Notas iniciais
Aqui estou *---*
Queria agradecer a linda da Tori Winkle pela nova recomendação *-*
Espero que gostem do capítulo, e não deixem de comentar o que acharam

A porta da sala de se abriu e James levantou seus olhos para ver que estava se aproximando. Ele estava com frio e tremia pela umidade no local, haviam arrancado sua camisa, agora o que lhe restava para se manter aquecido era sua calça jeans velha. Talvez alguém já havia planejado tudo aquilo, mantê-lo ali, dando um pouco de comida, água e o deixando no frio. Talvez planejavam matá-lo.

– O que você quer dessa vez? — Ele olhou para o homem que se aproximava em um ritmo lento.

– Vejo que está bem, James. — O homem não lhe mostrava o rosto, mas James viu um leve sorriso sarcástico aparecendo. — E pelo jeito não mudou nada.

– Não gaste seu tempo comigo. — James continuava olhando para ele. — Eu nunca irei mudar. — Agora ele sorria friamente com um olhar de um psicótico como se estivesse adorando o que estava acontecendo.

Ele tentava andar em direção aquele homem, James sabia o quanto sentia o desejo de colocar as mãos no pescoço dele. Sentia o desejo de matá-lo, de ver o sangue escorrendo por suas mãos quando estivesse fazendo isso. Era o que ele mais desejava naquele momento.

Seus pulsos estavam espremidos pelas correntes, parecia que a cada minuto elas apertavam cada vez mais, derramando mais sangue a dor das correntes em seus pulsos era agonizante.

– Tenho que levá-lo, James, agora! – Ele disse segurando as correntes que prendiam o pulso dele.

O homem trocou as correntes para duas algemas e retirou as que prendiam suas pernas. Agora ele o encaminhava para um enorme corredor escuro que não conseguia reconhecer. Na verdade não entendia o porquê de estar naquele lugar.

Ele o levou até uma sala escura e ligou as luzes, uma acendendo de cada vez, gradativamente. Havia uma porta do outro lado da sala. E no meio uma mesa com monitores de computador, eles estavam sintonizados em câmeras que davam para lugares como onde estavam mantendo-o preso. Em um dos monitores havia uma mulher acorrentada nos pulsos desmaiada no chão.

– Eu a reconheço. – Ele disse tentando olhar mais fundo na imagem.

– O nome dela é Elizabeth. – O homem disse. – Acho que você a conhece.

– Elizabeth... É a mãe de Claire!

Então uma explosão de imagens ocorreu em sua mente. Ele não tinha tempo para pensar em nada, ele apenas queria sair daquele local. Mas se lembrou de Claire, se lembrou de como gostava de estar ao lado dela, de ver o seu olhar quando ele a jogava contra a parede, quando ele tentava conseguir tudo que ele queria. Ela. Ele amava o sorriso dela e a maneira como ela ficava quando ele falava dele mesmo. Queria ter pelo menos se despedido dela, de segurá-la pela ultima vez, ter sido a razão de seu sorriso. Ainda se lembrava de tudo que havia passado com ela e se arrependia de tudo que não tinha feito, de todos os momentos em que não havia aproveitado. De todos os medos de se aprofundar.

Ele desviou os pensamentos e olhou par ao o monitor ao lado. Era outra sala, com as mesmas correntes, mas não havia ninguém lá.

– Esse é onde nosso outro hóspede fica. – O homem sorriu e segurou os braços de James novamente. – Mas não estou aqui para lhe mostrar essas imagens, vim, pois nosso superior mandou trazê-lo até aqui.

– O que ele quer comigo? – James tentava se virar.

– Você saberá.

O homem o levou até a porta que estava do outro lado da sala, ela dava a um escritório pequeno. Uma mesa no centro e uma cadeira do outro lado onde alguém estava sentado de costas para James.

– James... Finalmente nos encontramos novamente. – O homem disse.

James queria ver seu rosto, queria acabar com ele.

– Essa voz... – Ele disse baixo, estava se lembrando de alguma coisa. Mas estava quase impossível de se lembrar. – Eu reconheço esta voz.

– Pelo jeito você é mais inteligente do que eu poderia imaginar. – Ele disse se virando para James.

Ele congelou, não acreditava no que estava vendo.

– É você. – James serrou os punhos que ainda estavam presos e tentou se soltar. – Eu não acredito que fui tão burro, eu deveria ter descoberto, eu tinha que ter entendido.

– Parece que você não é tão inteligente quanto pensa não é? – O homem riu com ironia. – Não se culpe você nunca iria descobrir.

James olhava friamente para o homem que estava a sua frente, não poderia ser ele. Não conseguia entender como ele nunca havia desconfiado de quem realmente era ele.

