Beta - The Play [Fanfic Interativa]
24 Capítulo 24 - A Podridão & O Segredo
Notas iniciais
A Podridão & O Segredo
A última coisa que eles não poderiam ficar sabendo era de seu segredo. Era difícil fingir, mas teria de fazê-lo. Odiava ter de se maquiar de homem somente para poder lutar na guerra. As outras guildas tinham mulheres no exército, por que justo Asa Branca não?
– O que fazem aqui, soldados? – tentou fazer a melhor voz que conhecia.
– Você está rouco? – perguntou Toorigami, com certo sarcasmo.
– Sim, digamos que é uma rouquidão passageira... Uhn... Minha pergunta...
– Estávamos tentando nos infiltrar no território Chama do Oriente antes que os outros soldados o fizessem.
– Saíram escondidos. – acusou-a.
– Sim. – concordou Toorigami. – E daí? O que você vai fazer?
– Eu... Eu vou...
– Você também saiu escondido.
– Bem, eu queria explorar o território Demônio das Trevas e...
– Sei, e acabou vindo até a fronteira... Você queria o mesmo que nós! – ele a acusou.
Toorigami parou de enchê-la com suas palavras de acusação, pois agora quem precisava de atenção era Aomine. Com certa hesitação, tentou limpar o rosto do amigo, que estava exageradamente sujo de terra. Charllote notou o jeito delicado com que Toorigami tentava não machucar ainda mais Aomine. Embora ele parecesse um garoto bem frio e sarcástico, cuidava de Aomine com hesitação de quem não sabe ao certo se irá fazer bem ou mal. Isso era muito bonito para se ver, quer dizer, pelo menos entre meninos, afinal eles não são assim tão... Atenciosos. Não que ela estivesse querendo insinuar algo! Ah, tentou parar de pensar essas coisas.
– Qual seu nome? – por fim Toorigami perguntou, sem olhá-la.
– Char- Charlie. – por pouco não disse o nome verdadeiro.
– Bem, Charlie, eu sou Toorigami. Bom, você acaba de entrar para nosso clã dos exploradores. Poderia me dizer o que fazer com um homem semi-morto?
– Ahn... Não sei muito, mas você tem de deixá-lo aquecido e verificar se as vias nasais estão boas para respirar.
– Eu devo colocar o dedo no nariz dele, é isso? – Toorigami a encarou.
– Bem... Pode ser um pedaço de tecido ou...
– Espere! – ele a encarou fixamente dentro dos olhos – Você... Sua voz mudou.
– Minha voz? Ah, é a rouquidão... Acho que tem algum bug comigo...
– Não! Parecia a voz de uma mulher! – Toorigami deu de ombros – Bom, bugs acontecem até mesmo nos melhores Jogos...
Ele voltou a limpar Aomine. Charllote respirou fundo e sorriu. Olhou em volta, até ver que ela estava bem parada ao lado da árvore, com um arco armado e pronto para uso. Parecia ameaçadora. Os cabelos lilás estavam presos numa trança, e os olhos não eram nada amistosos. Charllote deu um passo atrás e cutucou o ombro de Toorigami, o alertando do perigo.
– Vocês são das terras de Chama do Oriente? – ela perguntou.
– Não – respondeu Toorigami, não muito intimidado – Somos soldados da Asa Branca.
– Oh – ela abaixou o arco – Eu também. Me chamo Lisica. Prazer.
– Toorigami, Charlie e Aomine – Toorigami se levantou – É a primeira vez que vejo uma menina no exército.
– Me infiltrei no navio clandestinamente – ela riu – Mas não deixei de vir pra guerra!
– Que espírito! Precisamos de mulheres assim! – Toorigami exclamou – Não é, Charlie?
– C-Claro! – Charllote foi pega desprevenida.
– Oh, que bom que não se importam que eu seja mulher! Fiquei com medo...
– Não se preocupe, qualquer um que arrisque a vida tentando lutar pela guilda é um herói. – Toorigami sorriu como não tinha sorrido até agora. – Você sabe alguma coisa sobre primeiro socorros?
– Sim, prestei bastante atenção no curso de enfermagem lá do navio que eles deram para as enfermeiras...
– Haha, então você veio vestida de enfermeira? Você me mata de rir!
Charllote encolheu os ombros. Então não era a única mulher a vir para a guerra. Agora, pensando assim, não parecia tão heróico da parte dela vir. Deveriam ter outras meninas escondidas entre as tropas. Ela estava tão convicta de que fora a única a ter vontade de ir lutar que se esqueceu de que poderiam existir meninas como ela.
Isso a chateava. Queria ser a única.
