Dezembro chegou, trazendo mais neve e uma decidida avalanche de deveres de casa para os quintanistas. As tarefas de monitor de Rony e Hermione também se tornaram mais pesadas com a aproximação do Natal. Eles foram chamados para supervisionar a decoração do castelo ("Tenta pendurar festões com o Pirraça segurando a outra ponta e tentando estrangular você com ela", disse Rony), tomar conta dos alunos de primeiro e segundo anos que passam os intervalos das aulas dentro do castelo por causa do frio cortante ("E eles são uns melequentos atrevidos, sabe, decididamente não éramos mal-educados assim quando frequentamos o primeiro ano", comentou Rony), e patrulhar os corredores dividindo turnos com Argo Filch, que suspeitava que o espírito natalino pudesse se manifestar numa eclosão de duelos de bruxos ("Ele tem bosta nos miolos", disse Rony furioso).

Enfim, andavam tão ocupados que, na maioria do tempo, Amélia e Harry acabavam tendo que ficar sozinhos. Na maior parte do tempo a garota o ajudava com o dever. E Hermione precisou parar de tricotar gorros para elfos e ficou preocupada que só lhe sobrassem três.

— Todos esses elfos, coitados, que eu não pude liberar ainda, terei de passar o Natal aqui porque não há gorros suficientes!

Harry falou a Amélia, em uma das muitas noite juntos, que Dobby, um dos elfos domésticos que conhecia, estava levando tudo.

E esse ano foi pela primeira vez na carreira escolar de Amélia que a garota queria muito passar as festas longe de Hogwarts, mas seus pais iriam visitar Alexandre e Lucy, a tia-avó dele, e tudo o que a garota menos queria e precisava era ver o primo, então Hermione a convidou para esquiar com ela e seus pais, e assim que recebeu a carta dos seus pais, aceitando a proposta, Amélia correu para contar a amiga.

Aquele ano estava sendo um fiasco para Amélia e a única coisa que antes gozava era os encontros da AD, e estes teriam de ser interrompidos durante as festas, porque quase toda a turma iria passar as férias com a família. Rony e Harry iam passar o Natal na casa do ruivo.

Amélia e Harry chegaram cedo à Sala Precisa para a última reunião antes das festas, e ele pareceu ficar muito contente de termos feito isso, porque quando os archotes se acenderam viram que, segundo ele, Dobby se encarregara de decorar a sala para o Natal, quando Amélia perguntou como ele sabia que fora o elfo, ele só apontou para as cem bolas douradas penduradas no teto, todas com o rosto de Harry Potter e a legenda "HARRY CHRISTMAS!". A amiga teve que rir por mais de dez minutos, nem conhecia aquele elfo e já o achava uma graça.

Tinham acabado de baixar a última delas, Amélia ainda rindo vez ou outra, quando a porta se entreabriu e Luna Lovegood entrou, com a cara de sonhadora de sempre.

— Olá — disse distante, olhando para o que restara das decorações. — Estão bonitas, foram vocês quem as pendurou?

— Não, foi Dobby o elfo doméstico.

— Visgo — disse ela sonhadoramente, apontando para um cacho de frutinhos brancos pendurados quase em cima das suas cabeças. Harry saltou para longe dos frutos e Amélia apenas riu. — Bem pensado — disse Luna muito séria. — Muitas vezes está infestado de Narguilés.

Infelizmente Amélia não pode perguntar o que eram Narguilés pois Angelina, Katie e Alicia haviam acabado de chegar. As três estavam sem fôlego e pareciam sentir muito frio.

— Bom — disse Angelina maquinalmente, tirando a capa e atirando-a a um canto -, finalmente conseguimos substituir você.

— Me substituir? — perguntou Harry sem entender.

— Você e Fred — disse ela impaciente. — Temos um novo apanhador. Só precisamos falar com uma pessoa.

— Amélia, vi você jogando quando fizemos aquela partida improvisada ano passado e você se saiu muito bem, poderia, por favor, substituir o Jorge?

