Bella diferente
16 Tia Cléo
P.O.V. Cléo.
Ela contou toda a história da nossa linhagem, sobre como começou a maldição dos lobisomens, sobre como aquela Hollow veio atrás dela e uma tia maluca também.
—Nossa! Que horrível. A minha vida é bem menos agitada, pelo menos era.
—Como assim era?
—Digamos que eu, a Nanda e a Drica estávamos no lugar certo e na hora certa. Foi aquele dia, no lago da lua da Mako que a nossa amizade começou.
—Me fala mais da sua família.
—Bem, o nome da minha mãe é Beverly e o meu pai é Dominic Sertori, eu tenho uma irmã. Ela é filha biológica dos meus pais, é mais nova que eu. Kimberly. Ela é uma pentelha, mas eu amo ela mesmo assim. Alguns anos atrás a minha mãe foi embora, ela simplesmente foi embora. Meu pai é pescador e eu tive que assumir a casa já que o meu pai ás vezes passa meses no mar. Foi difícil pra todo mundo. Ai, o meu pai conheceu a Sam e ela é um amor. Nos primeiros dias do namoro, a Kim fez da vida dela um inferno, mas depois de uma conversa franca deu tudo certo e eles casaram.
—E a sua mãe?
—A gente nunca mais soube dela.
—Os pais da minha mãe também abandonaram ela.
—Eu não fico remoendo isso. Deixa pra lá.
P.O.V. Elijah.
De longe eu pude observar a interação entre Hope e uma das gêmeas de Hayley. Elas estavam falando sobre a família da gêmea.
—Você disse que você e as suas amigas se conheceram num lago?
—É. Bom, a gente já se conhecia, mas foi no lago da lua da Mako que viramos amigas. Depois eu conto o porque. Eu acho que as meninas não vão implicar de você saber, mas eu tenho que conversar com elas primeiro já que o segredo não é só meu.
Dava pra ver nos olhos da garota a ingenuidade e a inocência. Coisas que infelizmente, Hayley já não tinha mais quando nos conhecemos.
—Algum dia vai contar esse segredo pra mim?
—Espero que sim, mas tenho que ver com as meninas. Porque o segredo não é só meu. É esse segredo que nos une. Que nos uniu para começar.
—O segredo tem alguma coisa a ver com o tal lago?
—Tem.
—Uau! Que anel maneiro.
—Obrigado.
Eu fui distraído da conversa delas por um barulho de algo caindo.
—Que droga! Agora eu não posso mais encostar. Já sei! Vou chamar o Ash!
Quando eu vi a menina eu fiquei atônito. A garota não estava mentindo sobre Rebekah ter uma duplicata.
Ela foi até um garoto. O garoto a beijou. Quando o beijo acabou, ela coçou a cabeça e disse:
—Ash, eu preciso de ajuda.
—O que foi? Quando você faz essa cara...
—Eu tropecei e o cooler caiu. Não me molhou, mas...
—Tem água no meio.
—Isso. Preciso que você coloque as coisas de volta no cooler e carregue pra mim. Por favor!
—Tá.
—Obrigado!
O rapaz começou a catar as latas e a colocar de volta no cooler azul.
—Acho que vamos precisar de mais gelo.
—Isso eu posso resolver.
Ela ia fazer alguma coisa, mas ele me viu e disse:
—Nanda não!
—Você já...
Ele acenou com a cabeça na minha direção e ela olhou.
—Oh! Que droga. Eu faço lá dentro, prometo que vou ser rápida e discreta.
Eles voltaram pra dentro e eu prestei atenção. Vi a mão dela se mover e então o cooler congelou.
A duplicata de Rebekah foi falar com Renesmee.
—Eu acho que ele tá lá fora desde o começo da festa.
—Ele quem?
—Sei lá, um cara.
Ela olhou pela janela. E fez uma cara não muito boa.
—Tudo bem. Enquanto estivermos dentro da casa ele não pode fazer nada.
—Acha que devemos chamar a polícia?
—A polícia não vai resolver.
—Mas, eu vou.
A garota saiu da casa enquanto todos gritavam para que ela voltasse.
—Faye! Faye espera!

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