Between Love And Hate

4 Capítulo 4:Backing To The War


Notas iniciais
Enfim consegui terminar esse chap,pra alegria de vcs, e não exagero quando digo que só consegui driblar minha falta de inspiração com as ótimas reviews que tenho recebido.
Creio que 7 pags sejam suficiente (por enquanto), então espero que aproveitem, e sim, vou tentar escrever o proximo o mais rapido que puder!
Bjos e obg a todos vocês que vem acompanhando a fic desde o começo!
Boa leitura!

Suas mãos sangravam, seus pés doíam, seus braços latejavam e sua cabeça parecia que ia explodir. Onde estava? Havia corpos espalhados por todo o lugar, que lembrava uma campina, a mesma que lutara antes de ser levado ao acampamento dos demônios.

Não havia sol. O céu estava vermelho como sangue, assim como a inúmeras poças sob os corpos, tanto de anjos quanto de demônios. Uma enorme sensação de angústia apoderava-se dele, consumia-lhe o coração e transformava-se em terror e desespero.

Olhou para as próprias mãos e descobriu-se segurando uma espada totalmente rubra. Olhou em volta, buscando algum sobrevivente, sem sucesso. Uma aura de morte pairava na campina, e aquele silêncio arrebatador só piorava as coisas. Queria correr, voar, sair dali o mais depressa possível, mas algo o prendia ao chão. Uma brisa quente trazia o odor de carne em putrefação. Aquilo era um campo de batalha.

Voltou a correr os olhos pelos milhares de corpos sem vida, sentindo perder o fôlego quando reconheceu um deles. Largou a espada e correu até o conhecido, sentando-se ao seu lado e o virando para que ficasse de peito para cima, vendo seu rosto.

Conhecia aquelas feições belas, aqueles cabelos ruivos rebeldes e aquelas lágrimas tatuadas abaixo dos olhos, conhecia, mas não lembrava. Sabia que aquela pessoa, em vida, deveria ter lhe trazido felicidade e alegria, e que por isso sentiria sua falta, mas não lembrava seu nome, onde ou quando a tinha visto.

Sentiu então lágrimas descerem por seu rosto, um nó em sua garganta aparecer e uma tristeza de tamanho imensurável preencher suas entranhas. Estava arrasado, mas por quê? Quem teria sido aquele homem? Ou demônio? Por que estava tão triste e se sentindo tão só?

-Axel... -Murmurou sem pensar, trazendo aquele corpo inerte mais para si, abraçando-o, sentindo a pele fria contra a sua. Axel? Era o nome dele? Até o nome lhe soava familiar, mas não se lembrava de onde.

-Me desculpe... Axel. -Voltou a murmurar. Tentou se levantar para pensar melhor, mas tudo que conseguia fazer era chorar e lamentar pela perda daquele “desconhecido”. Tentou ficar em silêncio e parar de chorar, mas não conseguiu, era como seu corpo não obedecesse, como naqueles sonhos em que você quer correr, mas não pode, em que quer gritar, mas a garganta parece não existir.

-Me desculpe, Axel, eu não queria... Não queria... Não queria te matar...

E a compreensão abateu-se sobre o anjo como um murro em seu estômago. As lembranças voltaram, mas pela primeira vez, Roxas quis que elas ficassem escondidas, para ao menos amenizar a dor que sentia agora.

Havia matado Axel. Matara todos aqueles corpos que estavam na campina. Como? Não sabia, só sabia que matara e isso era o bastante para sentir um desespero tão intenso que parecia que ia enlouquecer.

-Axel!-Gritou, como que para chamá-lo de volta. As lágrimas agora desciam abundantes por seu rosto, e não queria parar, só queria ficar ali, abraçado do seu melhor amigo pelo resto da eternidade.

Não, aquilo não podia ser verdade. Axel não estava morto, Roxas não matara ninguém, era tudo um sonho, ou melhor, um pesadelo... Apesar disso, começou a gritar. Gritou até que sua garganta começasse a arder e sua voz a falhar...

-Ah!-Gritou mais uma vez, se sentando na cama, ofegante e suado, olhando ao redor, relembrando aquele terrível pesadelo que tivera minutos antes.

Ainda estava na tenda de Axel. Não havia sangue por lugar nenhum, nem corpos ou qualquer sinal de morte. Isso fez com que Roxas soltasse um suspiro de alívio e se acalmasse mais, apesar de que, mesmo assim, lá fora pairasse um silêncio inquietante, não tão esmagador quanto o do pesadelo, mas ainda nada agradável.

