Berlock Safe

17 Minas e Bestas


O primeiro dia de mineração e cultivo de mana passa bem tranquilo, não houve sinais de monstros por perto, Berlock até comenta com Lee que foi tudo mais calmo que o esperado.

— Foi só o primeiro dia, sempre foi assim, quando menos espera eles surgem — Lee comenta.

O fim do dia chega e os trabalhadores param com suas atividades e se reúnem para jantar. Berlock, aproveitando que todos estão reunidos ao redor da mina, aproveita para correr na área à frente e checar se está tudo bem.

Depois de algumas voltas, ele vê que está tudo bem, nenhum sinal de monstros nem rastros. Berlock volta ao acampamento e conversa com Lee.

— Nenhum rastro, está tudo em ordem.

— Vamos manter a checagem diária para ver se encontramos algo. — Lee comenta.

Sem mais o que fazer, a dupla dorme assim como todos ali.

Segundo dia de trabalho, as minas estão sendo escavadas com velocidade acima do normal, com todos curados eles podem trabalhar com força e ânimo total, isso fez com que muitas pedras fossem extraídas, mais do que a dupla previa, talvez isso atraia os monstros.

Os magos já podem começar a extrair mana das pedras, o que irá aumentar a concentração em seus corpos.

Antes, os magos eram odiados pela população. Como concentram mana em seus corpos, eles acabam atraindo monstros. Por isso, os magos recorreram a métodos que extraíssem a mana de seus corpos. Por conta disso, eles não podiam mais usar magias.

Mas agora será diferente, eles precisarão acumular muita mana para o plano dar certo, dessa vez eles não precisam ter medo de fazer o que fazem de melhor.

O dia passa e os trabalhadores se reúnem para jantar. Berlock sai e corre ao redor da área. Em pouco tempo de corrida, ele avista sinais na mata dos monstros. Ele volta ao acampamento e informa Lee sobre o achado.

— Deixamos eles avançarem? — Ela pergunta.

— Vamos deixando que eles se aproximem, melhorando os rastros.

— Deixar se aproximarem para seguir os rastros, certo.

— Exatamente, pretendo seguir os rastros até o ninho e lá acabar com todos.

— Daria um bom primeiro passo, mas temos que esperar que o outro grupo esteja com os alvos também.

— Isso é fácil de saber. Adm.

"Sim, o outro grupo também encontrou rastros."

— Diga a eles para manterem os olhos abertos, se forem atacados devem revidar, mas a invasão à base só deve ser feita junto à nossa.

"Entendido, irei repassar a Karin e Kastin."

— Algo me incomoda — Lee comenta.

— O que foi?

— Kastin, no campo de batalha, não é lugar para princesa. Sei que ela teve aulas de esgrima, mas ainda não confio tanto.

— Temos que confiar em nossos parceiros, não podemos ter dúvidas na hora da batalha.

— Eu sei. — Lee abaixa a cabeça.

Berlock se aproxima e faz um cafuné.

— Confia na realeza, Karin mostrou que consegue lutar, ela também deve conseguir.

— Certo! — Lee se anima.

— Agora vamos encerrar esse dia e continuar amanhã.

Assim, três dias se passam e mais e mais cristais de mana são retirados da mina. A quantidade impressiona os trabalhadores, que nunca viram tantos cristais na vida. Antes, seria impossível retirar essa quantidade de uma mina, agora, com a ajuda das medicações, eles quase não precisam se preocupar.

— ATAQUE!!! — Alguém anuncia.

Lee e Berlock sacam suas espadas, Lee está com uma espada que Berlock comprou para ela, a dupla mais os aventureiros se reúnem na entrada da mina, eles olham atentos para a floresta e veem vários javalis armados.

— Magos! — Berlock grita.

Os magos prontamente carregam a magia e disparam bolas de fogo que explodem os monstros. Vendo o ataque dos magos, os demais monstros se escondem atrás das árvores e pegam arco e flechas.

