Berlock Safe
12 Sangue Real
Em Pandora, Berlock ajeita a mochila com os comprimidos dentro, enquanto isso, Lee explica para seus pais que eles levaram para o príncipe a fim de ajudar na defesa da capital.
— Não vai ser muito perigoso, iremos à capital com meu pergaminho, sairemos na metade do caminho.
— Ainda assim, eu me preocupo — a mãe de Lee diz.
— Vocês são fortes, mas e se aparecerem muitos inimigos? — O pai pergunta e Lee responde.
— Lidamos com eles assim como temos feito até agora.
— Vamos confiar em você — dizem Sora e Eltom.
Lee pega sua mochila e se aproxima de Berlock.
— Vou cuidar dela — ele diz, olhando para os pais de Lee.
— Obrigado — eles respondem.
Lee utiliza o pergaminho de retorno que os leva para o último local seguro que esteve em Pandora, caso já esteja no local, outro será destinado, esse local é metade do caminho para a capital, depois disso ela foi atacada pelos monstros.
A dupla começa a caminhada de três dias para a capital, por sorte, uma carroça passava por ali, era um comerciante de especiarias.
Ele aborda a dupla e oferece carona, desde que tenham ouro suficiente para pagar a viagem. Ele cobra 15 moedas de ouro por cada um, totalizando 30.
Berlock retira as 30 moedas e paga. Lee acha o preço da viagem abusivo, mas eles não têm muita escolha. Logo, a dupla embarca e a viagem começa.
— Por que você pagou? Poderíamos continuar caminhando sem problemas, o preço dele está caro — Lee questiona Berlock.
— O príncipe está envenenado, quanto mais rápido chegarmos, melhor.
— Ele vai resistir mais um tempo, está sendo tratado pelos melhores curandeiros da capital.
Os cavalos começam a ficar inquietos.
— Ow, calma, garotos! — diz o comerciante enquanto escuta algo rasgando o ar — Mas o que é iss— uma flecha acerta o olho esquerdo do comerciante que cai morto no chão.
— Bandidos! — Lee anuncia.
— Tome cuidado! — Berlock exclama enquanto desce da carroça, indo para trás dela junto a Lee.
— 4, 5, 6, 8. Tem oito deles. Acha que conseguimos? — Ela pergunta.
— Acho.
Berlock corre usando sua alta velocidade para ir em direção aos inimigos, eles disparam mais flechas, mas BS desvia delas e chega a eles.
Usando a Palma Sufocante, BS quebra as costelas dos dois arqueiros, fazendo seus ossos perfurarem o pulmão.
Atrás dele vem outro bandido com uma espada, ele ataca, mas Lee surge e bloqueia o golpe usando suas manoplas.
Lee golpeia da direita para a esquerda, quebrando o pescoço do inimigo que vai ao chão.
Mais três vão para cima da dupla que se prepara, em velocidade Berlock some da frente dos dois que o atacavam, surgindo na frente do que tinha ficado no fundo, com um golpe de espada e sua velocidade BS decapita.
Lá atrás, Lee também terminou com os dois.
Ela limpa o sangue da manopla enquanto pergunta o que eles farão.
— Vamos ver o que eles têm de útil.
Eles não tinham nada de útil a não ser 10 moedas de ouro. Como o mercador estava morto, BS e Lee decidem soltar os cavalos da carruagem e seguir com eles, mas antes disso Lee pega de volta as moedas que Berlock gastou com a carona.
A dupla viaja por cerca de um dia até chegar à capital, onde são barrados no portão. Porém, Lee se identifica como espadachim do reino e mostra o documento de identificação dela, com isso sua passagem é liberada.
— Mas e ele? — Um dos guardas pergunta sobre quanto a Berlock.
— Ele está comigo, está me ajudando com assuntos do reino.
A dupla entra na cidade, já está escuro, então Berlock e Lee buscam uma hospedaria.