Levantou-se da cama, tentando ir até a mesa no centro da tenda, mas não conseguiu, a corrente mágica o prendia a base da cama, não permitindo que se movesse mais do que alguns metros. A tenda estava vazia. Nada de Axel, Kairi ou Riku, só Roxas. O loiro estava com fome, com sede, além de se sentir anormalmente sozinho.

Sentou-se na cama, abraçando as pernas, com a cabeça nos joelhos e esperou até que alguém aparecesse ali. Aos poucos conseguiu ouvir um barulho familiar, o clangor das espadas e lanças ao longe. Era a guerra, ela havia recomeçado e ele nem se tocara. Todos deviam estar lutando no campo de batalha, arriscando suas vidas e destruindo outras, tudo por causa de uma simples parte do céu. E para quê? Posteriormente era provável que os anjos voltassem a controlar aquele lugar se os demônios conseguissem vencer.

Apesar disso, Roxas sentia uma angústia só em saber que talvez seus amigos não voltassem com vida. Pois é, mesmo estando em cativeiro, já considerava aqueles três como amigos, e por isso mesmo, não gostava daquela idéia. Não que anjos e demônios morressem realmente. A questão era que, quando um anjo “morria” em campo de batalha, ele voltava para o Paraíso como alguém que falha em uma missão bastante importante, no entanto, ninguém aplica punição a ele, ele mesmo se pune, seja com trabalhos voluntários, seja como trabalhos na Terra, protegendo humanos ou exterminando alguns demônios que escaparam do Inferno.

No entanto, quando os demônios morrem, a coisa é bem pior. Imagine uma espécie de sociedade onde não se podem cometer erros, onde ser perfeito é nada mais que sua obrigação, onde você sempre deve ser submisso ao superior, mesmo que seja contra ao que é decretado, onde não deve haver sentimentos bons, pois eles quebram sua imagem de ser perfeito e demonstram sua fraqueza. Amar é ser fraco, assim como ser piedoso e ter compaixão, pior ainda se você não gostar de matar, aí sim você está ferrado.

Quando demônios morrem, eles podem ter três destinos: Se você morreu, mas não matou ninguém ou matou poucos, você é condenado a sofrer no sétimo circulo do Inferno por quinhentos anos (o pior lugar para pagar seus pecados é lá), se você matou muitos ou alguém importante, você apenas volta para o Inferno condenado a sofrer no segundo círculo por dez anos, mas se você morreu e por sua causa seu exército ganhou, você é mandado para Terra para atormentar alguns humanos por cinco anos, o que é ruim, porque os anjos vão vir atrás de você e te mandar de volta pro Inferno, onde você vai acabar sofrendo mais...

No final das contas, se algum deles, Axel, Riku ou Kairi morressem, isso significaria que eles sofreriam bastante, e isso não agradava Roxas. Ultimamente uma questão também tinha perturbado o loiro: E se o governante do Nono Círculo descobrisse que Axel, seu próprio general, estava ajudando e cuidando de um anjo? Detalhe: O governante do Nono Círculo também é aquele que governa todo o restante do Inferno, ele mesmo, Lúcifer, mas como eu simplesmente acho o nome dele muito feio, nós o chamaremos de governante do Nono Círculo, lembrando que o Inferno é dividido em nove anéis, cada um com suas particularidades, mas o importante é saber que quanto mais fundo, pior é seu sofrimento.

Roxas pensava o que aconteceria com Axel e com os outros dois se descobrissem ele ali, não sabia nem como não haviam descoberto ainda. Não queria que nada de mal acontecessem com eles, principalmente se fosse por sua causa.

Foi nesse exato momento que uma das abas da tenda foi levantada, mostrando dois demônios que entravam carregando um terceiro. Roxas levantou-se, permitindo que deitassem o enfermo na cama. Era Axel, acompanhado de Riku e Kairi, ambos suados, com as armaduras danificadas e pequenos cortes pelo corpo, nada muito preocupante, ao contrário de Axel, que tinha a armadura destroçada em ambos os braços e no peito. Estava inconsciente, ensopado de sangue, respirando com bastante dificuldade e tendo espasmos de vez em quando.

