Between Heaven and Hell
2 Working On The Case
Notas iniciais
P.O.V Phoebe’s
Depois de me encontrar com Sam e Dean aquele dia passamos horas pesquisando sobre o caso, mas não tínhamos muita coisa, os corpos ainda não tinham sido liberados para perícia e além disso estávamos longe da última cidade atacada.
Eu estava em meu quarto do hotel, o mesmo dos Winchesters, pesquisando em meu notebook sobre os últimos acontecimentos quando escuto duas batidas vindo da porta.
– Entre – disse sem tirar os olhos do computador.
– Oi, encontrou alguma coisa? – disse Sam ao entrar no quarto e sentar na minha frente na mesa.
– Não muito, e vocês tiveram sorte? – perguntei olhando para Sam, ele parecia meio hesitante ao falar comigo.
– Não, mas os corpos vão ser liberados amanhã em Waca, estava pensando se você iria comigo enquanto o Dean fica investigando pelas ruas – ele disse me olhando, esperando minha reação.
– Pode ser, mas já vou avisando que vamos no meu carro! – disse apontando o dedo para ele que gargalhou.
– Vejo que você é apegada ao seu carro que nem o Dean – ele disse – mas relaxe, eu não tenho carro e o Dean não sai de perto do impala.
– Ele está certo – disse rindo – também não saio de perto do meu.
Ele riu e disse:
– Tudo bem então, a gente se vê amanhã – disse se levantando e indo até a porta.
– Boa noite, Sam – disse sem desgrudar os olhos do notebook.
– Boa noite, Phoebe – ele disse abrindo a porta – e vê se não fica a noite toda nesse computador.
– Depois de tanto tempo ainda me conhece – disse rindo e ele riu também, saindo do quarto.
Após pesquisar bastante e não encontrar nada concreto eu fui tomar banho e dormir, esperando não ter mais pesadelos que tanto me assombravam. Mas eu não tive tanta sorte.
Nós caímos e o chão continuou a tremer, derrubando as mesas, cadeiras e fazendo as paredes ruírem. Eu não podia estar mais aterrorizada, olhei para o meu pai que conseguira levantar, logo indo me ajudar. Quando consegui levantar, fumaças pretas surgiram dentro da sala.
– NÃO! – meu pai gritou, correndo em direção a porta – VOCÊS NÃO PODEM FAZER ISSO!!
Andei cambaleante e tentei chegar perto do meu pai, mas antes que eu desse dois passos meu pai disse:
– Fique aqui Phoebe, fique aqui — e assim conseguiu arrombar a porta, entrando desesperado.
Mas algo aconteceu. Só lembro de ter visto uma explosão dentro da sala e meu pai gritando porque logo veio a escuridão.
* * *
Acordei suada e assustada. Ter essas lembranças toda vez que durmo só consegue aumentar a dor e principalmente a saudade. Fico pensando como seria minha vida se nada daquilo tivesse acontecido, será que eu estaria feliz? Será que eu saberia sobre esse mundo sobrenatural? Eram tantas perguntas, tantas dúvidas, até hoje não entendo o que aconteceu naquele dia. Levantei e fui tomar um banho, tinha que me concentrar no presente, pensar no passado só irá piorar minha situação.
Depois do banho, eu me arrumei e me dirigi para o quarto do Sam para chama-lo para nossa “aventura”. Bati duas vezes na porta e esperei.
– Bom dia raio de sol – disse Dean ao abrir a porta.
– Não enche Winchester, o Sam já está pronto? – disse impaciente.
– Uau, calme ai senhorita “estou em uma missão” – falou enquanto dava espaço para mim entrar no quarto. – Ele já acordou, só foi pegar umas coisas no carro.
– Desculpe, não dormi muito está noite – disse e suspirei logo sentando na ponta de uma das camas.
– Tudo bem, coisa de caçador ser mal humorado – se sentou ao meu lado.
– Isso eu tenho que concordar, tem certos caçadores que não deveriam sair de casa por ser tão mal educados – disse rindo.
– Você diz isso porque nunca viu o Sam quando leva um fora de uma garota – falou Dean.
Gargalhei ao imaginar a cena, já vi o Sam mal humorado mas irritado não. Estávamos rindo quando o Sam entrou no quarto.
– Bom dia, porque estão rindo? – disse colocando a mala na mesa.
– Bom dia, ah nada de mais, só estava aqui conversando com a Phoebe – disse me olhando de soslaio.
– Bom dia, Sam – falei segurando o riso.
– Vocês são muito estranhos – disse desviando os olhos de Dean para mim – Vamos?
– Vamos – disse levantando.
– Lembre-se Sam, sem estresse – Dean falou quando estávamos indo em direção a porta.
– Como assim? – disse Sam confuso.
– Não importa – Dean piscou pra mim sorrindo – vão logo para excursão.
– É, estamos atrasados – disse rindo e puxando o Sam para fora do quarto.
* * *
Entramos no carro, liguei e sai em direção a estrada.
– Então, vai me contar do que estavam rindo? – disse Sam me olhando.
– Nada de mais Sam, esquece. – falei olhando para estrada.
