Between Heaven and Hell
1 Start From the Beginning
Notas iniciais
P.O.V. Phoebe’s
Não era a primeira que eu ouvia falar de corpos encontrados sem coração, obviamente se tratava de um lobisomem. Eu estava a caminho de Oklahoma para resolver esse caso, mas aquela sensação ruim insistia em voltar, “eu não deveria estar aqui”.
Parei em um hotel qualquer, eu realmente precisava descansar depois de tanto tempo na estrada, mesmo eu tendo parado antes para dormir aqueles pesadelos continuavam a me cercar juntamente com aquelas palavras “você deverá impedir isso antes que seja tarde demais...antes que o mundo acabe”. Só de lembrar daquela voz um tremor percorre a minha espinha, o que aquela voz queria dizer? O que uma simples caçadora como eu poderia fazer para impedir que o mundo acabasse? Balancei a cabeça para afastar aqueles pensamentos, eu tinha que me focar no caso.
Entrei no pequeno hotel e me dirigi para recepção e pedi um quarto para a mulher um tanto gorda de meia idade, a antipática me entregou a chave e apenas disse “5B”, ótimo, além de estar em um hotel aos pedaços que cheirava naftalina a recepcionista era desagradável. Segui pelo corredor verde musgo desbotado e entrei no quarto trancando-o, o quarto era bem simples com paredes brancas manchadas, uma cama de solteiro ao lado de um criado mudo, um banheiro, uma televisão velha grudada na parede e uma mesa com uma cadeira que provavelmente iria quebrar a qualquer momento. Suspirei, eu poderia ter escolhido melhor mas eu só iria passar uma noite naquele lugar.
Joguei minha mala na cama e liguei a televisão, e a noticia estampada em negrito na tela chamou minha atenção “Carnificina em Texas: 18 pessoas, até o momento sem identificação, são encontradas mortas nas ruas de San Antonio, Austin e Waco”. Fiquei espantada, nunca tinha visto algo tão desastroso antes acontecendo no Texas, a repórter interrompeu meus pensamentos dizendo: “A causa das mortes são cortes nas gargantas das vítimas, sendo encontradas amarradas nos postes de cada vizinhança. Sendo 6 pessoas por cidade. Moradores acreditam q a próxima cidade a ser atacada é Dallas, os policias dizem que irão fazer turnos nas ruas para a segurança de todos. Avisaremos se tivermos mais informações.” Com certeza aquele era um caso e um dos grandes, do que se tratava eu não fazia ideia mas não poderia ignorar aquilo. Os lobisomens teriam que esperar pois amanhã iriei para Dallas, o lugar que pensei que nunca voltaria.
Dallas... Só de pensar na cidade que acabou com a minha vida, flashes de uma memória dolorosa voltavam enquanto meus olhos ameaçavam a se encher de lagrimas. Respirei fundo, eu não podia desabar, não agora, tenho que continuar meu trabalho que é única coisa que eu conseguia pensar nos últimos anos. Fui tomar banho para ajudar a relaxar e esquecer dos desastres da minha vida.
P.O.V Sam’s
Paramos em um hotel em Houston para descansar e pesquisar mais sobre o suposto caso de um wendigo. Mas obviamente o Dean já tinha ido para um bar atrás de garotas para se divertir, eu fiquei no hotel como sempre pesquisando. O hotel até que era bom, as paredes eram bege, duas camas de solteiro cm um criado mudo entre elas, um banheiro, uma mesa com quatro cadeiras, na qual uma delas eu estava sentado e uma televisão grudada na parede.
A porta abre em um estrondo e Dean passa por ela irritado, fechou a porta e se jogou na cama.
- O que aconteceu? – eu disse confuso, ele tinha ido em um bar deveria voltar só amanhã todo contente pela sua noite.
- O QUE ACONTECEU? – ele me olhou incrédulo – Aconteceu Sammy, que eu estava levando uma gata a casa dela para...
- Menos detalhes Dean – eu o interrompi
- Ok, então estávamos indo para o carro quando ela fez uma cara de nojo e disse “essa lata velha é sua?” – ele arregalou os olhos enquanto descrevia a cena.
Eu gargalhei
- Então você deixou a garota lá sozinha e veio embora só porque ela falou mal do impala?
- Mas é claro, ninguém fala mal do meu baby – ele disse e bufou se deitando na cama de novo.
Depois de um tempo em silencio, veio aquele som tão conhecido por nós de asas e Castiel apareceu.
- Eai Cas, o que faz aqui? – disse Dean olhando entediado para Castiel
- Eu tenho um caso para vocês – disse parecendo nervoso.
- Que caso? – perguntei interessado, Castiel não nos dava um caso a menos que seja algo grande.
- Sinto muito, Cas, mas já estamos caçando... – Dean iria continuar mas foi interrompido.
- O que eu tenho para vocês é algo mais perigoso, eu resolveria mas tem proteção contra anjos em todo lugar – disse Castiel
- Bem, sendo assim, sobre o que é? – continuou Dean
— Aqui – Cas entregou a Dean o jornal.