Enquanto caminham pelas ruas, Berlock observa ossadas humanas, pessoas caídas, outras pedindo ajuda para pagar o tratamento das doenças, a situação da cidade é complicada e isso é extremamente visível.
BS tenta não pensar muito nisso, ele segue Lee que o leva a uma hospedaria, lá ele paga 20 moedas de prata por dois quartos limpos.
Os quartos por moedas de bronze estão sujos e possivelmente contaminados com doenças.
Berlock se despede de Lee e vai para o seu quarto, onde ele senta na cama e se pergunta o que ele fez, matou pessoas hoje, isso não está indo longe demais?
— Não, não posso pensar assim, esse tipo de coisa iria acontecer de qualquer modo.
Berlock se mostra bem pensativo, ele se levanta e vai até o quarto de Lee, bate na porta e espera por uma resposta, alguns instantes se passam e ele bate uma última vez.
— Já estou indo.
Lee abre a porta e vê que Berlock não parecia muito bem.
— Aconteceu alguma coisa?
— Algumas coisas.
— Entre.
BS entra no quarto de Lee e se senta na cama, Lee senta ao lado dele.
— Ando pensativo atualmente, eu nunca me imaginei matando outras pessoas, isso foi estranho.
Lee entende o que BS quer dizer.
— Me senti assim também na primeira vez que matei uma pessoa, não imaginava que iria acostumar, mas me acostumei, pessoas ou monstros, já é quase a mesma coisa cortar ambos.
— Tenho receio de que deve me acostumar com isso.
— Espero que não, nossa missão é só com os monstros e os Arautos, esses não terão escapatória.
— Certo, monstros e os Arautos.
Berlock deita na cama.
— Apenas relaxe, agora é hora de dormir, deixe os problemas de lado por um tempo.
A noite passa, logo cedo Berlock e Lee se arrumam e se mostram um pouco envergonhados por terem dormido juntos. Pronto, eles caminham até o castelo, lá ela fala com os guardas e se apresenta, a passagem da dupla é liberada.
— O que tem dito para eles? — Berlock pergunta.
— Que você e eu temos assuntos sobre o envenenamento para tratar com o príncipe, sendo um espadachim real eles me deixam passar.
— Você tem esse título? Jamais imaginaria que seu nível fosse tão elevado.
— Nem tanto, se não fosse meu mestre, eu seria só mais uma.
A dupla é levada até o príncipe que está sentado em uma poltrona.
Berlock presume que ele mal consegue se levantar, falar deve ser a única coisa que ainda pode fazer, está tão mal quanto Lee estava quando BS a viu pela primeira vez.
Ao lado dele estão alguns curandeiros utilizando pedras de mana para tratar o príncipe, tal tratamento serve apenas para adiar o inevitável.
— Meu senhor, não pode receber visitas em um momento como esse — um dos curandeiros orienta.
— T-Tudo bem, me disseram que é um assunto importante. O que vocês têm a dizer? — Pergunta o príncipe com olhos castanhos, cabelos dourados e pele clara.
Lee se apronta para falar.
— Desejamos compartilhar com o senhor uma medicina criada por uma amiga nossa, é específica para envenenamento, dou minha palavra que é algo eficaz.
Um dos curandeiros intervém — Meu senhor, não sabemos de qual procedência é essa medicina, eles podem muito bem estar querendo te envenenar, um atentado à realeza.
O príncipe se mostra pensativo e Berlock dá a palavra.
— Não temos motivos para atentar contra vossa majestade, sabemos que os soldados desanimaram desde que ficou enfermo, e que a situação da cidade não está das melhores.
O príncipe ouve.
— Eu lhe dou como garantia — Berlock tira um saco de moedas da mochila e joga no chão — 450 moedas de outro mais a minha vida e da minha parceira.
Lee ascende com a cabeça.
— Muito bem — o príncipe concorda.
Berlock tira da mochila e dá uma pastilha ao príncipe.
