Bem-vindo à Hogwarts Alvo Severo Potter!
2 Primeiro dia de aulas...
Notas iniciais
O dia seguinte dos dois piores da minha vida começou.
Novamente todos da Sonserina dormiam, ainda mais por que faltavam mais de quatro horas para a primeira aula do ano começar, no meu caso Transfiguração com o pessoal da Corvinal.
O Grande Salão estava com o teto azulado com pequenas manchas avermelhadas. E ainda não tinha comida alguma, eu acordei cedo demais, novamente, até que eu virei para tentar saber de onde vinha os estampidos seguidos de duas batidas muito altas.
Vi dois garotos um garoto de cabelos louro-prateados e uma garota ruiva batiam suas varinhas duas vezes de vez em quando uma na outra ou com os dedos e se transportavam para outro lugar, estavam aparatando e dentro da área de Hogwarts, isso não é comum, eu não li “Hogwarts: uma história”, mas sei que não se pode aparatar por aqui. Aproximei-me deles e quando notaram a minha aproximação bateram as varinhas na mesa e apareceram na minha frente.
– Oi, como foi que vocês conseguiram aparatar por aqui? – eu disse estendendo a mão para eles.
– Nós vamos dizer se você descobrir quem somos – a garota disse com um sorriso, não sarcástico, nem irônico, parecia até que estava vendo algo agradável acontecer.
– Me desculpe, mas eu não prestei atenção na seleção. Depois do vexame que passei...
Os dois inclinaram as cabeças até elas se tocarem – vamos deixar mais fácil – o garoto disse – somos seus primos – ele disse apontando a varinha para o cabelo da irmã.
– São Weasley? – eu duvido que fossem da família Potter – deixei-me ver – só quando eu vi os cabelos do garoto eu me toquei — vocês são filhos do meu tio Bill e da tia Fleur.
– Isso – eles disseram em uníssono – agora o nosso nome.
Ah, tá de sacanagem, agora lembrar o nome de dois indigentes que nunca apareceram na minha casa. Ficamos nos encarando durante uns minutos até que eles começaram a rir como se eu estivesse contando uma grande piada.
– Eu sou Isabelle – a garota disse assoprando a varinha fazendo sair pequenas faíscas rosas.
– E eu sou Fred – ele serviu igual a todos da minha geração para homenagens.
E começamos a conversar e eles mostraram como foi criado o feitiço de transportação chamado “Genie Aparatte” que pelo que disseram só pode ser feito unicamente pelos dois e pelas respectivas varinhas, por elas também serem gêmeas. Providas do núcleo do mesmo animal e da mesma madeira. O feitiço é realizado sem se pronunciar nada, apenas batendo a varinha em algo duas vezes e pensar no seu companheiro(no caso deles o irmão) e depois no local que quiserem aparecer – mas tem um defeito – disse Isabelle batendo duas vezes na varinha sem sair do lugar – precisamos pensar totalmente no outro e o mesmo tem que responder da mesma forma, se não fizermos isso não saímos do lugar.
– Mesmo assim é genial – eu disse impressionado.
– Talvez vamos fazer com que a varinha avise quando quisermos fazer o feitiço – Fred disse pensativo.
A nossa conversa durou e quando nos demos conta o salão já tinha enchido e a comida apareceu poucos minutos depois. A muito contragosto nos separamos e comemos nas mesas de nossas respectivas casas.
Assim que acabei peguei minha mochila e por sorte eles estavam para acabar e como eram da Corvinal (ainda bem) iríamos para a mesma aula. Fui deixado em pleno salão por que eles resolveram aparatar, valeu viu? Ia saindo e ouvi duas vozes – Al – eram a Rose e o Scorpius ofegantes – por que você não falou conosco, planejamos ficar juntos aqui em Hogwarts ontem.
– Desculpa, mas a minha aula de Transfiguração não é com vocês, só poções, então, adeus – não sei por que eu fui tão agressivo, fiquei até com pena dos olhares dos dois de incredulidade, mas eu tinha que ir para aquela aula de qualquer jeito.
Já em nossos lugares o professor abriu a porta e ficou defronte a nós – bom-dia, eu sou Aberforth, como já sabem ensinarei transfiguração para vocês, bem, começaremos com algo simples, o.k.? – ele se parece como Dumbledore, obviamente, é o irmão dele – peguem suas penas e mudem para a cor que preferirem façam esse movimento – ele disse mexendo a varinha e dizendo “Colorus” fazendo a pena de um aluno ficar em um dourado bem forte.
