Behel - Cronicas de outro mundo.

9 Scott - Pequenos detalhes.


Notas iniciais
deixe a clinica um pouco de lado, precisamos saber o que aconteceu no passado.

Na época Lupper tinha aproximadamente 16 anos, tínhamos a mesma idade. Lupper sempre foi bem mais alto que eu, enquanto eu nunca passei dos 1,75 de altura, Lupper estava nos seus 1,83 e sempre me zoou por isso, me chamando de pequeno ou baixinho.

Lupper não morava em são, havia se mudado pouco tempo antes de me conhecer, antes disso ele morava no Rio de Janeiro com seu tio Jonas. Jonas era da fuzileiro do Brasil por conta disso ele não passava muito tempo com o sobrinho.

Lupper foi a vários treinamentos com o tio e gostava muito disto, por dois motivos. 1 passava bastante tempo com o tio e assim podiam conversar. 2 Gostava de ver os fuzileiros atirando apesar de não poder chegar muito perto.

Lucas era um grande amigo de Lupper. Lucas era um recruta e sempre contava como os recrutas sofrem, naquela primeira etapa do chora, pois nesta etapa tudo é motivo para o recruta pagar por algo que na maioria das vezes foi sem querer. Mas com o passar do tempo a situação foi melhorado para Lucas. Quando ele passou de recruta para soldado ficou bem simples, como a etapa de recruta já havia passado a moral dele havia subido e isso afastou um pouco Lucas de Lupper.

Lupper e Lucas pararam de se falar um pouco pois Jonas parou de leva-lo para o quartel. O sonho do garoto sempre foi entrar para o exército por ter passado muito tempo tão próximo disso, mas Jonas nunca aprovou, achava que o sobrinho deveria se manter afastado disso pois era perigos.

Tudo mudou quando Lupper recebeu a notícia: Um dia Lucas estava voltando para sua casa sozinho, então o garoto de 19 anos foi cercado por alguns bandido e acabou reagindo, e levou seis tiros no rosto.

Lupper ficou desolado e muito triste por ter perdido um amigo naquele dia, isso só fez com que Lupper sentisse vontade de ficar mais forte e um dia se vingar pelo seu amigo. No dia do enterro de Lucas foi muito comovente pois foi feito uma cerimônia muito bonita e especial para Lucas. Lupper ficou feliz por saber que a mão de Lucas estava no enterro pois os dois não se falavam a muito tempo.

A irmã de Lucas estava ali também e ela e o irmão eram muito próximos. Foi ela quem foi até Lupper agradecer, disse que Lucas sempre falava de um garotinho que ele havia conhecido no quartel e que aquele garotinho tornava os dias de Lucas mais felizes. A irmã de Lucas entregou uma caixa para Lupper.

Quando voltou para casa Lupper abriu a caixa e lá havia duas pistolas ‘Desert Eagle’ semiautomática. Uma das pistolas era cinza e outra era preta, ambas tinham as letras L entalhadas.

“Lupper, essa duas pistolas pertenceram a o meu irmão Lucas, ele dizia que quando você fizesse 18 anos ele às daria para você. Você foi muito importante para meu irmão, e consecutivamente importante para mim, mesmo que eu nunca conhecesse você. Sei que agora você só tem 16 anos, mas acho que tem consciência o bastante para não usa-la. E eu espero que nunca as use para matar, espero que você não seja o tipo de pessoa que tira a vida de outra, assim como meu irmão era. Estou dando essas armas agora apenas para que tenha algo para lembrar. Caso esteja se perguntando por as duas tem as inicias L, ele me disse uma vez que uma das armas era a inicial dele e a outra representava você. Espero que quando você crescer e tornar um homem, seja alguém bom, e faça boas coisas.

Como amor: ‘Irmã de Lucas’”.

Eu realmente não lembro o nome da irmã de Lucas mesmo o Lupper me mostrando várias vezes está carta. Estou ficando feliz por lembras muitas coisas assim. E queria escrever sobre meu amigo, então essa é a história de Lupper.

Alisson é um caso diferente, não há muito o que falar sobre essa garota inteligente que ela é. Mas aqui vamos nós.

