Big Time Dream

44 Capítulo 44 - Sweet Sixteen (Part III)


Notas iniciais
Últimos Capítulos... E essa é a ultima parte da festa da Drianna.
Posso dizer que vocês terão uma surpresinha no próximo capítulo. Uma surpresinha mesmo, nada demais. Só sei que eu estou SUPER animada pra começar a próxima temporada e vocês?
Boa leitura, Xoxo!

Logan

Pode-se dizer que até que eu estava conseguindo me divertir com o pessoal, tirando o fato de que Camille ficava tentando atrair. Ela ficava fazendo aquelas expressões faciais e danças provocantes e eu simplesmente evitava fazer contato físico e visual com ela. Mas você sabe que a vida sempre dá um jeito de piorar o que já está ruim, não sabe?

Pois então. De repente o DJ deu uma virada no disco e pôs uma música lenta pra tocar. Todo mundo parou. Alguns vaiaram – Como Jessica, Kendall, James e Camille – e outros comemoraram. Eu fiquei paralisado e instantaneamente depressivo quando a iluminação escureceu e vários casais começaram a se formar, inclusive Drianna e Carlos. Que merda, justo hoje? Justo hoje que a minha namorada não me dá atenção nenhuma, colocam uma música lenta? Ironias da vida.

Eu apenas caminhei devagar atrás dos meus amigos solteiros que se dirigiam a uma mesa vazia. Nós nos sentamos – Claro que Camille fez questão de sentar do meu lado, mas eu apenas a ignorei, como eu fizera durante toda a noite –, e eu pousei minha testa sobre a mesa, enquanto escutava a música lenta corroer meus ouvidos. Acho que permaneci assim por um tempo.

É normal que quando toque uma musica lenta, parte das pessoas vá se sentar por não ter um par pra dançar. Nada contra, eu já passei por isso inúmeras vezes, mas é que agora eu tenho uma na-mo-ra-da, e tive de sentar a mesa com o pessoal, pois Barbara simplesmente não me deu atenção a noite inteira. A única vez que a vi foi quando cheguei e ela foi me receber, me deu um beijinho no rosto e depois saiu caminhando rápido com aquela prancheta e walkie-talkie nas mãos que eu não tenho a mínima idéia de onde ela achou. Eu sei que Barbara quer que a festa permaneça perfeita, e pra ser sincero ela está fazendo um ótimo trabalho. Mas custa parar e passar um tempinho comigo? Estou sendo egoísta? É pedir demais?

– ARGH. Essa música lenta não termina nunca? – Resmunguei.

– Calma cara... Se anima. – Ouvi Kendall dizer pra mim e em seguida senti um empurrão de leve no meu ombro. Que piada engraçada, “se animar”. – Olha lá, olha lá o Carlos. – Mandou dando mais um empurrão. Quando levantei a cabeça, direcionei meu olhar pra pista de dança. Lá estavam Carlos e Drianna dançando coladinhos e bem apaixonados, posso dizer. O que deu um UP na minha auto estima, pra não dizer ao contrário. ALGUÉM VIU MINHA NAMORADA POR AÍ?

Bati com a testa na mesa novamente, voltando ao meu estado vegetativo. Todos resolveram formar casais justo hoje? Justo hoje?!

– Só eu que achava óbvio que esses dois iam ficar juntos? – Camille perguntou em um tom de descaso.

– Todo mundo achava. – Kendall disse fazendo todos rirem.

– Eles até que são bonitinhos não são? – Jessica perguntou usando um certo esforço pra dizer “bonitinhos”.

– É... Até que a Drianna é gata. Só precisa se alimentar melhor não é, pois homem gosta de carne, tem que ter o que segurar! – James pervertido falou e riu completamente sozinho.

– Mas pelo menos ela... – Jessica começou a briga já elevando o tom de voz quando Kendall deu um tapa na mesa, me dando um susto que me fez pular na cadeira. Olhei pra ele com as sobrancelhas franzidas com cara de “Porque você fez isso?!”.

– Nem comecem, fui claro? – Kendall determinou friamente. Os dois brigões James e Jessica assentiram de cara fechada, e depois disso todos ficamos em silêncio por alguns instantes.

– Ahn, Logie, que cara é essa? – Camille me perguntou quebrando o gelo.

– É a única que eu tenho. – Respondi sarcasticamente, e todos deram risadas discretas.

– O que ele tem? – Ela perguntou para os outros, parecia um pouco irritada pela minha resposta.

– É que a Barbara o ignorou desde que nós chegamos. – Kendall explicou ainda contendo o riso e Camille alisou minhas costas na tentativa frustrada de me consolar.