A minha ficou um rosa bem claro, era para ser vermelho-sangue, mas não dava por que os meus primos mudavam de lugar a cada segundo e as penas mudavam de cor com a mesma frequência – Muito bem Weasley, vinte pontos para a Corvinal.
– Mas e o nosso feitiço de transportar?
– Infelizmente não condiz com a matéria, mas quem sabe na aula do Flitwick – ele disse com um sorriso – Potter, precisa de ajuda?
– Ah?! É, não consigo deixa-la vermelha-sangue.
– Pense na cor como se isso custasse a sua vida.
Eu focalizei como se eu me banhasse em sangue, imagine que cena sensual... venderia milhões principalmente naquela rede dos trouxas a inertet. A pena só ficou um pouco mais vermelha, mas opaca, não viva como eu queria.
– Bom, o único jeito de conseguir isso é treinando – ele disse passando a mão no meu cabelo – para próxima aula, traga a pena com uma cor viva.
Nossa, eu deixei uma boa impressão para a classe, não? O filho de Harry Potter não conseguiu mudar a cor de UMA pena. Uma simples peninha. Segui para a aula de poções, a Rose e o Scorpius sentaram com os rostos virados para mim, como se eu não existisse.
– Ei. Eu existo sabia?! – passei a palma da mão na frente do rosto dos dois.
– Ah? – os dois viraram para mim como se ouvissem um zumbido de mosca – Al! Você por aqui!? Que surpresa.
Ri sarcasticamente – muito engraçado – mas fui cortado pelo professor Slughorn.
– Potter, silêncio – pensei que ele fosse um professor alegre e adorável e começou a falar algumas baboseiras e mostrou três caldeirões com substâncias fumegando, depois do que aquele velho caduco falou para mim eu nem quis prestar atenção na aula, devia ter usado o “Abaffiato” e ele resolveu dar uma tarefa, fazer uma poção de crescimento, o efeito é bem óbvio, não?
– Abram o livro na página 6, os instrumentos e ingredientes vocês vão encontrar aqui, podem atacar – ele disse com um sorriso.
Poção de Crescimento
50g de teia de aranha
2 folhas de plácia*.
Planta que produz a placéia, substancia utilizada para purificar água.
Pelo de unicórnio.
Feitiço de crescimento.
No caldeirão adicione a teia cortada com as folhas de plácia. Mexa até a poção ficar viscosa, adicione os pelos de unicórnio, dependendo da potência desejada.
O professor alertou para usarem apenas um pelo.
E por fim use o feitiço e deixe borbulhar até sentir o cheiro de pergaminho queimado.
Só isso? Simples. Fiz como a receita pedia, mas o maldito cheiro não chegava e a poção foi ficando cada vez mais viscosa, mais viscosa do que mel. Até que ficou muito preta e dura que mesmo puxada pela colher não desgrudava.
– Potter, como chegou a esse ponto – perguntou o professor abaixando-se.
– Eu fiz como o livro pediu, professor.
Ele analisou a mistura e balançou a cabeça com desapontamento – desculpe-me, mas ela está repugnante, não dá para fazer nada crescer com isso, eu diria que é um veneno que faz encolher até sumir – a classe inteira deu longas risadas e eu? Não vou falar – dever de casa Potter, faça um relatório sobre essa poção, trinta centímetros.
A poção da Rose e do Scorpius foi aceita, que raiva.
– Como você chegou naquela coisa? – Rose ria imitando a poção escorrer da colher.
– Não, sei e não me importa – eu disse dando de ombros – estou com fome.
– Ei, mas você não vai ficar conosco? – Scorpius precisa de mim? Ah, que fofo.
– Claro que não – fui até a mesa da Sonserina comi com certa voracidade o meu almoço e fui até a biblioteca ver quais são os feitiços que serão ensinados nos próximos anos.
Ainda terei Trato de Criaturas Mágicas, com o Hagrid e Feitiços com o projeto de gente.
A aula com o Hagrid não foi muito aproveitadora, talvez por ser a primeira, ele nos mostrou um “ser” estranho, um pássaro com penas brancas e com um bico enorme, que me deixou com grandes marcas roxas nos braços, pareciam chupões, lembravam até filhotes de cães, queriam carinho, comida, colo. Até que pode ser legal.
Feitiços infelizmente usou o velho “Wingardium Leviosa” que eu concluí na primeira tentativa, vendo os outros se matarem para fazer uma simples caneta flutuar.
Agora estávamos no jantar, fiquei novamente sozinho na mesa da Sonserina, não quero ter um mísero contato com o pessoal daqui. E a Rose e o Scorpius mal olhavam na minha cara, como eu consegui chegar na fossa no primeiro dia de aula?