— É chamado de Miragem, tem esse nome porque não cura o envenenamento, mas neutraliza seus efeitos e te dá uma boa aparência. Os efeitos de cada pastilha duram 8 horas, depois tomará mais uma.
— Quanto tempo até fazer efeito?
— Meia hora, mas peço uma para termos certeza.
— Muito bem, manteremos vocês dentro de um dos quartos até que uma hora se passe — assim o príncipe ordena.
Berlock e Lee são conduzidos até um dos quartos onde ficam as visitas.
Lee pergunta a Berlock se ele acha que vai dar certo.
— Vamos acreditar na Bianca, ela praticou bastante com o Adm antes de chegarmos e ele falou para usarmos isso, então deve mesmo funcionar.
— Está certo, vamos acreditar.
À uma hora se passa e os guardas chamam pela dupla que é conduzida até onde está o príncipe.
Ele está sentado na poltrona como antes, Berlock não entende o motivo de não ter funcionado.
— Erramos em alguma coisa?
O príncipe olha para Berlock e diz: — Guardas!
Todos eles sacam suas espadas e se posicionam para a batalha.
Berlock olha ao seu redor, mas ele não entra em posição de batalha, ele ofertou sua vida caso não desse certo.
— Como prometido, nossas vidas são suas.
O príncipe encara Berlock e baixa a mão, fazendo os guardas recuarem.
— Vejo que cumpriria com sua palavra se entregando.
Ele então se levanta, surpreendendo os curandeiros reais e os guardas. Berlock sorri de canto de boca, vendo que Bianca mandou bem.
— Berlock, certo? Lhe dou minha sincera gratidão pela miragem, a você e sua parceira.
Todos, menos a dupla, se impressionam e os curandeiros logo apontam que Berlock e Lee são ajudantes dos monstros, por isso conhecem algo que seja eficiente contra o veneno.
— Não é o caso, temos uma amiga alquimista, ela estudou dias e noites as propriedades do veneno, com muito esforço conseguiu algo que combata temporariamente seus efeitos.
— Quando poderei conhecer essa amiga? — O príncipe pergunta.
— No momento, ela não está podendo fazer viagens e está em um local longe dos monstros e pessoas que possam lhe fazer mal. Com certeza, pessoas a matariam para ter tal medicina.
— Entendo, você tem razão, mas é realmente uma pena, deixo meus agradecimentos a ela.
— Ei, espere. É um truque, meu senhor! — Exclama um dos curandeiros.
— Truque ou não, vou esperar para ver.
Lee e Berlock conversam com o príncipe e dizem que precisam de matérias para continuar a produção da Miragem, e que também querem fazer o mesmo, mas para as doenças. Os olhos do príncipe arregalam.
— Vocês conseguiriam criar algo para as doenças também?
— Estamos estudando as possibilidades, não é certeza, mas logo teremos resultados.
— Se tiverem progresso, peço que me informem. Minha irmã está doente, assim como quase toda a população. Eu, príncipe Karin, peço que me informem.
São poucos que conseguem resistir aos venenos, por isso 90% da população enferma é composta por pessoas doentes, os 10% restantes são pessoas com meios de se manter viva mesmo que envenenada.
Karin chama Berlock e Lee para caminharem, a caminhada é pela cidade com a alteza que mostra o que eram os principais pontos de interesse na cidade, ele também destaca que nunca pensou que poderia caminhar novamente por ali.
Durante o percurso, Berlock se interessa por uma fonte no meio da praça.
— Ainda funciona? — Ele pergunta.
— Sim, mas está desativada, ela foi um dos motivos de termos tantos doentes, a fonte foi contaminada.
"Essa fonte pode ser útil, poderias usar um Núcleo de Mana com o tratamento para a doença em seu centro."
BS olha para Lee, que confirma que também recebeu a mensagem.
— Nós poderíamos usar essa fonte para distribuir a cura para as pessoas da cidade. — Berlock comenta com Karin, que se mostra animado. Poder salvar as pessoas é o que ele mais quer fazer atualmente.
