Notas iniciais
Boa Leitura!

Lá estava eu em minha primeira viajem de trem à Hogwarts pouco depois dos nossos pais desaparecerem de vista. Como sou distraído! Sou Alvo Severo Potter(ou Albus Severus Potter, como preferir) sou filho de um dos maiores bruxos depois de Dumbledore. Harry Potter, mas obviamente vocês já o conhecem. Não sei como a tal trouxa chamada Joanne soube da história do meu pai... mas isso não vem ao caso.


Eu estou realmente apreensivo sobre ir à Hogwarts, não nervosismo por estar lá ou não ficar em casa e sim por que eu de jeito nenhum quero entrar na Sonserina, meu tio Rony me disse coisas horríveis de lá, apesar do meu pai e minha tia Hermione falarem que era tudo mentira para eu querer ir para Grifinória.


No trem meu irmão estava praticando uns feitiços com a minha prima Rose e outras duas garotas que eu nem lembro o nome. Praticavam feitiços bem simples, alguns minha tia Hermione tinha ensinado, mas nada muito extraordinário como ela fazia. E eu? Estava com a testa colada contra o vidro e um sapo de chocolate derretendo na minha mão. Quando virei para ver o que estava acontecendo um menino de cabelos muito claros e com vários exemplares do “Profeta Diário” na mão, o nome dele é Dylan Creevey, obviamente, filho do repórter Dennis Creevey que trabalha no Profeta. Pensei que ele levaria uma câmera enorme de trouxas (como o pai), mas ele só carregava exemplares do nosso jornal.


Queria que o Hugo estivesse aqui, meu irmão não parava se entrar e sair do vagão para chamar seus amigos do segundo ano. Acho que uma hora boa foi quando o carrinho de doces veio, gastei alguns galeões, mas valeu a pena.


Assim que chegamos na plataforma de Hogsmeade estava lá Hagrid, o meio-gigante amigo do meu pai e de meus tios. Ele é monstruoso, tem barbas e cabelos grisalhos e um rosto sorridente cheio de rugas e cicatrizes – Sejam bem-vindos – trovejou ele e os outros calouros abaixaram os ombros – não se intimidem comigo serei seu professor de Trato de Criaturas Mágicas – ele disse abrindo os braços com um sorriso afetuoso – Vamos?!


E fomos levados de barcos até o castelo, foi um percurso bem legal principalmente pela sombra de Hogwarts marcada de amarelo pelas luzes das janelas. A ponte tinha um ar muito rústico e algumas pedras quebradas, acredito que foram mantidas desde a Batalha de Hogwarts. Assim que cheguei fui recebido pelo diretor da Grifinória ele me era familiar, acho que ele já foi a casa – Sejam bem-vindos à Hogwarts, sou Neville Longbottom, vocês depois que entrarem neste saguão serão divididos em quatro casas: Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina – ele é bem diferente de como meus pais me descreveram. Diziam que era muito tímido, mas que no último ano ele ajudou a derrotar Voldemort.


O saguão era enorme, mas tínhamos que caminhar no meio dele até chegar ao chapéu seletor? Que vergonha. E se eu cair, bater de cara no chão? Houve um discurso da diretora da escola a Minerva McGonagall, tinha uma aparência jovem demais para já ter lecionado para o meu pai. Ela deve beber a poção da juventude para aparentar ter uns quarenta anos.


E começou a seleção, foi como uma convocação para guerra. Só quando ouvi “Potter, Alvo” eu estremeci e quando me sentei, o chapéu seletor cobriu minha cabeça e escondeu os meus olhos, ouvi ele na minha mente – Oh, não acredito outro Potter?! – ele disse não sei se ele estava perguntando ou afirmando, mas parecia estar se divertindo – onde será que eu vou colocar você? Saiba que tive muito trabalho com seu irmão, ele não queria entrar em outra casa a não ser a Grifinória, mas acho que posso me divertir com você – eu mentalmente suplicava para ele não fazer isso, não queria ser a mancha negra da família por entrar na Sonserina, nem o estranho por ir para Corvinal ou Lufa-Lufa.


– Por favor, não faça isso, não quero ir para outro lugar além da Grifinória – eu supliquei, não sei se pensei ou disse mesmo, mas não estava em tempo de me preocupar com isso.


– Saiba que Sonserina vai te glorificar como o único Potter Sonserino – ele disse se orgulhando – você com certeza vai parar nos jornais amanhã se entrar.

Aquele chapéu não era imparcial e isso me inquietava, eu sentia que iria cair daquele banquinho. O chapéu também fazia minha cabeça mudar a direção.


– GRIFINÓRIA – o chapéu revelou – a muito contragosto.

