Notas iniciais
Maiiisss ummmm! Valeusss! Bjokas

O calor estava insuportável mesmo aqui dentro do helicóptero com o vento bagunçando meus cabelos, hoje Edward definitivamente não irá me irritar e eu poderei desfrutar da minha deliciosa ilha. Gastei uma verdadeira fortuna para comprar essa ilha aqui em Palau, eu não gosto muito de verde mais quando eu vi essa ilha pela internet acabei me apaixonando por suas águas cristalinas. Eu tinha meu pé de meia guardado então investi sem pena na compra desse paraíso. Estava distraída observando a beleza do lugar quando ouvi meu piloto xingar alto.

— O que foi Heitor?- perguntei pelo fone que estava em meus ouvidos.

—Senhora eu acho melhor retornamos. — falou hesitante.

—Por que? – perguntei olhando lá para baixo e o que eu vi fez meu coração disparar e minha boca secar. A areia da praia que fica de frente para a minha casa estava completamente manchada de vermelho sangue e uma trilha de corpos estavam espalhados ao redor. Droga eu sabia que não deveria ter reduzido a segurança, mas fui dar ouvidos ao James. O que será que aconteceu?

—Vamos descer Heitor!

—Senhora pode ser perigoso.

—Não importa vamos descer. — falei brava e com medo de ter chegado tarde demais.

Peguei a arma que eu carregava sempre comigo e desci do helicóptero assim que pousamos, andei cautelosamente para dentro da propriedade aproveitando que a porta da cozinha estava aberta entrei encontrando de cara os corpos das empregadas e a tv ligada me encaminhei para sala e a encontrei completamente destruída e mais corpos pelo chão, com medo corri para o quarto só para encontra-lo bagunçado e vazio. Droga! O que aconteceu aqui? Falei comigo mesmo. Voltei a sala e Heitor estava lá.

—Não tem ninguém vivo na ilha senhora, eu contei os corpos e tem exatamente doze seguranças e as duas empregadas.

—Sei. — falei um pouco área tentando entender o que poderia ter acontecido.

—E senhora? As armas dos seguranças sumiram. — Heitor falou hesitante.

— Fale logo tudo de vez homem. O que mais? — bradei irritada.

— Bom, é que o portão do galpão está aberto.

—Você foi lá?

—Não senhora.

—Você é um frouxo mesmo viu! Vamos lá. – falei irada

— Si-sim senhora.

Saí em direção ao galpão e o velho Heitor me seguiu de perto, aposto que o velho barrigudo estava todo borrado de medo.

Ao chegarmos no galpão estava tudo vazio e o que eu temia tinha acontecido pois o barco não estava lá.

—Heitor?

—Sim senhora?

— Vá até a guarita e puxe todas as imagens agora! — falei enquanto tentava controlar a bile que me subia a garganta.- respirei fundo e segui para fora.

Sentindo um mal pressentimento voltei para dentro da casa e esperei Heitor voltar com as imagens, porém eu já conseguia imaginar o que tinha acontecido e eu já tinha a certeza que a morte estava vindo ao meu encontro pois o acordo foi quebrado e o plano estragado, eu não tinha permissão de entrar em contato com ninguém e muito menos aparecer viva em Samoa. Tudo estava desmoronando bem embaixo dos meus pés. E tudo que eu poderia fazer era esperar.

Alguns minutos depois Heitor voltou e trouxe com ele o pen drive, ele o colocou na tv e as imagens da casa começaram a passar, a manhã que tinha sido normal para os meus funcionários às dez horas daquela mesma manhã virou um verdadeiro banho de sangue orquestrado por um único homem, o homem que eu aprendi a amar com loucura. Mas eu tive que admitir para mim mesmo que ali não era o meu Edward, era um homem frio e sanguinário que parecia emanar ódio por todos os seus poros, era um homem possuído pela própria morte e aquele homem eu temi.

Notas finais
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