Big Time Dream

43 Capítulo 43 - Sweet Sixteen (Part II)


Notas iniciais
Oi gente! Aqui está a segunda parte, e é como eu chamo de capítulo Jamessica haha. E espero que gostem dos looks que eu prerarei pra cada uma das garotas (eu esqueci de por os links no capítulo passado). E eu também respondi umas reviews, se quiserem dar uma olhada (e deixar a sua hihi).
Eu tenho umas noticias ruins e apenas uma boa.
A primeira ruim é que meu telefone pifou e eu consequentemente perdi vários capítulos que eu havia escrito nele (é, eu escrevo(escrevia né) no meu telefone e no computador, as vezes a criatividade vem quando a gente menos espera então é bom estar preparado não acham?). Isso significa que eu vou "reescrever" o proximo capitulo que já estava quase pronto, sem contar que eu perdi várias ideias para a segunda temporada também...
E a outra ruim é que estamos nos capítulos finais. É, eu decidi isso a uns dias atrás. Ia ter muito mais capítulos mas eu pensei que ficaria cansativo e era melhor passar logo pra proxima temporada.
E a boa noticia é essa, que a segunda temporada vem ai! E eu prometo que não vou cansar tanto vocês, vou escrever melhor e fazer uma apresentação de personagens.
Acho que é isso que eu tinha pra dizer, Xoxo!

Jessica

A festa estava bombando. Realmente, ficou bem melhor do que eu pensava, apesar de nem ter tanta gente (Pra mim é bom quando fica l-o-t-a-d-o haha). No entanto... Sabe quando você se sente observado? Então. E eu não conseguia achar o dono dos olhos que me observavam, talvez estivesse escondido no meio das pessoas. Não, eu não estou reclamando. Afinal, olhar não tira pedaço né?

Enfim, tentei deixar isso pra lá. Eu dançava ao som de um remix de Teenage Dream, da Katy Perry (Uma cantora em quem eu me inspiro e admiro muito). Meus olhos pararam no palco, onde agora estava o DJ e antes estava o Big Time Rush. Lembrei da apresentação dos garotos. Então de repente, senti uma pontada de inveja deles, aquela parte reprimida de mim queria estar lá no lugar deles cantando e tocando pro público. Só de pensar na platéia vibrando a cada canção me dava um arrepio e uma alegria estranha... Ei Jessica! Chega de pensar nisso. Seus pais não trabalham duro para que você vire uma cantora. Imagina que desgosto. Uma cantora numa família cheia de engenheiros e advogados.

Tentei me desligar de mais esses pensamentos. Eram tantos que eu queria me desligar... Tipo de Diego. E... de James, que passava de vez em quando pela minha cabeça para me infernizar até quando não estivesse por perto. Pelo amor de Deus! Tenho que me concentrar na festa, na diversão, depois eu me preocupo com essas coisas. Se bem que quando eu voltar pra casa, não terei mais que me preocupar com o James, graças a Deus. São minhas ultimas horas aqui em Los Angeles, então tenho que aproveitar. Caramba, essa semana realmente passou voando. E foi bem melhor do que eu esperava.

Enquanto eu pensava em um modo de não embarcar no voo amanhã de manhã, senti uma mão segurar minha cintura por trás. Com o susto, virei e me dei de cara com Ian.

– Eu vim só pra te ver. – Ele falou bem perto do meu ouvido, por causa do som alto. Ele olhou para meu rosto pra avaliar minha reação e eu apenas ri um pouco desconcertada e fiz um sinal de “Legal” com o dedão. Acho que ele entendeu isso como um sinal verde. – Eu não consegui parar de pensar em você, sabia? – Falou mais uma vez em meu ouvido, tentando de alguma forma me seduzir, mas não tendo muito sucesso. Sorri novamente e balancei a cabeça positivamente. Acho que mencionei antes que eu não queria nada com ele. Eu mencionei, não para ele, mas mentalmente. Sinal vermelho, amigão.

– Desculpa, mas você não faz meu tipo. Então não rola. – Eu disse fazendo um biquinho triste e bem sarcástico. Primeiro Ian ficou meio indignado com a rejeição, franzindo a testa e perguntando “O que?” e eu apenas encolhi os ombros com uma cara de “poxa”. Depois que caiu a ficha, parecia que a mente dele havia clareado, então ele segurou as duas mãos na minha cintura com força me prendendo nele. – Oh eu já disse que não rola! Me solta.

– Mas eu posso ser seu tipo, linda.

– Já disse pra soltar, porra! – O empurrei com força, bastante irritada. E ele parecia também não ter ficado muito feliz.

