Being A Millionaire
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Ponto de vista: Narrador
Annabeth acorda com a cabeça doendo muito. Ela logo se lembra o que aconteceu no dia anterior: Nico e Thalia se resolvendo, dançando com Percy, o beijo, alguma coisa que ele iria falar com ela... Perde o sono instantaneamente.
Suspira estressada, e olha as horas no relógio de sua cômoda: sete horas da manhã.
— Mas que droga.
Ela se cobre novamente e tenta dormir sem sucesso. Os acontecimentos do dia passado ficavam vagando em sua mente, a deixando muito nervosa e ansiosa. Pega o seu celular e começa a vagar pela a internet, até as nove da manhã, quando finalmente se cansa de ficar deitada.
Troca de roupa, faz sua higiene matinal e vai até a cozinha para tomar o seu café da manhã. A garota se assusta quando encontra Thalia Grace passando manteiga no pão sorrindo e cantarolando.
— Bom dia Thalia — diz Annabeth após se recuperar do susto. — Parece de bom humor... — comenta sorrindo ao se lembrar de Thalia e Nico.
— É, algumas coisas aconteceram... — diz com um sorriso sonhador.
— Tipo você e o Nico se beijando, não é? — provoca Annabeth.
Thalia arregala os olhos e para de passar manteiga no seu pão. Sua face estava pegando fogo.
— Co-como você sabe disso?!
— Eu vi! — exclama Annabeth segurando o riso. Era realmente engraçado ver alguém como a Thalia desse jeito.
— Não ouse rir de mim! — diz Thalia fazendo bico. — Mas eu realmente fiquei surpresa... Eu nunca pensei que ele gostasse de mim.
Annabeth olha para a amiga com uma expressão cética. Ou ela estava mentindo, ou a lerdeza de Percy Jackson pegava.
— Bom, para mim ficou óbvio que vocês dois se gostavam desde a primeira vez em que os vi. — comenta a loira.
— Vamos tomar o café da manhã? — pergunta Grace. — Não estou gostando do rumo dessa conversa... — diz com um olhar suspeito e Annabeth começa a rir.
As duas tomam café enquanto Thalia conta alegremente de como ela e Nico se acertaram. Annabeth realmente achara que tinha sido um pouco, hã, “diferente” o jeito dos dois de se declararem, mas estava feliz do mesmo jeito.
— Ok. — diz Thalia. — Vamos jogar videogame enquanto os meninos não acordam.
Isso traz de volta as memórias da noite passada para a loira. Ela e Percy se beijando... A memória a deixava bastante nervosa sem saber o porquê, o que a fazia ficar mais estressada ainda.
As duas descem até a sala de video game e jogam Gundam. Annabeth sempre perdia.
— Você está muito dispersa! — diz Thalia.
***
Cinco horas da tarde e nada de Nico e Percy.
— Será que esses meninos morreram? — pergunta Thalia estressada. — Mas que porcaria, estou cansada de jogar.
— Eu também. — diz Annabeth.
Não demora cinco minutos da reclamação e aparece Nico e Percy com expressões de zumbis e cabelos completamente bagunçados.
Nico se exalta e corre para cima de Thalia.
— Bom dia! — diz e dá-lhe um beijo na boca.
Annabeth fica um pouco sem graça por ter que presenciar um beijo tão intenso e Percy ri.
— Porra, vão para um quarto! Na minha frente não! — diz fingindo estar indignado. Depois pisca os olhos e os arregala. — Pera aí... COMO ASSIM VOCÊS ESTAVAM SE BEIJANDO?! — exclama espantado.
Nico fica vermelho como um pimentão e se solta de Thalia.
— É que ontem nós... Uhn... Er... — babulcia Nico.
Annabeth olha assustada para Percy. Ele realmente era tão lerdo assim?!
— Como assim, Percy?! Nós vimos eles ontem se beijando! — exclama Annabeth.
— Viram? — pergunta Nico satisfeito. — Eu estava o máximo! Afinal... Sempre estou.
Enquanto Thalia e Annabeth ignoram Nico, Percy coça o queixo, pensando.
— Uhm... É. Eu não me lembro de nada. — diz Perseu.
— Normal, vindo de você! Do jeito que bebe... — diz Thalia em um tom desaprovador.
Annabeth olha para Percy chocada. “Como assim ele se esqueceu?! Isso não podia estar acontecendo, não podia.” Ela pensava enquanto mantinha uma expressão neutra na face.
— Quem será que você comeu dessa vez... — comenta Nico com um sorriso malicioso.
Thalia olha de esquelha para Annabeth e a vê com uma expressão vazia demais. Suspeita de algo. Esses dois...
— Ninguém né Nico! Você se lembra que Apolo nos contou que Annabeth e Percy sairm da festa lá para as duas e meia?!
— É cara... — Nico bufa. — Você não deve ter feito nada demais. Que decepção, Jackson.
— Será? — pergunta Percy. — Estou sentindo que esqueci algo importante...
Nico ri.
— Que nada, deve ser só uma vadiazinha que você pegou. Se fosse mesmo importante, você não teria esquecido!
Thalia olha para Annabeth que estava a ponto de chorar e quase mete um soco no rosto de Nico.
— Vai ver não é nada mesmo.... — comenta Percy. Mas já era a gota d’água para Annabeth. A garota ficara magoada com o que Nico disse e com o que Percy falou também. Não era justo com ela falar que não era nada. Respira fundo e sai da sala sem ao menos olhar para ninguém. — Embora eu esteja me sentindo estranho, inquieto, sei lá. — finaliza Percy.
