Between Sun & Moon
12 Blackout The Sun
Notas iniciais
Turn off the Sun
Take down the Moon
For I don't need them anymore...
Darren Hayes – Black Out The Sun
***
A notícia caíra tão descabida, que ele riu. Um riso nervoso porque, embora fizesse sentido que Naruto tivesse tentado tirar a própria vida, Sasuke estava desesperadamente preocupado. A clínica era um lugar seguro, deveria ser. Fora para evitar tentativas de suicídio que a família colocara Naruto lá.
Como, então, ele estava novamente em uma situação como aquela?
Além do mais, o loiro encontrava-se em um estado que, sozinho, não faria mal a si mesmo. Só se machucaria se alguém o ajudasse. Era por isso que, pela ligação estranha que compartilhavam, Naruto suplicara para que Sasuke fizesse algo por ele. Só que outra pessoa tomara a dianteira e ele não sabia quem, nem como.
Odiava esperar, assim como odiava ter limitada sua capacidade de compreender os fatos que sucediam ao seu redor, mas permaneceu no hospital, à espera de notícias consistentes. Sentou-se a contragosto em uma das cadeiras acolchoadas da recepção, descansando as muletas ao seu lado.
Os minutos se arrastaram, completando uma hora como se houvesse se passado cinco, até que as portas de vidro da entrada se abriram, e Sasuke reconheceu o pai de Naruto. Ele chegava desacompanhado, carregando uma preocupação palpável no olhar.
Levantou-se, e mesmo desajeitado, alcançou o outro homem antes que chegasse a recepção.
— Sr. Namikaze?
— Sasuke? — O homem loiro parou, o olhando como se fosse estranho vê-lo ali, embora Sasuke estivesse presente todos os dias desde que lhe foi permitido fazer visitas ao hospital. — Desculpe, eu não tinha visto você.
— Eu estou esperando por notícias do Naruto. Não me deixaram vê-lo, por não ser um familiar. O que aconteceu?
Minato pensou por um segundo e o motivou:
— Venha comigo.
Sasuke assentiu, seguindo o pai de Naruto e esperando ele receber instruções na recepção. Estava ansioso com a possibilidade de poder finalmente ver o loiro ou, pelo menos, saber mais do ocorrido. Sentia uma necessidade crescente de estar perto dele.
A enfermeira fez uma chamada interna e instruiu Minato a ir diretamente à sala do doutor Hatake. Acompanhou-o, silencioso. No elevador, olhando de soslaio para o outro, Sasuke achou injusto acusá-lo, mesmo que mentalmente, pelo estado de Naruto. Mas seu pensamento acabava insistindo em lembrá-lo que o médico contara sobre o passado de Naruto e como era errado que ele estivesse sofrendo por causa da influência de terceiros. Ele estava se punindo, atormentado pelo preconceito e pelo acidente provocado pela própria mãe. Sasuke nem entrava no mérito da morte de seus pais: sentia imensamente a falta deles todos os dias, mas não via Naruto como um assassino, jamais veria.
— Minato, sinto muito que tenhamos que nos reencontrar em um momento como este — Kakashi cumprimentou o pai de Naruto quando entraram em sua sala, mas estranhou a presença do Uchiha ali. — Sasuke…?
— Está tudo bem, Dr. Hatake. Eu o convidei a vir comigo; ele está tão preocupado com Naruto quanto eu.
Kakashi sorriu em simpatia e assentiu. Convidou-os a sentar e acomodou-se atrás de sua mesa.
Sasuke estava irritado com a demorada troca de amenidades entre os dois e a pouca informação. Ele mesmo estava prestes a perguntar o que precisava saber com tanta urgência, mas Minato, finalmente, levantou a questão.
— O que houve com meu filho, Dr. Hatake? Eu o coloquei aqui para que recebesse o tratamento adequado e para que ficasse seguro, mas então recebo um telefonema me informando que ele tentou suicídio.