Kairi se afastou e foi buscar algumas ervas, curativos, gazes e o que mais fosse útil para cuidar de seu mestre, enquanto Riku despia o maior, tendo o cuidado de não piorar sua situação.

-Alguém pode me explicar o que aconteceu?!-Roxas perguntou, preocupado, agitando os braços. -O que houve com Axel?! Vocês estão bem? Falem alguma coisa!

Kairi olhou para o menor com tristeza no olhar e voltou a trabalhar em Axel, limpando suas feridas e aplicando algumas ervas. Riku se aproximou de Roxas e, inesperadamente, sentou-se ao seu lado, cansado, retirando a parte superior de sua armadura, ficando mais confortável, passando as mãos em seus cabelos e falando:

-No meio da madrugada de ontem os anjos atacaram a frente do acampamento. Imediatamente o exército se aprontou e foi lutar, mas mesmo assim, começamos perdendo. Dezenas dos nossos morreram naquele maldito ataque surpresa, e o tempo que levamos para nos defender foi uma grande diferença. Levamos horas para afastá-los do acampamento, e desde o começo Axel montou no seu cavalo e ficou na frente de batalha, e não estou exagerando quando digo que foi por causa dele que conseguimos estabilizar a situação.

“Passamos cerca de cinco horas lutando, e só foi ao raiar do sol que conseguimos lutar de igual pra igual. Durante todo esse tempo fiquei ao lado de Axel, assim como Kairi, que cuidava da nossa defesa. Foi aí que aquele maldito Arcanjo apareceu. As ordens de Axel foram claras: “Fiquem aqui e protejam o acampamento, vou dar um jeito naquele convencido”. Ele desmontou do cavalo de fogo e partiu para cima do inimigo, girando a espada. Não espere que eu narre todo o combate, porque eu tive de cuidar de mim mesmo e daqueles malditos anjos que não me deixavam em paz. Só vi a hora que o Arcanjo cravou a espada no peito de Axel e ele caiu. A sorte foi que o cavalo, no mesmo instante, partiu pra cima do Arcanjo, nos dando tempo suficiente para tirar Axel de lá, mas não pense que tudo acabou aí”

“O Arcanjo se desviou do cavalo e alçou voo, começando a nos perseguir, por várias vezes nos alcançando, nos derrubando e lutando conosco. Nessas horas Kairi voava com Axel, mas como ela não aguentava muito seu peso, não ia muito longe, enquanto eu lutava com o inimigo, algo realmente cansativo. No entanto, vez por outra o Arcanjo fraquejava, até porque era eu e dezenas de demônios contra ele, mas o fator crucial foi porque ele também tinha sido bastante ferido por Axel.”

“Passamos quase uma hora nisso, até que o Arcanjo percebeu que já não podia mais aguentar e se afastou, indo se recolher em seu acampamento. Kairi, eu e Axel então viemos imediatamente para cá. Deixamos o comando do exército para o Segundo Tenente, Luxord. Pelo resto do dia de hoje e talvez o de amanhã, nós não lutaremos.”

E terminou sua explicação, jogando a cabeça para trás, cansado, fechando os olhos. Roxas ainda o observava, inquieto. Não imaginava que os anjos pudessem fazer algo tão desonroso quanto atacar alguém de surpresa.

Kairi ainda aplicava alguma das ervas quando Roxas se aproximou para ajudá-la, aplicando as gazes por todo o tronco desnudo de Axel. O loiro correu os olhos por seu corpo e notou também que até suas asas negras estavam em um estado lamentável, cobertas de rasgos nas áreas membranosas mais finas. Sentiu-se mal por vê-lo naquele estado, e no fundo de sua alma temia por Axel.

Mais tarde naquele dia, quando o sol estava no meio do céu e o clima se tornava estranhamente quente, Kairi e Riku saíram da tenda. Todos tinham feito o possível para cuidar dos ferimentos de Axel, e agora só lhes restava esperar. Kairi tinha deixado o maior aos cuidados de Roxas, dando instruções precisas caso o ruivo viesse a precisar de algo. Enquanto isso, ela iria acompanhar Riku até sua tenda e cuidar dos ferimentos do mesmo, afinal, até ele próprio tinha alguns cortes.

Roxas sentou-se no chão, ao lado da cama onde Axel estava adormecido, observando seu peito coberto de gazes subir e descer sem parar. Sua face estava serena, como se estivesse tendo um sonho muito bom naquele momento. O loiro encostou sua cabeça no colchão e fechou os olhos.

