Between Sun & Moon
13 Eclipse
Notas iniciais
If I knew it would be the last time
I would see you walking out the door
I'd give you hugs and kisses
And call you back for more
I would say I love you more than you will ever know
And hold you so close to my heart
Ask you never to let go…
Anouk – If I Knew
***
— Eu te dou a saída e você me leva com você.
O punho de Naruto se fechou em torno do medicamento e, em meio a surpresa daquela resposta subliminar, Sasuke sorriu tristemente.
Os próprios passos soaram mudos aos seus ouvidos enquanto caminhava para a porta. Por algum motivo, achou que escutaria a voz rouca do loiro chamando por ele, pedindo para que ficasse e que, talvez, pudessem conversar sobre aquilo; mas saiu do quarto sem receber um murmúrio sequer. E a expectativa partiu um pouco mais seu coração.
Quis acreditar que não era tarde demais, mas a quem ele estava enganando? O único motivo de Naruto ter se ligado a ele de forma tão inusitada foi a culpa de ter provocado a morte de seus pais.
E Sasuke fora estúpido o suficiente para se apaixonar por ele.
Os pensamentos anestesiaram-no durante todo o percurso de volta para casa.
Enquanto Itachi falava sobre a imprudência de ter criado sentimentos por um garoto depressivo como Naruto, Sasuke repetiu a rotina de remexer o jantar sem comê-lo realmente, questionando-se se o loiro ponderaria por um instante sequer sobre voltar atrás e jogar fora o frasco que lhe dera.
Com a última imagem que tinha de Naruto viva em sua mente, suspirou ante a sua persistência em tentar criar pretextos para reavivar a esperança.
— Está tudo bem, Itachi — disse ao irmão, interrompendo seu monólogo e olhando-o nos olhos pela primeira vez àquela noite. — Eu não vou mais ao hospital, não precisa se preocupar com isso.
O mais velho franziu o cenho. Um tanto de incredulidade pairava sobre o semblante de Itachi, e Sasuke não poderia culpá-lo.
— O que fez você mudar de ideia de uma hora para a outra? — Itachi procurou em seus olhos uma sombra de mentira.
— Eu fui visitá-lo hoje, e ele… não parece que vai melhorar — falou com uma sinceridade pesarosa, a mentira que Itachi esperava encontrar não veio à tona em suas palavras. — Vi que não importa o que eu sinta, no estado em que ele se encontra, nunca serei retribuído.
— Está sendo sensato — Itachi parabenizou após segundos de silêncio. — Você vai se recuperar por completo desse maldito acidente e essa confusão vai passar; vai conhecer outras pessoas, pode ter certeza.
Assentiu.
Detestava ser tão covarde e falso com o irmão. Desviou o olhar quando ficou insuportável o discreto sorriso de alívio de Itachi por causa do ponto final de seus sentimentos por Naruto.
O irmão entendeu a sua falta de apetite, considerando a decisão como um fator relevante.
— Tudo melhorará com o tempo, você vai ver. — Itachi afagou seu cabelo como fazia quando era criança, antes de entrar no escritório e voltar a trabalhar.
Subiu para o quarto com o peito constrito e fechou a porta, sentando-se pesadamente na beira da cama.
Respirou como se fosse a última vez depois de tomar seu medicamento e deitou-se, olhando para o teto branco, sentindo o fisgar em sua perna adormecer lentamente.
Fechou os olhos, desejando revirar aquele dia pelo avesso, mas depois de um tempo, o vibrar chato de seu celular contra a madeira do criado mudo o fez abrir os olhos. Irritadiço, olhou para o aparelho e cogitou jogá-lo contra a parede.
Mas um segundo pensamento levou-o a sentar-se e apanhar o celular. O nome que se destacava na tela o surpreendeu a ponto de sua mão tremer.
Inspirou profundamente, ignorando o medo do que lhe diriam do outro lado da linha.
