmo carro do casal e não menos importante temos suas digitais na arma que matou o governador.- Que porra tudo que pensei depois de ouvir esse absurdo foi me fudi!!!
—Isabella Swan você está presa!!!
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