Assim que ouvi eu queria levantar, e meu corpo ainda estava em choque para mexer-se e eu cai, rolei para os pés dos outros calouros. Nem sei como descrever do jeito que eu estava. E fiquei ouvindo as pessoas rirem e apontarem para mim, apenas a Rose e o Scorpius me ajudaram a levantar, ou eles estavam escondendo o riso muito bem ou simplesmente não tinham achado graça.


Eu fui com a cabeça baixa e corado para um canto da mesa da Grifinória, alguns estudantes me deram boas vindas, mas eu não tinha nem coragem de olhar para alguém. Meu irmão também não estava lá muito diferente do pessoal das outras casas, não parava de rir.


Houve também uma certa relutância na escolha da casa da Rose, que acabou na Grifinória, mas o chapéu não parecia nada feliz. O Scorpius durou muito, eu pude ouvir ele oferecer qualquer coisa se não aquilo que o chapéu pretendia e eis que o chapéu revela – GRIFINÓRIA – esse chapéu estava causando, quase que ele me põe na Sonserina e coloca um Malfoy na Grifinória? O que falta agora?


O Malfoy foi à mesa como um fantasma parecia até mesmo flutuar, sentou fingiu estar alegre ou surpreso com a escolha, mas eu sabia que ele preferia estar na mesa do outro lado do salão.

– Desculpe-me chapéu, mas houve um problema – disse a diretora McGonagall ajeitando os óculos – você sobrecarregou Grifinória “uma” das outras casas recebeu um aluno a menos...

– Não se preocupe, diretora – o chapéu virou para mim e disse – Potter, Sonserina.


Não. Tudo menos isso. Como ele pôde? Depois de tudo isso ele me põe na Sonserina? Esse autor perdeu a criatividade? Essa ia ser uma história boa de Alvo Potter na Grifinória.


Sentei-me à mesa da Sonserina e meu uniforme magicamente mudou o brasão vermelho para verde. Que vontade de jogar aquelas vestes fora.


O banquete durou, e depois a Minerva deu os avisos deste ano que não passavam de simples proibições como a “Floresta Proibida”, produtos dos meus tios Fred(falecido) e Jorge, apesar da Minerva mencioná-los com felicidade e dizer que foram uns de seus melhores aluno.


Assim que cheguei à masmorra da Sonserina recebi a senha: Glóbulos Oculares.


Todos da casa queriam falar comigo, eu parecia um astro, não nego que gostei, mas preferia entrar na torre da Grifinória, lá era tudo verde e me lembrava vômito. Eu não pensei duas vezes para subir ao meu dormitório. Tinha outros dois garotos no mesmo dormitório que eu, pelo visto mais meninas foram escolhidas este ano, meu pai tinha dividido com quatro garotos o seu dormitório na Grifinória.


Mas e o Scorpius? Soube que a família dele não tem lá muito crédito com a Grifinória, principalmente o pai do Scorpius, Draco. Meu pai mesmo dizendo que o Draco era assim por causa do pai, fala que hoje são bons colegas lá no ministério apesar de certa rixa.


Mas e se o Scorpius for excluído pelo grupo? Não, Rose não é assim, mas pode ser influenciada pelo James, ele sim não se preocupa muito com que os outros sentem.


Eu fiquei lá esperando todos dormirem o que ocorreu ás uma da manhã, desci e conjurei na lareira – Lacarum Inflamare – no começo foram só faíscas, mas deram resultado em um fogo baixo para iluminar a poltrona em que eu estava.


No dia seguinte eu desci antes de todos acordarem, e tomei o café da manhã antes da maioria dos estudantes, os que estavam nas mesas aparentavam muito sonolentos. Resolvi seguir a dica do meu pai e fui até a cabana de Hagrid, ele disse alguém ótimo para conversar – Não acredito, Al!? – ele disse realmente alegre e rouco – entre, por favor – fazer o que né? Entrei na chuva para me molhar – a que devo a honra do mais novo Potter em... Hogwarts – ele disse sentando-se.


– Bom, eu queria alguém para conversar, meu irmão não é lá das melhores pessoas para isso e na Sonserina eu não tenho nem vontade de conhecer uma única pessoa de lá.


– Eu pessoalmente acho que este chapéu está a cada ano pior desde que foi queimado. Ele coloca pessoas boas para a Grifinória na Lufa-Lufa. Bons para Sonserina na Corvinal – ele suspirou – ele tem feito isso tem alguns anos, acho que para se divertir.


– Mas... eu não queria entrar na Sonserina, como ele pôde heim? – eu dizia vendo um filhote de cachorro aparecer de um canto da cabana – meu pai disse que ele levava em consideração da pessoa em questão e como ele pôs o Malfoy na Grifinória?