Você sabia que isso ia acontecer, Sasuke; se preparou para isso — resignou-se ainda que a tristeza e o temor mantivessem as mãos firmes em seu coração.
— Sasuke! — era a voz de Minato, tensa do outro lado da ligação.
Foi difícil engolir o bolo em sua garganta para responder.
— Senhor Namikaze, aconteceu alguma coisa?
— É o Naruto — ouviu-o falar reticente e fechou os olhos, se preparando para o golpe que viria em seguida. — Telefonaram para avisar que ele… sumiu da clínica.
O abrir de seus olhos foi imediato, todo e qualquer sentimento fora disperso pela informação inesperada.
— Como assim ele sumiu?
— Estão pedindo auxilio à polícia, mas querem avisar o máximo de conhecidos para que se tiverem contato com ele, avisá-los imediatamente.
— Eu… ele não…
— Por favor, Sasuke, poderia… entrar em contato com aquele rapaz?
— Sai — citou o nome instintivamente.
— Ele — confirmou Minato pontuando com rancor. — Naruto pode ter ido atrás dele.
— Não se preocupe, senhor Namikaze — garantiu, desnorteado. — Irei atrás do Sai e qualquer novidade entro em contato com o senhor.
Escutou-o agradecer em meio a um suspiro de quem não sabia mais a quem ou ao que recorrer por seu filho.
Saiu do quarto em um arrobo, dando um último olhar para a mesinha de cabeceira onde descansava o frasco idêntico ao que dera a Naruto.
Uma coisa de cada vez, determinou-se. Correndo escada abaixo, lembrou-se de suas limitações com um fisgar do músculo da perna. Trincou os dentes para evitar gritar de dor e, com os olhos marejados, claudicou até o térreo da casa, desistindo de voltar ao quarto em busca de sua bengala. Pensou em ir até Sai, mas ao mesmo tempo ponderou se em seu estado atual Naruto procuraria os braços do ex-namorado.
A luz do escritório de Itachi estava apagada, sinal de que ele ou havia saído ou já se recolhera, sendo mais provável a primeira opção. As duas possibilidades tiravam o peso na consciência; não precisaria sair escondido do irmão.
Pegou a maçaneta e abriu a porta com tudo.
— Sasuke!
Com a boca entreaberta, pensou que seu coração saltaria para fora ao sentir o golpe do corpo de Naruto contra o seu em um abraço que quase os levou ao chão, fazendo a perna em recuperação repuxar os músculos em agonia.
Mas Sasuke não vocalizou a dor, porque o alívio sobrepujou-a. Todos os seus sentidos se focaram no contato caloroso, o aperto de seus corpos e o cheiro do loiro em seus braços.
Encheu-se de uma felicidade que o fez sorrir verdadeiramente e o abraçar de volta. Todas as suas preocupações infundadas: Naruto estava bem, ele não havia sumido, não fora para os braços de Sai.
— Você não tomou aquela droga, não é mesmo? — Naruto inquiriu apertando-o.
— Você mudou de ideia? — vocalizou a pergunta que estava em seus pensamentos. — Como conseguiu fugir da clínica?
— Porque você não desiste? — Naruto retorquiu com uma raiva que contradizia a natureza afetuosa como o abraçava. — Mesmo eu sendo a pior pessoa, por que você não me deixa em paz? Como você pode querer ficar comigo sabendo que…
— Você nos uniu de um modo que nem sei como seria possível explicar. — Sasuke falou mansamente, seus lábios roçando o pescoço do loiro, sem que pudesse se impedir.
Naruto desfez o contato. Seus olhos azuis estavam inundados pela contradição; havia repúdio nos olhos dele, assim como existia medo.
— Esquece essa ideia estúpida de me seguir — Naruto pediu. — Não quero ser responsável por você também.
— Eu falei sério quando disse que se você tomasse o frasco, eu iria atrás de você — lamentou, tocando as marcas no rosto de Naruto.
E como se seus dedos queimassem, Naruto tentou se afastar.