– Coitadinho... – Então ela se aproximou do meu ouvido discretamente. – Eu nunca faria isso. – Sussurrou e se afastou. Eu apenas ignorei o comentário, afinal a ultima coisa que eu estava afim era de estressar com a Camille justo agora. Então minhas preces foram ouvidas e a musica lenta terminou, e uma mais popular e remixada tomou seu lugar.

– Galera, vamos dar uma breve pausa pro jantar que já está servido! – Anunciou o DJ nos autofalantes, as luzes do salão clarearam e o som teve seu volume diminuido. Momentaneamente todos se levantaram com calma, no entanto eu permaneci sentado sem um pingo de ânimo.

– Você não vem? – Kendall perguntou.

– Estou... Sem fome. – Até que tinha um pouco de verdade na minha frase.

– Você vai ficar sozinho aqui? – Camille preucupou-se, aproveitando a chance obviamente.

– É-é.

– Não, não. Eu fico aqui com você – Afirmou voltando para a mesa. – Podem ir na frente, eu encontro com vocês depois. – No mesmo instante mandei para Kendall um olhar desesperado dizendo “Não me deixa aqui com ela” e em troca recebi um “Isso não é problema meu”.

– Ok, nós voltamos daqui a pouco. – Kendall disse e virou as costas, se dirigindo ao bufê com James e Jessica. Então Camille me olhou com cara de quem ia aprontar, e aquele sorrisinho deixava isso bem mais claro.

– Quer saber? Bateu uma fome agora, acho que vou me servir ali. – Foi a maneira mais rápido que pensei de me livrar de Camille. Só que quando me levantei e passei por ela, senti sua mão de unhas afiadas me segurarem pelo braço.

– Oh Logie... Não fuja. – Então suas mãos subiram suavemente pelas minhas costas até chegarem aos meus ombros, pressionando os polegares e fazendo uma pequena massagem local. Oh, isso é relaxante. – Eu sei que você está carente hoje, mas não se preocupe. Eu estou aqui – Murmurou em meu ouvido, me provocando arrepios. – Eu não sou que nem sua namorada, que mal dá atenção a você. Não, não, eu sou muito atenciosa, você muito bem disso.

– C-camille, para. – Eu pedi, mas ela continuou a massagem, sabendo que esse era meu ponto fraco. Senti sua respiração quente em meu pescoço e seus lábios roçarem sobre minha pele levemente, porém consegui recuperar meu senso a tempo de fazer uma besteira e virei de frente para ela, retirando suas mãos de mim. – Você não vai ganhar nada agindo assim. – Avisei seriamente, mas ela riu debochando.

– Do que você está falando? – Pôs suas mãos na cintura, se fazendo de desentendida e eu permaneci com a mesma postura fria. – Eu só estou ajudando um amigo... Você parece tenso, vamos sentar. Você só precisa relaxar um pouco, Logie. – Segurou meu pulso novamente e me sentou e uma cadeira, eu quase relutei ficar ali sozinho com ela, mas decidi seguir em frente enquanto ela se sentava ao meu lado. Eu não a permitiria ir tão longe, não dessa vez.

– Sabia, eu queria te falar uma coisa. – Posicionou delicadamente uma mão sobre minha coxa e me olhou inocentemente, tentando sustentar meu olhar indiferente. – Desde que você aquelazinha estão... J-juntos, eu...

– “Aquelazinha” tem nome. – Eu a interrompi. – E eu acho que você sabe muito bem qual é.

– É claro que eu sei. Mas vou ser sincera, o nome dela me dá vontade de vomitar no vestido dela, mas parece que alguém já fez isso. – Não se controlou e riu sarcasticamente batendo palmas. Camille me dava nos nervos de tão cínica. Como alguém pode fingir e mentir tanto? Ela não sentia um pingo de consciência ou compaixão? Será que ela ainda tinha sentimentos, ou era feita de pedra mesmo? Eu só sei que ela tem muita sorte de ser uma garota, viu... Porque senti que meu sangue estava fervendo. Eu já cheguei ao meu limite de Camille Roberts.

– Ah já chega Camille! – Levantei bruscamente irritado. – Eu não vou ficar aqui escutando você falar merda sobre a Barbara ok? Você é quem está carente e mal-amada, e a culpa é toda sua, pois você teve sua chance comigo, mas desperdiçou ao me fazer perder todo o respeito e confiança que eu AINDA tinha por você antes de começar a agir dessa maneira infantil e idiota. – Dei uma pausa para respirar então notei que Camille estava boquiaberta. No entanto ainda tinha mais coisa entalada na minha garganta. – E se por um acaso ainda não percebeu, eu realmente gosto da Barbara e nós somos um casal agora, então eu acho que você devia aprender a lidar com isso. – Fiquei uns dois segundos esperando uma resposta que não veio, então saí dali sem olhar para trás.