Minato deixou transparecer uma revolta, que fora contida pela primeira vez, desde que Sasuke o vira entrar no hospital. Pelo visto, era um homem que sabia manipular as emoções e adequá-las às situações que as propiciavam.
— E nós estamos fazendo exatamente isso, Minato. Estamos cuidando dele com toda atenção de que ele precisa. Infelizmente, um julgamento errado ocasionou esse infortúnio.
— O que houve com ele, afinal? — Sasuke se intrometeu, ansioso.
O médico o observou sem expressão, parecendo ponderar a liberdade de dar informações que deveriam ser tratadas apenas com os familiares do paciente. Tomando a resolução pelo que optara ser mais conveniente, visto que o próprio Minato dera liberdade para Sasuke estar ali, o médico prosseguiu.
— Os lápis com que ele desenhava, ele usou para se machucar… Tentou perfurar o peito, atingir o próprio coração usando o material de desenho como estaca. Um dos enfermeiros conseguiu impedi-lo a tempo.
A imagem na mente do Uchiha veio tão nítida quanto se a estivesse vendo. Os malditos lápis com que Sai o havia presenteado. Nunca parara para pensar que um objeto tão simples pudesse ser perigoso àquele ponto, e quem sabe Kakashi tivesse tido o mesmo julgamento, já que mantinha Naruto sob efeito de medicamentos e o rapaz apresentava um quadro clínico estagnado.
— Mas por quê? — indagou Sasuke. — Ele estava calmo.
— Com Naruto nada é calmo desde que ele conheceu aquele rapaz, nunca foi — Minato disse de cabeça baixa.
Sasuke fitou-o com estranheza, por um ímpeto quase rebateu a implicação. Retornou em sua mente a lembrança do bizarro último encontro com Naruto, no qual ele suplicara para que o ajudasse a morrer. Sasuke fechou os punhos com força, a medida que o sentimento comprimia seu peito.
“Eu só tenho você…”, o loiro dissera.
O beijo que ficou marcado por um calor imaginário, trouxe aos seus lábios a recordação do sabor amargo da mágoa, causada por descobrir que não era a ele que Naruto desejava com tamanha intensidade.
— Isso mostra que ele não estava alheio e que… — Sasuke murmurou, mas logo se interrompeu. — Talvez…
Minato e Kakashi se entreolharam em meio a pausa de Sasuke, curiosos com a possibilidade que ele não chegara a concluir.
— Talvez…? — o pai de Naruto o motivou.
Sasuke olhou para o médico e para Minato. Falara demais. Expor sua desconfiança seria gerar um atrito maior na ferida aberta que era aceitar a homossexualidade do filho. Entretanto, precisava de uma informação importante.
— Sabe onde posso encontrar o namorado dele? — Recebeu um olhar reprovador de Minato, mas não recuou. — Desculpe, mas eu preciso saber onde Sai mora.
— O que quer com aquele rapaz, Sasuke? — Com o timbre gravemente mudado, Minato o censurou. — Ele só trouxe desgraças para minha família.
E como Sasuke sabia disso.
Ele queria ser racional sobre a questão das motivações de Naruto. Uma terceira parte, como se fosse o motor dos atos extremos do loiro, era o fator que o Uchiha desconfiava ser plausível. Desde o início, Sai fora a engrenagem da vida de Naruto.
Pensou que talvez estivesse buscando as respostas com as pessoas erradas, e que Sai, saindo do hospital pouco antes da nova tentativa de Naruto se autoflagelar, soubesse do impulso para tal desatino.
— Eu não tenho o direito de me intrometer, senhor Namikaze, mas… — vacilou procurando palavras que não incitassem a conclusões precipitadas. — Pode ser que o Sai entenda o que levou a crise do Naruto hoje.
O homem o encarou, sob o peso de um silêncio onde o pensamento encontrou a mesma lógica que Sasuke seguira. Houve uma mudança de postura, o resguardo que antes fizera Minato censurar Sasuke, abrandou-se.