— Eu não quero mais encontrá-lo quando fecho os meus olhos — insistiu, não permitindo que Naruto escapasse de seu toque. Fascinado, viu a determinação dele vacilar. — Eu quero você, de verdade.
Algo havia mudado.
Não via o conformismo, via desespero. Se um dia antes Naruto lhe suplicara como alguém resignado a deixar a vida, agora sua determinação parecia prestes a se quebrar.
Só precisava descobrir o que faltava para destruir a convicção dele.
— Teme, você não me conhece… — pediu Naruto quando Sasuke desceu a boca, fechando-a na junção de seu pescoço. — Nem sabe da facilidade que eu tenho de destruir as pessoas ao meu redor.
Mordeu a pele levemente. Uma mão trêmula descansou em sua cabeça, os dedos se entremeando pelos fios negros, brigando com a necessidade de afastar Sasuke e a vontade de mantê-lo onde estava.
— Se for preciso, eu fujo com você para longe da sua família, se é isso que te faz mal — sussurrou, mordendo perto da orelha do loiro. — Ou ficamos presos naquele mundo de sonhos. Mas não me peça para desistir de você.
— É isso que você quer de mim, Teme? — A mão de Naruto esgueirou-se entre seus corpos e alisou o sexo de Sasuke por cima do short.
Estava semi ereto e mesmo que as palavras de Naruto tivessem um teor dúbio que não o agradara, Sasuke estremeceu, contendo um gemido.
— Eu não sou o Sai. — Segurou o pulso de Naruto, prendendo seu olhar ao dele.
Naruto pareceu desprevenido, não sustentando a intensidade dos olhos negros. Foi impedido de se afastar no momento em que tentou; Sasuke colocou a mão do loiro mais uma vez sobre seu membro rijo.
— Mesmo que você não sinta o mesmo, por favor, apenas me deixe ficar com você.
Não esperou pela resposta; beijou Naruto antes que ele pudesse rejeitá-lo como da primeira vez que suas bocas se tocaram. Envolveu e foi envolvido pelos movimentos cálidos, até suas línguas se tocarem intimamente.
Sasuke gemeu excitado, sem saber definir o que mais o estava tirando o controle: se a mão apalpando sua ereção ou a voracidade que crescia entre seus lábios.
Diziam que um “eu te amo” proferido em meio ao sexo não era uma confissão, e sim apenas palavras ditas no calor do momento, mas Sasuke as disse mesmo assim, repetindo-as em meio aos gemidos, empurrando e pressionando Naruto contra a porta de entrada da casa, enquanto o orgasmo borbotava entre os dedos habilidosos.
— Sasuke… — Naruto clamou seu nome, rouco.
Um riso de felicidade e satisfação teria escapado se houvesse tido um momento para sentir o torpor. Mas não houve. A excitação o manteve sensível ao toque insistente de Naruto em seu sexo, enquanto ele abaixava seu short com a mão livre, até que a única peça de roupa que usava escorregasse de suas pernas para o chão.
— Eu quero você, dobe — pediu, abrindo o botão da calça jeans que Naruto usava e baixando o zíper em seguida, sem querer saber de quem o loiro roubara aquelas roupas para não estar ali com somente o pijama hospitalar que o vira usando horas atrás, na clínica.
— Eu sei… — o loiro soluçou quando Sasuke segurou e trouxe seu sexo para fora. — Faz tanto tempo qu-
Naruto jogou a cabeça para trás, trincando os dentes. Sasuke havia apertado com força o sexo dele para impedi-lo de dizer qualquer coisa.
— Eu só quero saber de você o quanto isso é bom para nós dois — falou, sentindo a mão de Naruto abandonar seu membro e junto com a outra ocupar-se com cada uma de suas nádegas, trazendo-o para junto dele e fazendo seus corpos se apertarem mais um contra o outro.
A respiração ficou suspensa quando suas nádegas foram apartadas.
