Being A Millionaire
30 Capítulo 29
Notas iniciais
Ponto de vista: Annabeth Chase
Se alguém me tivesse contato dois dias atrás que estava na casa de Calypso tendo uma conversa semi-civilizada sem que o Percy saiba, eu teria dado uma boa gargalhada. Quero dizer, pouco do que eu sabia dessa garota fez-me odiá-la de primeira. Mimada, clama por atenção e dinheiro. Felizmente isso não é tudo que ela tem. No fundo — bem no fundo — parecia que Calypso tinha sentimentos.
— Então. — falo ao sentar-me no sofá acolchoado de sua casa. — Conte-me o que aconteceu. Foi bem difícil sair de casa com o Percy triste daquele jeito para vir aqui.
— Mas vai compensar. — ela suspira. — Não me olhe assim. Eu te odeio, você me odeia. Ótimo! Mas isso não tem nada a ver conosco. A conversa vai além disso!
— Eu sei! — exclamo e dou um sorriso sarcástico nada característico meu. — É só que... É estranho estar na casa de você, depois de saber de tudo que você fez com o meu noivo. — digo e vejo os olhos delas se estreitarem ao escutar a palavra noivo.
Quase começo a rir da cara dela. Outra coisa que nunca faria. Os acontecimentos recentes estavam me deixando estranha.
— É estranho para todo mundo. Mas você tem que entender. Eu não queria falar sobre o assassino perto do enterro dela. — Calypso olha para baixo. — Pareceu errado, grotesco.
Olha, a vadia até que está certa!
— É. — respondo de modo seco.
— E eu não quero ver o rosto do Percy quando ele descobrir quem fez isso. — diz de um modo sombrio. — Você pode não acreditar, mas eu realmente gosto dele. — reviro os olhos.
— Vamos pular logo para o nome do assassino e onde ele está? — reclamo. — Não quero deixá-lo sozinho... Ele está muito triste.
Ela assente.
— Na noite em que ela morreu... — e ela conta tudo o que aconteceu quando Luke Castellan chegou a sua casa...
Lágrimas teimam em cair tanto no meu rosto e no rosto de Calypso.
— Eu sei que deveria ter ligado para a polícia no mesmo dia, mas eu... Eu estava com medo, tudo bem? — ela confessa. — Luke tem uns amigos bem estranhos...
Fico desconfortável vendo a menina chorando de um modo tão sincero na minha frente.
— Eu preciso contar isso para alguém! Para a polícia, para Poseidon e para Nico e Percy! — principalmente para Nico e Percy. Isto os devastaria, mas eles mereciam saber da verdade.
— Você sabe que eles irão querer vingança, não sabe? — ela diz num sussurro.
Eu não tinha parado para pensar nisso. Normalmente, minha cabeça opera de um jeito em que eu pense várias coisas ao mesmo tempo de uma forma sagaz. Mas hoje ela só conseguia pensar no quão cruel fora a morte de Thalia Grace.
— Provavelmente sim. — engulo em seco. Isso não seria bom. Ah, definitivamente não. — Mas quem os culparia?
— A polícia? — ela diz de um modo sarcástico. — Gostando ou não, a polícia não tem um lado. Ela segue as leis, Annabeth. — como é? Ela realmente estava tentando me ensinar algo? ALGUÉM ASSASSINA ESSA MENINA?
— Você sabe o que eu quis dizer! — aumento o meu tom de voz.
— Caramba, você não tem senso de humor? — reclama.
— Calypso. Eu. Não. Vim. Aqui. Para. BRINCADEIRAS! — falo explodindo.
Ela levanta os braços.
— Poxa garota, não sei como o Percyto te aguenta. — ela fala e eu cerro os punhos. — Calma! Era só isso que eu tinha que dizer. Pode ir embora.
Graças aos deuses!
— Ótimo! Foi a melhor coisa que você disse hoje! — ironizo e vou até a porta. — Adeus. — falo.
Ela começa a fechar a porta de sua casa mas hesita.
— Annabeth? — ela me chama com um olhar meio assustado. Olho para ela com uma expressão interrogativa. — Cuida bem do Percy, tá? — e fecha a porta.
Fico meio chocada com o pedido dela e também por não ter o chamado daquele apelido esquisito e irritante.
— É claro que eu vou cuidar. — respondo para mesmo que ela não tenha escutado.
***
Chego na casa e vejo Percy na sala de estar com a sua mãe Sally. Ela me olha gentilmente e depois ergue uma sobrancelha, ao ver o meu semblante tenso e assustado.
— Olá Annabeth. — ela diz.
— Oi! — digo.
Percy olha para mim com um sorriso triste com seus olhos brilhando e sufoco a vontade de apertá-lo.
— Percy? — o chamo. — Pode chamar o seu pai? E, hã, o pai de Thalia e talvez Nico? Tenho uma coisa importante para contar para todos. — ele olha para mim meio confuso, mas assente.
***
— PERSEU JACKSON, EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ TROUXE ESSE ASSASSINO PARA A SUA CASA! — grita Zeus, o pai de Thalia.
Poseidon segura o seu irmão, que estava possesso de raiva.
— Acalme-se, Zeus! Não foi ele que matou ela. — diz Poseidon.
Nico encolhe no sofá da sala com os olhos marejados, mas não diz nada. Apenas abaixa a cabeça.
— Não foi ele... DIRETAMENTE! — grita o pai de Thalia.
— Chega pai! — grita o garoto loiro que eu conheci no enterro.
— Eu pedi que todos viessem aqui por um motivo. — começo a falar. — Não conheço todos vocês, mas Thalia Grace conhecia e ela merece que a história seja contada. — meus olhos queimam. — Acho que todo mundo já sabe a essa altura que ela não morreu de causas naturais.
Todos assentem silenciosamente.
— E eu sei o motivo da morte dela. — falo e respiro fundo, completamente tensa. — Thalia foi assassinada... Por Luke Castellan.
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