Bem longe daqui
1 Elizabeth
Viver longe donde eu vivia não é tão difícil como eu pensava, até bem melhor, agora estou em sossego com os que amo.
Capitulo 1 — Elizabeth.
Ela está lá, parada com todo seu estilo de garota séria ou pelo menos era a sua aparência, será que devo ir até ela ou só ficar observando? Aquela garota me observa no momento em que desvio a minha atenção dela, consigo ver pela minha visão periférica, enquanto estou encostado numa banca de revistas, ela está a uns 6 metros provavelmente, estou esperando o onibus e aproveito para paquerá-la. Ela é magrinha, tem cabelo liso e castanho e deve ter 1,65 de altura, está usando o uniforme do melhor colégio dessa região, eu também estava usando um uniforme, porém de uma escola do governo. Olho para relógio e percebo que ela volta a me observar e depois vira o rosto quando olho-a de volta. O ônibus está quase vindo, é agora ou nunca, vou falar com ela!
Me aproximo e percebo que ela é mais linda, de longe não vejo muito bem, esse é o motivo pelo qual uso óculos, ela nem está usando maquiagem, incrível! Acho que a beleza natural é bem melhor do que a beleza maquiada que é passageira.
−Oi −Digo de forma desajeitada, com as mãos no bolso sem saber me portar diante dela e logo fico corado. Ela me olha com ar de surpresa.
−Olá −Ela sorrir levemente e também fica corada.
−Me chamo Pedro, prazer!
−Prazer Pedro, me chamo Elizabeth − Ela fica com os pés cruzados e as mãos atrás das costas e se balançando de um lado pro outro, expressando seu nervosismo, acho que ela estava insegura, pois um cara que ela nunca viu na vida estava a observando e agora falando com ela, o que eu digo, a falta de assunto vem nos momentos mais difíceis que é fazer amigos novos.
−Tem quantos anos?
−19 e você?
−18, você parece ser bem mais nova − Ela sorrir
−E você mais velho − Também rio
−Você mora aqui perto? − Ela pergunta.
−Um pouquinho longe, perto do shopping.
−Eu também moro lá perto.
Que coincidência, moramos perto um do outro. O onibus vem chegando e percebo que nós vamos ao mesmo lugar, quando ela foi passar seu cartão no ônibus ele não estava funcionando e acabei passando o meu pra ela e sentamos um ao lado do outro.
−Obrigado −Diz ela
Eu sorrio gentilmente, nós dois vamos conversando até chegar ao nosso destino e descubro que os novos vizinhos que mudaram ontem para o apartamento ao lado da minha casa, são os pais dela.
Chegando lá, descemos do ônibus, ela está tremendo já de frio e eu também, ela segue para o apartamento.
Um homem de óculos escuro, alto e de pele um pouco escura, uma mulher bem branquinha, com a mesma estatura de Elizabeth, devem ser os pais dela, que estão entrando com um carro na garagem e cumprimentam ela.
−Tchau, até outro dia! −Diz ela simpaticamente e sai andando em direção ao carro.
−Tchau −Aceno de volta com a mão enquanto ela olha para mim e quase tropeça no desnível da calçada.
Alguns homens vêm passando numa moto, de capacete escuro.
−Entra logo Pedro! −Escuto minha mãe, Letícia, sussurrando da janela de casa para que eu entre o mais rápido possível em casa.
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