Alisson é dois anos mais nova que Lupper e eu e assim como eu foi adotada, a diferença é que ela foi adotada quanti dois anos de idade, então não tem nenhum lembrança de seus pais. Os pais adotivos de Alisson são pessoas legal, isso depende do ponto de vista em que você olhar. Alisson não gosta deles.

Os pais de Alisson trabalham com arte e são muito ricos, mas os dois não dão muito bem, tentam esconder as brigas de Alisson para que isso não afetasse a garota, devo acrescentar que não funcionou muito. Com o passar dos anos Alisson não passava muito tempo em casa e quando estava em casa os dois estavam trabalhando, o que distanciou mais ainda a família Steallin.

Alisson sempre odiou depender das pessoas então fazia tudo sozinha, e por este motivo não aceitou que seus pais pagassem uma escolar partilhar para ela – Algo que eu nunca entendi, eu gostariam que pagassem uma escolar partilhar para mim. – Alisson dizia que era perca de dinheiro estudar em uma escola paga, sendo que ela iria aprender as mesmas coisas estudando em uma escola pública.

O jeito que Alisson e Lupper se conheceram é realmente engraçado, ouvi essa história muitas vezes, principalmente por meio das indiretas que Alisson vive mandando para o Lupper. Alisson estava no intervalo da escola, uma garota sem amigos e que não socializa muito, quando um grupo de garoto passava pelo local correndo, estavam felizes por terem acabado de ganhar um jogo de futebol. Lupper carregava uma garrafa com água. Lupper esbarrou e derrubou toda a agua no desenho que Alisson estava fazendo, estragando o mesmo.

Lupper fez um desenho para Alison para poder se desculpar, pois Alisson havia ficado furiosa pelo desenho ter estragado. O desenho que Lupper fez, ficou horrível, mas foi em boa intensão. Foi assim que se tornaram amigos.

Um tempo depois, eles me salvaram... E aqui estamos sentados na frente da mansão Steallin, conversando sobre o que faríamos no aniversario meu e do Lupper.

— Estou planejando algo grande! Não pode ser uma festinha nem algo simples. Algo para vocês dois poderem lembrar para o resto de suas vidas...

— Alisson pela milésima vez, odeio festas de aniversário, realmente não falo ideia de como você descobriu que meu aniversario era depois de amanhã.

— Scott, na boa, não perguntei se você gosta ou não. É aniversario dos meus dois melhores amigos, e não pode passar em branco. – Alisson desenhava algo que parecia uma cidade destruída. – E o tema vai ser, Apocalipse Zumbi... Estou com uma imagem clara na minha cabeça, de uma cidade destruída com carros, quase como um cenário de guerra. – Enquanto Alisson falava, gesticulava com as mão. – O que vocês acharam da ideia?

Dei de ombros, realmente odiava meu aniversário.

— Lupper? O que você achou? Lupper?

— Desiste Alisson, ele está perdido no universo paralelo dele, você sabe que quando ele está no celular, ele esquece até de respirar.

Lupper ficava 24 horas no celular, sempre falando com meninas e sempre era uma menina diferente. Fora isso ele era bem sociável.

— Gostei da ideia Ali, gosto de coisa como destruição e zumbis. E Scott, mais respeito, ainda sou um dia mais velho que você garoto, e mais alto, mais bonito, mais sociável...

— Tá bom Lupper vai se ferrar, eu já entendi. – Me levantei do chão e respirei fundo, aquele papo não tinha feito muito. – Querem saber? Está ficando tarde e eu tenho que passar no mercado, Marco está me esperando.

— Não me diga que o Marco vai cozinhar hoje!? – Ali, falou toda animada ela realmente amava a comia dele.

— Sim ele vai, e eu estou indo embora...

— vai nem chamar os amigos?

— Não... Tchau!

Liguei meu celular e coloquei os fones de ouvido, estava escutando “Demons – Imagine Dragons”. Comecei a correr pois ia começar a chover a qualquer momento.

No caminho para o mercado vi algo suspeito, e intrigante. Uma menina linda, como eu nunca havia visto antes, logo atrás dessa menina havia um homem alto com um sobretudo, a princípio não liguei. A garota entrou no mercado, e o homem ficou do lado de fora. No corredores do mercado escutei a garota no telefone.