— Você está me forçando a algo que eu queria evitar… — Naruto avisou e sugou o lábio inferior do moreno, ao passo que seus dedos deslizaram para até o orifício de Sasuke.
— Naruto, assim eu… — Sasuke esperava dizer que a fricção da ponta dos dedos em sua entrada iria colocá-lo à beira do ápice novamente, mas o loiro roubou sua voz em um novo beijo.
— Não podemos continuar, não aqui… — Naruto sussurrou mordendo seu lábio inferior.
Seu sexo estava tão duro que Sasuke temia gozar novamente. Seu controle era maior que aquele, mas com Naruto, simplesmente não estava sendo capaz de segurar.
— Por que não? — Sasuke ofegou, abaixando a calça de Naruto e a chutou para baixo, deixando-o tão nu quanto ele, da cintura para baixo.
Seus membros se tocaram, apertando-se um no outro em meio aos seus corpos colados, e Sasuke se atreveu a alisar as nádegas de Naruto também, sentindo a maciez de sua carne.
Estremeceu ao sentir a ponta do dedo dele forçando abertura em sua passagem. Tendo o mesmo intento, molhou seus dedos com saliva e esgueirou-os tateando a entrada de Naruto. Percebeu a tensão que sua carícia gerou no loiro, mas não se deteve e friccionou a ponta do dedo médio até penetrar o pequeno orifício.
— S- Sasuke… — Naruto chamou com a respiração entrecortada.
O loiro parou de forçar o dedo em Sasuke, mas o moreno continuou adentrando o corpo morno do outro, sentindo-o por dentro em movimentos circulares até estar inteiramente nele.
Naruto afundou as unhas na carne de Sasuke quando ele massageou-o no ponto certo. O estimulo irrompeu uma reação inesperada; e como se houvessem roubado dele a capacidade de raciocinar, Naruto o virou contra a porta.
Em seu pescoço, Sasuke sentia o arfar quente que saía aflito da boca dele, enquanto puxava-o pela cintura, arrebitando o quadril para cima.
— Eu não aguento mais, teme — ele articulou com dificuldade o que sentia e Sasuke mordeu o canto da boca enquanto Naruto esfregava a ereção entre suas nádegas.
— Eu também não — deu o consentimento que faltava para Naruto segurar o próprio sexo e friccionar a glande no orifício.
Sasuke arqueou sentindo-o abrir passagem por seu corpo, preenchendo-o. Sentiu que poderia gozar somente por pensar que aquele que o tomava era Naruto, o atrito seco provocado pela falta de lubrificação só foi mais um aditivo ao que aquele instante lhe trazia.
— Eu preciso de você — Naruto arfou junto ao seu pescoço, movendo a pélvis; estalando-a em movimentos curtos contra sua carne.
A força com que ele entrava em si fez Sasuke trincar as unhas na madeira da porta, como se pudesse arranhá-la para amenizar a vertigem. Gemia em abandono; a cada nova estocada, extasiava-se com o vigor com que Naruto o tomava: afoito, colando-se a ele e arfando a toda reentrada.
Queria pedir para que Naruto ficasse com ele; insistir que seria capaz de fazê-lo esquecer Sai e o acidente ocorrido com a mãe, que o ajudaria a sair do estado em que se encontrava e a enfrentar o preconceito de sua família, mas sua visão se turvava em meio aos gemidos de prazer. Naruto aumentava a frequência dos movimentos, firmes e profundos, que abusavam de sua próstata.
Sequer soube dizer se o gozo veio das investidas de Naruto ou pela forma como se masturbava. Suas pernas fraquejaram, seus olhos fecharam com força, e em meio aos gemidos altos, Sasuke foi arrebatado por um tipo de prazer tão intenso que foi necessário que o loiro o apoiasse contra seu corpo, enquanto continuava a possuí-lo.
Naruto grunhia seu nome como um mantra e isso fez Sasuke sorrir em meio ao torpor. Com a última estocada que cravou-se em seu interior, sentiu o prazer dele em si, o marcando, e Sasuke nunca esteve tão certo de que pertenciam um ao outro.
