Begin Again - Lost Stars

6 Washington Redskins vs. Seattle Seahawks


Notas iniciais
long ... long time ago in a galaxy far far away ... I came back! Mas abaixem suas tochas e ancinhos que eu tenho uma explicação pela minha imensa demora. Olha pessoal eu realmente sinto muito pela minha demora! para falar a verdade eu já tinha esse capitulo quase pronto quando deu o dia marcado, mas por algum motivo eu não conseguia capturar a essência da personalidade de Jacob e dos lobos. Sem contar, também, com o fato de eu ter tido um trabalho atras do outro na escola as provas e tudo mais. Eu tive que me concentrar no meu projeto estilo TCC (olha que eu nem estou na faculdade) meu tempo naquele período foi completamente nulo, eu tinha insonia mas ficava tão cansada que não conseguia escrever nada. Para se ter uma ideia eu fiquei tão nervosa que acabei perdendo quatro quilo literalmente, como se eu já não fosse uma varapau. Bom eu queria agradecer a bela02, pelo comentário do capitulo passado( mesmo que tenha sido a muito tempo atras) assim como a Simone Cullen Salvatore, Bea Cullen, Jennifer Blackwolf e a stefany severiano, minha mais nova leitora! eu quero dizer para vocês que eu NUNCA, nunca mesmo vou desistir de Begin Again, só avisando para vocês não se desesperarem caso eu demore novamente (risos). Alem do mais, eu vou ter bastante tempo para escrever nessas ferias e até o ano que vem, já que desta vez vou estudar de noite.então fiquem felizes! Bom sobre o capitulo, eu espero que vocês gostem pois teremos um grande passo na relação da Bella e do Stefan, mas não se animem demais pois ainda tem muita coisa para acontecer até que eles fiquem in love, afinal estamos falando da miss simpatia e do garoto problema!(risos). Bom vou parar de tagarelar e deixar vocês aproveitarem esse capitulo ginórmico!

Stefan Salvatore

O céu estava nublado e havia nevoa pela estrada quando estacionei em frente à casa dos Swan’s. A viatura não estava estacionada ali, o que indicava que o chefe Swan estava trabalhando; no entanto a picape de um vermelho desbotado estava na garagem sobressalente do quintal. Provavelmente ela deveria ter chamado um reboque quando a chuva passou.

Isabella não demorou a sair, uma trança trabalhada prendia seus fios loiros. Usava uma blusa de moletom cinza com capuz, Jeans desbotado e um par de All Stars roxos cano médio. Nas mãos minha jaqueta de couro marrom. Ela pareceu surpresa ao me ver.

— Você veio. – murmurou ela aliviada ao entrar no carro.

— Sim. Por quê? Pensou que eu fosse te deixar na mão? – arqueei as sobrancelhas.

— Para ser sincera, pensei. Principalmente por conta da forma em que o tratei ontem. Achei que estivesse zombando e, mesmo que tivesse negado, ainda fiquei desconfiada. – admitiu, ela enquanto afivelava o cinto de segurança.

Pelo jeito o pregresso de ontem não surtiu muito efeito nela, ainda acha que sou um crápula babaca. Não que eu esperasse que ela mudasse de idéia e concepção de uma hora para a outra, mas isso demonstra que o processo nesse requisito seria bem lento.

— Eu por acaso tenho cara de quem debocha de alguém? – perguntei sem olhá-la.

Ela deu um meio sorriso amargo.

— O problema não é exatamente com você e sim comigo. Tenho dificuldades para confiar nas pessoas. – revelou, encarando as próprias mãos que pareciam repentinamente mais interessantes.

— Tudo bem, vamos esquecer isso, okay? O que é passado ficou para trás.

— Quem dera isso pudesse ser verdade. – ela sussurrou para si mesma após um suspiro.

Realmente seria tão bom se de fato fosse verdade, concordei com ela em pensamentos. Meu passado mais do que o de qualquer um se impregnou em mim de tal forma que não consigo construir um presente sem superar e tentar esquecer o passado. Como se isso fosse possível. Isabella provavelmente sente a mesma coisa que eu com relação ao seu passado. Nós dois tínhamos algo em comum afinal. Dei a partida seguindo pela rua até a rodovia.

Bella mexeu na manga da minha jaqueta em seu colo, antes de me estende-la.

— Quase me esqueci dela. Obrigada por me emprestar de qualquer forma, embora eu não ache que tenha sido necessário. – ela acrescentou rapidamente. Segurei a jaqueta e taquei de qualquer jeito nos bancos traseiros sem desviar os olhos da pista.

— Sempre com um ‘’porém’’, Swan. Nunca perde a pose. – comentei provocando-a com humor. Ela soltou um risinho revirando os olhos.

— Claro, tenho que manter minha imagem. Se não, garotos folgados com pinta de galã de novela, começam a achar que podem abusar da educação e camaradagem de uma jovem e inocente garota deslocada. – ela rebateu no mesmo tom, os olhos brilhando em diversão.

Fingi ir para trás como se tivesse levado um soco.

— Assim você machuca meu pobre coraçãozinho. Não tem dó de acusar tão injustamente um jovem tão bonito, legal e inocente? – perguntei me fingindo de magoado embora houvesse uma pontada de deboche na minha voz.

Ela soltou uma risada debochada como se ouvisse algo muito engaçado.

— Inocente? Serio? Esqueceu quem é meu pai, Salvatore? De inocente você não tem nada, tanto é que foi preso por brigar em uma boate semana passada. Eu e toda a cidade ficamos sabendo disso no dia seguinte. Fico imaginando a cara do Mike, Tyler e dos outros ao chegar em casa numa viatura.

— Bom eu nunca disse que era santo. Sem contar que eu fui um herói, salvei a vida do Mike. Alem do mais você não entenderia é uma garota. – eu informei com um sorriso presunçoso.

— Claro eu nunca entenderia o por quê meter porrada nos outros é tão divertido e emocionante, afinal eu sou uma garota. – Isabella concordou com a expressão cínica.

— Sabe de uma coisa? Eu me lembro de poucos segundos atrás você dizer que eu tinha pinta de galã de novela. Galãs de novela geralmente são atraentes para fazer vocês mulherzinhas gritarem, de certa forma você quis dizer que eu era atraente, Swan? – perguntei com a voz rouca e insinuante, mexendo as sobrancelhas sugestivamente.

Ela limpou a garganta olhando para o outro lado enquanto o rubor tomava conta de seu rosto.

— Eu não disse isso. – ela rebateu imediatamente.