A garota olhou para elas, pareciam tão desesperadas.

— Eu vou adorar!

Elas gritaram e correram para abraçar a garota, que só fazia rir.

— Quem é o novo apanhador? — perguntou Harry quando elas pararam.

— Gina Weasley — informou Katie.

Harry boquiabriu-se.

— É, eu sei — disse Angelina, puxando a varinha e flexionando o braço -, mas ela é realmente boa. Não se compara a você, é claro — acrescentou amarrando a cara -, mas como não podemos ter você…

— E o outro batedor? — Amélia perguntou, tentando quebrar o silêncio desconfortável que se instalou.

— André Kirke — respondeu Alicia, sem entusiasmo. — Ele não é genial, mas comparados aos outros que apareceram... E então lembramos de você e puf — então elas a abraçaram de novo.

A chegada de Rony, Hermione e Neville encerrou essa conversa. Quando os gêmeos entraram, Amélia pulou em cima do Jorge gritando: "Eu sou a nova batedora, eu vou lhe substituir, eu sou melhor que vocêeeee!", ele riu, e fez um pouco de piada, mas cinco minutos depois a sala estava bastante cheia.

— O.k. — disse Harry, chamando todos à ordem. — Achei que hoje deveríamos repassar o que já fizemos até agora, porque é a última reunião antes das férias e não tem sentido começar nada novo antes de uma pausa de três semanas…

— Não vamos fazer nada novo? — exclamou Zacarias, resmungando, insatisfeito, suficientemente alto para ser ouvido por toda a sala. — Se eu soubesse nem teria vindo.

— Então todos lamentamos muito que Harry não tenha lhe avisado — retrucou Fred em voz alta.

Várias pessoas abafaram risinhos, enquanto Amélia e Jorge riam com gosto.

— ... podemos praticar aos pares — continuou Harry. — Vamos começar com a Azaração de Impedimento durante dez minutos, então podemos apanhar as almofadas e experimentar o Feitiço Estuporante mais uma vez.

Todos se dividiram obedientemente, Amélia fez par com o Benjamin, como sempre. Logo a sala se encheu de gritos intermitentes de "Impedimenta!". Belmont conseguiu paralisar Ben mais vezes, por isso pode observar o trabalhos dos outros pares melhor, depois que ele recuperava os movimentos começavam de novo.

Transcorridos os dez minutos da Azaração de Impedimento, espalharam as almofadas pelo chão e começaram a praticar mais uma vez o Estuporante. O espaço era realmente muito limitado para permitir que todos trabalhassem ao mesmo tempo; metade do grupo observava a outra metade por alguns minutos, depois se revezavam.

Amélia estava impressionada com o processo de cada um. É verdade que Neville estuporou Padma Patil em vez de Dino, a quem estava visando, mas errou por muito menos do que antes, e todos os outros tinham feito enormes progressos, até mesmo a garota.

Ao final de uma hora, Harry anunciou um intervalo.

— Vocês estão ficando ótimos — disse sorrindo. — Quando voltarmos das férias, poderemos começar com os feitiços mais importantes, talvez até com o Patrono.

Ouviram-se murmúrios de excitação, Amélia mesmo estava ansiosa para finalmente aprende-lo. A sala começou a se esvaziar, como sempre aos pares e trios; a maioria desejou a Harry um "Feliz Natal" ao sair.

Sentindo-se bastante ansiosa, Amélia ajudou a recolher as almofadas com Harry, Rony e Hermione, e as empilharam em ordem. Belmont, o ruivo e a morena saíram antes; Harry se demorou mais um pouco, porque Cho ainda não saíra.

Foram andando em direção ao Salão Comunal e assim que passaram, Jorge puxou Amélia para um canto.

— Oi Jorginho — ele fez uma careta ao ouvir o apelido que a garota havia lhe dado.

— Oi Mel.

— O que foi?

— Eu só queria lhe contar uma coisa.

— Bem, pode falar — sorriu e segurou sua mão.