— Deve ser a adrenalina da festa ainda em você. — sugere Nico.
“Qual era o problema desses meninos? FRANCAMENTE.” — Pensa Thalia.
— Nossa, deve ser mesmo! Nico, VOCÊ É UM GÊNIO! — exclama Percy e Thalia dá um tapa em sua testa.
Nico sorri e estufa o peito.
— Eu sei que sou... — Não, você não é! Thalia estava doida para respondê-lo assim, mas deixou quieto. — Mas por que a Annabeth saiu da sala do nada?
— Boa pergunta. — comenta Percy interessado. — Muito estranho...
Thalia mesmo não conhecendo Annabeth a muito tempo, já se considerava sua amiga e sabia pelo menos um pouco de como ela transmitia suas emoções. E sair correndo daquele jeito... Foi muito esclarecedor. Definitivamente acontecera algo na festa.
— Poxa, qual é o problema de vocês dois?! Uma mulher não pode ir ao banheiro?! Meus deuses... — reclama Thalia e sai da sala a procura de Annabeth.
— Como assim! — exclama Nico assustado. — Depois eu que sou o esquisito!
— Não sei porque você está assustado. — diz Percy com um sorriso mínimo. — É a Thalia...
— Verdade! Menina maluca. — comenta Nico. — Mas por isso que eu a amo...
***
Thalia vai até o quarto de Annabeth e o encontra de porta fechada. Abre a porta e entra sem nem ao menos dar o trabalho de bater ou chamar sua amiga.
— Sabia que o normal é bater na porta antes de entrar? — comenta Annabeth, que estava enroscada em sua coberta.
— Ah, Annabeth... — suspira Thalia. — Se você realmente não quisesse que eu entrasse, teria trancado a porta. Enfim... Vamos assistir alguma coisa interessante.
Thalia não queria pressionar a amiga no momento, então as duas escolheram um filme para assistir.
Quando o filme acaba...
— Nossa, porque logo o Cato tinha que morrer daquele jeito... — diz e pega o celular. — Nossa, o Nico me mandou uma mensagem há mais de duas horas. — comenta. — Ele e o Percy foram jogar bola na casa de Apolo... Eles são malucos, chovendo desse jeito. — diz, olhando para a janela que estava ensopada pelo lado de fora. — Isso me fez lembrar do porquê vim te procurar... Levanta essa bunda da cama e me conta porque você saiu da sala do nada quando Nico comentou sobre a festa.
— Muito delicada você... — comenta Annabeth se embrulhando ainda mais no edredom.
— Ora amiguinha, desculpe-me! Levanta daí porfavorzinho... Só que não, né! — fala Thalia com uma voz zoada e ambas riem. — Agora é sério, me conta. Eu fiquei preocupada.
— Não é nada, sério. — Annabeth diz após suspirar.
— Ou você me conta o que você e o Percy fizeram, ou eu terei que fazer minhas próprias conclusões, e elas não são decentes... — o sorriso de Thalia era malicioso e Annabeth cora furiosamente.
— Mas não fizemos nada!
— Seu rosto me diz ao contrário...
— Juro pelo rio Estige que nada aconteceu naquela festa!
— E depois?! Vocês foram embora juntos e cedo, afinal...
A loira conta tudo o que aconteceu para a sua amiga, e depois de contar Thalia bufa completamente decepcionada.
— Poxa, só isso?!
— Claro! Você esperava o que?! Sexo selvagem?! — diz Annabeth em um tom desdenhoso.
— Annabeth querida... Você está andando muito com o Percy, está debochadinha como ele. — comenta. — E sim, eu esperava isso mesmo. Daqueles que você sai com a perna completamente dolorida por uma semana...
— Argh, Thalia! Poupe-me dos seus pensamentos sujos! — exclama Annabeth escarlate, escondendo seu rosto na palma de suas mãos. — Eu não sou desse tipo de mulher...
— Bom, isso é verdade... Não se preocupe, ele não se lembra, mas se ele fez bêbado, pensou sóbrio... Uma hora ou outra vai cair em cima de você de novo! E não precisa ficar vermelha desse jeito! Agora estou indo para a minha casa, Zeus deve estar morto de preocupação... Não que eu me importe, claro. Boa noite! — despede-se.
— Boa noite, Thalia!
***
Annabeth estava em um quarto completamente escuro e sujo. Não comia a dias, não conversava com ninguém a séculos. A única coisa que a fazia ter certeza de que ainda estava viva era a dor no estômago da fome e as dores no peito ao se lembrar de sua mãe que não estava mais com ela. Ela pensava em seu pai e chorava, lembrando do que ele tinha feito com ela.
Por sorte, batidas no quarto a acorda.
— Annabeth? — a menina escuta a voz fraca de Percy Jackson do outro lado da porta.
— Está aberta. — diz com a voz embargada. Estava chorando enquanto dormia.
— Você por acaso viu o meu celu- Ei, você está chorando? — diz e se aproxima da cama dela cambaleando.
Annabeth se pergunta se ele estava bêbado novamente.
— Está tudo bem, foi só um sonho. — responde, mas ainda não havia parado de chorar. Afinal, o sonho tinha certa verdade.
Ele finalmente chega até ela, limpa suas lágrimas e a abraça.
— Por favor, não chora... — ele sussurra.
Ela se sente aconchegada e protegida no abraço dele, antes de perceber o quão quente estava.
— Percy, você está muito quente! — comenta, e olha para o rosto dele. Estava um vermelho doentio, seus olhos mal estavam abertos. Coloca a mão em sua testa. — Poxa, você está queimando de febre!
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