— Você não deveria estar se envolvendo, Sasuke — ele atestou. — Não é sua responsabilidade.
— Não é. — Sasuke deu de ombros. — Mas… eu não tenho escolha.
— Por que não tem escolha?
— Porque… — falou reticente. — eu me importo com Naruto.
Mais do que deveria me importar, completou Sasuke mentalmente, tristeza e inconformismo permeando a confissão.
***
Sai vivia em uma casa no subúrbio. Minato, a contragosto, cedeu a localização de onde o namorado de Naruto morava. Ele deixou evidente o desprezo pelo fato do moreno ter uma relação mais íntima com o filho, mas também as consequências do relacionamento deles que culminaram na morte da esposa.
Sasuke não gostava de Sai, porém, dizer que concordava com a visão de Minato seria condenar seus próprios sentimentos por Naruto. A diferença entre os dois era somente que o outro moreno tinha o amor do loiro e ele não, entretanto podia se ver facilmente no lugar de Sai, tendo o peso de um sentimento desprezado pelo pai da pessoa por quem se apaixonara, e vivenciando, a conta-gotas, a autodestruição daquela pessoa tão querida.
Quando o taxi parou rente a calçada, em frente à casa do endereço que tinha em mãos, Sasuke pediu para o motorista que o esperasse. Não queria demorar, só se certificar de que sua desconfiança tinha fundamento ou não. Se havia alguém capaz de mexer com os ânimos de Naruto, esse alguém era o idiota que ele considerava namorado.
Passou em meio ao jardim bem-cuidado, onde floriam cravos e onze-horas, e imaginou se a sensibilidade da alma do artista que Sai podia ser, estivesse cultivada ali. Talvez aquele ambiente, mundano e modesto, pudesse ser um ideal de vida para Naruto. Talvez só estar com Sai fosse o suficiente.
E, talvez, Sasuke fosse um masoquista que gostava de sofrer.
Sem segundos pensamentos, bateu na porta se armando de sua postura aferrada, não deixando espaço para que Sai confundisse sua visita com amenidades.
O rapaz atendeu, um leve estranhamento visível por um discreto mover de sobrancelha, que se perdeu em meio ao sorriso falso que ele ofereceu a Sasuke.
— Está me perseguindo?
— Nos seus sonhos, idiota — retorquiu, influenciado pela irritação que a voz dele causava. — Vim aqui porque quero saber o que houve na visita que fez hoje ao Naruto.
— Acho que isso não é da sua conta — Sai contrapôs, o humor inabalado pelo questionamento de Sasuke.
O ímpeto que sentia era de agarrar o moreno e sacudi-lo, quem sabe bater nele até que dissesse a verdade, ou só extravasar a raiva que ele fazia ebulir em si, sem nem mesmo se esforçar.
— Você aprontou alguma coisa que o perturbou — acusou, sem preâmbulos. — O que foi?
Decerto o elevar de seu timbre de voz chamou a atenção de alguém dentro da casa, que Sasuke não demorou para distinguir no porte de um rapaz de cabelos vermelhos e maquiagem exagerada ao redor dos olhos verdes.
— Sai? Algum problema?
Os olhos de Sasuke se detiveram no fato do ruivo estar muito à vontade — sem blusa e a calça cargo desamarrada, sutilmente caindo pela cintura compacta do desconhecido.
— Nenhum, Gaara — Sai dispensou a ajuda. — Eu já termino aqui.
O jovem chamado Gaara olhou longa e inexpressivamente para Sasuke, e sem dizer uma palavra a mais, sumiu dentro da casa. Sasuke piscou, o raciocínio correndo em uma via de mão única.
— Quem é esse? — a pergunta saiu de sua boca sem hesitação.
Sai, pela primeira vez, perdeu o sorriso irritante que emoldurava constantemente sua boca.
— Olha, Uchiha, eu não sou obrigado a responder as suas perguntas, não tenho qualquer débito ou respeito por você.