— Eu captei a sua mensagem implícita. Aposto que você pensou nisso. “’ Ai como o Stefan é gostoso e lindo, mas ele é tão idiota e babaca. Como pode aquela escultura grega ser tão irritante?’’. – afinei minha voz tentando imitar o seu tom de voz, falhando miseravelmente tendo como resultado uma voz de travesti esganiçada.

— Cala a boca. – ela mandou tentando fazer uma carranca, mas os cantos de sua boca se curvaram para cima.

— Por que? Você me acha bonitão? – e como se fosse possível ela ficou ainda mais corada. — Olha só você ta ficando vermelhinha de vergonha, eu pensei que as pessoas só ficavam assim em livros da Jane Austin ou outro de romance. Que fofinha, é como um ursinho carinhoso. Estou em duvida se você se parece com Amor sem Fim ou a Caridosa. – zombei tentando apertar uma de suas bochechas com uma mão livre.

Ela deu um tapa na minha mão antes que esta chegasse ao seu objetivo, fazendo com que eu recuasse.

— Vai se foder. – ela manda fechando a cara em uma carranca e olhando para o outro lado.

— Pensando melhor de carinhosa você não tem nada. E depois fala que nós, homens, somos violentos. – ressaltei me fingindo de ressentido.

— E para sua informação, – ela acrescenta depois – Caridosa é uma elefante, então obrigada por me chamar de gorda.

Solto um suspiro cansado, sabendo que ela só esta fazendo aquela birra de brincadeira. Entrando no clima daquele jogo, eu começo a cutucá-la nas costelas onde as pessoas geralmente tem cócegas. Ela apertou a boca em uma linha rígida prendendo uma risada e tentando ficar seria.

— Vamos lá, você sabe que eu não quis te chamar de gorda. Só estava ressaltando o quanto você ficava fofa vermelhinha. Anda tira essa careta do rosto e da um sorrisão. Se você não me desculpar eu vou ficar te cutucando até chegarmos à escola e sou um exímio motorista, então dirigir com uma só mão não me atrapalha de forma alguma. –admiti com diversão. Isabella tentando resistir por algum tempo, se desviando da minha mão mas não aguentou. E soltou uma risada balançando a cabeça.

— Tudo bem, eu desculpo. Meu Deus como você é irritante. Bem que as pessoas dizem que as garotas amadurecem mais sedo que os garotos, e elas estão certas. Você parece ter sete anos. – ela observou com um brilho divertido nos olhos.

— Bom as pessoas tão bem dizem que é ótimo ter a alma jovem, atrasa o envelhecimento. – confidenciei como se fosse um segredo.

— Claro que você iria se preocupar com a aparência, Sr. Metrossexual. – ela zombou.

Fingi-me de assustado, fazendo a cara mais falsa de perplexidade possível.

— Como você pode dizer isso? Eu só gosto muito da minha aparência e a preso, afinal sem ela eu iria ficar na seca até a faculdade. – tudo bem aquilo era uso excessivo de hipérbole.

Eu não me preocupava nem um pouco com minha aparência, sempre vestia o que via pela frente. Alem do mais quando se é um vampiro, você para de se importar tanto com a sua própria aparência ao longo dos anos. Mas isso não quer dizer que não apreciemos o belo ao nosso redor, nossa espécie continua a ser superficial e gosta sempre de estar rodeada pelo que é belo.

— Cara, que nojo. – Isabella esboça uma careta o que me faz rir. – Não tenho a plena certeza de que temos intimidade o suficiente para você me falar sobre essa sua parte da vida. É por isso que nunca da certo amizade entre garoto e garota; vocês são muito nojentos e não sabem diferenciar o que se deve contar para uma garota e para um colega de farra. – ela desabafou franzindo o cenho.

— Isso não é verdade. Eu tinha uma melhor amiga o nome dela era Alexia Branson, Lexi era como ela preferia que fosse chamada. Ela me ajudou em um momento... bem difícil e esteve sempre lá para me auxiliar quando eu tinha uma recaída. – falei com as lembranças ainda bem vivas na minha mente, o clima se tornando repentinamente melancólico.

— O que... Aconteceu com ela? – Isabella perguntou hesitando um pouco na hora de formular a pergunta. Ela havia visto que aquele assunto era triste para mim.

— Morreu. Quando voltava para casa um maluco bêbado a esfaqueou no coração e ela morreu no mesmo instante. Aquilo me deixou desolado por que eu a conhecia há muito tempo, ela sempre esteve ali nos meus piores momentos, me confortando e dizendo que haveria uma saída, que eu iria superar qualquer obstáculo. E naquele momento ela não estava lá para me confortar e eu já não tinha certeza se poderia superar aquele obstáculo. – refleti comigo mesmo ainda perdido nos sons e vislumbres do passado.

Eu não havia sido totalmente sincero com ela, nunca poderia dizer para a mesma ‘’Hey Lexi era uma vampira e foi empalada pelo meu Irmão Damon que também é um vampiro e surpresa eu também sou um e tenho problemas para lidar com minha ânsia por sangue humano por isso acabava dilacerando-os tamanha a minha sede tal como se eles fossem bonecos de pano’’ mas era desta forma que eu conseguia mentir; suavizando e ocultando alguns detalhes medonhos.

Ela pareceu culpada e sentida, torceu seus dedos no colo um pouco nervosa.

— Eu sinto muito. Acho que deve ser difícil tocar nesse assunto por que traz aqueles sentimentos e emoções que estavam soterrados no passado. Sei como é embora não tenha passado por nada parecido com isso. – ela acrescenta.

— Esta tudo bem, já não me incomoda tanto pensar sobre isso. As memórias boas prevalecem sobre o sentimento de perda e vazio. Agora só sinto uma intensa sensação de nostalgia. – dou um meio sorriso embora a minha expressão estivesse um pouco vazia.

— Então valeu muito apena. – ela sorriu contida, afirmando admirada.

— Sim, cada segundo. – concordei saindo dos meus devaneios memoriais. Repentinamente Isabella pareceu ficar desconfortável, nervosa e até um pouco envergonhada. Ela enfiou uma mecha de cabelo que caia no rosto atrás da orelha e me olhou.

— Hã... Vocês tiveram algum envolvimento a mais...? – ela mexeu as sobrancelhas e parecia constrangida. Fiz uma careta involuntária.

— Que nojo. Eu a conheço desde quando eu era um pirralho praticamente. Alem do mais ela tinha um namorado, Lee, e eu também tinha uma namorada. Lexi era minha companheira de loucuras, ela me mostrou formas diversas de me sentir vivo e anestesiado. Fora ela que me convencera a nadar pelado na Fontana di Trevi e ainda me acompanhou. – eu sorri com a lembrança louca.

