Between Heaven Hell
9 Capítulo Oito
Notas iniciais
P.O.V LYN
Eu nunca senti desespero tão grande do que no momento em que o Jin caiu desacordado e com os batimentos cardíacos tão fracos que tinha que se esforçar muito para sentir. O Thiago tinha acordado, o fogo baixado e eu já conseguia entrar no circulo.
Esse é o pior momento da minha vida, meu irmão caído praticamente sem vida e eu tentando reanima–lo com todas as minhas forças.
Estava sendo os piores minutos, o Thiago tapa os olhos, pois a luminosidade que sai das minhas mãos é muito forte praticamente cegante, mas eu não me importo com isso, continuo colocando minhas mãos em cima do coração dele enquanto o Thiago anda até a cômoda e começa a ligar para a emergência.
– Jin, não me deixe, preciso de você, não me deixe, por favor... Jin, me ouve, volta para mim, por favor.
As lagrimas caem em cima dele e eu continuo tentando fazê–lo acordar, tremo muito, parece que estou entrando em convulsão de chorar, não quero perde–lo, não de novo... Tínhamos ficado sete anos distantes e agora estava perdendo ele de vez.
Tento me conectar com ele para busca–lo onde ele estiver, mas a única coisa que vejo é muito branco a minha volta até que eu acho uma quebra no branco e aparece um buraco negro, dele sai uma sensação ruim, sei que tenho poucos minutos, aquilo clareou minha mente, tenho que agir rápido, passo minha mão pelo buraco e torço para que ele veja, quando sinto que algo pegou minha mão, não sei como soube que era ele, mas tive certeza. Puxo com toda força e retorno a sala no meu corpo, minhas mãos ainda iluminadas e ele ainda caído. Senti toda tristeza em cima de mim, senti que tinha fracassado. Começo a chorar mais.
Ele confiou em mim e tudo que eu fiz foi atrapalhar, devia ter deixado fazer da maneira dele, mas sempre tenho que fazer as coisas do meu jeito e agora perdi meu irmão. Senti que cheguei tão perto de salvá-lo, mas não fui forte o suficiente. Sinto seu corpo estremecer, ele está vivo? Ele está vivo... Meu irmão voltou a respirar e seu coração a bater forte.
– Assim você me cega maninha – diz.
No susto minhas mãos apagam e eu tento conter o choro, em vão.
– Idiota. Você é idiota demais, te odeio Jin te odeio seu idiota, seu imbecil – se jogo em cima dele abraçando-o.
– Obrigada por me salvar – sussurra.
DUAS SEMANA DEPOIS
Noite passada tinha sido minha formatura do colegial, mas, ao contrario dos outros, eu não ia para faculdade, minhas malas já estavam no porta–malas do carro do Jin e ele fecha a mala dele enquanto tenta se separar do abraço apertado da nossa avó.
Isa e Thi vieram me ver para me dar tchau, abraço minha amiga já com saudades dos conselhos dela e das conversas idiotas que tínhamos todos os dias na escola.
– Vou ficar com saudades de você tampinha reluzente, promete me ligar todos os dias?
Aperto mais ela.
– Claro que prometo girafa preta e você vai ter que me contar todas as fofocas que estão rolando aqui.
Damos risada e ela vai se despedir do meu irmão, ela tem uma queda, não melhor, um abismo por ele, mas já se conformou.
– Você veio, fica meu amigo, e então você vai embora e leva um de meus tesouros.
Ela olha para mim com os olhos cheios da lagrimas.
Jin abraça Isa e pede desculpas ter que fazer isso. Eles são tão lindos juntos, dariam um bonito casal. Acho que já estou querendo demais. Jin beija a testa de Isa e volta a abraça-la.
O Thiago se aproxima de mim e segura minhas mãos me olhando nos olhos.
– Antes de você ir quero te agradecer pelo que você e seu irmão fizeram por mim. Ainda não gosto dele, mas se ele te faz bem...
Dou um sorriso e agarro no pescoço dele apertando tanto que não sei como ele ainda respira, ele abraça minha cintura apertando também.
– Vou sentir sua falta pequena, muito mesmo.
Me afasto um pouco e o olho nos olhos de novo, vou sentir muita falta dele, de tudo o que ele fez por mim, de tudo o que passamos juntos. Ele me puxa um pouco mais e me da um beijo, um beijo apaixonado e saudoso.
Depois de algum tempinho ouço um pigarro do meu irmão que já não estava gostando da cena mais, me separo do Thiago e dou risada e roubo um selinho dele.
– Também vou sentir sua falta... Te ligo todos os dias, mas você quem me manda as mensagens.
Ele da risada e segura minha mão se aproximando do meu irmão. Eles apertam as mãos com uma força um pouco exagerado. Aperto de leve a mão do Thi para ele soltar um pouco.
– Obrigado por tudo o que você fez por mim.
Jin me olha e volta a olhar para o Thiago, ele ainda não tinha me contado direito o que tinha visto, falou que queria esperar até a viajem para conversarmos com calma, mas sei que ele tinha visto algo na mente do Thiago pelo jeito que ele me olhou.
– Obrigado por cuidar dela quando... Bem, você sabe.
– Cuide dela de agora em diante.
– Darei minha vida se for preciso.
Jin anda até nossa avó a abraça forte.
– Nunca se esqueça de proteger a casa, sempre renove a proteção. Selei a porta e as janelas, nenhum demônio pode entrar, mas mesmo assim faça a proteção. E vó você sabe por que estou levando ela, sabe que não posso arriscar perder mais ninguém, principalmente essa menina.
Ela nos deseja sorte e pede pra darmos noticia. Eu confirmo com a cabeça.
Dou um ultimo abraço na Isa, na minha avó e um ultimo selinho no Thiago e entro no carro. A partir daquele momento em que entrei no carro e meu irmão começou a dirigir começo a ter certeza de que minha vida nunca mais será a mesma, agora estou com o meu irmão, depois de anos juntos de novo, estou feliz com isso, mas com medo também, sei que não vai ser fácil, mas é o que eu quero, ficar com a minha única família.

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