— Nem ao Naruto — acusou, elevando a voz.
— Eu não preciso me justificar pra você, já fiz a quem eu devia e isso pra mim é o suficiente.
— Sua consciência está tranquila, não é? — ironizou. — Uma pena que Naruto esteja na ala hospitalar por causa de um ataque de raiva. E é claro que, pra mim, a culpa é sua.
Um vinco de preocupação marcou a tez pálida do jovem, mas isso foi tudo o que Sasuke identificou de algum interesse pelo bem-estar de Naruto, em Sai.
— Eu só fui sincero — Sai justificou-se. — Eu contei a ele sobre o Gaara, eu disse que estava seguindo em frente e pedi pra ele fazer o mesmo, para melhorar e deixar aquele hospital.
A reação pegou até mesmo Sasuke de surpresa. Nunca fora violento, mas por uma fração de segundo, as muletas foram esquecidas e a cólera dominou seus instintos. Suas mãos se fecharam, amarrotando a frente da camisa de Sai em seus punhos, trazendo-o tête-à-tête.
— Você. É. Um. Filho. Da. Puta — silabou.
— Deveria estar feliz. — Sai não se intimidou. — Agora vai poder fazer seus avanços pervertidos.
O resto de sua condescendência se partiu e Sasuke agrediu Sai, esmurrando-o com força suficiente para derrubá-lo para dentro da casa.
— Fique longe dele — rosnou, se afastando antes de Gaara vir auxiliar o amante.
Antes que ele fizesse mais do que dar um soco no cinismo daquela desculpa de ser humano.
***
No final do dia, embora o inconformismo pela atitude de Sai persistisse, sentiu-se um tanto cretino. As palavras do ex de Naruto pareciam vivas em sua cabeça, dizendo que agora não havia qualquer empecilho que o impedisse de conquistar o loiro, a não ser ele próprio.
Entretanto, o frasco em seu bolso continuava pesando sobre sua consciência, dizendo que a barreira, na realidade, era maior do que um amor que acabara morrendo por uma gama de acontecimentos desencontrados.
Ele não queria se lembrar do pedido de Naruto, mas lembrava graças aos ferimentos autoprovocados pelo surto que agora obrigava o rapaz a tomar mais medicamentos que o deixavam sonolento e distante demais da realidade para se importar com ela.
As visitas a Naruto só foram autorizadas após uma semana. Dias que se passaram arrastados para Sasuke. Tivera a esperança de encontrá-lo em meio aos seus estranhos sonhos, mas deitava a cabeça no travesseiro e acordava sem um único vislumbre. Não sonhava, não tinha pesadelos, nada. Dormia e despertava com a mente vazia.
Vazia demais para se conformar.
— Vai voltar ao hospital? — Itachi questionou, quando passou pela sala, e viu o irmão enfiando-se apressadamente em uma jaqueta, enquanto tentava não tropeçar em sua muleta.
Assentiu, antevendo a intenção do mais velho de conversar. Apressou-se, à sua maneira, em direção a porta, esperando que, por um milagre, Itachi desistisse, mas o irmão, como conhecia, passava por cima de tudo quando se tratava de seu bem-estar.
— Sasuke, talvez seja melhor que pare as visitas por um tempo — ele falou, segurando a maçaneta antes que pudesse tocá-la.
— O quê? — Olhou confuso para o homem mais alto.
— Você está absorto — Sasuke elevou uma das sobrancelhas negras e Itachi se corrigiu. — Mais do que o normal. Entendo que passou por maus momentos, com o acidente, a morte dos nossos pais e acordar do coma, mas parece que essa sua simpatia por Naruto está piorando tudo.
Queria justificar-se, dizer que se estava vivo era somente por causa do loiro, mas Itachi não entenderia. Para ele, Naruto era alguém que Sasuke conhecera após o trauma e, certamente, o veria como alguém perturbado se contasse tudo o que experimentara durante seu tempo inconsciente e após.