– Vocês se conhecem nem 24 horas e já aprendeu a esconder coisa de mim que nem ele? – Sam aumentou o tom de voz.
Mas eu não aguentei e gargalhei.
– Porque você está rindo agora Phoebe? – disse me olhando indignado.
– Você está com ciúmes Sam? – disse rindo e olhando para ele rapidamente.
– O QUE? NÃO, claro que não – falou olhando para a janela – só estou curioso.
– Sei – continuei provocando – a sua curiosidade pode esperar um pouco?
– O que vocês estão aprontando? – arregalou os olhos e eu gargalhei.
– Nada Sam, relaxe – olhei para ele, que ficou mais calmo – nós estávamos falando de você na verdade...
– O que vocês falaram de mim?
– Pergunte ao Dean, estou prestando atenção na estrada ou você quer que eu capote o carro? – segurei o riso, adoro deixar as pessoas curiosas.
– Ok, já vi que você vai continuar com os seus joguinhos – revirou os olhos
– Você me conhece bem – disse rindo.
* * *
Sam’s P.O.V
Estávamos na estrada por duas horas, quando de repente escuto um som de asas no banco de trás.
– Cas o que... – fui interrompido pelo grito de Phoebe e com ela quase atingindo uma placa com o carro – MEU DEUS, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?
– PEGA A ARMA E ATIRA NISSO – disse ela procurando alguma coisa em baixo do banco.
– O QUE? NÃO, apenas se acalme, ele é amigo nosso – falei tentando acalma- la.
– Amigo? QUE TIPO DE AMIGO APARECE DO NADA? DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ SAM? O QUE ESSE CARA É? – ela ia bater esse carro, certeza.
– Eu sou um anjo do Senhor – disse Castiel.
– Anjo? Desde quando anjos existem? Isso é algum tipo de brincadeira, Sam? – disse arregalando os olhos e parando o carro.
– Não, ele é realmente um anjo – coloquei a mão em seu ombro para ver se ela ficava mais calma.
– Anjos... meu deus o que mais falta nesse mundo? – ela respirou fundo e continuou – então... Anjo você é um dos mocinhos?
– Sim... eu acho que sim – ele ficou confuso – meu nome é Castiel.
– Então Cas – pigarreei – o que está você está fazendo aqui?
– Vim ajudar você – disse olhando para Phoebe.
– Porque me ajudar? – ela disse confusa.
– Porque temos trabalho para você, Phoebe Halloway.
* * *
Dean’s P.O.V
Após os dois saírem eu fui em direção ao computador procurar algo relevante sobre o caso. Fui em todos os sites sobre criaturas sobrenaturais e rituais que eu achei mas nada era muito concreto, então resolvi olhar as fichas das vítimas. Comecei a ler todas para achar algo em comum, não continha nada de anormal até agora, mas encontrei algo em na cidade de Austin.
“Meredith Hill, 18 anos, Texas... Faculdade Stanford”
“John Slade, 21 anos, Texas… Faculdade Stanford”
“Stuart Jackson, 21 anos, Texas… Faculdade Stanford”
“Lilian Morgan, 18 anos, Texas… Faculdade Stanford”
“Robert Marin, 21 anos, Texas… Faculdade Stanford”
“Clarissa Iparis, 18 anos, Texas… Faculdade Stanford”
Era isso, chequei as outras cidades e foi a mesma coisa: 3 mulheres de 18 anos e 3 homens de 21 anos e todos estavam cursando a mesma faculdade, Stanford. Isso não era bom, nada bom. O pior é que não temos nenhuma pista de quando vai ser o próximo ataque e qual o objetivo de seja lá o que esteja fazendo isso, mas tenho os meus palpites.
Melhor coisa para descobrir algo sobre o caso quando você não faz a mínima ideia: Ligar para o Bobby. Peguei meu celular e procurei seu nome.
– Alô?
– Ei, Bobby.
– Ei, Dean.
– Então, você não saberia algo sobre o massacre? – comecei.
– O massacre de Texas?
– Isso.
– O que você tem?
– Bom, três homens e três mulheres assassinados em cada cidade de Texas, mulheres com 18 anos e homens com 21.
– Isso é estranho. – disse Bobby confuso.
– E tem mais.
– O que?
– Todos estudavam na mesma faculdade, Stanford.
Silêncio.
– Droga, não era a faculdade que o Sam ia fazer? – disse Bobby se alterando.
– Exatamente. – suspirei.
– Ok, vou ver o que eu acho – disse em um tom cansado.
– Valeu Bobby. – desliguei.
Era melhor avisar logo o Sam, quando mais rápido soubermos o que estamos enfrentando mais rápido impediremos esses monstros malditos. Tentei ligar para Sam, mas caiu direto na caixa postal, estranho ele nunca desliga o celular. Liguei para Phoebe, mas aconteceu a mesma coisa, algo estava errado, e muito.
Peguei as todas as nossas coisas do quarto, peguei a mala de Phoebe e fechei a conta no hotel. Joguei as coisas no porta-malas e sai em disparada na direção da estrada, algo tinha acontecido com aqueles dois, eu tinha certeza.
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