– Eu vou matar você. – James gritou o mais alto que pôde, nunca tinha se sentindo tanta raiva.

– Não, você não vai. – O homem disse sorrindo, enquanto olhava friamente nos olhos de James.

James não aguentava aquela sensação. Ele forçava as algemas, queria se libertar.

E as quebrou.

Quando ele liberou os braços pulou se aproximou mais daquele homem e socou seu olho. O ajudante do homem se desesperava tentando segurá-lo, mas James era muito mais forte.

– Eu deveria quebrar todos os seus dentes. – Ele disse segurando o pescoço do homem com força lhe dando outro soco.

– Vai, me soque, me mate. – Ele sorriu para James. – Isso só vai mostrar o quanto somos iguais.

– Você mentiu pra todos. – Ele olhou nos olhos do homem, aqueles olhos escuros que nunca havia olhado antes. – Mentiu para Claire. — Ele lhe deu outro soco, o maxilar do homem estava começando a sangrar. – Eu nunca mentiria para ela, nunca faria o que você fez.

– Isso são desculpas, James. – As palavras não saiam, ele já não estava falando direito. – Nós somos iguais.

– Eu vou matar você, desgraçado! – James estava com as mãos envolta do pescoço dele, olhando naqueles olhos.

Mas algo aconteceu, ele sentiu alguma coisa no seu pescoço. E tudo foi desmoronando, ele não conseguia mais ver as formas, sua visão estava completamente desfocada. Como se tudo estivesse em câmera lenta, viu o homem se distanciando dele com uma seringa em suas mãos. Colocaram novas algemas em seus pulsos. E a ultima coisa que viu antes de desmaiar foram aqueles olhos frios do homem a sua frente.



Claire estava no instituto e sentiu um aperto no coração. Ela não sabia o que aquilo poderia significar, mas a única coisa que veio em sua mente foi James. Alguma coisa estava acontecendo com ele, alguma coisa ruim.

– Eu tenho que tomar uma decisão. – Ela disse para sozinha.

Ela sentiu um calafrio percorrer seu corpo, sentiu um nervosismo ao pensar no que poderia estar acontecendo.

Sentiu um calafrio ainda maior ao pensar na hipótese de se entregar para libertar sua mãe e James. Era o melhor a fazer, mas não sabia se iria conseguir deixar Anne, Robert ou seu pai. Faltavam dois dias, mas se ela parasse para pensar faltava apenas um dia para tudo acontecer. Talvez aquele fosse ser o pior aniversario de todos.

Ela pegou o celular e discou o numero de Robert.

– Claire? É você? – Ela ouviu a voz dele do outro lado.

– Queria fazer uma pergunta... – Ela estava nervosa com tudo aquilo, com todos aqueles pensamentos.

– Pode falar.

– Você disse que vai me ajudar sempre que eu precisar. – Ela fez uma pausa. – Então, você vai estar comigo seja qual for minha decisão?

– Eu vou fazer o suficiente. – Ele disse, mas pelo tom de sua voz ele estava se preocupando com a ideia dela. – Mas o que você quer dizer com o isso?

– Eu tenho uma escolha. – Ela disse baixo. – Não posso deixar James, minha mãe e Trevor morrerem. Não vou fazer isso. E mesmo se isso acontecer voltarão para me buscar.

– Você não pode estar falando sério...

– Eu tenho um plano, Robert. – Ela disse, tentava soar confiante, mas pelo tom de sua voz qualquer um repararia que estava nervosa. – E se você puder me ajudar ficarei agradecida. Terei que contar com a sua ajuda, de Anne, Emily, Alan... Sophie, Patrick... Todos do instituto. Will e meu pai.

– Vai me contar tudo, não é? Preciso saber o que está acontecendo.

– Irei contar todo o plano amanhã. – Ela disse tentando escolher suas palavras. – Você tem que me prometer que vai ajudar, é muito importante. Você que vai ter que fazer grande parte dele, porque depois... Vou fazer uma coisa.

– Não... – Ele estava entendendo o que ela queria dizer. — Você não pode fazer isso Claire, não pode fazer o que eu estou pensando. Diga que é mentira.

– Você vai ter que entender. — Ela soltou um suspiro. – Vai ter que me apoiar.

– Eu não posso te perder. – Ele disse em um tom baixo. – Não irei te entregar.

– Amanhã eu vou te encontrar, irei contar tudo.

– Tem certeza que é isso o que quer? Você não sabe o que está falando, não posso deixar isso acontecer, é loucura fazer isso.

– Confia em mim. Eu tenho que me entregar.

Notas finais
Recomendações? Reviews? Espero que gostem.