Lá fora já não prevalecia o mesmo silêncio de antes. As passadas rápidas e apressadas dos demônios voltaram a soar, além dos gritos e comandos que cada um dava ao outro. Roxas parecia não notar, mas estava ficado estranhamente acostumado aquele modo de vida no acampamento, aos demônios e especialmente a aqueles amigos tão incomuns. E simplesmente adormeceu ali, ao lado de Axel, ouvindo sua respiração ainda pesada como se fosse uma cantiga de ninar...

Quando acordou, meio desorientado, piscando os olhos, notou que dois orbes esmeraldinos o fitavam de forma penetrante. Olhou de volta e percebeu que Axel já tinha acordado, e o fitava duramente, como se quisesse memorizar todos os detalhes do menor pelo resto de sua existência.

-O que foi?-Roxas perguntou, desconfiado.

-Nada, desculpe. -Axel disse, enrubescendo e virando seu rosto para cima, olhando para o teto, como uma criança que é pega fazendo algo que queria fazer, embora não lhe fosse permitido.

-Como você está?-Roxas voltou a perguntar, se sentando na borda da cama, olhando para o chão.

-Bem, já estive melhor. E você?

-Normal. Não fui esfaqueado nem nada do tipo.

-Minha situação é muito ruim?

-Quase morrer não é pouca coisa.

-Desculpe se eu lhe preocupei...

-Não preocupou!-Roxas exclamou de repente, se levantando e ficando de costas para Axel.

Um clima subitamente triste pairou no interior da tenda, um clima que trazia angústia, terror, tristeza e medo... Medo de perder. Roxas não sabia ao certo o porquê, mas estava com raiva, com raiva de Axel. Cerrou os punhos com força, sentindo as próprias unhas ameaçarem a cortar sua pele. Também tinha vontade de chorar, mas por quê? Todos estavam bem e a salvo. Por que sentia tanta... Angústia? Era como algo que o sufocava e que precisava ser posto para fora, mas não sabia como.

-Você foi muito irresponsável, Axel. -E idiota também! Quase se matou lá! Se não fosse por Riku e Kairi você estava morto! Morto! M-O-R-T-O! Entendeu?, Falou Roxas, calando o restante de seu pensamento, que insistia em manifestar uma raiva que certamente estaria fora de seu controle se fosse liberada.

-Desculpe, só fiz o que precisava ser feito, Roxas. Precisa entender que como general, eu...

-Desculpas não adiantam. Você quase morreu.

-Quase, mas não morri. Estou aqui, respirando e vivinho da silva, não estou? Então por que está com raiva?

-Não estou com raiva.

-Está sim. Sua voz está tremendo como se fosse gritar comigo a qualquer hora, como se eu fosse o culpado pelo que aconteceu. Olhe para as suas mãos, estão brancas de tanto você apertar, e aposto que se eu pudesse ver seu rosto, estaria chorando.

-Não estou chorando.

-Ainda.

-Cala a boca, Axel. — Senão eu mesmo vou calá-la, seu ruivo idiota!Já não aguento mais! Me mata de preocupação e ainda age desse jeito?! Qual é o seu problema?! Devia ter morrido de uma vez, assim me poupava das suas idiotices!

Uma partezinha de sua cabeça, a única ainda não levada pelas emoções, dizia que aquela raiva toda de Roxas era infundada. Realmente não era culpa de Axel o que tinha acontecido, então por que tanto ódio? Não sabia, só sabia que precisava deixar sair de algum jeito. Começou a falar palavras que não tinha planejado dizer, e logo até aquela partezinha racional da sua cabeça foi tomada por emoções fortes demais para serem paradas.

-Sabe como eu fiquei, quando o vi sendo trazido por Riku e Kairi?Sangrando e inconsciente? A primeira coisa que pensei, Axel, foi: “Ele está morto”. Como pôde fazer isso comigo?

-Mas eu não pretendia ser esfaqueado por aquele maldito Arcanjo! E por que você se importa tanto? Agora a pouco você disse que não se preocupava comigo.

Roxas ficou em silêncio, ainda de costas para o ruivo. Era isso? Estava com tanta raiva por que Axel se arriscara e quase morrera? Se importava tanto assim? Ainda se lembrava do que tinha sentido na hora em que aquele pensamento veio, “Ele está morto”. Sentira tristeza, não, algo pior e mais forte, desespero. Desespero? Por quê? Nunca tinha ligado tanto para o ruivo, e só no momento que sentiu que o perdera, viu o quanto lhe faria falta.

