Being A Millionaire
31 Capítulo 30
Notas iniciais
Annabeth conta tudo que a ex-namorada de seu noivo sabe sobre a morte de Thalia Grace com certo receio, levando em conta de que fora um assassinato cruel e Luke Castellan conhecia muito bem a pobre filha de Zeus Grace.
— EU NÃO ACREDITO QUE AQUELE FILHO DE UMA HERA FEZ ISSO COM A MINHA FILHA! — exclama Zeus completamente descontrolado ao descobrir quem matara a sua filha. — A MINHA FILHA! — ele repete a parte final com uma voz num misto de raiva e tristeza, batendo forte os punhos cerrados na mesa da sala dos Jackson.
— Aquele desgraçado... — fala o irmão da falecida Thalia, Jason. — E ele dizia que a amava! — balança a cabeça em negação com os olhos marejados.
A loira que contara a história olha para o chão sem saber o que fazer, afinal, sabia que Thalia merecia algum tipo de justiça, mas estava com bastante medo do que a família poderia fazer. Ao seu lado, seu noivo Percy fica com os olhos arregalados completamente chocado pela notícia. Luke era seu amigo e ele não conseguia processar muito bem aquela história, isso não podia ter acontecido para ele.
— Eu. Vou. Matá-lo. — Zeus diz pausadamente a frase com a voz falsamente calma.
Todos presentes olham apreensivos para o pai da falecida pela frase dele, fazendo com que não notem os olhos sombrios de Nico Di Ângelo que fitava nada em especial. O garoto pálido levanta em silêncio e sai da casa ainda sem que ninguém perceba sedento por vingança, algo perceptível em seus olhos negros.
— Eu vou encontrá-lo, nem que seja a última coisa que eu faça. — Nico diz ao sair da casa dos Jackson para ninguém em especial.
~ Dez dias depois...
Depois de inúmeros dias mal dormidos e várias pesquisas e conversas com a ex-namorada de seu melhor amigo, Nico finalmente consegue o telefone de um amigo íntimo de Luke. O seu nome é Jordan e pelo que parece não era uma pessoa confiável e nem honesto ou “bonzinho”, o que fazia as chances dele saber sobre o paradeiro do loiro assassino ser enormes. Pega o seu telefone e disca o número com espectativa.
— Alô? — uma voz grossa e rouca atende o telefone na outra linha.
— Você é Jordan Fisher? — pergunta a pessoa que atende o telefone.
Ao escutar a resposta positiva, um sorriso sombrio e maldoso aparece no rosto do moreno, com seus olhos negros praticamente faiscando ao lembrar-se de Luke Castellan. Ele conversa sobre o loiro e logo diz sem rodeios que precisa saber onde o mesmo está, bolando um plano em conseguir a confiança do tal Jordan e finalmente conseguir a sua vingança.
~ Uma semana depois...
Manchete do jornal:
CORPO DE JOVEM É ACHADO MULTILADO NO MEIO DA PRAÇA BECKERS
Não se sabe o motivo de tal acontecimento cruel e repentino, mas as autoridades da cidade prometem fazer uma varredura no cadáver para encontrar vestígios do DNA do assassino. O pobre jovem foi reconhecido pela polícia e pela família como Luke Castellan, e teria vinte anos se não (...)
Percy coloca o jornal na mesa da sala de estar da sua casa após ler a manchete da página inicial com os olhos arregalados sem saber realmente se fica assustado com a notícia ou feliz pela morte do assassino de sua querida e falecida prima. Pega o seu celular com as mãos trêmulas e liga imediatamente para o seu tio Zeus para saber sobre mais.
— Perseu? — a voz grave invade o ouvido do moreno dos olhos verdes.
— Você viu...? — Percy indaga ao seu tio pelo telefone, sem realmente terminar a frase, afinal, é mais que óbvio que ele saberia sobre do que se trata.
— Eu... — começa Zeus no outro lado da linha com a voz embargada. — Droga, estou com inveja! — revela. — Os deuses sabem como EU gostaria de ter matado aquele bastardo filho de uma Hera! — fala com a voz começando a ficar descontrolada no telefone.
Falam mais algumas frases sobre o assunto e desligam o telefone. Percy chama Annabeth e mostra o jornal a ela, fazendo a loira cuspir o seu café matinal assustada.
