Being A Millionaire
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Ponto de vista: Nico Di Angelo
Não acredito que a Thalia estava beijado um cara qualquer! Puta merda! Ainda mais com um gigante horroroso como aquele! Porra, ele parecia um ciclope!
— Porra, porra, porra! — grito para ninguém em especial.
— Ei, Nico! — grita Percy.
— Caaaara! — digo com um olhar assustador. — A Thalia já está com outro cara! Olha aquilo! — aponto indignado para a cena onde Thalia beijava um homem bem alto.
Bufava segurando uma garrafa de vodka que já estava na metade. Minhas vistas não estavam mais das melhores; tudo girava.
— Se eu fosse você... Eu não deixava. — diz Perseu.
— Ééééé! Eu vou lá! — exclamo e saio andando até os dois.
Ah... Aquele vagabundo ia ver só! Ninguém mexe com a Thalia, a MINHA Thalia! Aquele filho de uma hera...
Chego perto dos dois e os afasto um do outro imediatamente com um empurrão.
— Qual é cara, qual é?! — me perguntava o maldito bastardo.
— Se enroscar com a mulher dos outros? — grito com o gigante. — Má jogada! — meto-lhe um soco no meio da cara de bunda dele.
— Nico o que você pensa que está fazendo? — grita Thalia.
— Cala a boca Thalia, eu não estou falando com você! — grito com a minha amada.
— Ei, ei nanico! Não grita com a garota! — diz o gigante desengonçado.
— Ela tem um nome e esse é Thalia! — grito olhando feio para ele. — Agora VAZA DAQUI ANTES QUE EU TE ESPANQUE, FILHO DA HERA! — grito apontando o dedo em direção ao rosto dele.
O grandalhão parece ficar intimidado, pois resmunga algo inaudível e sai sem ao menos dizer nada para mim ou para Thalia. Sorrio triunfante.
— Qual é o seu problema Nico? — pergunta-me Thalia com os olhos marejados de medo e dor. — Por que você faz isso?! Por que você insiste em estragar tudo? O que quer de mim Di Angelo?
Olho para ela respirando fundo. Ela nunca havia me chamado de Di Angelo. As coisas estavam mais sérias do que eu pensava.
— Eu quero você Thalia. VOCÊ!
Ponto de vista: Thalia Grace
Nico me olha e diz que me queria. Olho para ele de volta, um pouco desnorteada. Aliás, um pouco seria um baita de um eufemismo nesse caso.
— O quê?!
— Eu quero você, Thalia é isso que eu quero! Eu sei que eu posso ser um idiota as vezes... Bem, na maioria das vezes... Mas é que... Você me deixa nervoso, Thalia! MUITO nervoso! Você é tão bonita, você tem uma personalidade tão forte, tão incrível, tão original! — começo a chorar. Eu não estava acreditando no que estava ouvindo. Ele estava... Se declarando? — Eu não sei bem como me comportar perto de você! Novamente, você me deixa nervoso, como se eu fosse um nada perante a alguém tão incrível... Você é tão incrível Thalia... Seria impossível fazer com que eu não me apaixone por você! Você... Você me desculpa? Por tudo? — ele me olhava com uma expressão desesperada, como se a sua vida dependesse da minha resposta.
Sorrio para ele, enquanto choro. Ainda achava a cena surreal demais para estar acontecendo.
— Você, você, você... Quantas vezes você disse você, Nico! — zombo da cara dele sorrindo.
— Então... Ér... Estou perdoado? Você não me odeia?
— É claro que sim Nico... — digo e o beijo.
Nunca pensei que os lábios dele poderiam ser tão viciantes. Agora eu via que valeu a pena tanta raiva, tanto sofrimento, tanta decepção... Só para chegar naquele momento. No momento em que nos beijamos pela primeira vez e finalmente nos entendemos.
— Aliás, também estou apaixonada por você. — dessa vez é ele quem me beija.
Ponto de vista: Annabeth Chase
Quando os lábios de Percy estavam quase colados aos meus, ouço um grito com uma voz conhecida.
— Perseu!
Assustamos-nos com a voz e afastamos um pouco. Era Apolo que estava a nossa frente. Percy o encarava com uma expressão esquisita.
— Cara! Vocês não irão acreditar! Eu vi a Thalia beijando o Nico! Eu sempre pensei que Nico não teria coragem, mas ele conseguiu! estou orgulhoso daquele viado! — exclama Apolo feliz.
— Nós também estamos. — a voz de Percy foi fria, o que me deu medo. Mas Apolo não pareceu se incomodar.
— Es-estávamos vendo eles daqui... — digo, gaguejando um pouco.
— Danadinhos! Vocês deviam ter me chamado para ver toda a cena! — diz o loiro, indignado.
Percy nada diz, mantendo sua expressão rígida. Limito-me a rir, completamente sem graça.
— Cara, agora eu quero saber, como foi?! Eles estavam brigando, como sempre?
Percy se vira e começa a andar para longe de nós.
— Aonde você esta indo cara?! — pergunta Apolo assustado.
— Embora. — responde ele como se fosse o óbvio.
— Mas já? Como assim? Reyna está doida para te ver... — diz com um sorriso sacana.
— Ah, eu quero que você me leve também, estou com muito sono! — digo apressadamente.