Comi da forma mais lenta possível, não sei por que, mas a comida não descia, era maravilhosa, muito boa mesmo, mas eu não consegui colocar muita coisa no estômago.
– Potter – era Aberforth que passou do meu lado e disse baixo – venha à minha sala assim que acabar de comer... por que está vindo agora? — ele se espantou ao me ver saindo com o prato cheio e metade do salão olhando para nós.
– Ah, não estou com fome – mentira total, estou morrendo de fome, mas não consigo comer nada.
Fomos em seguida para a sala dele, era bem simples, alguns pergaminhos, livros e outras coisas pouco importantes.
– Alvo – ele disse sentando-se – soube da sua conversa com Hagrid.
Nossa que legal, falei muita merda para o gigante e ele espalha para os professores o que eu disse.
– P-professor e-eu juro eu estava um pouco perturbado por estar na Sonserina.
– Eu não disse nada – ele deu de ombros – mas não gostei do que disse, querer perder sangue mágico só por que entrou na Sonserina é muita infantilidade, bom...
Acho que ele diria “mas você só tem onze anos, então acho que é um comentário comum”.
– Mas eu não queria entrar lá – eu comecei a me encolher com os olhos azuis penetrantes dele – meu pai disse para eu não me preocupar, passei a viajem de trem preocupado e quando cheguei só pensei na Grifinória e no final fui para a Sonserina.
– O que te faz achar que a Sonserina é uma casa ruim?
– Ah, ela foi recheada de Comensais da Morte, nos livros é a casa mais agredida que eu já vi.
– Quais livros?! Eu e McGonagall confeccionamos todos os livros daqui e nenhum agride uma casa sequer, mesmo que Voldemort tenha sido dessa casa. E pelo que sei apenas livros de baixo nível agridem Hogwarts ou suas casas. Sei que seu pai não lhe daria algo do tipo para ler.
– ... – eu nem sabia o que dizer, ouvi de tudo sobre Hogwarts, Voldemort e meu pai – eu sei lá, só de ouvir um “você se parece com o seu pai” não me deixa muito feliz ou a expectativa de que eu faça um feitiço extraordinário para todos também não me alegra – resolvi mudar de assunto.
– Por ser filho de Harry Potter? – ele disse pegando um pequeno pássaro preto em meio às cinzas – você sente pressão por ser filho de Harry Potter?
– Não é bem pressão, mas depois que eu errei o feitiço de cor as pessoas me olhavam como se eu não entendesse como segurar uma varinha, nem imagina como me olharam quando errei a poção na aula do Slughorn.
Ele riu e me entregou o pássaro que coube exatamente nas minhas mãos – sabe que pássaro é esse?
– Não, nunca vi um igual.
– É uma fênix, filhote de Fawkes, a fênix do meu irmão, homenageado por você – eu sei viu?! Disseram-me depois que eu fiz um ano.
– E o que houve com Fawkes?
– Ela vive por aí. De vez em quando passa por aqui, soube que quando você nasceu ela fez uma visita ao seu pai.
– Desculpe professor, mas o que isto tem a ver com eu estar na Sonserina?
– Isso é o que eu me pergunto. Qual o seu problema, Potter, por estar na Sonserina?
– Ah... – eu não tinha resposta, só sabia que não queria estar lá — ... – fiquei em um silêncio fúnebre cortado pelo pio da pequena fênix.
– Bom, senhor Potter já passou do seu horário vá para sua sala comunal — eu estendi minha mão para devolver a pequena fênix e o professor arqueou as sobrancelhas — o que esta fazendo? — ele disse.
– Devolvendo a sua fênix!
– Ela não e minha — disse ele abrindo a porta da sala.
– Mas professor Dumbledore como se cuida de um filhote de fênix?
– Falamos sobre isso amanhã Potter — e finalmente fechou a porta na minha cara.
Como que eu vou cuidar disso? Não para de me bicar, pia alto e...
– Potter.
Puxa que legal quem será agora? McGonagall?! Fudeu.
– Potter o que esta fazendo fora de sua sala comunal depois das 19hrs?
– Ah... eu estava falando com o prof. Dumbledore.
– E isso na sua mão? — ela apontou com o dedo.
– Uma fênix — eu disse levantando um pouco a mão e o pássaro se mexeu fazendo algumas cinzas caírem no chão.
– Venha comigo Potter, na minha sala — ela virou-se com a capa esvoaçando enquanto andava — rápido.
O que será que ela quer comigo?
Notas finais
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