Ela arqueou uma das sobrancelhas em deboche.

— Nadar pelados? – exclamou me olhando retórica como se isso comprovasse que eu estava mentindo.

— É serio, não teve malicia. Eu se quer olhei para o corpo dela. Beijar a Lexi seria como beijar meu irmão, Damon. Teria a náusea por ele ser meu irmão e por ser homem alem de outros fatores que me fariam vomitar. – ressaltei divertido.

Estávamos chegando agora, a construção dos prédios de tijolos vermelhos já era possível ser vista no horizonte assim como o estacionamento lotado que o rodeava.

— Não precisa se justificar. Se você transou com ela ou não. – ela deu uma risadinha sem graça.

—Tudo bem só é estranho pensar sobre isso. Lexi esteve lá do meu lado como um porto seguro, um arpão que me puxava para a realidade. Ela me fazia viver como um adolescente, inconsequente e volátil. Eu amava a sensação da adrenalina e da endorfina correndo pelas minhas veias. Principalmente agora, não tenho agido exatamente como uma adolescente. – admiti conformado.

— Agir como um adolescente fazendo loucuras e arriscando, se sentindo invencível... – refletiu para si mesma – Acho que nunca agi desta forma como adolescente. A única vez que eu fiz uma loucura... bom não acabou muito bem no final. Eu já contei isso para você.

Ela me olhou de soslaio e eu a encarei.

— Nunca é tarde para começar a agir, afinal você ainda é adolescente. Ainda tem um ano para ser inconsequente antes de enfrentar o peso no mundo adulto. Faça desse seu ultimo ano memorável, o destaque para que possa lembrar-se de como foi bom. – lancei desafio que também valia para mim de qualquer forma. Eu precisava fazer minha vida valer à pena.

Isabella olhou para frente parecendo pensar no que eu disse. Estacionei o carro ouvindo o costumeiro burburinho no lugar das pessoas conversando. Bella se ajeitou no banco olhando para frente um pouco nervosa. Ela puxou o capuz para cima da cabeça e resmungou.

— O que foi – perguntei estranhando sua atitude.

— Droga, garoto propaganda. Se eles apontarem para mim ou me olharem diferente eu vou te estrangular. Merda por que eu não pedi para você parar em uma rua antes. – ela resmungou com sigo mesma.

— Você não quer que eles vejam a gente juntos? – arqueei uma das minhas sobrancelhas. Qual era o problema afinal? A gente estava se dando tão bem e agora voltamos à estaca zero novamente.

— Sim. Olha só você é popular e eu sou a excluída e gosto muito dessa imagem. Chegar com você no seu carro vai insinuar algo que não gosto, e também não quero que ninguém fique comentando de mim pelas costas. – ela explicou apressada ainda olhando pelo vidro como se fosse enfrentar uma hidra cuspindo fogo.

Isso me fez soltar uma risada e revirar os olhos.

— Relaxa Miss Simpatia, eu não vou falar nada que insinue que nos dois transamos ou estamos juntos.

— Miss Simpatia? – ela perguntou em um rompante se virando para mim.

— Bom você não é exatamente a pessoa mais simpática do mundo. – observei dando de ombros em justificativa. Ela bufou puxando a bolsa para o colo.

— Você é um idiota! – Isabella xingou desafivelando o cinto com raiva.

— Ah fala serio! Você acabou de me dar um apelido e eu nem te ofendi. – lembrei a ela, um pouco revoltado.

Bella se inclinou para mim , o rosto ficando mais perto do meu.

— Escuta só, a gente pode estar se dando um pouco melhor agora, mas não quero que dirija a palavra para mim na escola. Exceto se for muito necessário. – ela estreitou os olhos. – Okay?

— Tudo bem. – concordei me sentindo um pouco intimidado.

— Ótimo. – disse ela se virando e abrindo a porta do carro. – E aproposito garoto problema combina muito mais com você. – ela acrescentou com um sorriso travesso antes de sair fechando a porta.

Pude ver pelo vidro as pessoas a encarando enquanto ela passava por entre eles. Um garota comentou algo com outra olhando para Isabella, o que fez com que esta mostrasse o dedo do meio. Eu ri dentro da cabine. Isabella sem duvida era muito contraditória e estranha, mas por incrível que pareça eu gostava da sua companhia.

Se bem que ela estava certa, eu de fato estava agindo como um garoto problema ultimamente, diferente da pessoa que eu era antes reservado e discreto; agora eu não estava ligando a mínima para a maioria das conseqüências dos meus atos. E isso era muito libertador. Eu viveria ao limite como eu fazia em poucos momentos da minha vida, até por que isso era ótimo. Pela primeira vez em pouco tempo eu concordava com Damon, passar a eternidade se lamentando era idiota.

Com um suspiro eu puxei a chave da ignição e peguei minha mochila. Abri a porta do carro saindo do mesmo e andando até onde estava Mike , Tyler, Eric e o resto do grupo. Cumprimentei os garotos com um toquinho de mão e as garotas com um simples ‘’olá’’.

— E ai garanhão? Eu vi. Você e a Swan, hein? – disse Eric, com um sorriso malicioso, dando tapinhas nas minhas costas.

— Deixa disso, cara. Eu só dei uma carona para ela. O carro dela quebrou e eu me ofereci para dar carona até que ele ficasse pronto. – disse fazendo pouco caso.

— Sei... – ele falou o sorriso ainda nos lábios e estreitando os olhos.

— Ai, Eric deixa o Stefan. Aposto que a Swan é lesbica. Ela deve ter perguntado para ele como ganhar garotas. – Lauren arregalou os olhos com seu próprio sarcasmo antes de rir sendo acompanhada por Jessica. Lauren e Jessica conseguiam ser quase tão cruéis quanto Hitler ou até mais.

— Hey Stefan, você vai, certo? Na festa que vou dar daqui a três semanas, meus pais vão viajar e ai eu vou aproveitar que a casa esta vazia para fazer uma pequena confraternização. Será a fantasia então trate de vim com uma bem legal. – Jessica piscou divertida para mim. Forcei um sorriso erguendo as sobrancelhas.

— Claro. – concordei educado.

O sinal não demorou a tocar, e todos nos seguimos para a aula. O dia pareceu se passar rápido. As primeiras aulas foram fáceis e entediantes. Conversei com os garotos sobre coisas singulares, eles estavam planejando outra noitada embora Mike não tivesse se recuperado totalmente. Deixei claro que não sabia se iria junto dessa vez. Eu cumpri a promessa feita a Isabella até por que foi fácil; não tínhamos aulas juntos no inicio da manhã.