Minha nossa. Essa sensação é ótima. Eu me sentia tão aliviado por ter posto tudo aquilo pra fora, que até me sentia alguns quilos mais leve. Como se tudo aquilo fosse um peso nas costas que eu finalmente despachei. Confesso que estou um pouco nervoso, mas bastante aliviado. Eu devia fazer isso mais vezes, quem sabe?

Camille

Carente? Mal-amada? Infantil? Idiota? E ainda por cima com dor de cotovelo?! Ah não!

– Isso não vai ficar assim, não vai mesmo. – Resmunguei pra mim mesma ao levantar da cadeira quase soltando fogo pelas narinas, de tanta raiva que eu estou sentido, e com tal força que a cadeira virou para trás e caiu no chão, atraindo olhares curiosos para mim. Apenas ignorei e deixei como estava, saindo dali com passos fortes. Eu vou embora desse lugar agora mesmo, afinal eu não tenho absolutamente mais nada o que fazer aqui. Então, quando me faltava muito pouco para chegar até a entrada do salão, olhei casualmente para o lado e vi Barbara, com uma prancheta na mão conversando seriamente com uma mulher.

Barbara. Essa garota vai pagar por tudo que está acontecendo na minha vida. Por tudo que eu tinha e ela conseguiu destruir num piscar de olhos. Agora eu vou destruir tudo que ela tem, um por um lentamente. E se nada der certo, bem, eu vou destruí-la.

Mordi os lábios contendo o meu sorriso de vingança. Eu até que não queria ir longe demais, mas essa ruivinha está pedindo. Tudo que eu havia feito até agora era só um genérico. Então eu acho que é hora de finalmente por os planos de verdade em ação.

Barbie que se cuide.

Logan

Logo depois de orgulhosamente esfregar tudo que eu já devia ter falado há muito tempo na cara da Camille, continuei sem fome e sem muito ânimo. Então caminhei até o bar que era perfeitamente acoplado debaixo daquela enorme escadaria e sentei-me num dos bancos vazios. Pedi uma coca-cola ao barman, que me olhou como se eu fosse um extraterrestre, afinal todos ali pediam bebidas alcoólicas e enchiam a cara, mesmo sendo proibido para menores de 21. O que é? Eu respeito a lei, ao contrário desse cara que está sentado ao meu lado com a testa no balcão e um violão nas costas. Espera ai. Esse não é o...?

– Guitarrista? (Guitar Dude) – Eu perguntei olhando diretamente para ele para comprovar que eu não estava delirando, colocando meu copo com Coca-cola, gelo e limão no balcão. Era o Guitarrista mesmo, confirmei no momento que ele levantou a cabeça vagarosamente assim que eu o chamei. Ele estava com um copo de Whiskey na mão, e com pressa jogou o líquido garganta abaixo, quando terminou, bateu o copo com força no balcão.

– E aíííí Logaan! Eu não sou mais o Guitarrista... Sou um perdedor...! – Ele falava com a língua enrolada e pendendo a cabeça para os lados. – Ôh amigão! Enche aqui de novo faz favor? — Ele pediu ao barman, que encheu o copo dele, e pelo visto não era a primeira vez que ele reabastecia esse copo.

– Hey cara, o que aconteceu? – Perguntei espantado. Em todas as festas que nós íamos (eu e a banda, e quase sempre o Guitarrista aparecia por lá), nunca havia o visto beber assim.

– Por que... As garotas são complicadas. Elas são tão complicadas, tão complicadas... Que eu acho que é por isso que tem homem que desiste delas e casa com outro homem... Entende?

– Hm, entendo. – Nossa, ele está muito bêbado. – Mas porque você brigou com a sua... Garota? – Antes de responder, ele virou o copo todo na boca e fez sinal para o barman abastecer novamente.

– A louca me disse que eu dou atenção demais pro meu violão do que pra ela... O que é mentira... Não é?

– Totalmente. – Fui sarcástico e tomei mais um gole do meu refrigerante.

– Então... Ela me disse pra escolher entre o violão e ela. E aqui está. – Apontou para suas costas, mostrando o violão. – Ela terminou comigo, cara. – E tornou a entornar mais um copo de Whiskey. – Eu odeio ela.