- Uau, realmente isso aqui é um caso – disse Dean surpreso
- Deixa eu ver – peguei o jornal e comecei a ler “Massacre em Texas apavora moradores”, isso realmente parecia ser muito ruim, “18 pessoas são mortas em Texas nas cidades de San Antonio, Austin e Waca. As vítimas, ainda sem identificação, foram encontradas com gargantas cortadas e amarradas aos postes das ruas, traz o desespero. Com 6 pessoas mortas em cada cidade os moradores dizem que a próxima cidade a ser atacada deverá ser Dallas. Como a polícia ainda não tem suspeitos irão fazer turnos nas ruas da cidade para a segurança de todos.” – É, definitivamente é um caso.
- Mas porque 6 pessoas em cada cidade? O que isso quer dizer? – disse Dean pensativo.
- Deve ser porque, segunda a bíblia, o número 6 é o número do diabo – eu disse me levantando.
- Exatamente – disse Castiel
- Você sabe o que está acontecendo, Cas? – disse Dean levantando da cama e andando pelo quarto – você sabe quem ou o que está fazendo isso?
- Eu desconfio que sim, mas eu preciso voltar para o céu e verificar – Castiel disse se virando.
- Então... – Dean se virou para Cas mas ele já tinha sumido – boa noite para você também Castiel.
- Vamos dormir, temos um longo caminho a percorrer amanhã até Dallas – eu disse me deitando na cama.
* * *
P.O.V Phoebe’s
Sai do quarto e segui pelo corredor segurando a mão de meu pai, eu estava muito ansiosa para conhece-la. Meu pai percebeu meu nervosismo e parou de andar, agachou na minha frente e sorriu
- Se acalme patinha – disse rindo – estamos chegando, você vai adora-la.
Passamos pelo corredor branco e adentramos em um quase igual, tirando pela janela que dava visão para uma sala.
- Venha aqui – meu pai disse me pegando no colo – está vendo?
- Sim – disse dando um grande sorriso e colocando minhas mãos no vidro.
- Viu só? Ela tem o mesmo sinal de nascença que você
- Sério? – disse olhando para seus olhos verdes curiosamente.
- Sim, olhe o pulso dela – disse meu pai apontando
- É verdade – disse rindo
Foi então quando um tremor percorreu a terra nos jogando no chão...
Acordei gritando, mesmo sempre tendo aquele sonho eu acordava desesperada como se tivesse revivendo aquele momento novamente. Quando fui esfregar os olhos que percebi que minhas bochechas estavam cheias de lagrimas, limpei meu rosto e me levantei. Aquelas memorias voltavam como facadas no meu coração, fazendo me lembrar do pior dia da minha vida. Balancei a cabeça na tentativa de esquecer tudo isso e fui tomar banho.
Depois do banho eu me arrumei, fechei a conta do hotel com a mulher antipática finalmente deixando aquela espelunca que fedia a naftalina e segui em direção ao meu carro, que era um camaro SS 1969 preto e entrei. Liguei o carro e coloquei o CD da minha favorita no momento, Arctic Monkeys, e segui para a estrada.
Parei em uma lanchonete depois de duas horas de viagem, entrei na lanchonete que era simples com um balcão que percorre toda a lateral do local, mesas com detalhes vermelhos assim como as paredes mesmo estando um pouco desgastadas e o cheiro bom que vinha da cozinha fez meu estomago roncar. Sentei em uma mesa do lado da janela e pedi um hambúrguer com refrigerante. Enquanto esperava eu mexia em meu celular para ver se tinha alguma mensagem de voz, quando eu senti uma presença estranha.
Olhei ao meu redor e todas as pessoas estavam desmaiadas. Levantei e peguei meu facão que estava na minha bota, me xinguei por ter pego só isso para deixar comigo enquanto o que eu realmente precisava estava no carro.
- Ora, ora... ora o que nós temos aqui? – disse uma voz feminina atrás de mim e eu me virei.
- Merda – falei baixo.
Logo vi uma mulher um pouco mais baixa que eu com cabelos loiros e dois homens altos, um careca com uma jaqueta de couro e outro com cabelos castanhos todos aparentando ser mais velhos do que eu e todos com os olhos completamente negros.
- Parece que temos uma caçadora sozinha, Laurel – disse o careca para a mulher.
- E o que isso significa para nós, Ryan? – disse virando para o de cabelos castanhos.
- Significa que é hora da diversão – disse abrindo um sorriso diabólico.
Então os dois homens avançaram até mim, eu chutei o careca com força, como ele estava desprevenido, caiu no chão. O Ryan me deu um soco de cada lado do meu rosto me fazendo cair e logo depois me chutou na barriga. Cuspi o sangue e ele riu.
- Tão bonita, mas tão fraca... – nesse momento em que ele se distraiu eu dei uma rasteira e quando caiu eu cortei sua cabeça, talvez não adiantasse muito mas eu ganharia tempo.