Segui com o pessoal para o refeitório enquanto eles conversavam coisas triviais. Jessica listava as coisas que planejava comprar para a festa e eu dava alguns palpites ocasionais embora à maior parte do tempo eu tenha me mantido disperso. Comprei um sanduíche e uma soda mesmo não estando com muita fome. Não pude evitar que em algum momento, já sentado na mesa, meus olhos se desviassem para Isabella. Nossos olhos se encontraram e ela esboçou um sorriso antes de desviar o olhar.

O sinal bateu novamente e eu fui para minha próxima aula; biologia. O Sr. Banner passou uma atividade em dupla que eu e Isabella fizemos juntos trocamos poucas palavras na verdade, alguns colegas de sala ficavam nos encarando e isso era meio desconfortável e irritante. Essa aula não demorou a passar também e então eu segui para o ginásio onde teria minha ultima aula. Me arrumei no vestiário enquanto conversava com o meu grupo de amigos para então seguir para a quadra.

O treinador Clapp fez com que corrêssemos ao redor da quadra circular dez vezes, depois do aquecimento. Em seguida fomos divididos um duas filas indianas frontais com, ele assoprando aquele apito estridente.

— Muito bem alunos, o diretor Greene decidiu que para o baile de formatura deste ano, os formandos terão que aprender a dançar valsa para o momento da dança do rei e a rainha, e não esse tipo de dança promíscua e vulgar que vocês sabem, onde a garota fica rebolando e se esfregando em seu acompanhante. Portanto ele me incumbiu desta tarefa estúpida e terrível. – ele disse caminhando com as mãos cruzadas atrás das costas, feito um sargento falando com soldados.

Houve uma exclamação geral em indignação, raiva e reclamação dos alunos. Mas o treinador Clapp assoprou aquele apito idiota novamente fazendo com que eles se calassem e meu ouvido latejasse. Merda de super-audição vampiresca.

— Calados! Vai valer nota para esse ultimo bimestre. Sintam-se honrados de que será valsa, se o diretor não tivesse mandado que eu ensinasse isso, seria quadrilha que vocês iriam dançar, na qual é matéria normal para os últimos anos e eu aposto que seria muito mais divertido. – ele acrescentou com um sorriso de deboche.

A maior parte da classe estremeceu com a possibilidade, inclusive eu. aquilo ia ser pagação de mico ao extremo, mas confesso que seria divertido ver Mike, Tyler ou até mesmo a Swan pular no ‘’ olha a cobra!!!’’. Vendo nossas expressões o treinador deu um sorriso satisfeito.

— Ótimo, formem pares, rápido! – mandou o mesmo assoprando mais uma vez aquele apito. Meu Deus, vou jogar aquela porcaria na privada se ele assoprar mais uma vez. Rapidamente me movi para perto da Swan que havia cruzado os braços como se não fosse fazer a aula.

— Me concederia esta dança, senhorita? – perguntei em um comprimento que me foi ensinado desde pequeno, inclinando levemente o corpo para frente com um dos braços para trás e o outro estendido em ênfase ao convite.

Ela esboçou um sorriso descruzando os braços antes de se inclinar para a frente segurando as laterais de um vestido invisível em uma reverencia; para então segurar na minha mão estendida.

— Mas é claro, meu nobre senhor. – ela disse formalmente, como se estivesse em 1865, a onde eu teria a mesma aparecia e idade, no entanto seria humano. Puxei-a delicadamente para mais perto de mim, colocando a minha mão livre em suas costas enquanto ela apoiava a sua no meu ombro. Ela me olhou divertida, o rosto muito mais perto agora.

— Tem certeza que quer realmente fazer isso? Eu não sei dançar e vou acabar pisando nos seus pés. – ela avisou alinhando a postura.

— Relaxa, Swan. Tudo depende de quem conduz. – informei a olhando de cima. Seu olhar ficou perdido por um momento antes de ela piscar repetidas vezes, mas sua expressão parecia abalada.

—Tudo bem? – questionei analisando-a atentamente, seus olhos pareciam muito mais brilhantes.

— Sim. Só tive uma sensação de dejá vu. – ela franziu um pouco cenho antes de voltar a sua expressão normal.

— Okay escuta só, dançar valsa é muito fácil. Me acompanha esta bem?1 2 3... 1 2 3... 1 2 3... – me movi lentamente de acordo com os números. Isabella tentou me acompanhar olhando o movimento dos meus pés e tentando reproduzir.

Aos poucos ela foi pegando o jeito e deixando de olhar para os meus pés e sim para mim. O treinador Clapp havia colocado uma musica lenta acho que era Marvin Gaye do Charlie Puth, meus outros colegas tinham dificuldade na hora de se posicionar ou mover, alguns pisavam comicamente nos pés de seus parceiros ou até mesmo tropeçavam.

Mas sem duvida o mais engraçado e cômico foi ver o treinador dançar com o Tyler por não ter sobrado mais ninguém para fazer par com o mesmo. Ben e Mike, espertos, fizeram par entre si mesmo atirando o pobre Tyler ao professor.

— Viu só? Você esta dançando! Eu disse que não era tão difícil assim, alem do mais eu sou um ótimo professor. – falei orgulhoso.

— Modéstia é um traço nobre e atraente, é realmente uma pena que você não a tenha. – alfinetou Isabella com uma falsa inocência.

— Isso se chama ser verdadeiro. Vamos lá, pode me agradecer! Sei que é exatamente isso que quer fazer.

Ela revirou os olhos observando em volta por sobre meu ombro.

— Não vou agradecê-lo quando fica me arrastando por ai como uma boneca de trapos. Somente quando eu poder me mover confiante o bastante como se estivesse andando. – retrucou.

— Não se preocupe, lembre-se de que a pratica leva a perfeição. Sem contar que isso aqui é o básico, você ainda tem muito o que aprender. – informei dando uma piscadela.

— Isso é serio? – ela perguntou incrédula e nervosa.

— Claro, você ouviu o professor. Se isso aqui é para nota, vamos fazer o nosso melhor. – encorajei em uma falsa animação.

— Que idiotice, não é como se eu fosse precisar usar isso. Se quer vou nesse baile fútil. – ela reclamou.

— Por que não vai ao baile? É sua formatura. – perguntei curioso, embora isso não fosse justificação.

Isabella suspirou olhando para seus pés e depois para mim.

— Não tenho lembranças muito boas do ultimo baile em que eu fui. Alem do mais não é como se alguém fosse me convidar, de qualquer forma. – ela fez pouco caso, mas vi que aquilo a incomodava.