Naruto o abraçou, o peito apoiando suas costas, e com cuidado, os desceu ao chão.
— Eu gostaria de tê-lo conhecido antes — Naruto confessou em seu ouvido.
Ele ainda estava dentro de si, Sasuke podia senti-lo e queria que pudessem permanecer assim, naquele abraço, seus corpos unidos intimamente.
— Você me conhece agora — falou, tentando se lembrar de algo que não sabia bem o que era. O abraço em que era envolvido parecia atrapalhar seu raciocínio porque só conseguia sentir o quanto era bom. — Podemos dar um jeito em tudo.
— Você está frio — Naruto disse com uma estranheza incomum na voz.
— Eu me sinto quente — confessou, esboçando um meio sorriso, mas incapaz de abrir os olhos, mesmo com Naruto virando o seu corpo e o amparando.
Havia um tremor embaixo de seus corpos. Poderia estar enganado, mas tinha impressão que repercutia pela casa inteira.
— Teme, o que você tem? — O toque de Naruto em seu rosto queimou como brasa, e fez Sasuke recuar.
Os tremores ficaram mais fortes e assustados usou toda a sua força para abrir as pálpebras.
E viu.
O teto estava rachando e os estrondos… podia ouvi-los com clareza; o chão sacudia com violência.
Um terremoto.
— Não me deixe — pediu aos olhos azuis nos seus, em um misto de desconfiança e terror.
— O que você fez?
E foi quando se lembrou.
— Segui você.
***
Seus olhos se abriram na escuridão do quarto esterilizado, sua respiração aos sopros saindo de sua boca e o coração ribombando em seu peito.
Ele gritou.
Estava preso a cama, estava preso ao quarto.
E Sasuke estava sozinho.
— Naruto! — Kakashi urgiu com preocupação, examinando seus olhos com uma luz. — Se acalme!
Falhou em notar, em um primeiro momento, os enfermeiros ao seu redor. Havia uma pequena comoção.
Há quanto tempo estava gritando?
— O que é isso? — um dos enfermeiros questionou. — Outra crise?
— Sasuke!!! — gritou frenético, querendo se livrar das mãos que o prendiam ao leito hospitalar.
Uma mão de ferro segurou seu braço, escorregando por entre seus dedos caiu o frasco que Sasuke lhe dera — ainda cheio, ainda intocado. Por mais que tentasse se debater, a ponta da agulha perfurou sua pele e o líquido frio foi empurrado para dentro de sua veia.
— Ajude o Sasuke! — pediu para Kakashi, com um medo crescente de que ele o diagnosticasse em surto e desconsiderasse sua súplica. — Ajude ele!
— Sasuke não está aqui — o médico garantiu, estranhando-o.
— Em casa! Ele está em casa! — informou, sentindo a dormência chegar aos poucos, a nuvem que cobriria seus olhos viria logo e ele precisava que alguém o escutasse antes que não mais tivesse voz. — Mande alguém pra lá, avise o irmão dele! Não deixe ele morrer!
— Do que você está falando? — Kakashi olhou para os que estavam presentes no quarto, como se Naruto não tivesse sido claro o bastante.
Ou estivesse louco.
— Ele está morrendo… — Naruto soluçou, impotente. — Por favor… não… não… deixem.
Ele iria perdê-lo tão dolorosamente quanto perdera sua mãe.
— Eu faço qualquer coisa… — incoerente e com os olhos cheios de lágrimas, implorou ao médico. — Diga a ele… pra não me deixar.
Como a mãe, ele seria responsável pela morte de Sasuke.
Assassino, mais uma vez.
A lucidez o abandonou e seu coração pesado se rendeu ao sedativo, que lhe trouxe alento para que não sofresse mais com o pânico que o dominara desde que acordara sem Sasuke em seus braços.
***
Continua...
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