Karin ainda é um jovem príncipe, ele se anima muito facilmente nesse cenário de desespero.
"Estou ajustando com Bianca o modo de preparação, creio que precisaremos do coração de um Leão Branco, uma besta com um poderoso Núcleo de Mana."
— Leão Branco? — Berlock pergunta.
— Uma besta maior e mais forte que homens, são grandes e possuem pele grossa e garras poderosas, surgem em montanhas e atacam vilas e fazendas. — Lee explica.
— Por que o interesse em uma besta dessas? — Karin pergunta.
— O coração dela, precisaremos de um para fundir seu Núcleo de Mana e produzir um tratamento para as doenças.
O príncipe se mostra surpreso por um instante.
— Está falando sério?
— Estou.
— Muito bem, providenciarei soldados para que te ajudem, ainda temos homens e aventureiros ativos, a notícia da medicina deve animá-los.
— Berlock — Lee o chama para conversarem em um canto.
— O que foi?
— Sei que você é forte, mas enfrentar javalis monstrificados é diferente de enfrentar uma Besta com Mana, elas são muito mais poderosas, seria muito difícil derrotar uma.
— Imaginei que pudesse ser algo assim, mas não temos escolhas, não se preocupe, darei tudo de mim.
— Vocês planejam matar quando a besta? — Karin pergunta.
Lee e Berlock trocam olhares e ela responde: — O quanto antes.
Os aventureiros, há algumas semanas, rastrearam a besta até uma das cavernas. Alguns grupos tentaram lidar com ela, mas não tiveram sorte.
O pessoal se reúne e aguarda na praça, enquanto isso Berlock explica novamente a Karin que os efeitos da Miragem só duram oito horas, então ele teria que tomar 3 pastilhas por dia e eles não têm muitas pastilhas.
Mesmo sabendo dos riscos, Karin decide ir com o grupo que parte ao meio-dia. A viagem, ao todo, dura 4 horas. Nesse tempo, Karin conversou com Lee, perguntando sobre a força de Berlock. Ela falou que o príncipe teria um deslumbre na batalha. Ele também pergunta como é a amiga alquimista e desde quando se conhecem.
O grupo chega ao local, são 15 cavaleiros e 10 aventureiros que se posicionam. Berlock diz que vai na frente, já que é o mais rápido, enquanto isso, do lado de fora, todos ficam a postos.
Ele entra na caverna, no chão há ossos de vários animais e até humanos, também tem espadas e armaduras, provavelmente dos outros grupos que vieram antes, o aventureiro caminha quebrando os ossos até que o que está lá dentro o percebe.
Um rugido ecoa pelo lugar e Berlock se arrepia, dá para sentir que ele recebeu um pouco de medo e isso diminui seus status.
Um leão branco humanoide e alto surge.
— Minha nos— o monstro golpeia na horizontal na direção da cabeça de Berlock, que se abaixa rapidamente. Ele sente que alguns fios da sua cabeça foram cortados, talvez ele seja apenas um pouco mais rápido que o monstro.
O monstro avança e Berlock corre para fora, ambos disparam para a saída.
Quando Berlock sai, ele logo se joga para a esquerda enquanto o monstro segue reto, direto na saraivada de flechas dos aventureiros.
As flechas acertam o tórax e o rosto, mas nada causam.
Um cavaleiro desfere um golpe com lança nas costas do monstro, causando uma ferida superficial. O monstro ruge, pega o cavaleiro pela cabeça e a esmaga de uma vez, o matando.
Outros cavaleiros avançam e, com um único golpe, a besta os rasga no meio, suas garras cortam as armaduras como se fossem papel. Berlock se enfurece vendo a cena, essa é a primeira vez que ele vê pessoalmente um monstro matando humanos.
Berlock, quando chegou em Pandora, recebeu uma visão do Adm mostrando tudo que já ocorreu ali. Foi da mesma forma que o Adm mostrou a Bianca e Lee, por isso Berlock nutre agora raiva dos monstros. Ele só precisa de um gatilho para fazer esse sentimento fluir.