— Meus deuses! — exclama a Chase.
— Pois é... — concorda o seu noivo. — Liguei para Zeus, mas ele também não sabe de nada... — suspira. — Você não acha que...? — mas antes de terminar a resposta, Annabeth o interrompe.
— Percy. — sua voz sai firme. — Ligue AGORA para Nico.
Mas Nico Di Ângelo não atende o telefone.
~ Cinco dias depois...
Nico está desaparecido desde o dia em que o corpo de Luke Castellan fora encontrado na praça da cidade em que ele mora. Seus pais, amigos e principalmente sua irmã Bianca Di Ângelo ligam todos os dias para o seu telefone desesperados, mas nunca são atendidos.
— Droga! — resmunga Percy. — Pouco me importa se ele matou Luke ou não, a gente dava um jeito nisso. Ele não tinha que desaparecer! — Percy fala exasperado para sua noiva Annabeth, que coloca suas mãos nos ombros do rapaz o acalmando ao menos um pouco.
— Não fique tão desesperado, Cabeça de alga. — fala Annabeth. — Desse modo nunca iremos raciocinar o suficiente para achar onde aquele idiota está escondido.
—... Você está certa. — responde Percy.
— Como sempre. — a loira diz com um sorriso convencido, recebendo um olhar desaprovador e dando uma fraca risada logo em seguida.
Após a conversa rotineira de onde poderiam procurar pelo amigo, os dois partem em carros separados a procura de Nico Di Ângelo. Annabeth dirige o carro emprestado com muita calma em direção ao local que tinha certeza de que uma hora ou outra, eventualmente, Nico iria aparecer. No cemitério onde Thalia fora enterrada. Ao chegar perto do muro do cemitério, Annabeth avista ainda dentro do carro Nico sentado em frente a entrada, com os olhos obscuros como sempre e olheiras profundas. Ela se permite sorrir genuinamente depois de dias.
Mas, infelizmente, o seu sorriso é apagado quando estaciona o carro e para em frente ao moreno, ao ver o seu estado. Sujo, com roupas em farrapos, grandes olheiras, cabelo desgrenhado, completamente bêbado e pelo olhar vago também está drogado. Respira fundo ao ver que ele nem ao menos a reconhecera, falando palavras desconexas com a voz embolada, totalmente grogue.
— Deuses. Eles não vão gostar de ver isso. — suspira.
***
Nico é deitado em sua cama cuidadosamente pelo pai Hades, estupefato pelo estado do menino. Sua outra filha, Bianca, chora desoladamente ao lado da cama que Nico está desacordado, enquanto Percy, Jason e Annabeth conversam.
— Eu não acreditei quando o vi assim... — comenta Annabeth amargurada.
— Como ele pode fazer isso?! — exclama Jason. — Thalia com certeza daria uma surra nesse moleque. — resmunga com tristeza.
— O que vamos fazer com ele? — pergunta Percy para Hades. — Sinceramente, eu não acho que Nico simplesmente vai voltar a ser feliz agora como se nada tivesse acontecido. Ele precisa de ajuda.
— E ele terá. — garante Hades. — Vou voltar a morar com meus filhos e eu e Bianca o ajudaremos em tudo que ele necessitar.
— E se não adiantar? E se ele continuar com bebidas e tipos de drogas que não faço a mínima ideia qual seja? — pergunta Jason.
— Então... Vou ter que interná-lo. — diz firmemente observando o seu filho descansando.
~ Um mês depois...
Percy volta cansado da clínica onde seu amigo fora internado por usar constantemente bebidas e drogas para esquecer da sua ex-namorada Thalia. Sua expressão ao chegar em sua casa é melancólico ao pensar em como o amor pode ser destrutivo em algumas circunstancias da vida. Se Luke realmente amara Thalia como havia dito para Nico antes de morrer, o amor criou um assassino enlouquecido e agressivo. O amor deu Nico um vício em drogas como escape que poderia matá-lo. Isso faz com que um tremor atinja Percy ao perceber que o relacionamento dele com Annabeth poderia ser facilmente afetado nesse tipo de situação tenebrosa ou infortunada. E pensar que o noivado começara forçado. Não. Isso é errado. Annabeth merece mais. Isso passa incansavelmente pelos pensamentos de Perseu e ele pensa em como fazer com que tudo fique absolutamente perfeito, sem nem ao menos com um começo errado e de certa forma cômico, como o noivado dele. Ele queria tudo certo para ela.