Berlock segura Lee e surge com ela atrás dos inimigos, por lá a dupla sai matando os monstros por trás enquanto os aventureiros correm e atacam pela frente, é uma combinação feroz que não deixa os inimigos se concentrarem em um único ponto para atacar ou defender.

Em poucos minutos, os monstros foram dizimados.

"Houve um ataque em simultâneo na outra mina, a outra equipe cuidou de tudo por lá."

— Muito bem, agora devem haver menos monstros nas bases deles, hora de atacar.

"Irei repassar a mensagem."

Berlock chama Lee e os aventureiros para atacar a mina, ele deixa uma parte dos aventureiros para proteger a mina caso ainda haja monstros por aí.

A equipe segue os rastros até encontrar o ninho dos javalis, a dezenas deles, os aventureiros até se assustam, mas Berlock diz que devem seguir o plano.

— Magos! — Berlock dá a ordem e os magos usam magia de fogo e disparam várias bolas de fogo para dentro da grande caverna que se encontra com bastante madeira e feno para o ninho das bestas.

As bolas de fogo percorrem a caverna e atingem o coração dela, fazendo-a queimar de dentro para fora. Isso alerta os monstros que entram no ninho para tentar salvar objetos importantes e outros javalis.

— Arqueiros! — Agora os aventureiros com arco acertam os javalis que saem de dentro da caverna, estejam ou não em chamas.

Os javalis nos arredores encontram os aventureiros e partem para cima, outra batalha acontece, sendo essa mais confusa que a primeira, pois volta e meia surgem javalis em chamas correndo para todos os lados.

— Palma sufocante — Berlock acerta as costelas de um javali e logo decapita outro.

Lee também não fica para trás, fatiando outros que vinham pelas suas costas.

São intensos vinte minutos de batalha até que o último monstro caia, os aventureiros comemoram junto a Berlock e Lee pela vitória sobre o ninho de bestas.

"Parabéns, o segundo ataque também foi um sucesso, o outro grupo eliminou o ninho e o Leão Branco que nele habitava."

Berlock se impressiona, essa é a diferença dos aventureiros doentes para suas versões em plena saúde, juntos e bons eles podiam até mesmo enfrentar uma besta dessas.

— Quem eliminou o Leão Branco?

"Karin e Kastin."

Lee faz cara de surpresa.

— Não imaginava que podiam ir tão longe.

"Eles receberam ajuda dos aventureiros, mas foram responsáveis pela maior parte do dano."

— Fico grato em saber.

Lee se aproxima.

— Quantos foram?

"383 bestas ao todo, o terceiro grupo também concluiu a missão."

Berlock pergunta: — Será que é o suficiente?

"Vou repassar esse número para outro Adm que esteja ligado a Ama, isso deve acelerar as coisas."

— Entendido, diga que devem ter sido incursões da capital, se tiverem ela como alvo as coisas vão ficar mais fácies para nós.

"Certo, farei como quiser."

Os aventureiros reúnem os corpos dos monstros para queimar e cavam covas para os aventureiros que perderam sua vida. Lee ajuda com tudo enquanto Berlock apenas medita. Ele disse que está se preparando para a vinda do Arauto, por isso Lee o deixa em paz até que termine.

Depois de queimarem os corpos e limparem a área, os aventureiros voltam para a mina e lá Berlock deixa instruções do que deve ser feito a seguir. Os aventureiros devem continuar protegendo os mineiros e os magos devem voltar à capital. Berlock e Lee então retornam a cavalo à capital.

Horas depois, a dupla chega ao logo e vão em busca dos irmãos que também haviam retornado. Eles passam pelo pátio e veem que a primeira leva de magos já estava ali. Eles se encontram dentro do castelo, os quatro se mostram estar nervosos, fizeram um massacre com monstros e isso deve enfurecer Ama.

"Informei outro Adm sobre o massacre."

— O que nos resta agora é esperar — diz Berlock.

— Se o plano der certo, como vamos saber que ela vai atacar a capital? — Kastin pergunta.