-O que há com você, Roxas?-Axel perguntou, se sentando na cama, com um tom carregado em sua voz, quase como se compartilhasse dos mesmos sentimentos do outro.

-Eu senti... Senti sua falta, Axel. -Respondeu, como se fosse a coisa mais simples do mundo. -Você é, provavelmente, meu melhor amigo, e não tinha me dado conta de quanto você faria falta caso fosse embora. Eu senti... Desespero. Estou com raiva porque você foi um grande irresponsável e deveria ter se cuidado mais, idiota.

Começou a chorar, soluçando, sentindo várias lágrimas descendo por seu rosto, ao mesmo tempo em que afrouxava a força das mãos. Isso, toda aquela angústia estava indo embora com as lágrimas. Logo chorava copiosamente, e não se rebelou quando braços longos e cobertos de gazes vieram e lhe abraçaram, trazendo-o mais para perto de Axel, sentando-o em seu colo e o abraçando ternamente. Roxas abraçou o maior de volta, encostando o rosto em seu peito, também coberto de curativos.

Esse ato fez com que Axel soltasse um murmúrio involuntário de dor, mas quando Roxas ia se afastar, já pedindo desculpas por seu descuido, os braços ao seu redor se estreitaram e o mantiveram lá, abraçando-o ainda mais forte, sentindo seu calor. Roxas continuou a chorar sem parar, e tudo que Axel fazia era brincar com seu cabelo, e apesar de ser um gesto simples, era bastante reconfortante.

Quando o loiro finalmente parou de chorar, se afastou um pouco, extremamente corado, desviando o olhar. Axel sorriu para si, adorava aquela expressão envergonhada do menor.

-Então? Está melhor?-O ruivo perguntou, tirando uma mecha dos olhos do outro, fazendo-o corar ainda mais, se é que isso era possível.

-Es-Estou, Axel. Obri-Obrigado. -Gaguejou o loiro, ainda desviando o olhar.

-Realmente, sou eu que quase morro e você que fica na pior, engraçado isso, não?

-Demais. -Roxas respondeu, sem humor na sua voz, repleta de sarcasmo, mas voltando a ficar envergonhada de novo. -Hum... Hã... Eu...Se não fosse pedir demais...

-O que é, Roxas?

-Queria que... Você me prometesse que... Nunca mais vai voltar pra mim desse jeito. -Disse, apontando para o peito do maior.

-Eu prometo. -Axel falou, como quase que automaticamente, sem pensar. A frase anterior de Roxas o atordoara. “Voltar pra mim... Voltar pra mim... Voltar pra mim...” Podia ser só uma forma de falar, mas aquela frase deixou Axel estranhamente... Radiante. Ficou sorrindo por vários minutos, até que finalmente notasse Roxas chamando por seu nome.

-Ei, Axel! Acorda!

-Hã?O que? O que foi?

-Céu para Axel, onde você está com a cabeça?

-Em...

-Ah, espero não estar interrompendo nada. -Soou a voz de Kairi, que adentrava a tenda, mais sorridente do que o de costume, acompanhada de Riku, estranhamente vermelho, como se estivesse corado.

-Não, sentem-se. -Axel disse, enquanto Roxas se sentava no chão, feliz pela presença dos dois ali também. -Então, aconteceu alguma coisa importante na minha ausência?

-Nada de mais, a guerra ainda está equilibrada, não estão precisando da gente lá. -Respondeu Kairi. -Mas e o senhor, mestre, como está?

-Consigo respirar, é o que basta. -Sorriu.

O resto do dia inteiro passaram conversando besteira, com um clima leve e descontraído no ar. Era como se fossem apenas simples amigos juntos porque gostam das companhias uns dos outros, e não inimigos ou mestres e pupilos. Estavam felizes assim. Esse é um dos tipos de momentos que Roxas gosta de relembrar às vezes, quando a dor parece grande demais para se aguentar.

Notas finais
Pois é, o triste fim de mais um chap, espero que tenham gostado, e por favor, mandem reviews, elas ajudam muito quando a inspiração me falta (coisa que tem acontecido demais ultimamente...)
Bjos, e vou ver se consigo postar o proximo chap daqui pra...Quinta ou Sexta talvez (hj é domingo),prometo,disso não passa.