A primeira coisa que faz é ir até o quarto de sua mãe.
— Olá, querido. — diz Sally com um sorriso gentil. — Como foi a visita?
— Cansativa... — confessa. — Nico não está facilitando para os psicólogos, ele não quer melhorar ainda... — remunga. — Mas não vamos falar sobre isso agora. — Sally ergue a sobrancelha, curiosa. — Depois de tudo que aconteceu... Acabei que fiquei muito receoso com o meu relacionamento. Tudo pode dar errado tão fácil. — Percy não é o tipo de pessoa que fala abertamente para todos, mas com sua mãe sempre fora assim, os dois tinham uma camaradagem desde sempre.
— Ora, querido! — ela sorri divertida. — Não vejo nada de errado no relacionamento. — coloca as mãos no queixo, depois de bocejar. — ... Talvez... Uma mudança de ar... Faculdade? — ela pergunta para o seu filho. — Esse lugar está repleto de lembranças ruins... Você precisa refrescar a sua cabeça.
— ... Obrigada mãe! — ele exclama. — Pode voltar a dormir... Já sei o que fazer! — dito isso o moreno sai do quarto de sua mãe e chama pela sua noiva na mansão, até que a mesma o escuta e vai em sua direção.
— Me chamou? — ela pergunta com um livro na sua mão.
— É... — responde meio sem jeito. — O que você acha em começar a fazer a sua faculdade de Arquitetura em, hã, Londres? — pergunta meio envergonhado.
— Eu adoraria! — a loira responde realmente feliz e depois fica confusa ao lembrar o nome da cidade. — Espera, você disse Londres?
— Sim, acho que precisamos de mudar um pouco, sabe. Lembranças ruins, e tal. — ele diz e ela concorda acenando com a cabeça. — Estou pensando em fazer também, mas ainda não sei qual faculdade fazer, espero que você me ajude. — ele diz e ela sorri.
— Claro que sim, cabeça de algas. Que tal Biologia Marinha? — ela pergunta animada.
— Quem sabe... Eu gosto do mar. — responde meio distraído. — Mas, uhm, não iremos morar juntos mais. — confessa e a menina o olha meio desconfiada. — Eu tenho um motivo, não me olhe assim! — ele finge ficar bravo e ela ri. — Depois da situação Thalia-Nico-Luke, eu andei pensando em como a gente tem que tomar cuidado, e tal, no relacionamento, sabe? — ela assente. — E eu não quero que nenhum tipo de possibilidade ruim estrague o amor que nós temos. — ele fica meio vermelho ao falar algo tão embaraçoso. — Droga, isso é estranho, mas você me entendeu. Eu não quero que a gente vire um pseudo-Nico e Thalia. Eu quero uma vida feliz ao seu lado, nada de morte, briga, drogas e bebidas. Ah! E Calypso também, sem ela! — ele exclama. — Eu quero que acabe esse noivado forçado.
Annabeth analisa Percy com uma expressão impassível.
— É, eu te entendo, embora acho que você está sendo um pouco radical. Eu não tenho mais problema nenhum com o noivado forçado, a única coisa que me deixa triste é saber que fui... Vendida. — engole em seco, isso ainda é algo complicado de falar com a loira. — Eu não tenho problema nenhum em morar com você, Percy. E eu adoro o anel de noivado. — ela confessa.
— Para mim não é radical. Eu não posso levar algo forçado assim para a minha vida mais! — exclama frustrado. — Isso é horrível, imagina se tivermos filhos e eles descobrem? — Annabeth ri da reação do amado. — A partir de agora, está tudo terminado. Não temos absolutamente nada.
Annabeth fixa seus olhos cinzas no seu antigo noivo meio desnorteada. Nada? Mas... Isso está estranho. Eles não poderiam ser apenas nada. Percy observa a reação da loira com um sorriso brincalhão e um tanto travesso e se ajoelha fazendo gestos teatrais.
— Annabeth Chase, você aceita namorar comigo?
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