Notas iniciais
Capítulo de Percabeth se conhecendo.

Ponto de vista: Annabeth Chase


A porta se abre e um garoto adentra o local. Ou deveria dizer homem? Bem, eu não sei. Ele tinha uma alta estatura e peles bronzeadas como as do pai. Mantinha uma expressão de extremo tédio e seus olhos verdes como o mar — maravilhosos —, estavam revirados como se não quisesse estar aqui.


— Perseu, esta é Annabeth Chase. Sua futura esposa. — diz Poseidon.


Sinto os olhos do garoto virarem-se para mim. Ele me fitou de baixo para cima com uma expressão indecifrável, o que me deixou desconfortável.


— Prazer, Perseu Jackson. — fala enquanto anda em minha direção, erguendo a mão para cumprimentar-me com um sorriso extremamente cínico.


Aperto sua mão e a sinto extremamente gelada, o que foi um choque para mim.


— Prazer, Annabeth Chase.


— Os deixarei a sós para se conhecerem melhor. — e Poseidon sai do local e fecha a porta cuidadosamente.


Perseu imediatamente se senta na cadeira do pai, colocando os pés em cima da mesa, o que achei uma falta de respeito com o pai.


— Bom Annabeth Chase — fala enquanto remexia nos papéis do pai. — Espero que seja boa de cama.


Sinto minhas bochechas arderem de vergonha e fúria.


— Qual é o seu problema?! — pergunto irritada. — Me respeite!


Ele abre um sorriso debochado.


— O que foi? Vai dizer que é virgem? — diz e eu coro fervorosamente, por ter acertado em cheio. Seu sorriso debochado se alarga. — Oh, acertei em cheio. Quantos anos você tem?


— Dezoito. — respondo o encarando. — E você deve ter doze anos, por só saber pensar em sexo.


Ele ri.


— Linguinha afiada a sua... Gostei. Mas não, eu tenho dezenove.


O garoto realmente parecia ter essa idade, então me mantenho em silêncio olhando para ele.


— Eu sei que sou lindo, mas cuidado para não babar. — o sorriso debochado volta.


Limito-me a mostrar o dedo do meio para ele.


— Eu realmente não tenho sorte... — suspiro.


Perseu me encara, abaixando os olhos até os meus seios e fica os encarando.


— Dá para parar?! — exclamo me irritando cada vez mais. — Mas que caralho.


— Deixa de ser grossa, estou tentando manter uma conversa aqui, machona. — resmunga.


— Mantendo uma conversa?! Olhar para os meus peitos é manter uma conversa?!


Perseu suspira.


— Além de inconveniente e machona é chata.


— Por que não pode agir como uma pessoa normal e tentar ser gentil com uma pessoa que acabou de conhecer?! — pergunto.


— Porque eu não quero casar com você. — responde num tom frio.


— E eu quero? Mas não temos escolha, certo? — ele me olha assustado, e parece considerar o que eu digo. — Então tente me tratar melhor, ou terá que conviver em guerra comigo por boa parte da sua vida!


— Você está certa, menina machona. Foi mal! — diz com um tom sincero, mas não consegui acreditar totalmente por estar revirando os olhos.


— Desculpas aceitas. — forço um sorriso e ando em direção à porta da sala. — Mas adivinha só? Eu ainda te odeio! — digo e bato a porta deixando ele sozinho na sala.


Antes que eu me afaste muito, escuto ele reclamando.


— Mas que mulher abusada!


Reviro os olhos e vou em direção ao meu novo quarto. Ao adentrar, vejo que Rachel, a empregada ruiva, estava guardando várias roupas no guarda roupa. Quando ela me percebe, ela faz uma expressão curiosa.


— E então? Fiquei sabendo que será a esposa do senhor. — diz num tom esquisito, meio monótono. Seria inveja?


Reviro os olhos.


— É verdade. — digo entediada.


— O que foi? Não gostou dele? O que achou dele? — me bombardeia com perguntas, com os olhos brilhantes e maldosos de expectativa.


— É egocêntrico, metido e um provável galinha! — exclamo e ela sorri forçosamente.


— Então não case com ele, simples!


— Eu TENHO que casar, é necessário. — suspiro me lembrando que Poseidon me tirou das mãos de mafiosos.


Ela me olha com uma expressão de ódio. — Nesse caso... Farei com que sua vida se torne um inferno, queridinha. — diz com uma voz doce... Tão docemente falsa que me enjoa. — Espero que goste de viver aqui, ou não. Rárá. — e com isso sai do quarto e me tranca nele.


Deito na cama.


“Qual era o problema das pessoas dessa casa?!”

Foi o meu último pensamento antes de dormir profundamente.


Notas finais
Gente eu tenho 12 leitores, então eu posto o próximo capítulo rápido com oito comentários no mínimo. Espero que estejam gostando da história, beijinhos. COMENTEM. ♥