Quando levantei o careca veio em minha direção e me jogou na parede, eu ia cair mas ele me segurou pelo pescoço me enforcando. O facão caiu da minha mão e eu tentava desesperadamente me soltar.
- Não é tão corajosa agora, não é mesmo? – ele disse rindo enquanto tudo escurecia.
Em uma tentativa sem esperança, eu coloquei minha mão em sua cabeça e usei o resto da minha força para tentar empurra-lo. Quando, de repente, uma luz branca intensa começou a sair da minha mão, eu arregalei os olhos com medo e o careca gritou. Caímos no chão, olhei para seu rosto e no lugar dos olhos estavam duas orbitas vazias.
- Mas oqu... – a loira disse baixo, como se não acreditasse no que tinha visto, assim como eu.
Eu me esforcei para levantar e ela gritou, saindo da sua boca uma fumaça preta.
‘’ O que tinha acabado de acontecer? Oque era aquela luz? Como eu fiz isso?’’ essa eram algumas de muitas perguntas que rodeavam minha cabeça. Fui para a cozinha e peguei um pouco de gelo colocando em um saco e depois no meu rosto. Eu precisava sair dali o mais rápido possível, antes que mais alguma coisa viesse atrás de mim.
Escondi os três corpos e entrei no meu carro, liguei e sai correndo para a estrada querendo que tudo aquilo não tivesse acontecido.
* * *
P.O.V Dean’s
Depois de horas de viagem chegamos em Dallas, nos hospedamos no hotel e saímos para comer em uma lanchonete. Chegando lá, estacionei o carro e entramos, a lanchonete era simples mas era melhor do que as que tem no meio da estrada que não tem nem torta. Sentamos em uma das mesas quadradas e eu pedi um x-bacon com fritas, e claro o Sam apenas um café.
- Então? O que está causando essas mortes? – disse enquanto mordia um pedaço do meu lanche.
- Eu não sei, mas pelo padrão pode ser trabalho de bruxas – disse Sam enquanto abria o notebook.
- Acho que não, para o Cas ter vindo pedir nossa ajuda deve ser demônios
- É faz sentido, para o céu estar um caos tem que ter haver com o inferno – disse Sam, pesquisando.
- Mas o que eles planejam com tudo isso? Não é como se eles se divertissem seguindo a mesma estrada e matando do mesmo jeito como um bando de serial killer – quando eu disse isso o Sam desviou o olhar para algo atrás de mim – O que foi? – segui seu olhar assim que vi sua expressão de espanto.
Virei e achei o que ele estava encarando tanto, ele olhava para uma garota um tanto alta com cabelos castanhos escuros lisos que iam até sua cintura, não dava para ver o rosto pois estava de costas mas Sam levantou e foi até ela, o que aquele idiota estava fazendo?
Eu levantei e fui atrás de Sam, ele se aproximou dela, que se virou e fez uma expressão de surpresa misturada com indignação. Ela era linda, a pele era branca um pouco bronzeada, a boca naturalmente avermelhada com um machucado no canto e seus olhos, também castanhos escuros, eram misteriosos.
- Sam!! – ela disse com uma voz doce sorrindo e logo se abraçaram – Eu não acredito, o que está fazendo aqui?
Eu pigarreei quando vi que Sam ia esquecer de me apresentar para a garota. Ela desviou seus olhos de Sam para mim, me olhando com curiosidade.
- Esse é meu irmão – disse o Sam dando espaço para nos cumprimentar.
- Dean Winchester – disse simpático, esticando minha mão para ela.
- Phoebe Halloway – ela disse apertando minha mão.
- Então... como vocês se conhecem?
- Phoebe estudou direito comigo e também era amiga de Jess... – disse Sam um pouco cabisbaixo por se lembrar de Jessica.
- Mas eu consegui me formar, a distância mas sim.
- Porque a distância? – perguntei já curioso sobre a vida da menina.
- Digamos que eu tive que sair da cidade e não conseguia ficar parada em um lugar só, precisava fazer meu trabalho – ela disse e eu fiquei confuso, que trabalho era tão importante assim para largar tudo?
- Phoebe é caçadora – disse Sam percebendo minha confusão – ela percebeu depois de um tempo que eu também era.
- Você caça? – eu disse surpreso — sozinha?
- Sim – ela riu um pouco – caço a muito tempo, é de família
- Mas o que está fazendo aqui em Dallas, Phoebe? – Sam perguntou
- Vim atrás desse caso da carnificina e vocês?
- Nós também – dissemos em um uníssono
- Você vai nos ajudar não é? – disse Sam esperançoso, eu também fiquei mesmo não sabendo o porquê.
- Ah eu não sei...
— Por favor o caso é grande, vamos precisar de ajuda – Sam continuou, fazendo sua cara de coitado.
- Tudo bem então – ela disse suspirando.
- Relaxa, fazemos um bom time – eu disse e pisquei para ela, que desviou o olhar e sorriu.
- Então vamos caçar meninos – ela disse empolgada enquanto se virava para fazer o pedido.
* * *
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