James

Sim, eu estava dançando com três garotas ao mesmo tempo. Eu acho que já saí com uma delas alguma vez, mas não lembro direito, pois eu confesso que não consigo parar de pensar em Jessica. Isso mesmo. Se alguém puder me explicar o que está acontecendo comigo, me explica por que eu não sei. Já tentei de todo modo tirar essa menina da cabeça e simplesmente não dá. Não dá.

E pra piorar ainda mais a minha mente extremamente confusa, eu ficava observando Jessica dançar de longe com aquele vestido branco justo... Wow. Eu definitivamente estava ignorando as três garotas possivelmente desconhecidas ao meu redor, o melhor era que elas não percebiam. Foi quando o... Ian? Esse era o nome dele? Isso, Ian se aproximou dela e começou a falar coisas no seu ouvido.

Então aquele incômodo voltou. Ah que droga, o que você quer James?! Você não pode simplesmente ir lá e mandar o cara parar de falar com ela porque você está “incomodado”! Faça-me o favor e conforme-se! Porque é tão difícil, Deus do céu?! Que merda!

Interrompi minha auto lição de moral no momento em que Jessica empurrou Ian. E a oportunidade perfeita para ir até lá surgiu. Não pensei duas vezes nem hesitei em largar as garotas sem dar explicação. Com passos rápidos, costurei entre as pessoas até que cheguei a Jessica e fiz questão de parar entre ela e o tal de Ian.

– Acho melhor ficar longe dela. – Avisei.

– Ah é? – Ele deu uma risada sarcástica na minha cara. – E se eu não quiser, o que você vai fazer?

– Por Deus, parem vocês dois! – Jessica se posicionou entre nós dois nos afastando com os braços.

– Briga! Briga! Briga! – Uma platéia começou a se formar a nossa volta e instantaneamente todas as atenções estavam em nós três.

– Cai dentro! – Provoquei erguendo os punhos.

– James, você ficou louco? Abaixa essas mãos! Quer ser expulso da festa moleque?! – Jessica gritou furiosa, e contra minha vontade eu abaixei as mãos. Eu queria mais era acabar com raça daquele cara. – E você Ian, acho melhor não chegar mais perto de mim senão eu parto a tua cara em duas! Agora vai embora daqui! – Ordenou para ele que também recuou, e por fim ela se virou para a platéia formada. – Acabou a palhaçada!

Então todos começaram a vaiar e desmontar a roda, voltando cada um pra sua vida.

– Sorte a sua que ela me parou. – Ian disse a mim batendo seu ombro contra o meu ao passar e felizmente depois foi embora.

– Sorte a sua que ela me parou. – Repeti com uma voz irritante e uma careta. Quando me dei conta, Jessica estava parada olhando para com os braços cruzados e uma expressão amedrontadora no rosto. Acho que se ela pudesse, soltava fogo pelas narinas de tão brava. – O que foi?! – Perguntei demonstrando que eu estava (quase) tão irritado quanto ela. Então ela segurou meu pulso com força e me puxou. – O que você está fazendo? – Não houve resposta, então eu me conformei com o fato de que ela estava me arrastando até a escada, me fazendo subir até o último degrau. – Sério, o que você quer?

– Olha só James, pra começar eu não sei e nem imagino qual seja o seu problema mental, mas eu só quero te avisar que eu não preciso de guarda costas, fui clara?

– Mas aquele cara! Ele ai...

– Hey! – Me interrompeu com um grito, apesar do som não estar tão alto por causa da nossa localização. Desnecessário, viu? – Eu já estou bem crescidinha e sei me cuidar, não preciso de ninguém, muito de menos você, se metendo na minha vida. Entendeu?!

– Ok, ok! – Ergui as mãos em rendição. – Eu só queria te defender, só isso, mal agradecida.

– Ah James, faz favor né? Eu não preciso que ninguém me defenda! Eu sei me defender sozinha. Aliás, eu não sei o que deu em você pra resolver me ajudar de uma hora pra outra, pois não sei se você percebeu... Nós não somos amigos. – Falou com um sorriso cínico. E aquilo doeu.

– Quer saber?! Nem seu sei o que me deu! Eu simplesmente vi aquele cara indo pra cima de você... E eu... Argh – Dei ombros. – Agi por impulso. Foi automático. Eu não sei o que está acontecendo comigo, e nem sei mais o que fazer. Eu só... Eu... Preciso ficar sozinho, só isso. – Não pensei direito e praticamente fugi, indo para a varanda que havia perto dali. Passei os dedos entre meus cabelos e fui até o parapeito, escorando os meus cotovelos nele.