— Jorge, você pode me ajudar a arrumar essas coisas? — falou Fred, alguns metros distantes.

— Me espera aqui.

Ele correu até o irmão, falou alguma coisa para ele, Fred respondeu e depois levou um tapa na cabeça -nesse momento Amélia soltou uma leve risada-, Jorge ajudou o irmão e um tempo depois voltou a se sentar na frente da amiga.

— Agora fala, estou curiosa.

Ele pegou sua mão e enquanto falava, ficou olhando para o chão.

— Eu sei que faz pouco tempo que a gente se conhece…

— Mais de três meses, eu acho muito tempo, não tanto quanto eu conhe…

— Dá para calar a boca? — ele falou e a garota o olhou assustada. — Eu decorei e ensaiei isso na frente do espelho por horas, então será que você pode ficar calada e não interromper meu monólogo? — depois de um aceno com a cabeça, ele lhe lançou um sorriso. — Obrigada. Onde eu estava mesmo? Ah sim, sei que não é o tanto de tempo que você conhece o Wood, os Oliver e o Booth, mas eu gosto de você. Você é divertida e quando estamos juntos não tem tempo ruim, sabe? É divertido e leve. E quando eu digo que gosto de você é mais do que uma simples amizade…

— Eu também gosto de você, Weasley. — Amélia respondeu, o coração batia rápido, o estômago estava embrulhado e as mãos suando. Aquilo era sinal que também estava apaixonada, certo?

— Talvez você ainda não sinta o mesmo por mim, mas eu estou disposto a... — ele parou, olhou para a garota, depois balançou a cabeça e abriu a boca, só para fechá-la de novo e ficar em silêncio por um tempo. — Como é que é?

— Eu também gosto de você, Weasley — repetiu tentando soar mais calma do que estava. — Gosto de você de um jeito que nunca gostei do Ben ou do Caleb... Aaah, eu não sei explicar — concluiu colocando as mãos no rosto que já sentia ficar vermelho.

Sentiu Jorge sentar ao seu lado e pegar suas mãos, a puxando para mais perto dele, e quando levantou a cabeça para olhar o que ele estava fazendo, sentiu os lábios encostarem no seu.

Bem, Amélia nunca havia sido beijada por ninguém, mas, por algum motivo, talvez o instinto ou por ter visto as pessoas fazerem, ela sabia o que fazer, mesmo que de forma desajeitada. Colocou suas mãos envolta do pescoço de Jorge e fechou os olhos, se entregando aquele momento.

Quanto os pulmões pediram por ar, ele colou sua testa na dela e, com os olhos ainda fechados, Amélia ouviu suas próximas palavras.

— Então somos namorados ou você só falou aquilo para me beijar e tchau?

A garota riu e se afastou dele.

— Adoro o modo como você só pensa no meu lado mocinha — por trás dele viu o trio olhando para casal, Hermione sorria, Rony fazia uma careta e Harry os olhava como se não estivesse realmente olhando para o casal. Amélia pode ver Fred rindo e apontando para eles com Lino. — Acho que seu irmão está fazendo piada da gente.

Ele olhou para trás e riu, virou para a garota em seus braços e lhe deu um selinho.

— Vou para lá e fazer graça dele, afinal, sou eu que estou namorando uma gata.

Amélia riu, mas foi interrompida por um beijo, então um selinho e mais um, e outro, mais outro e outro. E depois os dois estavam rindo, presos numa bolha só deles. Ficaram trocando carícias e risadinhas por algum tempo até Fred chamar o irmão gêmeo, falando que havia muito trabalho para fazerem.

— Certo, acho que Hermione e Lisa querem saber de tudo, vou ter que contar detalhe por detalhe — a garota riu, dando outro beijo no namorado. — É melhor eu ir antes que você tenha que comunicar aos meus pais minha morte — ele a olhou confuso e riu. Amélia levantou e foi em direção do trio, mas antes parou onde os Oliver e Caleb a olhavam.

— Daqui a pouco, no meu dormitório — falou para Lisa e deu um beijo na bochecha dos três. — Boa noite. Amo vocês.