"Eu informei que o ataque partiu da capital, ela terá vocês como alvo."

— Enquanto esperamos, vamos nos fortificar — Berlock comenta.

— Certo — Karin, Kastin e Lee respondem.

— Você tem algum salão vazio?

— Temos — Kastin responde.

O quarteto segue para o salão vazio, Berlock saca duas espadas do inventário e as joga para os irmãos.

— Vamos treinar — Berlock diz.

No salão, Berlock pega uma espada de madeira do inventário e avança em direção ao trio. Lee entra na frente para defender o ataque, mas Berlock acelera e surge atrás dos irmãos e os golpeia no tórax.

— Isso não foi justo — diz Karin.

— O Arauto não será justo com vocês.

Berlock avança de novo, dessa vez o trio fica de costas um para o outro e consegue bloquear o ataque, porém BS pega no braço de Karin e o joga para longe da formação.

— Pensei em mim como um inimigo que irá matá-los quando puder, se derem aberturas, morrerão.

BS surge próximo de Karin e se prepara para golpear, mas Kastin surge pelas suas costas golpeando com um corte na vertical, Berlock bloqueia com a espada de madeira, enquanto isso, pelas suas costas, Karin golpeia também.

BS usa força e sai da zona de perigo até Lee surgir do seu lado, ela havia antecipado o movimento dele e sabia onde ele sairia, assim ela golpeia e Berlock desvia por pouco.

O aventureiro se mostra animado e continua com o treino do trio que deveria se acostumar com as aparições de Berlock durante a batalha e de seus sumiços também. Eles não sabem o quão rápido e forte é o Arauto, então devem se preparar para tudo.

O treino segue por três dias até o Adm notificar algo.

"Ama está sabendo do ataque e deve descer hoje a Pandora."

Esse aviso faz Berlock suar frio por alguns instantes, mesmo assim ele se mobiliza.

— Sabe onde ela descerá?

"Infelizmente não, não tenho como conseguir essa informação."

— Vamos torcer para ser aqui.

O treino de três dias é interrompido, os aventureiros seguem para fora do castelo enquanto os irmãos ordenam aos cavaleiros que abriguem a população no castelo e assim é feito. Enquanto as pessoas vão entrando sem saber o que está acontecendo, Berlock encara o horizonte e vê algo flutuando no ar.

— Lee, consegue ver aquilo?

— Está longe, mas me parece ser uma pessoa.

— Droga! Ela já chegou.

A pessoa vem montada em uma besta de quatro patas em direção ao castelo, e atrás dela começam a surgir centenas de bestas.

— Guardas! — Karin exclama.

— São muitas bestas — diz Kastin, que está incrédula com a quantidade que está vendo.

— Fechem os portões — Karin ordena.

Berlock olha para Lee e diz que terá como foco o Arauto, os monstros ficam para eles. Lee diz para ele tomar cuidado e corre com os cavaleiros.

Berlock sai para fora da cidade antes do portão fechar, ele encara a mulher que caminha entre as bestas, a sua montaria começa a correr em direção à cidade, Berlock saca sua espada e se prepara.

Quando os monstros chegam perto, ele some e fatia todos na linha de frente, depois parte para cima da Arauto que segura o golpe em corte horizontal de Berlock, ele mirou na garganta da Arauto, mas teve seu golpe parado.

BS recua enquanto os monstros avançam, do muro da cidade os arqueiros começam a disparar flechas contra as bestas e os magos disparam magias ofensivas dos quatro elementos mais gelo e eletricidade, atrás dos portões os guardas estão de prontidão para defender a cidade caso os portões caiam.

Enquanto isso, Berlock encara a mulher com cabelo branco, top preto, saia vermelha, chifres e um par de asas pretas.

Ele se prepara para avançar, mas os monstros vão para sua frente. Ele nota que Ama não o deixará avançar com facilidade, mesmo assim ele vai ter que tentar.