O que está acontecendo comigo? Toda essa agonia, esse incômodo, essas vontades repentinas, esse... Ciúme. Eu não consigo mais controlar minhas emoções que antes eu nem sabia que tinha. Tudo isso é tão novo, e eu só queria arrancar essas coisas do meu peito com uma colher, isso mesmo. Uma colher. Sem contar que eu não consigo mais me interessar pelas garotas que me dão mole, pois nenhuma delas se compara àquela que não larga meus pensamentos. Mas porque ela não quer largar meus pensamentos? Por quê?! Eu só queria que alguém me explicasse de uma vez!

Jessica

Agora eu não estou entendendo nada. James saiu de perto de mim tão atordoado que até me assustou, e me fez sentir meio culpada também. Parecia que... Ele precisava de ajuda e eu só piorei as coisas ao falar com ele daquela maneira. Ôh consciência pesada.

Bem, a tal consciência estava me mandando ir lá falar com ele, então eu o fiz – apesar de bem no fundo querer deixar isso pra lá e ir embora. Caminhei com passos leves até a varanda, e silenciosamente observei James suspirar e mexer no cabelo a cada dois segundos escorando no parapeito. Por um momento pensei até que ele ia se jogar, mas foi só alarme falso. Mas eu que não iria impedir né? Ah droga, a consciência tá enchendo o saco de novo.

“Vai falar com ele Jessica, para de ficar só olhando e faz alguma coisa”.

– James... – Eu disse com voz mansa dando alguns passos em direção a ele que no mesmo instante virou a cabeça para trás e me viu, soltando um suspiro e voltando a olhar pra sua frente.

– Eu disse que queria ficar só.

– E isso me impediu? – Revidei, parando ao lado esquerdo dele e escorando meus cotovelos no parapeito. James deu uma risada fraca, mas se recusou a olhar pra mim. – Desculpa por ter gritado com você daquele jeito... Você só quis ajudar.

– Não foi nada, é que... Eu não ando tendo controle dos meus atos ultimamente. É tudo tão confuso. – Bem, eu não sabia o que dizer. Talvez “Ei, que tal ir a um psicólogo?” não ajudasse muito.

– E tem alguma coisa em que eu possa ajudar? – Essa pergunta foi pior que a outra, por Deus.

– Acho que não. – Ele riu fraco novamente, provavelmente achando aquela pergunta tão idiota quanto eu.

– Mas se precisar, eu estou aqui. Ok? – Então ele finalmente virou o rosto para olhar pra mim, confuso.

– Pensei que nós não éramos amigos.

– Bem... Isso varia muito. – Nós rimos juntos e ele concordou. Eu dei um empurrão no ombro dele e o ameacei de jogá-lo daqui de cima, e rimos por mais tempo. Quando paramos, nos encaramos por um tempo, ainda com sorrisos idiotas na cara.

– Hey, valeu. Isso ajudou bastante.

– Te ameaçar ajudou? – Perguntei confusa e ele riu.

– Não. Você aqui. – Respondeu com um sorriso de canto, sincero.

– Oh. Então, de nada. – Falei meio sem jeito, foi então que eu notei que nós estávamos com os rostos mais próximos que o normal. James olhou para minha boca, e depois para os meus olhos. Eu tive que agir rápido dessa vez. – James, está ouvindo isso?

– Isso o que?

– Eu a-m-o essa música, vamos dançar! – Exclamei o puxando pela mão, sem ao menos nem saber qual era a música que estava tocando. No entanto, quando chegamos perto da escadaria, ele recuou.

– Oh não, eu não estou com clima pra dançar. Acho melhor não.

– Hey! Por favor. – Fiz minha melhor carinha de cachorro pidão, e James demorou um pouco pra deixar brotar um sorrisinho no canto da sua boca.

– Ok... – Cedeu revirando os olhos.

– Yey! – Comemorei e comecei a arrastá-lo escada abaixo, e no fim correndo eufórica pra pista de dança. Lá encontramos facilmente Drianna, Carlos, Logan, Kendall e Camille. Eu queria que Barbara estivesse conosco, afinal eu queria aproveitar essa minha ultima noite em Los Angeles com todos. Mas ela só está ocupada, só isso... Daqui a pouco ela aparece, eu espero (E Logan também. A carinha dele dá dó). E ela se não aparecer não tem problema, pois eu não vou deixar de aproveitar minha noite de jeito nenhum. É a minha noite.

E da Drianna também, perdão.


Notas finais
Se gostou ou não do capítulo, me deixe saber! Reviews me ajudam a fazer melhores e mais capítulos :)