Sentou-se ao lado de Hermione que tinha acabado de voltar a escrevendo sua longa carta. Já enchera metade de um pergaminho, que caía pela borda da mesa. Rony estava deitado no tapete da lareira, tentando terminar um dever de Transfiguração. Harry estava sentado numa das cadeiras ao lado de Mione, Amélia sentou em outra.

— O que aconteceu lá? — Amélia perguntou a Harry quando afundou na cadeira ao lado do amigo.

Harry não respondeu. Apenas a olhou e suspirou.

— Ele já falou alguma coisa? — perguntou a Hermione enquanto o examinava.

— Estava quase lá.

— Foi a Cho? — Amélia perguntou muito objetivamente, a barriga revirando novamente, e a garota culpou o recente namoro por ainda a deixar nervosa. — Ela encostou você na parede depois da reunião?

Abobalhado, Harry confirmou com a cabeça. Rony deu risadinhas, só parando quando seu olhar encontrou o de Hermione.

— Então... ah... que é que ela queria? — perguntou ele fingindo displicência.

— Ela... — começou Harry, meio rouco; pigarreou e tentou novamente. — Ela... ah…

— Vocês se beijaram? — perguntou Hermione sem rodeios.

Rony se sentou tão depressa que arremessou o tinteiro pelo tapete. Inteiramente alheio ao que fizera, olhou para Harry com grande interesse.

— Então? — quis saber.

Harry olhou de Rony, cujo rosto expressava um misto de curiosidade e hilaridade, para a testa levemente enrugada de Hermione, depois para Amélia que o olhava incerta, e confirmou com a cabeça.

— HÁ!

Rony fez um gesto de vitória com o punho e desatou a rir tão estridentemente que sobressaltou algumas pessoas sentadas junto à janela. Um sorriso relutante se espalhou pelo rosto de Harry ao ver Rony rolar pelo tapete. Hermione lançou a Rony um olhar de profundo desgosto, e voltou a sua carta.

— E aí? — perguntou Rony finalmente, encarando Harry. — Como foi?

Harry refletiu por um momento.

— Úmido — disse com sinceridade.

Rony emitiu um som que poderia indicar alegria ou nojo, era difícil dizer.

— Porque ela estava chorando — continuou Harry pesaroso.

— Ah — exclamou Rony, o sorriso se atenuando em seu rosto. — Você é ruim assim de beijo?

— Não sei — respondeu Harry. — Vai ver sou.

— Claro que não é — disse Hermione distraída, ainda escrevendo a carta que agora Amélia tentava ler, sem sucesso.

— Como é que você sabe? — perguntou Rony rispidamente.

— Porque ultimamente Cho passa metade do tempo chorando — Amélia respondeu distraidamente. — Chora na hora da comida, no banheiro, por toda parte.

— Mas era de esperar que uns beijinhos a animassem — disse Rony sorrindo. — Olhe só para a Amélia.

— Rony — disse Hermione em tom muito solene, molhando a ponta da pena no tinteiro -, você é o legume mais insensível que já tive a infelicidade de conhecer.

— Que é que você quer dizer com isso? — perguntou Rony indignado. — Que tipo de pessoa chora quando está sendo beijada?

— É — disse Harry -, que tipo?

Amélia e Hermione se olharam e então, ao mesmo tempo, se viraram para os dois com uma expressão no rosto que beirava a piedade.

— Vocês não compreendem como a Cho está se sentindo neste momento?

— Não! — responderam Harry e Rony juntos.

Amélia suspirou e Mione descansou a pena.

— Bom, obviamente ela está se sentindo muito triste, porque Cedrico morreu. Depois, imagino que esteja se sentindo confusa porque gostava do Cedrico e agora gosta do Harry, e não consegue entender de qual dos dois gosta mais... — ela começou.

— Depois, está se sentindo culpada, achando que é um insulto à memória do Cedrico beijar o Harry, e deve estar preocupada com o que as outras pessoas vão dizer quando começar a sair com ele... — Amélia acrescentou.