— Swan e Salvatore, Estão indo muito bem. – disse o treinador, que havia se aproximado, nos analisando. De uma forma inusitada ele havia quebrado a tensão que rapidamente tinha se instalado. Ele se virou para o resto da quadra, em seguida.

— Deviam se inspirar nos seus colegas de classe. – continuou ele com sua habitual voz trovejante. — Que sabem dançar pelo menos o básico da valsa sem pisar no pé de seus respectivos parceiros nem tropeçar. Se vocês fossem para o so you think you can dance não passariam nem da seleção!

A turma toda saltou exclamações de indignação e raiva. Isabella riu com isso como se sentisse vingada.

— Desgraça alheia é sempre bom de apreciar, não? – arqueei uma das sobrancelhas com humor maroto.

— Sim. – ela riu. — Principalmente quando é com babacas presunçosos.

A veracidade em suas palavras me fez soltar um uma risada pelo nariz.

— Engraçado. – pensei comigo mesmo quando parei de rir. Isabella me olhou. — Estou surpreso por você não estar de cama hoje considerando a chuva que pegou ontem.

Olhar dela se tornou debochado.

— Por favor, eu moro aqui a mais de um ano. Não vai ser uma chuvinha daquelas que ira me derrubar. – a voz dela era coberta de certeza como se a possibilidade daquilo acontecer fosse nula.

— Okay então, Srta saúde de ferro. – concordei monocórdio.

Ela riu novamente, revirando os olhos. E então parou subitamente, analisando meu rosto com tanto afinco que me deixou um pouco constrangido.

— O que foi? – perguntei encabulado.

— É estranho, não? Quer dizer antes de ontem eu meio que te odiava e agora conversamos como se nos conhecêssemos a vida inteira. Sinto como se estivéssemos indo um pouco rápido de mais. – ela analisou um pouco perdida e desconcertada.

— Eu acho que sim, mas não me importo. Estamos tentando criar um laço de amizade, então acho que tudo bem você simpatizar e se aproximar da pessoa de uma hora para a outra. Alem do mais nem nos conhecemos totalmente, por isso não se preocupe com o fato de estarmos nos aproximando demais. – dei de ombros sem me importar tanto com a sua observação.

Ela pareceu absorver minhas palavras e deu de ombros também. O sinal tocou fazendo com que ela me largasse andando em passos longos e rápidos até o vestiário feminino. Um pouco confuso eu a observei se afastar. Essa garota só pode ser bipolar, somente isso pode explicar suas mudanças de humor tão repentinas.

— E depois diz que não está de quatro pela Swan. Olha só para sua cara pareceu que viu o sol pela primeira vez!. – disse Tyler pondo um de seus braços sobre o meu ombro da qual automaticamente eu tirei com rispidez o fazendo rir.

Ergui uma das sobrancelhas com um sorriso maroto nos lábios, a resposta na ponta da língua.

— Ao menos minha parceira foi mulher, Ty. Como foi a experiência de dançar com o professor bem pertinho de você? Colado pele com pele... – dei um olhar sugestivamente malicioso.

Tyler paralisou no meio do caminho, perplexo demais com a minha provocação para ter qualquer reação. Gargalhadas irromperam próximos a nós, Mike e Ben haviam se aproximado no exato momento e agora riam da reação do amigo.

— Cara,esse foi um dos melhores Turn Down For What que eu já presenciei na vida, me sinto até um pouco culpado por não ter conseguido tirar uma foto da sua cara ou ter filmado! – disse Ben zombando, e voltando a rir.

— Isso tudo foi culpa de vocês dois também – Tyler voltou-se para os dois, revoltado. – Que espécie de melhores amigos vocês são?

Mike revirou os olhos, enquanto voltávamos a andar até o vestiário.

— Sabe como é cara, alguém sempre tem que se ferrar pelo grupo. O escolhido da vez foi você. Como já dizia o ditado: Bobiou... Dançou. Se bem que no seu caso foi literalmente. – depois dessa o riso foi incontrolável.

— Engraçadinhos. – disse Ty, entre dentes.

— Tente encarar isso com seriedade, afinal estamos sendo avaliados. Não é como se você fosse ao baile com o treinador Clapp. – aconselhei sem prestar muita atenção.

— Falar é fácil não é com você que eles estão zoando. – retrucou ele com grosseria como se estivesse me desafiando, o que me fez arquear uma das sobrancelhas.

— Não sei por que você está tão incomodado com essas brincadeirinhas. Que eu saiba você não tem motivos para isso, exceto se você não tiver cem por cento da sua masculinidade, certo? – dessa vez foi a minha vez de ser provocativo. E com um meio sorriso debochado eu o deixei parado no meio da quadra com os outros dois o zuando.

No vestiário busquei me vestir o mais rapidamente possível, pela minha pouca convivência com Isabella, já havia percebido que ela era auto-suficiente o bastante a ponto de subentender o que eu falava. Como eu já suspeitava, ela não estava no estacionamento, o que me fez passar a mão por entre meus cabelos, em um típico tique nervoso. Algumas vezes eu gostaria que ela não fosse tão teimosa.

Com sorte eu ainda a alcançava no inicio da estrada.com esse pensamento rumei até a minha Mercedes, para logo em seguida ligar o seu motor arrancando do estacionamento ansioso.durante todo o percurso eu fique irritado e um pouco nervoso, por que ela não estava em lugar algum e sinceramente não era possível ela estar tão a frente de mim, que estava de carro.

Então veio a incredulidade e frustração: por que, diabos, eu estava tão preocupado com ela? Eu só a conhecia a praticamente dois dias! Eu estava tão carente de atenção assim?Lexi se fora, Damon... Caroline... Bonnie... Elena... Todos eles. Droga, acho que preciso voltar a escrever novamente, para extravasar e não usar isso como combustível para me aproximar de alguém.

E acabou que eu só fui encontrá-la no meio do caminho, após reconhecer a cabeleira loira andando pelo meio fio da rota 101. Arranquei a chave da ignição bruscamente pulando para fora do carro. Eu não sabia se ela não tinha notado minha aproximação ou estava ignorando, mas ela só parou de andar quando eu a segurei pelo braço virando-a para mim.

Ela bateu no meu peito com o movimento inesperado fazendo o seu cheiro característico de frísias ficar mais forte e conseqüentemente eu fiquei rígido, meu monstro interior rosnando. Talvez percebendo minha reação ela se afastou um pouco constrangida, olhando para mim.

— Aonde você pensa que vai? – as palavras acabaram saindo entre dentes pela minha pressa. Ela arqueou as sobrancelhas um pouco confusa, arrancando o braço do meu aperto.