O aventureiro avança decapitando os monstros e encontra uma brecha para avançar contra Ama e assim ele faz. Dessa vez, mais rápido, ele avança e golpeia. Ama usa as asas e bloqueia o ataque de Berlock, que está se vendo sem opções. Ele recua a espada e golpeia com mais força, mas nada acontece, as asas de Ama são capazes de aguentar os ataques.

Dessa vez, Berlock precisa encontrar uma forma diferente de vencer o oponente. Lee, que estava no alto dos muros, observa o que estava acontecendo com Berlock. Ela sabe que ele precisa de ajuda, então resolve descer para ajudar.

Ela pula e amortece sua queda caindo em cima das bestas, ela logo as mata e corre cortando cabeças em direção a Berlock.

— Berlock!

— Lee? O que está fazendo aqui?

— Te ajudando — ela decapita mais algumas bestas —, vi que Ama é uma oponente difícil.

— Por isso você deveria estar lá dentro — Berlock mata mais duas.

— Esse é o meu mundo, tenho tanto direito quanto você de matá-la.

Berlock pensa um pouco.

— Está certa, vamos com tudo então.

— Certo.

Berlock pega Lee no colo e avança para cima de Ama, que bloqueia mais uma vez, porém dessa vez ela não sente o golpe em suas asas, ela as abaixa e percebe que Berlock estava em sua frente esperando-a abrir as asas para atacar.

Ela novamente fecha suas asas, nesse momento Lee, que foi deixada atrás de Ama, desfere um golpe cortante de baixo para cima na base das asas de Ama, que bate as asas e afasta o golpe de Lee.

Ama bate as asas e começa a voar e no ar ordena que as bestas ataquem Berlock e Lee, as bestas vão para cima, mas caem com flechadas na cabeça, do alto da muralha Kastin dispara flechas junto a alguns arqueiros e de trás da dupla Kastin surge com sua espada flamejante.

Berlock para e pensa um pouco em como vai tirar Ama dos ares e ele tem uma ideia, ele corre para a muralha e sobe ela correndo, então se impulsiona com toda força, saltando de forma super rápida na direção de Ama que não consegue fugir, os dois caem e Berlock não solta Ama.

Nesse momento, as bestas rompem o portão e começam a entrar na cidade, elas entram matando alguns cavaleiros que não conseguem se defender, aventureiros que estavam por ali também se veem no meio da guerra contra as bestas.

Ama tenta fazer Berlock soltar suas asas, mas não tem sucesso. Karin então chega e Berlock logo levanta as asas de Ama. Em um corte de fogo, Karin decepa as asas, fazendo Ama gritar de dor. Em um ataque de fúria, ela pega Berlock pelas mãos.

— Drog— Ama chuta Berlock que voa para cima dos muros, ela salta e no ar chuta Berlock que bloqueia com as mãos e vai contra as casas dentro da cidade. Karin, Kastin e Lee veem Ama entrando na cidade.

Com dores, Berlock se levanta e sai da casa, cheio de poeira sobre si — Resistência! — Ele reativa sua habilidade.

Ama vem correndo e salta, ela prepara um soco, mas BS sai do lugar que estava, o soco no chão cria uma cratera no local e sob muita poeira, enquanto se esconde, BS pensa que não pode contar com a ajuda dos guardas que estão ocupados com a invasão.

O Arauto grita, ordenando que os monstros entrem na cidade e matem todos, e assim é feito. As bestas entram na cidade e começam a invadir as casas que estavam vazias, pois todos já haviam sido evacuados para dentro do castelo. Sendo assim, os monstros começam a matar os soldados.

Vendo as bestas entrarem, os magos conjuram guerreiros feitos de terra para lutar contra elas.

Berlock continua pensando em como poderia vencer o Arauto, até que lembra que tem a pérola com os poderes de Soa. Berlock, sem muitas alternativas, resolve consumi-la e isso lhe causa dor primeiramente.

"Você consumiu a pérola de Soa, irá adquirir um dos poderes dele", diz o Adm.