De jeito nenhum que o Apolo ia empurrar o meu Percy para cima daquela garota! Espera o que eu estou pensando?! Acho que o efeito da bebida realmente não me faz bem...
— Tá, espera um minuto que eu vou despedir da Reyna. — diz Percy e sai.
— Caramba Annabeth! — diz Apolo assustado. — Você realmente domou o Percy.
— O que você esta querendo dizer com isso? — pergunto sentindo minhas bochechas queimarem.
— Nunca... Nunca, desde Calyp-, hã, quer dizer, desde sempre o Percy nunca sai das festas antes de terminarem!
— Eu acho que deve ser só sono. — digo, embora eu torça para que não fosse por isso.
Não demora muito, e Percy aparece com Reyna e com uma garrafa de vodka na mão.
— Percyto querido é muito cedo para ir embora. São só duas da manhã! — diz Reyna completamente bêbada.
Fuzilo Reyna com os olhos e Apolo parece perceber o meu ciúme.
— Reyna minha cara eu tenho uma coisa para e contar! — exclama Apolo, colocando seus braços no ombro de Reyna.
— Conte-me! — diz animada.
— É sobre o Valdez... Ele perguntou por você... — diz e sai andando com Reyna.
Percy bebia a garrafa compulsivamente.
— Vamos? — pergunto a ele.
Percy termina de tomar a garrafa inteira, deixa-a em uma mesa, e volta cambaleando.
— Percy... Você está bem? — pergunto-me preocupada. — Por que bebeu aquela garrafa toda daquele jeito?!
— Pode dirigir? — ele me pergunta ignorando a minha. — Eu não acho que eu conseguiria dirigir agora.
— Tudo bem...
Dirijo até a mansão. Não coloco música no carro, e não falamos nada. Percy parece absolutamente perturbado, e isso me assusta muito. Estaria ele nervoso por Apolo ter nos atrapalhado? Ou com raiva por ter quase me beijado, ou se arrependido? O que em Hades passava pela cabeça desse garoto?! Deuses, como eu gostaria de saber...
Ponto de vista: Perseu Jackson
O que estava acontecendo comigo? Por que diabos eu havia dito aquelas coisa para Annabeth?! Por que eu estava me sentindo tão bem com ela, e me senti tão furioso quando Apolo apareceu?! Que merda é essa?
Eu só podia estar apaixonado. Não, não podia. Não era possível. Eu nunca esqueci Calypso, não acho que seja possível. Ou esqueci?! Droga... Isso não poderia estar acontecendo novamente. Saio de perto dela e de Apolo imediatamente, dando uma desculpa de que ia despedir-me de Reyna. Pego uma garrafa cheia de vodka no bar e começo a beber rapidamente. Quando já bebi um terço, avisto Reyna.
— Percy! — diz ela feliz em me ver.
— Bom Reyna, estou indo embora. — digo sem rodeios.
— Mas já? É uma brincadeira, não é?
Não respondo. Vou até Annabeth, já que ela decidira ir embora comigo. Droga de Annabeth. Era para eu ficar sozinho, bem longe dela. Para ver se eu entendo que merda é essa que está se passando pela minha cabeça. Mas ao mesmo tempo em que sinto raiva, sinto felicidade por ela querer me acompanhar. Argh! Droga! Começo a tomar o resto da vodka compulsivamente, como se isso fosse mudar alguma coisa.
— Vamos? — ela me pergunta.
Termino de tomar a garrafa inteira e deixo-a em uma mesa, e volto cambaleando. Minha cabeça doía como nunca e minha visão estava uma droga.
— Você está bem? — ela me pergunta parecendo preocupada. — Porque bebeu aquela garrafa toda?!
— Pode dirigir? — ignoro o que ela disse. — Eu não acho que eu conseguiria dirigir agora.
— Tudo bem.
***
Ponto de vista: Annabeth Chase
Chegando à mansão, ajudo Percy a andar ate o seu quarto. Ele realmente estava muito bêbado. Apesar de estar muito curiosa e apreensiva com o stress repentino dele, estava ainda mais preocupada por ele estar passando mal.
Entramos em seu quarto e ele começa a tirar a roupa na minha frente ficando só de cueca.
— Ei o que você esta fazendo?! — pergunto sentindo meu rosto esquentar. Deuses, que barriga era essa...
Vou em direção a porta para sair, estava muito envergonhada.
— Espera ai Annie... — ele me diz com uma voz rouca e fraca.
O quê? Ele me chamou de Annie? Sem fingimento como na primeira vez?
Isso faz com que eu amoleça imediatamente. Paro e me viro para olhar para Percy, que estava deitado na cama já com um short, mas ainda sem camisa.
— Vem aqui.
Seus olhos me fitavam intensamente. Vou até ele, trêmula.
— O que foi Percy? Está se sentindo mal? — sua respiração estava irregular.
— Sabe, eu realmente fiquei estressado com o Apolo...
— Co-como assim? — fico escarlate.
Ele me puxa para cima dele e me dá um beijo de tirar o fôlego. Eu nunca tinha estado com um homem que beijava tão bem assim.
Depois de nos beijarmos, saio de cima dele rolando para o outro lado de sua cama de casal.
— Annie... — ele sussurra.
— Sim? — pergunto, sem resposta. Quando olho para ele, já estava dormindo.
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