“Pai, eu sei o que é pra comprar, você repetiu umas 5 vezes antes de eu sair de casa.... Sim eu sei que sou esquecida... Ok, eu sei... Sim senhor vou tomar cuidado... Vou direto para casa... Pai! Relaxa não vou demorar.”

Sai do mercado antes da garota, fui na frente para poder observar um pouco de longe. Pouco tempo depois a garota saiu com algumas sacolas, logo o homem começou a andar também, foi então que tive certeza de que ele estava a seguindo. A convivência com Marco aprendi muitas coisas, por ele ser policial e sempre estar em trabalho ele me ensinou a sempre prestar atenção nos pequenos detalhes. É claro que tinha que avisa a garota, eu não podia deixar que algo acontecesse, mesmo que eu estivesse engando e não conhecesse ela. Eu tinha que tentar.

A garota vinha em minha direção, então peguei meu celular e comecei a mexer nele olhando para baixo e corri na direção dela, até que trombamos, a garota caiu derrubando as coisas da sacola.

— Ai meu deus! Me desculpa, estava tão distraído com o celular que nem te vi. – À ajudei a levantar. – Sinto muito muito! Sinto muito mesmo.

— Tudo bem! – Ela sorriu limpando a roupa, e se abaixando para pegar as coisas do chão. Me ajudei para ajudá-la.

— Não olha agora, e não se assusta, disfarça pelo amor de Deus. – A garota olhou para mim sem entender. – Eu trombei em você de proposito, um homem na esquina, ele está te seguindo, desde antes de você entrar no mercado.

— Homem!? Quem? – Ela olhou com tudo para trás, assustada.

— Eu mandei disfarçar garota! – Olhei para esquina onde o homem estava e ele pareceu perceber, tirou o capuz e olhou em nossa direção, tentando ver quem estava com a garota.

— Desculpe...

— Não peça desculpas agora... já foi... Olha, tenho certeza que ele está te seguindo. Você decide, eu vou embora e deixo você ou ajudo a disfarça e despista-lo.

— Me ajuda! – A resposta foi quase que imediato.

— Ok... Me abraça e finge que me conhece de muito tempo, depois disso levante e sorri colocando o cabelo para trás, vire-se na o rosto de leve na direção do homem para que ele possa ver que você está sorrindo.

A garota não fez perguntas e me abraçou, e fez exatamente o que mandei.

— Agora, vamos embora, então quando chegarmos na esquina, corremos, ok?

— ok.

Começamos a andar, conversando sobre um assunto aleatório, e riamos alto. Assim que chegou na esquina corremos, olhei para trás e o homem começou a corre também.

— Merda! – falou a garota.

Continuamos a correr e viramos a próxima esquina. Começou a chover, o que foi bom no pensamento, pois seria mais fácil despista-lo. Na correria perdi os chinelos, que foram levados pela correnteza que estava ao lado da calçada. Olhei para trás e o homem parecia se aproximar mais, a chuva e a correria não estavam adiantando para despista-lo. O homem era realmente rápido pois estava cada vez mais perto.

— Minha casa é perto daqui!

— Não podemos ir para lá enquanto ele estava na nossa cola!

— Mas... onde ele está?

Olhei outra vez, e para minha surpresa o homem havia desaparecido. A chuva estava forte e ambos eu e a garota estávamos encharcados.

— Podemos ir para sua casa agora...

— Podemos... – Ela estava com uma feição de pavor, e tremia.

— Está bem? – perguntei. – Quando chegar na sua casa posso falar com meu pai, ele é da polícia.

— Não, não estou bem! Quem era aquele homem? Estou com medo, e com frio...

— Vamos descobrir! Vou ligar para...

A garota me abraçou.

— Obrigado, se não pose você, acho que ele teria feito algo comigo, ou sei lá... – falou ela.

Corremos até a casa dela, sempre olhando para trás e para os lados nos certificando de que o homem não estava nos seguindo. A garota abriu a porta às pressas e entrou correndo, entrei logo atrás dela, sem ser convidado. – Acho que era o mínimo que esperava depois daquilo, claro eu também queria um copo de água. – A casa dela era bonita e o pai dela era um homem alto forte, com cabelos e barba grisalhos.