— E provavelmente não consegue entender seus sentimentos com relação a Harry, porque era ele quem estava junto quando Cedrico morreu, então tudo isso é muito confuso e doloroso. Ah, e está com medo de ser expulsa do time de Quadribol da Corvinal porque está voando muito mal — Hermione concluiu.

O fim de sua fala foi recebido com um silêncio de breve aturdimento, então Rony falou:

— Uma pessoa não pode sentir tudo isso ao mesmo tempo, explodiria.

— Só porque você tem a amplitude emocional de uma colher de chá isto não significa que sejamos todos iguais — disse Hermione maldosamente, retomando sua pena. Amélia se segurou para não rir, enquanto concordava com a cabeça.

— Foi ela quem começou — disse Harry. — Eu não teria... ela meio que me procurou... e no momento seguinte estava derramando lágrimas em cima de mim... eu não sabia o que fazer…

— Não é sua culpa, cara — disse Rony, parecendo assustado só de pensar.

— Você tinha de ser legal com ela — disse Hermione, erguendo os olhos ansiosa. — Você foi, não?

— Bom — respondeu Harry, ficando vermelho -, eu meio que dei umas palmadinhas nas costas dela.

Amélia então não conseguiu se controlar e começou a rir, já Hermione parecia estar se controlando com extrema dificuldade para não olhar para o teto.

— Bom, suponho que poderia ter sido pior. Vai voltar a vê-la?

— Terei, não é? Temos os encontros da AD, não temos?

— Você entendeu — Amélia disse, porque já se recuperara da risada e porque Hermione parecia muito impaciente.

Harry não respondeu. Parecia estar imaginando um encontro com a garota.

— Ah, bom — disse Hermione distante, absorta outra vez em sua carta -, você terá muitas oportunidades para convidá-la.

— E se ele não quiser? — indagou Rony, que estivera observando Harry com uma expressão incomumente perspicaz.

— Não seja bobo — disse Hermione distraída. — Harry gosta dela há séculos, não é, Harry?

Ele não respondeu, mas não podia negar, todo mundo que fosse um pouco observador saberia desse sentimento de Harry por Cho.

— Afinal para quem é que você está escrevendo, Hermione? — Amélia perguntou, perdendo a paciência e tentando ler o pergaminho.

— Vítor.

— Krum? — perguntou Rony.

— Quantos Vítor nós conhecemos?

Rony não respondeu, mas pareceu aborrecido. Ficaram em silêncio os vinte minutos seguintes, Rony terminando o trabalho de Transfiguração dando bufos de impaciência e riscando as frases; Hermione escrevendo sem parar até o fim do pergaminho, enrolando-o e lacrando-o; Harry contemplando o fogo; e Amélia pensando no beijo e no turbilhão de emoções que ainda estava sentindo, e então viu Lisa fazer um sinal para subirem e a garota poder contar tudo o que aconteceu, Amélia foi até ela.

— É melhor ficarmos aqui, assim podemos conversar sem nos preocupar em acordar as outras.

Iam andando em direção ao sofá no canto quando Amélia lembrou da Hermione e a chamou. Ficaram ali conversando e só subiram para dormir quando já passava da meia-noite.

Amélia e Hermione se despiram e puseram os pijamas em silêncio. As garotas que dividiam o dormitório com elas já estavam dormindo.

— Boa noite — Amélia resmungou quando já estava deitada.

— Boa noite — respondeu Hermione.

Amélia dormiu e, pela primeira vez em semanas, não teve nenhum pesadelo.


— Eu não estou mentindo e não estou enlouquecendo — a garota acordou assustada, ouvindo Harry gritar. — Estou dizendo que vi acontecer!

Amélia vestiu seu roupão ao mesmo tempo que Hermione fazia o mesmo, quando chegaram aos pés das escadas, só restava ver Harry, a Profa. McGonagall e Rony passando pelo retrato da Mulher Gorda ao lado de Neville, Dino e Simas.