— Resistência!
O aventureiro avança em alta velocidade em direção ao monstro que golpeia de cima para baixo com as garras da mão direita, mas Berlock muda sua trajetória indo para o lado direito do monstro.
Sem perder tempo, ele logo avança para cima do monstro e corta fora sua orelha direita. O monstro, em dor, tapa a orelha decepada por um breve momento. Nesse instante, Berlock aproveita para ver o tamanho das garras do Leão Branco.
BS se ajeita e avança para cima do monstro que golpeia novamente de baixo para cima, o aventureiro bloqueia o golpe com a espada e puxa ela para o lado, cortando fora os dedos da mão direita do monstro.
A fera puxa de volta a mão machucada, Berlock aproveita e usa sua velocidade para investir e cortar fora o braço direito do monstro enquanto esse puxava para trás.
— Entendi, ele machucou o monstro para que pudesse expor uma abertura nas garras — Lee comenta antes de avançar para cima.
Estando atrás do monstro, Berlock aplica a Palma Sufocante, quebrando as costelas esquerdas do monstro, o ato faz as costelas quebradas perfurarem o pulmão do lado esquerdo da coisa, mesmo assim ela se mostra resistente.
Berlock está usando uma de suas estratégias que usou no jogo que muito jogou.
— Cuida do lado ferido! — Berlock grita enquanto usa sua alta velocidade para deferir vários cortes nas pernas do monstro.
Lee parte para o lado direito da fera, sem o braço direito ela tem que escolher um lado para defender, no momento Berlock é o maior perigo então o monstro escolhe defender o lado que o aventureiro está, que é o esquerdo.
— Desde que ele começou, o monstro mal se moveu — Karin comenta.
Lee aproveita a distração do monstro e passa para trás dele, carrega seu ataque aproveitando que o monstro está voltado para BS, ela então corta o tendão esquerdo da fera que se ajoelha.
Nesse momento, Berlock vem em velocidade e, com um golpe, decapita o Leão Branco.
Os cavaleiros e aventureiros se mostram assustados. Berlock praticamente não precisou de ajuda para acabar com um Leão Branco. Até mesmo Lee, no final da batalha, sente que não fez muito e fica surpresa com a força atual de Berlock.
É como se ele estivesse se segurando antes.
"Não se impressionem, vocês enfrentaram Arautos, são como Semideuses não se esqueçam." A mensagem do Adm chega para Lee e Berlock.
Com o monstro abatido, os aventureiros preparam o corpo, retirando as pernas e braços para que vão em outra carroça para pesar menos. Dessas partes, as garras serão retiradas e podem ser usadas como armas ou elixires.
O torso é posto em outra carroça junto da cabeça que será levada à capital para retirada do Núcleo de Mana.
Na volta, Karin e Lee se mostram inquietos, a dupla queria saber quão forte era Berlock.
— Então... Berlock, você não falou que tinha experiência com monstros? — Karin comenta.
— Ou que você era tão rápido assim — Lee comenta.
— Já passei um tempo vendo lutas contra eles, tenho mais experiência teórica e quanto à velocidade eu ainda não tinha certeza se podia ir com tudo.
— Que tipos de monstros você já enfrentou ou ouviu falar? — Karin pergunta e espera. Você não foi com tudo?
— De tudo um pouco e não, não queria causar algum acidente indo tão rápido.
Depois de 4 horas de viagem, o grupo retorna à capital, lá o Leão Branco é aberto e seu núcleo retirado e dado a Berlock.
Enquanto ele caminha pelo castelo, pode ouvir as fofocas sobre ele e sua luta contra o Leão Branco, algo que era para ser um desafio, foi fácil.
Isso incomoda um pouco, Berlock não está acostumado com esse tipo de atenção, talvez ele não se sinta bem justamente por não saber lidar com isso.
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