— Eu estou bem, Itachi — assegurou, retirando a mão do outro da maçaneta. — E vou ficar melhor quando puder visitar o Naruto. Você sabe o que aconteceu, e não pude ter contato com ele desde que foi internado. Isso não me deixou no melhor dos meus humores.
Itachi pousou a mão pesada sobre o ombro de Sasuke, impedindo-o de tentar abrir a porta.
— Você já se ouviu falando? — Itachi indagou com uma ponta de angustia.
— O que tem o modo como falo?
— Não é normal esse seu apego. Naruto está internado com sérios problemas de depressão, sequer se comunica com os que estão ao redor, e, por mais que eu sinta pena pela condição dele, o fato é que esse rapaz foi o responsável pela morte dos nossos pais e por eu quase ter perdido você também. E você, Sasuke… você age como se tivesse alguma obrigação com ele; como se…
— Eu estou apaixonado por ele — Sasuke interrompeu o sermão, olhando diretamente para o mais velho. — É por isso, Itachi. Agora você tem mais sobre o que pensar e, talvez, as coisas façam mais sentido pra você assim.
Itachi não o impediu de sair, impactado pela revelação.
Sasuke queria ter sido menos brusco, mas sua ânsia para encerrar aquela conversa era maior do que as amenidades que poderia ter utilizado para tranquilizar seu irmão. Duvidava que Itachi estivesse mais tranquilo pelo que dissera, e sabia que ele estaria esperando pelo seu retorno, querendo uma explicação para a súbita paixão que confessara, porém lidaria com Itachi depois.
No momento, sua única meta era se encontrar com Naruto.
***
O quarto estava iluminado por aquela luz pálida dos spots no teto, em uma gradação fraca. Sasuke não mexeu no interruptor como costumava fazer, mas fechou a porta atrás de si, sem tirar os olhos de Naruto.
A cama parecia grande para ele e a tez estava mais pálida do que a última vez que o vira. Uma semana. Sasuke escondeu o rancor por Hatake ter vetado sua presença, e caminhou até a maca, onde o loiro estava recostado em travesseiros macios e, seus olhos perdidos, em um ponto no canto do ambiente esterilizado. O camisolão hospitalar escondia as bandagens ao redor do peito; à vista só se via uma pequena parte da faixa que rodeava seu ombro esquerdo por debaixo do tecido branco.
— Naruto? — chamou na esperança dele reagir ao som da sua voz.
Em vão.
Respirou fundo, aproximando-se da cama. Tomou a mão inerte na sua e colocou o frasco entre os dedos frios, fechando-o na palma do loiro.
— Era o que você queria, é o que posso fazer por você — suspirou, ainda segurando a mão de Naruto. — Uma grande besteira, na realidade.
Nenhuma resposta.
Sasuke encostou a testa à têmpora do loiro e fechou os olhos por um instante, absorvendo o contato.
— Só que eu não vou te deixar, está ouvindo? — sussurrou junto ao ouvido de Naruto. Acariciou o rosto marcado, sentindo a textura da pele marcada, e segurou-o com ambas as mãos, virando-o e obrigando os olhos de Naruto encararem os seus. — Eu sei que está… Se tomar o conteúdo desse vidro, eu tenho um igual e farei o mesmo.
A opacidade daqueles orbes azuis prevaleceu, embora por um segundo Sasuke imaginou tê-los visto criar um foco mínimo.
— Eu não vou te deixar…— garantiu, roçando seus lábios dos de Naruto. — Não vou te deixar sozinho.
Queria beijá-lo, saciar a vontade de senti-lo de verdade, mas se afastou, antes que cometesse um erro. Usando de todo seu autocontrole para não se exceder, Sasuke finalizou:
— Eu te dou a saída e você me leva com você.
Então ele viu.
O punho de Naruto se fechou em torno do medicamento e, em meio a surpresa de presenciar a reação, Sasuke sorriu tristemente.
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