Hagrid murmurou algo e pegou um copo do tamanho de um balde – hidromel? – eu não conseguiria beber tudo aquilo nem que me pagassem.


– Não, obrigado – eu disse meio impressionado com o “copo” cheio na minha frente.

– O.K.

– Ah, Hagrid o primeiro ano deve ser muito ruim, né?

– Por que você acha isso?

– Ah, não podemos ir à Hogsmeade, não podemos fazer parte do time de quadribol – Hagrid pigarreou, obviamente por que meu pai entrou no time nesta série – meu pai é diferente – eu alarmei – isso sem contar que os alunos vivem me seguindo, isso é chato, e só estou a menos de um dia na escola.

– Você tem sorte de poder estar aqui sabia? Existem muitos como a sua tia-avó que não possui sangue de bruxo e sabem de nosso mundo. Depois disso criaram uma mente totalmente louca.

– Se fosse para entrar na Sonserina preferia ter sido um aborto.

– Cale a boca – Hagrid urrou – diga isso de novo e eu coloco você em uma detenção até o Natal, por que se eu tirar pontos da sua casa não vai adiantar, acho que você ficaria até feliz.


Ele tinha me assustado, o berro dele fez o cachorro correr para baixo dos meus pés que tremiam – V-você tem razão... me desculpa.

– Você devia agradecer todos os dias de possuir sangue mágico em suas veias. E poder estudar em Hogwarts – eu notei que ele começou a ficar desapontado – por que nem todos podem isso.

– É. Hagrid tenho que ir.

– Mas já? Fique mais um pouco.

– Não se preocupe nos veremos nas aulas de Trato de Criaturas Mágicas.


E sai apenas ouvindo a despedida dele, agora eu tinha que encontrar a Rose, a única pessoa confiável por aqui. No caminho só encontrei uns alunos fazendo duelos, incrível como ainda usam feitiços simples como “expelliarmus” e ainda em voz alta. Quanta fraqueza. Como podem estar no sexto ano?

– Al. Aqui – era a Rose com o Scorpius do lado dela.


Quando me aproximei ela virou um pedaço de papel para mim com a cena de quando me espatifei no chão antes de ir parar na Sonserina – o chapéu estava certo – Scorpius disse com voz rouca – um Malfoy na Grifinória e um Potter na Sonserina, vendeu muito.

– Não importa.

– Aqui. Cartas do seu pai.


“Alvo saiba que não é um problema entrar na Sonserina, você vai receber aulas como qualquer outro aluno de Hogwarts.

Não se engane com o que o Profeta disser.

Seu pai, Harry Potter”

– O que diz? – Rose nada curiosa tentou lê-la.

– Nada de mais – eu entreguei a carta – mas por que “não se engano com o que o Profeta disser”?

– Você não leu? – ela disse meio espantada.

– Não, quando fui almoçar não tinha chego, era muito cedo – eu estendi a mão para ler o jornal, mas a Rose jogou para o Scorpius – me dá logo.


“O filho do famoso bruxo Harry Potter que nos livrou do mais poderoso bruxo das trevas, Voldemort, chamado Alvo Severo Potter foi para a casa Sonserina da Escola de Mágica e Bruxaria de Hogwarts. Com certeza foi um verdadeiro choque para a família toda constituída de estudantes da Grifinória. O mesmo pode-se dizer do ultimo Malfoy que trocou de lugar com o pequeno Potter assumindo seu lugar na Grifinória.”


Fui atingido por um lampejo que creio ter sido um “expulso” e cai de costas no chão, meu “querido” irmão começou a rir com a varinha na mão. Sendo acompanhado por vários estudantes montando uma rodinha.


– Everte Statum – meu irmão voou longe depois disso.


Ele levantou e disse algo sobre mais tarde ou que teria volta, eu sei lá. Mas a Minerva estava de costas para ele e deu-lhe uma detenção, por “duelo não autorizado” e uma para mim, só que não me deu explicativa – menos dez pontos para Grifinória e Sonserina.


– No meu primeiro dia na escola e recebo uma detenção sem ao menos ser o culpado – eu disse botando fogo na página do jornal — deixa pra lá Alvo, você conhece o seu irmão, um verdadeiro idiota – disse Rose com um olhar de indiferença.


Que dia perfeito, ouvi gritos de um meio-gigante que por pouco não me escorraçou de sua casa, fui atingido por um feitiço e levei a culpa por me defender. Isso sem contar que estou na Sonserina.


Só espero que as aulas e o resto dos meus dias aqui não sejam piores.

Notas finais
Reviews?