— Bom eu pretendo ir trabalhar, mas se você continuar me barrando eu vou chegar atrasada, afinal tenho um grande caminho pela frente. – ela analisa a estrada a frente como se para mostrar seu ponto e depois se volta para mim novamente, o seu tom de voz soando grosseiro.

— Pensei que tivesse dito que daria uma carona a você. – ressaltei de forma quase impertinente.

— É, carona para a escola. – ela frisou bem a ultima palavra arqueando uma das sobrancelhas em desafio.

Franzi o cenho um pouco desconcertado, pensando nas minhas palavras ditas dias antes.

— Achei que tivesse ficado meio implícito que eu daria carona para você até que seu carro fosse consertado, afinal não é como se você tivesse meios viáveis de transporte. – dei de ombros.

Os carros passavam perto de nós com zumbidos curtos. Minha resposta pareceu irritá-la ainda mais, fazendo com que ela se aproximasse de mim tentando ser ameaçadora.

— Qual é a droga do seu problema?— ela cutucou o meu peito o dedo indicador falando pausadamente as palavras. – Deu para me Stalkiar agora? Sinceramente você realmente acha que eu não sei me virar? Sinto-lhe dizer mais não nasci grudada a você!

— Eu não quis dizer isso, okay? Meu Deus como você é difícil! Qualquer coisa que eu falo te irrita. Agora eu consigo entender o motivo das pessoas desistirem de você tão rapidamente. – desabafei enfezado.

Seu pescoço ficou vermelho e depois seguiu para as orelhas e o rosto, por um momento fiquei um pouco preocupado que ela tivesse um AVC. Ela estreitou os olhos, os lábios apertados em uma linha rígida, antes de me dar as costas recomeçando sua caminhada.

— Aonde você vai?

— Eu não vou ficar aqui, sendo ofendida por um cara que eu mal conheço e que se acha o dono da verdade. Alem do mais, toda essa conversa fiada vai me fazer chegar atrasada, então se você já acabou com a seção de ofensas contra mim, eu estou indo. – ela retrucou sem se virar.

Fiquei por um segundo momentaneamente estático vendo se afastar.

— Ei, espere ai! Isabella, Hey! – exclamei enquanto ia até ela, mas a danada me ignorou e continuou com o percurso.

Sem esforço algum, eu consegui alcançá-la, me prostrando em seguida a sua frente. Ela tentou me contorna para continuar a com sua caminhada mais eu não deixei, segurando em seus ombros e a impedindo de se mover, o fez com que ela bufasse impaciente e cruzasse os braços.

— Você não me escutou te chamar? – perguntei em um tom leve, tentando apaguizar seu temperamento.

— Escutei muito bem, mas eu ignoro pessoas sem educação. Igual eu ignoro mosquitos. – respondeu ela sem emoção.

— Hey, calma, okay? Eu não quero discutir com você. Eu sinto muito pelas coisas grosseiras que te disse, isso realmente não é de meu feitio. Eu me sinto um pouco perdido perto de você, por que você é a mais imprevisível que eu já conheci. E eu não sei como agir perto de você e isso me deixa muito nervoso por que nunca aconteceu nada assim comigo antes. – fui sincero por que ela realmente confundia a minha cabeça como um quebra-cabeça feito de maneira ortodoxa.

Bella suspirou, enfiando uma mecha loira que soltava da trança atrás da orelha: seu semblante já mais calmo.

— Eu não entendo você. Quer dizer você é bonito, inteligente e até agora tem sido legal comigo, tirando alguns momentos. O que você viu em mim? Por que quer tanto se aproximar de mim? – Sua expressão agora era franca e um pouco atordoada, como se ela já tivesse pensado nisso varias vezes e a possível resposta lhe assustasse.

Olhei para baixo com a testa franzida, tentando pensar em uma resposta satisfatória e verdadeira pela questão na qual meu intimo também desejava saber.

— Eu não sei. – murmurei perdido, puxando os fios do meu cabelo como se isso fosse ajudar. — Talvez seja por que já estive no seu lugar, já estive perdido e tão fundo no posso que a luz sempre era miragem. Eu me identifiquei com você e acho que estou tentando te ajudar como uma forma de redenção por tudo que eu já fiz de ruim. E também por que sei o quão sombrio é estar nessa situação e às vezes acabamos fazendo coisas impensadas. – continuei olhando no fundo dos seus olhos para que ela visse que eu estava sendo franco.

Isabella deu um riso debochado e um pouco incrédulo antes de me olhar com uma expressão fraca.

— Tentar me ajudar seria tentar lutar contra a correnteza; é impossível. Algumas pessoas que se perdem não conseguem achar o caminho de volta. E eu já aceitei que sou uma delas. – ela deu um sorriso cansado.

— Não sou de desistir facilmente. – afirmei convicto, com um sorriso pretensioso.

— Espero que não fique decepcionado quando perceber que essa batalha já está perdida. – Disse ela seria. Eu dei um meio sorriso sabendo que aquilo já era um começo. O começo de um longo caminho, pelo visto. Pensei comigo mesmo.

Mas em vez de verbalizar isso eu lhe dei um meio abraço que a fez ficar tensa e um pouco constrangida.

— Não seja tão pessimista. – pedi em um tom descontraído, enquanto eu a guiava até meu carro. — Vou te dar uma carona até os Newton’s e depois eu te busco para fazermos esse trabalho chato de biologia e te levo para sua casa em sã segurança.

Ela não se opôs a minha sugestão, somente revirou os olhos quando abri a porta do carro para que ela entrasse, em um gesto de cavalheirismo. Em seguida entrei pela porta da direção, já ligando o aquecedor antes de ligar o motor.

— Posso? – perguntou ela estendendo a mão para o radio, enquanto eu infiltrava o carro pela rodovia.

— Claro. – respondi sem me importar. Ela ligou o radio deixando em uma altura confortável, e mudando de estação até que achasse uma que gostasse. O som de Sweet Child O’ Mine se tornou auditivo, no espaço compacto do carro, deixando um clima um pouco melancólico. Olhei-a de soslaio, vendo-a começar a batucar os dedos na calça ao som da melodia, sua boca formando palavras sem som.

— Gosta da banda? – perguntei em uma forma de quebrar o gelo.

— Sim. Gosto da forma melancólica e verdadeira em que as musicas de Gun’s and Roses retratam a realidade. Sem contar que eu adoro Hard Rock. – Respondeu com simplicidade.

— A banda é boa, mas eu prefiro Bon Jovi. – dei minha opinião.

Ela deu um meio sorriso, parecendo surpresa.

— Serio? Eu os adoro também! As musicas são realmente incríveis, mas meu estilo meio que varia entre musicas Trap á Rock alternativo estilo Panic! At The Disco. – ela informou.

