Believing
34 I was born to do this.
Notas iniciais
Só pra avisar que estou sumida porque estou viajando (estou em ES), por isso não tem como eu ficar postando sempre (e só hoje consegui internet aqui). Então espero que gostem do capítulo novo *-*
A cada hora que passava Claire estava mais decidida do que havia combinado com Robert, já esta à noite e se encontrou com ele pela manhã para explicar-lhe o seu plano. Já havia decidido todas as coisas e até convenceu seu pai a fazer parte de seu plano. Ela se sentia um pouco nervosa em pensar no que tinha acabado de decidir e pensou por um momento que se alguma coisa, nem que seja um mínimo detalhe de seu plano der errado, ela morrerá e de nada vai adiantar todo o esforço. Agora o que bastava era que Robert e o próprio Charles se encarregassem de fazer tudo que ela queria.
Ela se sentou na cama e olhou para o relógio, 21:45. Estava quase na hora. O que ela precisava fazer era só ir até seu armário e quebrar o pequeno cristal para poderem buscá-la.
E de novo sentiu outra pontada no coração, já havia sentido aquela dor antes. Sabia o que estava acontecendo e o nome James veio a sua mente novamente. O que poderiam estar fazendo? Torturando-o? Fazendo-o dizer alguma coisa que fosse necessária? Alguma informação sobre ela, sobre sua vida ou o que estava acontecendo no momento. É claro, estavam atrás dela e não dele.
Ela pegou as fotos que estavam em seu armário, as que havia encontrado e olhou para os rostos sofridos de sua mãe, Trevor e James que estavam inconscientes. Rasgou-as sem se importar e jogou os restos em baixo de sua cama. Pegou o pequeno cristal e guardou o cordão que estava usando, ainda era o cordão que Trevor havia lhe dado antes de partir. Depois discou um número rapidamente no celular.
- Claire? – A voz de Robert soou do outro lado. – Já está na hora? Eu perdi completamente o horário. Encontre-me na sua rua daqui a pouco, estou indo até aí.
- Vou te esperar do lado de fora. – Ela disse até ouvir o clic da ligação.
Mais tarde o encontrou. Ele estava com uma expressão fria e confusa, Claire reparou que ele estava completamente triste.
- Tem certeza que é isso que você quer fazer? – Ele olhou em seus olhos mais uma vez com a esperança dela desistir de tudo.
- Eu preciso fazer isso. – Ela tentou sorrir demonstrando confiança, mas nem ela acreditava que poderia dar certo. Já havia conversado com todos e convencido Sophie a participar de tudo. Pelo menos ela achou que o plano foi bom. – Vai ficar tudo bem.
Ele soltou um suspiro.
- Se é isso que você quer... – Ele a envolveu nos braços mais uma vez e lhe beijou na testa. – Vamos vencer essa. – Ele olhou para o relógio com uma expressão de preocupação. – Acho melhor ir logo, já está na hora.
- Tudo bem. Vai dar tudo certo. – E no fundo ela sentiu uma pontinha de duvida a respeito disso. – Tenho que ir.
Eles se despediram e então ela entrou no instituto para falar com todos, recebeu um abraço de Anne e Emily seguido por litros de lágrimas. Sophie e Patrick a abraçaram dizendo que tudo estaria bem e que o plano seria um sucesso, não tinha o que temer. Mas ela sabia que eles estavam dizendo aquilo apenas por educação.
Ela saiu pelos portões do instituto e se deparou com Alan esperando por ela.
- Você vai fazer isso mesmo? – Ele ergueu uma de suas sobrancelhas.
- Eu preciso.
Ele a abraçou.
- Salve-o. – Ele sussurrou as palavras em seu ouvido. – Você precisa fazer isso, você tem que salvá-lo.
— Esse é o motivo para tudo isso. – Ela sorriu se lembrando de James, em seus olhos azuis profundos e como se sentia quando estava ao seu lado. – Preciso fazer isso.
- Sinto como se você fosse a única que pudesse fazer isso. – Ele abaixou o olhar rapidamente.
- O que você está querendo dizer com isso?
- Claire, para ele você é diferente. Você o mudou, James não era assim quando o conheceu. Ele era pior. – Ele coçou a cabeça como se estivesse querendo se lembrar de alguma coisa. – Você está mostrando a ele que mesmo sendo quem ele é, há um pouco de bondade dentro dele.