– Não, você não odeia... Isso vai passar – Eu falei, só depois me dando conta de que eu estava dando um conselho para um cara bêbado.

– Não, não vai!... – Gritou e instantaneamente pôs a mão na boca. – Vou vomitar. – Avisou em um fio de voz antes de sair correndo entre os convidados, indo provavelmente ao banheiro. Se desse tempo. Dei uma risada fraca, querendo dizer “bem feito” e tomei o resto da minha coca-cola.

De repente senti duas mãos dando a volta pela minha cintura, e uma pequena trilha de beijos começou a ser feita no meu pescoço, me provocando um arrepio delicioso. Primeiro pensei ser Camille de novo, mas eu reconheceria esse cheirinho doce em qualquer lugar. Cheirinho da minha Barbara. Girei o banco para ficar devagar até de frente para ela, então um sorriso bobo brotou no meu rosto, como quase sempre acontece quando eu a vejo. Era como se todas as preocupações e problemas tivessem desaparecido. Eu sei, esse pensamento foi idiota, mas aparentemente é isso que acontece quando estou... Apaixonado. É isso.

– Desculpa. – Ela foi logo dizendo com uma carinha de culpada. – A Lola só chegou agora, portanto eu que tive que cuidar de tudo sozinha e acabei ficando sem tempo para você. – Ela se explicou enquanto corria os dedos pelos botões da minha camisa.

– Tudo bem.

– Mesmo? Você não está bravo comigo?

– Eu até estava, mas já passou. – Dei ombros e ela abriu um sorriso. Então eu não resisti e a puxei pra perto, parando-a entre as minhas pernas. Quando eu ia beijá-la, ela me interrompeu.

– Vamos pra um lugar mais reservado? – Sugeriu em meu ouvido.

– Oh, claro. – Concordei e ela se afastou para que eu pudesse levantar, demos as mãos e andamos calmamente, aproveitando a presença um do outro. Depois de dar a volta no salão tentando não esbarrar nas pessoas que dançavam loucamente e depois de assistir o Guitarrista vomitando nos sapatos de uma das Jennifers (A loira), por fim chegamos atrás do palco, onde não havia absolutamente ninguém.

Barbara sorriu e se recostou na parede, esperando minha atitude. Mordi os lábios, apoiei uma mão na parede atrás dela e a beijei. Era tudo que eu precisava no momento. Incrível como ela conseguia me acalmar assim tão fácil, só com o fato de estar ao lado dela.

– Logan. – Ela disse entre os meus lábios, e quando percebeu que eu não iria parar para responder, abaixou o rosto.

– O que foi? – Perguntei colando nossas testas.

– É que... Quando as pessoas vão saber? Sobre a gente?

– Bem, – Comecei, descolando nossos rostos e olhando para a parede preta, tentando achar a resposta. – Muita gente já sabe. – Arrisquei uma piada, mas não funcionou.

– Estou falando sério.

– Eu sei, eu sei. – Respirei fundo e tirei minha mão da parede, passando-a no cabelo. – O-olha, primeiro eu tenho que falar com o Gustavo, apesar de que a opinião dele não vai fazer muita diferença. E o resto é com a gente. – Sorri descontraído, no entanto recebi um sorriso preocupado em troca.

– Eu me sinto mal escondendo isso das suas fãs... Mas eu tenho medo de contar. Você se lembra daquela vez, não lembra?

É claro que eu lembro, e a ultima coisa que eu queria ver era Barbara chorando e se sentindo culpada novamente por causa de pessoas que ousavam se chamar de minhas “fãs”.

– Hey vai ficar tudo em dessa vez. – Depois segurei suas duas mãos juntas e as beijei. – Eu não vou deixar ninguém te ferir, eu juro.

– Mas e se ferirem a você? – Revidou soltando suas mãos das minhas. O nosso silencio durou um pouco mais de tempo.

– Vai ficar tudo bem. Só... Confia em mim, ok? – Pedi segurando seu queixo e erguendo seu rosto cabisbaixo, fazendo-a olhar nos meus olhos. Ela balançou a cabeça positivamente puxando um sorriso de canto.

– Mas... Se te machucarem, eu corto a cabeça de um por um, ouviu? – Ela disse seriamente e eu ri.

– Que fofinha. – Ironizei, e ela deu uma risada fraquinha. Então pus uma mão em sua nuca e outra na sua cintura, a beijando novamente. É, as garotas são complicadas, eu realmente concordo. Porém sempre tem aquela que faz a dor de cabeça valer a pena. E como vale.

Notas finais
Se gostou ou não, me deixe saber ;)