— Arya! Porque demorou? Está Encharcada! – O Pai dela gritou. – Quem é o garoto? Você o convidou para entrar!?

— Pai! Eu estava sendo seguida!

— Seguida!? – Ele gritou outra vez.

Arya explicou tudo para o pai, sobre ela estar sendo seguida e como eu a ajudei, e no final de tudo ele fez um pergunta que me deixou um pouco boquiaberto e nervoso.

— Você não me respondeu se convidou ele para entrar! – Foi o que ele disse. Eu não acreditei, depois de tudo, eu ajudei a filha dele e ele pergunta se eu fui convidado.

— Não, eu não convidei. – Olhei para ela boquiaberto.

— E precisava me convidar? Depois de tudo? – Perguntei.

— Não! Desculpa, não é isso... É que meu pai tem uma regra de deixar qualquer um entrar em casa se eu não convidar a pessoa.

— hã?

— Garoto, deixo a Arya trazer amigos em casa, mas a pessoas só entra aqui se não for convidada, por exemplo se quando o amigo dela chegar na porta e não entrar, e então ela falar “Entra”, essa pessoa nunca mais volta. Mas se a pessoa chegar na porta e entrar sem ser convidada, a pessoa pode voltar sempre que quiser. – Aquilo foi a coisa mais maluca que já havia visto na minha vida toda.

— Que loucura. – Sorri. – O senhor tem medo de vampiros. – Ri com a piada. Mas o pai de Arya ficou sério. Aquele cara me dava muito medo. – É... foi uma piada, é que vampiros só entram nas casas se forem convidados. – Eu estava nervoso e com medo.

— Eu sei sobre vampiros garoto, eu assisto filmes. E porque não teria medo deles? – Perguntou ele.

— Por que... Não existem. – Com o passar do tempo, Arya insistia que naquele dia em que conheci o pai dela, eu havia gaguejado muito. Eu me recuso a concordar com ela.

O pai de Arya gargalho e me deu um abraço.

— Gostei de você garoto! – Ele sorriu. – Aproposito, qual o seu nome?

— Verdade, você me ajudou e nem sei o seu nome – Falou Arya.

— Me chamo Scott. – Sorri

Uma expressão de espanto envolveu o rosto do Pai de Arya, dando um passo para trás a expressão de espanto desapareceu dando lugar a um sorriso, meio forçado, mas era um sorriso.

— Nome legal Scott... Me chamo Adam, Adam Rain, e está é a Arya... – Adam estendeu a mão para mim, então o cumprimentei. – Então Scott, quantos anos tem?

— 17, por enquanto.

— por enquanto? Seu aniversário está perto?

— É... digamos que sim.

O Telefone tocou, Adam foi atender enquanto fiquei conversando um pouco com Arya.

Oi Rose querida, não recebi notícias, está tudo bem?
Está chorando? Não me diga que...
Querida, ai meu deus, é claro que vou, vou pegar um voo agora mesmo, e em algumas horas estarei ai. – Adam começou a chorar, lagrimas escorriam em seu rosto, e ele tentava esconder para que não víssemos.”

— O que seu pai tem? — Perguntei para Arya.

— Eu. Eu não sei, nunca o vi chorando... Espero que não seja... – Ela ficou quieta.

“Sua irmã e um amigo, bom Rose vou desligar, daqui algumas horas estou ai, fica tranquila que já estou chegando. Está sozinha em casa? Você a deixou entrar?! – Meu pai parecia nervoso. – Rose quantas vezes já lhe disse para não deixar ninguém entrar em casa... – Ouvi ele suspirar – Tudo bem... você não está bem, desculpe, estou indo, beijo tchau, te amo.”

Então ele desligou o telefone e se sentou. Limpou as lagrimas que restavam e tentou ficar sério.

— Pai... quem era?

— Sua irmã... – Ele nem mesmo olhou para Arya para dar a notícia. Senti que eu estava em um momento ruim ali, a um minuto estava “tudo bem”. E agora havia descoberto que a garota que eu acabei de conhecer havia perdido a mão. Eu sabia como ela se sentia, sabia exatamente como ela estava se sentindo, mas a única diferença entre eu e Arya é que Arya recebeu a notícia pelo telefone, e eu havia visto minha mãe morrer. Não estou dizendo que sofri mais que Arya, nem mesmo algo assim. Apenas que entendo ela.