E nós dois continuamos á citar e comparar nossos gostos musicais como se fosse algo normal do cotidiano, e para falar a verdade eu gostei da forma em que aquele momento foi descontraído. Como ele aconteceu de forma natural e leve. Isabella ouvia musicas que de certa forma descrevia sua personalidade, o que ela sentia e temia.

Eu na sabia exatamente pelo que Bella havia passado mas pude perceber que era uma pessoa muito marcada pelo passado, talvez pelos traumas que sucederam. Mas devido seu apego constante as lembranças isso a impedia de seguir completamente com o futuro que lhe aguardava. Ao contrario de mim, ela não podia simplesmente desligar a humanidade quando a dor se tornasse insuportável, De qualquer forma era bom sentir dor de vez em quando.

Deixei Isabella no trabalho sob a promessa de voltar para buscá-la mais tarde. O caminho até em casa foi rápido, aproveitei também para ir ao supermercado comprar mantimentos. Humanos sentiam fome com mais freqüência que vampiros, alem do mais seria um pouco suspeito se eu não tivesse nada comestível na minha casa, Certo?

Dei uma geral em casa também. Não que ela estivesse uma zona total mas eu ia receber visita, sentia-me no dever de ser hospitaleiro. Resolvi fazer filé á parmegiana e macarrão bolonhês, para o jantar e isso ocupou parte do meu tempo. No entanto eu gostava de cozinhar, como uma espécie de hobe. O cheiro estava agradável assim como a aparência quando coloquei novamente no forno pré aquecido para que continuasse quente até que ela chegasse.

Eu tinha que admitir ter ingerido alguns copos de Bourbon para me acalmar. Aquele parecia um encontro e isso me deixou um pouco nervoso, sem contar que Isabella era imprevisível então eu precisava estar um pouco mais leve se fosse aturar algumas da suas grosserias. Felizmente vampiros eram quase totalmente imunes ao álcool.

Tentei não ficar muito agitado enquanto dirigia até ela, embora tenha sido meio impossível. Então as exatas 19hs eu estava estacionando meu carro em frente a loja de artigos esportivos. Bella não me esperava no lado de fora. Sem, hesitar eu entrei no estabelecimento, o ar gelado não me incomodado em nada.

— E ai, cara? Vai acampar? – me questionou Mike assim que parei em frente ao caixa.

— Não desta vez. Estou procurando por Isabella. – admiti em murmuro.

Ele arqueou uma das sobrancelhas, curioso.

— Por que? – indagou com um sorriso malicioso.

— Não é nada disso que você esta pensando, idiota. Vim buscá-la para que possamos fazer nosso trabalho de biologia. – neguei explicando um pouco sem graça. Ele estreitou os olhos em minha como se estivesse absorvendo minhas palavras.

— Tudo bem. Se você diz... – ele respondeu, embora sua expressão fosse de duvida. – O turno dela acabou mesmo há dez minutos. Ela provavelmente esta na seção de enlatados, no corredor sete. – me indicou com a mão.

Balancei a cabeça em afirmativa após receber a informação e segui pelos corredores até onde ele havia me mostrado. Avistei a cabeleira loira presa em uma trança bagunçada, de costas para mim. De impulso, resolvi que seria um pouco divertido lhe assustar.

Por isso me aproximei de vagar, com toda a leveza e garça silenciosa que minha espécie possuía. Ela parecia distraída organizando latas de atum nas prateleiras horizontais, meus ouvidos captaram um baixo zumbido proveniente de seu fone de ouvido.

— Escutando musica durante o expediente? Isso me parece pouco profissional da sua parte. – sussurrei perto de seu ouvido fazendo com que ela se arrepiasse e desse um pulo para trás em um susto até me ver.

A gargalhada foi inevitável, principalmente considerando sua cara de espanto, com os olhos arregalados e a boca meio aberta em uma careta. Após alguns segundos ela se recuperou, fechando a cara em uma carranca.

— Talvez, mas não acredito que vá me delatar. – afirmou convicta, e até mesmo pretensiosa.

— Não vou? – questionei em tom de desafio.

— Não, por que está tentando ser meu amigo. E se me dedurar as chances de isso acontecer sejam nulas. Sua resposta me fez soltar um risinho pelo nariz, pelo tamanho da sua certeza. No entanto ela entendeu isso como deboche, pois passou a organizar as prateleiras com mais rapidez e força como se extravasasse sua raiva desta forma.

— O que quer? – perguntou ela depois de respirar fundo algumas vezes.

— Bom... – resolvi me fazer de desentendido. – Estou procurando por uma garota loira, baixinha e com um temperamento bem forte. Ela me observou, a sombra de um sorriso surgindo nos lábios quando ela percebeu o que eu estava fazendo.

— Sinto muito senhor mas Lauren Mallory não se encontra nesse estabelecimento. – e com essa resposta a altura ela se virou andando pelo corredor continuando com o seu trabalho manual.

— Não procuro por Lauren. A loira de quem me refiro tem cabelos maiores, olhos claros e a terrível mania de se isolar das pessoas. Ah!, Quase ia me esquecendo , ela geralmente sempre fica vermelha, feita um tomatinho. – completei com um sorriso brincalhão.

Ela me olhou parecendo um pouco constrangida, o rosto ruborizando aos poucos. Ela, então, o cobriu com as mãos soltando um riso que não durou muito, mas foi o suficiente para restaurar seu bom humor.

— Okay, vamos logo. Assim termino de uma vez e não preciso ficar olhando para essa sua cara. – disse ela enquanto retirava um avental chamativo demais e andava. Segurei a caixa de papelão que ficara no chão, amassando-a com facilidade.

— Você fala isso como se olhar para minha cara fosse ruim. – Eu disse enquanto a acompanhava pelo corredor.

— E é! Eu mal te conheço e já quero te afogar em uma banheira. – Ela admitiu e apesar da ameaça pude sentir que ela estava brincando.

— Assim você parte meu coração. – me fiz de magoado. Ela revirou os olhos, jogando o avental debaixo do balcão do caixa.

Enquanto eu jogava o papelão no lixo próximo a porta, ela pegava uma bolsa estilo carteiro se despedia de Mike. Já, eu, só acenei enquanto passava pelas portas de vidros. Apressei meus passos chegando antes dela até a porta da carona abrindo-a da forma educada que me foi ensinado. Ela entrou sem pestanejar e rapidamente eu estava dirigindo pela estrada sob o céu púrpura.

Dessa vez eu fiz as honras de ligar o radio, mudando para uma estação em que tocasse uma musica confortável.