— Espero que seja útil.

Habilidade adquirida: Toque de Midras.

Seu toque transmite doenças para um alvo por vez, enfraquecendo suas defesas.

— Vai ter que servir.

A poeira abaixa e Ama vê BS, ela logo avança na direção dele, Berlock faz o mesmo e avança.

Eles trocam socos, Berlock tenta acertar Ama sem muito sucesso, até alguém dar uma flechada que raspa no rosto dela. Kastin está com o arco e Karin e Lee se dirigem para o local.

Berlock aproveita a distração e segura os pulsos de Ama.

— Toque de Midras!

As doenças começam a tomar conta de Ama, e elas têm efeito rápido e começam a enfraquecer momentaneamente Ama.

Berlock então soca o rosto de Ama e o nariz dela sangra, essa é a confirmação que o aventureiro precisava, ele começa a golpear com socos e, enquanto Ama faz o mesmo, com as unhas dela agindo como lâmina, ela faz Berlock sangrar ao cortar o corpo dele em vários lugares.

A única coisa que Berlock pode fazer no momento é continuar a socar Ama.

Em um momento de distração, Ama atravessa sua mão no ombro esquerdo, fazendo um buraco em Berlock, que começa a perder a luta.

Karin e Lee chegam ao local já desferindo golpes nas costas de Ama, que se solta de Berlock e bloqueia com os braços. Os golpes causam feridas no braço dela. Berlock percebe que as doenças diminuíram a resistência dela, possibilitando ao ponto de permitir dano.

Ele acelera e vai para cima de Ama, ele chega desferindo um soco na cara dela que mal sai do lugar, BS percebe que não vai ser o suficiente então chama Karin e Lee para ajudar — Eu fico no suporte — ele diz.

BS, mais uma vez, segura Ama enquanto Lee desfere cortes nas costas dela. Karin também o faz e seu corte de chamas incendeia as costas da Arauto, que se solta de BS e salta para fugir dali.

— Não vai conseguir — Berlock dispara, correndo no muro e saltando no ar. Ele chuta Ama, que voa e bate contra algumas casas, e para no chão.

Sem perder tempo, Kastin já dispara flechas nas costas de Ama, a contendo por alguns segundos. Quando ela se levanta, recebe mais ataques.

Ama grita e o que sobrou da horda, que foram menos de 20 monstros, entram na cidade e corre para proteger Ama.

Berlock percebe que eles vão proteger a Arauto, então dispara mais uma vez, ele pega Lee e Karin, um em cada braço, e os leva para onde Ama está.

Dessa vez, Berlock saca uma espada e, junto a Lee e Karin, ele ataca Ama. Está mais difícil feri-la por conta dos efeitos das doenças que já passou, mas ela já está cansada e bastante ferida.

— Vou enfraquecê-la, me aguardem.

Berlock vai para cima e Ama golpeia, ele esquiva do golpe e segura as duas mãos dela. Ama faz força para se soltar, mas Berlock dá uma cabeçada nela e usa a habilidade.

— Toque de Midras.

Lee desfere golpes certeiros e consegue arrancar o braço direito de Ama enquanto Karin desmembra o esquerdo e Berlock a empala com a espada.

Ama grita, mas os monstros não chegam para ajudá-la. Quando ela olha para trás, vê que eles estão mortos. Os soldados, mesmo com as perdas, conseguiram dar conta da horda com a ajuda dos magos e arqueiros.

A Arauto se ajoelha, ela não tem como ganhar a luta, Kastin toma a palavra.

— É o fim?

— É — Berlock se prepara para dar o golpe final.

— Esperem, por favor! — Ama pede. — Eu, eu posso ajudar vocês!

— Como? Karin pergunta.

— Eu posso usar minhas bestas e ajudá-los a reconstruir tudo e com as doenças também.

— O Arauto das doenças já está morto. — Lee diz.

— Espera, espera! Eu pos— Berlock desfere um golpe limpo na horizontal, decapitando Ama.