Algum tempo depois, Arya desceu as escadas com um mochila nas costas, e o rosto todo vermelho por estar chorando lá em cima. Ela havia tomado banho e trocado de roupa. Adam também me emprestou uma roupa para que eu não ficasse doente e tirasse aquela roupa molhada. Adam era um homem muito gentil, ele me tratou muito bem, apenas do que havia acabado de acontecer.

— Adam, Arya... Obrigado pelas roupas, algum dia eu volto e devolvo. E eu sinto muito pela sua mãe e sua esposa. – Falei indo até a porta. – Estou indo embora, já está muito tarde.

— Espere, estamos saindo também, eu te deixo na sua casa estamos de carro. – Adam insistiu.

— Não vou incomodar... sério eu não quero, sinto que estou atrapalhando, ou algo do tipo. – Olhei para Arya e ela estava quieta parada na escada, tentava segurar as lagrimas e o choro. Arya era realmente uma garota forte, e sempre foi muito difícil para mim ver ela chorando. Me lembro de ver ela chorando apenas duas vezes... Naquele dia, e dois anos depois.

Adam abriu a porta para sair, fiquei surpreso com o tanto de armas apontadas para gente naquele momento, haviam quatro homens armados do lado de fora. O homem da frente o reconheci de imediato, o homem que estava seguindo Arya. Todos os quatro homens se pareciam muito eram quase que gêmeos, altos com barba e olhos e cabelos preto. Os olhos eram quase que completamente pretos desde a pupila até cobrir quase por completo a esclera.

— Adam... Arya... e Scott... Três coelhos com uma cajadada só. – O homem que estava na frente sibilou aquelas palavras. Ainda tenho pesadelos com a voz daquele cara.

— Arya, Scott vão para trás. – Mandou Adam, ele estava sério e seus olhos pareciam brilhar.

— Está proteção... em sua casa... Não vai os proteger Adam. – Sibilou o homem. – A maldição do rei está acabando e nós todos estamos voltando... nossa verdadeira rainha nos reclama...

— Pai... quem são esses!? – perguntou Arya.

— Primeiro os guardiões devem morrer! – O homem fez um sinal com a mão e todos os quatro dispararam suas armas. Fechei os olhos ao escutar o barulho, senti que iria morrer naquele momento, mas dana aconteceu.

Abri os olhos e levei um susto, um bala da arma deles estava girando em minha direção, a bala estava quase parada no ar, um rasto vinha da arma deles que ainda tinha fagulhas de fogo saindo delas. O tempo para todos ali estava congelado, menos para Adam, Arya e eu.

— O que está acontecendo?

— A balas estão paradas no ar.. – Falou Arya tocando em um das balas, fazendo que esta mudasse de direção.

— Eu parei congelei eles, mas não parei o tempo... você precisam ir

— Ir? Ir para onde pai?

— Ir embora! Scott, leve Arya para sua casa e diga ao Marco o que aconteceu. Diga que está na hora...

— Como sabe quem é Marco? Hora do que? Ai meu deus eu estou sonhando! Que merda é essa de congelar? – eu confesso, eu estava entrando em pânico.

— Scott, só faça o que estou mandando. Ele explica para você... – Adam parecia diferente, algo nele me era familiar.

Arya questionou, e falou que não ia, mas o pai dela mandou, gritou para obedecer. Foi o que fizemos, passamos por todos aquele homem parados, os olhos deles pareciam nos seguir enquanto andávamos. Chegamos a uma distância razoa vez, então escutei Adam falando algo. Escutei o barulhos dos tiros e mais algumas coisas, barulhos altos e mais tiros.

Corremos para longe da casa, tentei manter a calma e olhei para Arya, ela havia parado de chorar, mas seu rosto continuava vermelho. Algo nela me chamava atenção, e por causa dela havia quase morrido naquele dia. Quem sabe o que teria acontecido se eu não tivesse ajudado ela aquele dia. Mas eu não me arrependo, porque eu havia me apaixonado por Arya Rain.