Notas iniciais
Caramba. Quanto tempo, não é? Não vou dar desculpas dizendo que eu estava sem tempo, ou o computador tinha quebrado. É só que eu acabei perdendo a vontade de escrever, até pensei em excluir a fic. Esse rumo que ela esta tomando não era o que eu queria de inicio, as coisas acabaram ficando um pouco confusas, mas eu decidi terminá-la porque eu assumi um compromisso com quem ainda esta aqui. Bom, esse capítulo ta pequeno porque eu precisava de um "introdução". A fic esta em reta final, vou fazer os próximos capítulos maiores para compensar. Então é isso. Espero que ainda tenha gente por aqui.

Duas semanas já havia se passado desde o termino com James, o que, infelizmente, não havia amenizado sua dor. Naquela noite em questão Lily não conseguia dormir. Tivera o pesadelo novamente, mas nessa semana o final havia mudado.

"Tinha alguém com ela, mas a mesma não conseguia ver, até que parava, e quando olhava para trás ele estava lá. O cara que se dizia seu pai. O "vilão" da sua história. Voldemort, com a varinha apontada para ela dessa vez.

–Você é inteligente garota, mas as vezes toma decisões extremamente estúpidas. Não importa o que você fizer, no final ele virá até mim, e eu vou matá-lo. Assim como qualquer um que entrar em meu caminho."

E então ela acordava.

Ela não acreditava nele. Tinha fé que James sairia imune disso. Que viveria. Que teria uma vida feliz e longa.

Lily desceu para o salão comunal, não iria conseguir dormir de novo. Enquanto estava lá, sentada na poltrona em frente a lareira, ela não pôde deixar de pensar no motivo de Voldemort querer tanto o James. É claro que ele era um ótimo bruxo, além de ser sangue-puro. No entanto, ele sempre deixava que escolhessem um lado, e se escolhessem ficar contra ele, eram tachados de traidores. Não fazia sentido.

De repente ela ouve um barulho na entrava do salão, o quadro tinha sido aberto. Ela ouviu vozes, uma masculina e uma feminina. Assim que conseguiu distinguir uma delas ela correu para detrás do grande sofá que ficava ao lado. James estava entrando, acompanhado de alguma garota qualquer. Ele segurava uma garrafa de FireWhisky, enquanto a garota tentava beijá-lo. Eles estavam rindo, e ele parecia feliz pela primeira vez naquela semana. Por mais que ela sentisse seu coração sendo dilacerado, ela estava feliz, porque ele estava tentando seguir em frente, ao que parecia.

–Jayyy, eu vou pro meu dormitório, estou morta, até outro dia. -a garota disse, enquanto tentava lhe dar um beijo, do qual ele virou o rosto e acabou sendo na bochecha

James nada disse, apenas se sentou na poltrona onde Lily antes estava e ficou encarando a lareira enquanto tomava a bebida.

–Acha que não te vi ai, Evans? — ele perguntou ainda olhando na mesma direção

Lily se levantou um tanto envergonhada, mas tentando não demonstrar tanto.

–Só não queria atrapalhar... o que quer que seja que estava acontecendo. — respondeu

–Sinto lhe decepcionar, -ele riu pelo nariz — mas não ha nada acontecendo. E mesmo se tivesse sabe que não tem o direito de ficar espiando, não sabe? Afinal, foi você quem me dispensou. Devia esquecer. Eu já esqueci. — a garota não sabia como responder, havia perdido a voz junto com o ar de pulmões. — Lembra? Você me disse isso uma vez. Aquilo doeu. -ele se levantou ficando de frente para ela- Espero que esteja doendo tanto em você com foi para mim.

–Me recuso a falar com você nesse estado. -ela disse,começando a se afastar, percebendo que ele estava alterado- Você está bêbado. -ele a segurou pelo braço visivelmente transtornado

–Se recusa? Você se.. recusa?

–Solte meu braço, James. Esta me machucando. E pare de agir como criança.

–Agora você quer me dizer como agir? Logo você? -ele foi soltando o braço dela lentamente- Eu amei você. Eu prometi proteger você, estar sempre ao seu lado.E você terminou comigo, você me afastou de ti. Você agiu como criança, tentando resolver as coisas sozinha, afastando as pessoas que se importam com você. Eu só estou tentando superar. E quer saber? É difícil pra cacete, eu não estou conseguindo. Temo nunca conseguir.

Ela ficou lá, vendo ele ir, arrancando seu coração mais uma vez. Mas, afinal, ele não estava certo, estava?