- James não é mau, Alan. – Ela disse encarando-o como se aquilo a tivesse ofendido.
- Sei que você o defende, mas você não sabe como ele era. – Ele olhou para longe, como se não quisesse encará-la. – Eu o conheci, eu sou o melhor amigo dele. E mesmo assim digo que James não é inteiramente bom, ele nunca foi tão bom assim com ninguém. Nunca ajudou, fez qualquer favor ou sorriu. – Ele olhou para ela agora, mantendo seus olhos colados nos dela. – Você despertou essa parte dele. Não percebeu isso? Antes a vida era vazia, ele era solitário, tendo só a mim e Emily como únicos amigos e mesmo assim nunca confiou completamente em nós. Ele só se importava em lutar, aprender golpes, estratégias. Você o transformou.
- Não sei como isso pode ter acontecido... – Ela desviou o olhar.
- Claire, James ama você. Você não percebe isso? – Ele disse por fim.
Ela não acreditou nas palavras que havia acabado de ouvir. Sabia que James não era do tipo que ama, ele não seria assim.
- Claire... – Ele soltou um suspiro e olhou para ela. – Acho melhor você ir então.
Ela o abraçou mais uma vez.
- Cuide de Anne, não sei o que pode acontecer. – Ela disse tentando evitar as lágrimas que estavam brotando em seus olhos. – Ela vai precisar de você.
- Com certeza. – Ele sorriu em seguida.
Claire o largou e olhou mais uma vez em seus olhos que eram iguais aos de Sophie. Depois se virou e seguiu seu destino por entre as ruas.
Mas antes sabia que deveria fazer alguma coisa, então entrou em algumas ruas procurando a casa. E logo a avistou, entrou com cuidado e bateu levemente na porta.
Então viu dois vultos saírem.
- Você... e... Você? – Ela olhou de um para o outro. — O que estão fazendo aqui?
- Acho que a pergunta seria o que você faz aqui.
- Eu decidi me entregar. – Ela disse confiante, mas depois se deu conta de que o que estava dizendo não era algo tão emocionante.
- Que garota burra. – Uma risada ecoou.
Claire se aproximou mais da pessoa que estava a sua frente.
- Você me disse uma vez que qualquer coisa era só pedir. Procure por Robert – Ela lhe dou um papel com seu endereço – Diga que eu pedi sua ajuda. – Ela olhou em seus olhos. – Acho que você vai querer me ajudar. – Ela virou para o lado encarando a outra pessoa. – Se quiser não precisa fazer nada. – Se virou novamente e continuou dizendo. – Meu pai está de volta, se quiser vá até esse endereço, diga tudo que estou lhe dizendo e o homem vai lhe contar tudo que precisa saber. – Ela o abraçou. – Agora tenho que ir.
Então foi até o cemitério que havia recebido o cristal, no mesmo local, o quebrou e logo a escuridão lhe invadiu.
Um brilho ofuscante pairou sobre a sala e então ele ouviu a porta pesada bater. Um homem estava diante dele segurando algo que parecia um vidro quebrado, olhou para ele e sorriu levemente.
- Boas noticias? – Ele sorriu levemente esperando ouvir tudo aquilo que estava querendo.
O homem se distanciou da porta e entregou o vido para ele.
- Ela se entregou. – Disse ele com uma voz fria e sem vida.
Então ele soltou uma risada forte que ecoou por todo o recinto.
- É bom saber tudo isso. – Ele disse sorrindo indo pegar um punhal que estava sobre a mesa. O punhal era sua marca registrada.
- Você vai fazer mesmo isso, senhor? – O homem se afastou e voltou para perto da porta.
- É o meu dever. – Ele sorriu enquanto manipulava o punhal com suas mãos ágeis. – Eu vou matá-la e estou decidido.
- Se o senhor quiser poderá desistir. – O homem disse e fechou a porta, deixando-o completamente sozinho.
Ele se direcionou ao espelho segurando o punhal com firmeza e se admirou. Estava descabelado e seus olhos azuis estavam ocos.
- Eu sou James Wasen. – Ele disse sorrindo com mais frieza ainda. – Nasci para matá-la.
Notas finais
Comentem e recomendem também *-*
Fale com o autor