Benvenuti in Italia tesoro

3 Il mio angelo particolare


Notas iniciais
Assim como prometi, aqui esta o capitulo da semana, somente para avisar a quem leu a história original saiba que a mesma vai ser um pouco alterada. Queria agradecer também as meninas que estão acompanhando ainda, beijos.

24 de dezembro 2012, Florença

Quatro dias após eu ter atropelado aquela mulher na rua, de ter me encontrado com a sedutora Healther e ver a explosão de felicidade de Sara a tão esperada exposição de arte em Uffizi finalmente tinha chegado, durante estes dias Sara se manteve com o pensamento longe como se somente o corpo dela estivesse no local, mas a mente a quilômetros de distancia de mim.

Chegamos a galeria ainda cedo, era próximo das 10:00 pm, porém muitas pessoas já estavam no local, o lugar era lindo, um palácio extremamente luxuoso, belo e majestoso, mostrando ao mundo a imponente obra de arte do século XVI, no mesmo havia esculturas por todas as partes, por ali haviam passado os maiores nomes da arte, andávamos pelos corredores e neles se poderia ver salas divididas em ordem cronológica abrigando obras desde o século XII ao século XVIII renascentistas, quando chegamos na sala onde seria a exposição a mesma estava muito bem iluminada e apesar do contesto do local, do charme antigo ainda era possível ver algumas pontas da modernidade que foram postas após a restauração, como por exemplo as diversas câmeras e seguranças que haviam ali no local onde estávamos.

A sala luxuosa estava cheia de pessoas em seus próprios círculos, muitas pessoas ali deveriam se conhecer, pois era possível ver pequenos grupos a conversar, alguns solitários estavam a admirar as obras do novo século, ali havia obras modernas, abstratas, figurativas, dadaístas e muitas outras.

Sinto Sara me puxando para olhar as obras de arte, até mesmo para mim que não ligava muito para este tipo de arte me sentia obrigado a admitir que elas fossem lindas, havia centenas de obras de arte, cada uma com a sua particularidade própria, como se diz no meio a assinatura do seu autor, ficamos cerca de uma hora somente olhando para as obras de arte, quando me viro para trás vejo que o lugar estava mais lotado do que anteriormente, deveria ser normal afinal ali era um evento especial, tanto que o lugar não iria fechar como normalmente acontece toda a noite.

Quando finalmente olhamos todas vejo Sara olhando para um local específico, ou melhor, uma pessoa, era uma bela mulher, eu não poderia negar, uma mulher loira que estava de costas para mim, um vestido preto de alças finas, justo no seu corpo que ia até os joelhos, cabelos loiros longos que formavam belos cachos, sapatos de salto alto fino pretos também, aquele maldito instrumento de tortura que eu não sei como as mulheres são capazes de usar sem arrancar os mesmo.

Sara ao perceber que a mulher havia ficado momentaneamente sozinha toma ar e vai em direção à mesma decidida, me arrastando junto com ela.

Sara bate no ombro da mulher chamando a atenção da mesma e fazendo ela se virar, quando a mesma se vira e diz olá eu não sou capaz de prestar mais atenção em nada... Era simplesmente a louca que eu bati o carro.

—Ciao! Come posso aiutarti? (Olá! em que posso lhe ajudar?)

—Ciao, non parlo molto l'italiano, sono americano, mi chiamo Sara, Sara Grissom (Olá, eu não falo muito italiano, sou americana, meu nome é Sara, Sara Grissom). –Minha esposa fala pausadamente, como se tivesse treinado muito esta simples frase.

A mulher somente sorri para a mesma, sem jamais me olhar e de maneira graciosa começa a conversar com a minha esposa.

—Não há problema nenhum Sara, meu inglês ainda funciona perfeitamente, Catherine Willows a sua inteira disposição! – Ela diz e estende a mão para Sara a cumprimentando.

Eu olho para a mulher de queixo caído e em pensamente começo a rir de mim mesmo, naquele dia quando a atropelei ela claramente estava rindo da minha confusão enquanto a mesma me maldizia sem eu ao mesmo entender.

—Catherine eu sou uma grande admiradora do seu trabalho, você não tem noção de quanto as suas pinturas conseguem transmitir emoções para mim. –Ela diz encantada, quando eu finalmente consigo ligar o nome a mulher a minha frente, era isso, Catherine Willows era uma pintora italiana pela qual a minha esposa tinha total obsessão, me lembro dela me contando a história completa da mulher, filha de pais americanos que se mudaram para a Itália ainda jovens, por isso o sobrenome totalmente americano, viúva a cinco anos de um americano, Warrick Brown, um jovem pintor, ainda em inicio de carreira com quem a mesma teve um filho, Sara deveria saber até mesmo o signo desta mulher, coisa que nem ao menos o meu ela sabia, com muito custo a data do meu aniversário, agora compreendo o porque desta animação toda, não era simplesmente comparecer a uma exposição de arte, não, era a realização de um sonho antigo da mesma.

—É sempre um prazer conhecer uma admiradora Sara, espero que você tenha aproveitado o evento. – Ela diz de maneira graciosa, porém ainda era possível se perceber que a mesma tinha receio quanto a elogios.

—Ai, que vergonha, eu esqueci totalmente do meu marido. –Ela diz rindo e apontando para mim que ainda não havia me pronunciado, Catherine olha para mim, sorrindo ainda, dava para perceber que a mesma segurava uma risada discreta, ela claramente lembrava-se de mim, assim como eu lembrava-me dela. –Esse é Gilbert Grissom, meu esposo.

—Olá Gilbert, é um prazer conhecer você também.

—Eu digo o mesmo. – Falo enquanto a cumprimento, fingindo que nunca a tinha visto antes na minha vida.

As duas ficaram ali conversando por alguns minutos, confesso que não prestei muita atenção na conversa que as duas tiveram, somente ouvi as palavras “convidar” e “ateliê”, estava tão ligado na reação corporal das mulheres a minha frente, Sara depois de muito tempo parecia se animar novamente enquanto estava na presença daquela bela mulher, enquanto eu simplesmente me perdia nela, ela era bela, alegre e espontânea, parecia fazer tudo ficar tão mais fácil, quando me dou por mim ela estava se despedindo com beijos e abraços.

Talvez essa mulher fosse meu anjo particular, vindo a nossa vida para que pudéssemos finalmente consertar o que estava estragado.

—Gil! –De repente sou tirado de meus devaneios por uma Sara que parece estar chateada. –Gilbert! Esta na contagem regressiva do natal Gil. –Ela finalmente diz parecendo mais calma.

—Dieci! Nove! Otto! Sette! Sei! Cinque! Quattro! Tre! Due! Uno! Zero! Buon Natale! (Dez! Nove! Oito! Sete! Seis! Cinco! Quatro! Três! Dois! Um! Zero! Feliz Natal!)–Era possível ouvir o coro das pessoas a gritar por aquele lugar, eu olhei Sara e a abracei desejando um feliz natal a mesma.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.