Benvenuti in Italia tesoro
2 Come un angelo
Notas iniciais
Saio correndo desesperado do meu carro, via que já estava de formando uma pequena multidão a nossa volta, ignoro a todos e vou em direção a pessoa que atropelei, me abaixo para ficar na sua altura e vejo que não se trata de uma simples pessoa mas sim da mulher mais linda que eu já havia visto em toda a minha vida.
Uma moça loira, de estatura média, deveria ter por volta da minha idade, 30 anos, eu a pego no colo e a levanto, deixando a mesma sentada no meu carro.
–A senhora está bem? – Lhe pergunto preocupado.
A moça aos poucos se recupera, vejo que aparentemente a mesma estava bem, agradeci mentalmente por estar dirigindo devagar pois o estrago poderia ter sido muito pior do que simplesmente um joelho ralado.
— Ma cosa è successo qui? (mas o que ocorreu aqui?) – Ela pergunta já recuperada, eu como não falava nem um pouco sequer de italiano não entendi o que a mesma tentou falar, portanto somente lhe respondi.
—Você esta bem? Não quer que eu lhe leve ao médico? – Perguntei ainda olhando para a mesma, entendendo bulhufas do que a mesma havia me falado, neste momento mesmo que eu soubesse algo de italiano iria ficar parecendo um tonto a sua frente pois neste momento a única coisa na qual conseguia realmente me concentrar era em olhar para os seus olhos.
—Era tutto ciò di cui avevo bisogno, doveva essere un fottuto americano (Era só o que me faltava, tinha de ser um maldito Americano.). – Meus pensamentos são abruptamente interrompidos pela mulher que já recuperada se levanta e começa a recolher suas folhas de papeis que haviam se espalhado pela rua durante o acidente, eu pude não entender neste momento o que ela falou, mas a mesma parecia estar brava, uma verdadeira fera.
Enquanto a mesma sussurrava para si palavras que eu não entendia seu celular começa a tocar e após dizer algumas palavras na linha logo se via seu humor mudando, o sorriso aparecendo, ela recolheu tudo com pressa e logo sair correndo do local, quando eu me viro para entrar no meu carro consigo ouvir a mesma a gritar nas ruas.
—Buon giorno, signore! (Bom dia senhor!).
Eu me viro para a mesma e começo a gargalhar alto vendo a mulher desaparecer correndo pelas ruas floridas de Florença, e assim como passou pela minha vida, definitivamente um furacão.
Ou talvez um anjo tentando me fazer retornar novamente ao mundo dos vivos.
Quando olho para a rua novamente havia muitas pessoas já me olhavam de cara feias, vejo que meu pequeno acidente havia acarretado em um transito terrível na rua, peço desculpa as pessoas e entro correndo no meu carro, logo partindo para o local onde seria feito a reunião.
Minha reunião por incrível que pareça passa de maneira rápida, a investidora com quem eu estava a fechar negócios era uma viúva americana, chamada Healther Kessler, não irei negar que a mesma havia flertado comigo inúmeras vezes e sim ela era extremamente charmosa e sensual, porém eu ainda era um homem casado e meu casamento com Sara ainda tinha amor, nós ainda éramos Sara e Grissom, nós poderíamos sim superar esta crise.
Após o termino da reunião e fechar negócios com Healther a mesma me convida para uma exposição de obras de arte que iria ocorrer na Galleria Degli Uffizi, um importante museu da cidade no dia 24 de dezembro, sim na véspera de Natal, onde os fundos arrecadados seriam doados ao instituto de câncer, no momento foi impossível não pensar em Sara, ela era uma grande colecionadora de obras de arte, esse seria com certeza um convite que a mesma não recusaria e alem do mais seria por uma boa causa.
Eu logo em despeço da mesma indo em direção ao hotel em que estávamos hospedados, quando chego no hotel logo vejo Sara arrumada tomando café da manhã, a mesma mau me olhou quando adentrei nosso quarto, beijei seu rosto e logo lhe contei sobre o convite que haviam nos feito, quando a mesma ouviu sobre o mesmo eu vi algo que a muito tempo não via em minha esposa, um sorriso sincero de alegria.
—Ah Grissom! Meu amor eu não acredito que você lembrou sobre a exposição que eu havia lhe comentado. – Ela me falou animada, eu somente sorri para a mesma, pois sinceramente eu não havia lembrado sobre o que ela tinha comentado. – Por Deus Grissom! Eu preciso ir as compras, eu te amo. – Ela dizia animada pegando sua bolsa. – Deus Grissom! – Ela grita agora me assustando. – Acabei de me lembrar! Lembra-se daquela pintora que eu simplesmente amo? Ela vai estar na exposição, eu preciso comprar algum quadro dela pessoalmente, você acha que eu consigo falar com ela? Ai meu sonho.
Eu começo a rir pois fazia tanto tempo que eu não via minha esposa tão animada, ela logo pega sua bolsa e sai do quarto fazendo tantos planos, dois segundos após ela sair do quarto eu ouço o mesmo abrir novamente, quando olho para o mesmo esta lá ela me olhando.
—Vamos Grissom! Você também precisa fazer compras meu maridinho! Não tem como eu apresentar o meu querido marido para a minha pintora dos sonhos sem você estar no mínimo um príncipe. – Ela me puxa para fora do quarto, pegando as chaves em uma mão e com a outra me puxando pelo braço, eu somente sorrio para a mesma, esse seria um bom dia.
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