Toorigami e Lisica se ajoelharam ao lado de Aomine, ainda adormecido, e trataram de tomar conta dele. Charllote se sentou nas raízes de uma árvore, ficou observando os dois trabalharem. De vez em quando Toorigami olhava para ela por cima do ombro. Ela não sabia, mas Toorigami queria se certificar de que Charllote não fosse fugir.
Quando já era meio dia, e o Sol brilhava no meio do céu, Charllote tirou de sua mochila alguns suprimentos e distribuiu. Aomine estava quase acordado, somente um pouco desorientado. E, claro Toorigami havia elogiado Lisica ao extremo.
– Você sabe de mais mulheres que vieram para a guerra? – perguntou Toorigami, entre uma mordida e outra em sua pêra.
– Não. Até agora sou a única. – Lisica sorriu – Acho uma covardia da parte das meninas ficarem aceitando isso.
– Sim, eu também acho. Elas deveriam ter brigado por seus direitos – Toorigami apoiou. – Não é, Charlie?
– É. – Charllote olhava para o infinito. Por que tinha de estar ali?
– Vamos, Charlie, se solte mais – Lisica sorriu – Logo um menino tão lindo como você, fica quieto ai.
– Bem, eu...
– Esqueça – Toorigami disse friamente – Charlie é um idiota, não ligue para ele.
Charllote cerrou os punhos, pronta para pular no pescoço de Toorigami e chutá-lo no saco. Ah, se ele continuasse com aquelas provocações bestas...
Mas espere! Como ele poderia estar provocando-a se ela nem tinha contado a ele que era mulher? Era imaginação sua? Charllote suspirou e virou o rosto para outra direção, apoiando o cotovelo no joelho e o queixo na mão. Estava entediada de viver em meio aos verdadeiros idiotas. Era evidente que Toorigami tinha gostado, e muito, da aparição de Lisica. Embora tivesse quase xingado-a quando apareceu. E olhe que fora ela quem salvara ele e o amigo. Aquele idiota... Se soubesse quem ela era, se ajoelharia em seus pés e imploraria por perdão.
– Vamos andando? – incentivou Lisica.
– Acho que Aomine ainda não consegue – disse Toorigami. – Vamos passar a noite aqui.
– Tudo bem. – ela concordou.
Lisica passou perto de Charllote e esbarrou nela sem querer, porém para Charllote Lisica estava querendo provocá-la. Charllote trincou os dentes. Ah, como queria surrá-la! Lisica pegou a mochila de Charllote e se deitou com a cabeça nela, se deitou aos pés de Charllote.
– Você está querendo me provocar? – Charllote cuspiu as palavras para Lisica.
– Mas é claro que não! – a menina franziu o cenho.
– Não é óbvio que ela só está querendo chamar sua atenção, Charlie? – perguntou Toorigami, com o olhar fixo em Charllote.
– É... Pode ser... – ela devolveu o olhar intenso. Aquele Toorigami é que a estava provocando...
Nem passou pela cabeça dela que talvez ele tivesse descoberto, ela já sabia que ele tinha.
Notas finais
--THEPLAY--
Bom, espero que tenham gostado. Normalmente eu escrevo melhor, é que estou sob pressão, tanto por parte de escola, como de alguns leitores. Prestem atenção: TODOS os personagens vão aparecer, tenham calma, pelo amor de Deus! Não adianta querer seu personagem AGORA sendo que estou sem inspiração. Para terem uma idéia, tive de escrever este capítulo com dor de cabeça, tentando criar algo bom para 'encaixar' personagens no enredo. Legal, né, é bem fácil...
Minha única amiga confiável me abandonou agora por causa de boatos que eu tenha dito que estava "brava, de mal, irritada" com ela. Ela disse claramente "Mellyne, eu e mais sicranos não queremos mais conversar com você". Percebo agora que estava sendo iludida, afinal se ela teve indelicadeza e insensibilidade para dizer isso para mim, então ela não considerava tanto nossa amizade. Pois bem, agora não tenho ninguém. E é horrível ficar tendo de conviver com a "amiga e os sicranos" sendo que eles estão nas carteias ao lado. Vivem mandando indiretas e rindo para que eu tenha... O que mesmo...? Inveja da amizade? Não sei, mas querem que eu fique me sentindo mal. Ah, que dia lindo eu tive hoje!
Me desculpem estar desabafado deste jeito. Mas agora sinto minha mente mais livre e mais limpa. Posto o próximo capítulo amanhã de manhã, afinal eu andei faltando para bater o ponto, não? Haha, me desculpem por isso, afinal, a minha adolescência começou com o pé esquerdo...
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