— Belo anel. – elogiou Isabella olhando para a pedra de lápis-lazúli em meu dedo da mão direita.

Um pouco desconcertado por ela ter notado esse detalhe, eu encarei minha mão também antes de voltar minha atenção novamente para estrada dizendo:

— Obrigada. É herança de família.

O silencio durou por alguns minutos enquanto eu sentia um pouco de estarrecido por ela ter notado esse detalhe tão de supetão. Eu precisava tomar cuidado quando estivesse perto dela, ela era muito observadora.

Então... – começou ela se ajeitado no acento. – Essa é a parte que você revela que é um serial killer, me esquarteja em pedaços e me enterra na floresta? – sua voz tem um tom sarcástico, mas ao mesmo brincalhão.

— Droga! Você descobriu o meu segredo. Acho que terei que te matar mais cedo para evitar que espalhe isso por ai. – entrei na onda fingindo um tom exasperado para depois ameaçador.

— Oh meu Deus! E agora quem poderá me salvar? Principalmente depois de o chapolim colorado morrer! – ela foi dramática com direito a mão repousada sobre a cabeça e expressão de angustia tão exagerados como em uma novela mexicana. Isso me fez soltar uma risada alta, sendo seguido logo em seguida por ela.

— Nós não prestamos! Zoando com a memória de um pobre e querido falecido. Os fãs vão nos trucidar! – conclui entre arquejos e isso a fez soltar outra risada.

O caminho para minha casa não pareceu ser longo com o clima leve entre nós, Isabella podia ser divertida quando não estava de mal humor, e eu pude concluir que ela seria a parceira perfeita para minhas loucuras e criancices como Lexi fora para mim.

Bella soltou um assobio em admiração quando abri a porta enquanto caminhávamos pela varanda da minha casa. Ao abrir a porta, ela adentrou olhando admirada para a decoração como se fosse uma obra de arte. Deu uma volta em torno de seu próprio eixo para ter uma visão mais ampla e depois se voltou para mim.

— Whow! Sua casa é incrível. – ela elogiou andando um pouco acanhada pela sala. – Você deve ter uma porrada de dinheiro.

— Mais ou menos. Usei parte da minha herança deixada quando meus pais morreram para comprar essa casa. – menti na hora, afinal de contas como iria justificar que quando você tinha tempo ilimitado, dinheiro era a ultima coisa com que se preocupava. Era impressionante como se acumulava esse tipo de papel quando não precisava ficar se preocupando com coisas como comida.

Ela soltou outro assobio, impressionada.

— Por mais estranho que isso possa parecer, essa casa é realmente a sua cara. Esses detalhes e moveis estilo anos 20 e 40 dá um toque vintage impressionante. – ela continuou.

— Obrigada. Hmm... Vamos começar o trabalho? – sugeri um pouco sem graça.

— Tudo bem, então. – disse ela sentando no sofá da sala e parecendo um pouco desconfortável.

— Eu só... Vou lá em cima pegar meu material para que possamos fazer. –expliquei.

Estranhamente nós dois parecíamos desconfortáveis em ficar muito tempo perto um do outro. Isabella acenou com a cabeça olhando para qualquer canto, menos para mim. Dito e feito, segundos depois eu estava descendo as escadas com meu caderno e livro de biologia sem contar com o notebook caso precisássemos fazer uma pesquisa a parte. Sentei-me no chão sem me importar arrumando meu material na mesinha de cento ali disposta, Isabella fez a mesma coisa.

— Bom... – começou ela tomando a frente. – Sr. Banner gosta que tenha todas as informações que tem no livro. Então podemos fazer um resumo do mesmo e usar a internet para complementar com diferenciais. – ela deu de ombros terminando de explicar.

Concordei com a cabeça. Ela dividiu os cinco reinos entre nós — na verdade quatro; ela me confessou que já havia feito sobre o reino monera. O que me fez questionar o quão perfeccionista ou nerd, ela era a ponto de querer fazer a maior parte do trabalho por não confiar em mim. Acabou que eu fiquei incumbido de fazer sobre os reinos protista e fungi.

Minha surpresa talvez tenha sido quando ela retirou um óculos de grau da bolsa, com armação preta, colocando sobre o rosto delicado enquanto começava a ler. Talvez eu tenha ficado olhando-a demais pois ela me olhou um pouco sem graça por cima do livro e disse:

— O que foi?

— Nada. Só... Você usa óculos. – observei.

Ela encolheu os ombros, parecendo repentinamente muito menor.

— Só para leitura. Eu costumava usar lentes de conto castanhas antes. – citou.

— Castanhas?– perguntei arqueando uma das sobrancelhas.

— Me fazia parecer mais com o meu pai e eu gostava. Alem do mais você já deve ter percebido que eu não gosto de chamar atenção.

— Bom não consigo imaginá-la de outra forma, mas tenho certeza, que continuaria bonita, já chama bastante atenção desta forma. – ressaltei dando um sorriso de lado, que a fez ruborizar de leve e esconder o rosto novamente por de trás do livro.

De uma coisa eu tinha certeza: era imensamente bom deixar Isabella envergonhada como uma garotinha, considerando sua personalidade meio moleca. O trabalho em enfim conseguiu prender minha atenção, algumas vezes ela ficava me olhando escrever e dava palpites sobre os meus temas o que me fez achar engraçado a sua mania de perfeição ao estremo.

Depois de praticamente prometer que mostraria o trabalho para ela antes de revisar, Bella pareceu ficar mais tranquila. Algumas vezes eu soltava umas piadinhas sem graça para nos distrair quando o tédio nos alcançava. Não conseguimos terminar o trabalho nesse dia, mas demos uma boa adiantada que faria com que não tivéssemos muito trabalho da próxima vez.

— Nossa eu não sabia que teria visitas. Essa comida toda dá para um batalhão. –observou Isabella quando eu coloquei as travessas na sua frente.

— Há muitas coisas que não sabe sobre mim, Swan. E, tecnicamente, você é visita. Por isso achei que seria hospitaleiro da minha parte fazer algo diferenciado. – respondi educado enquanto colocava suco de goiaba em seu copo.

— Agora você me deixou curiosa. O que faria se eu por acaso eu fosse vegetariana? – perguntou ela em desafio enquanto cortava um pedaço do frango recentemente posto em seu prato.

— Hmm, não sei. Acho que tenho alguns ingredientes para fazer uma sopa de legumes. – supus ao me lembrar do que havia comprado mais cedo no mercado.

— Então você cozinhou. – ela contatou surpresa após levar uma colher a boca, parecendo apreciar. – Um homem caseiro. Perfeito para casar.

— Espero que não esteja jogando praga. – eu pedi rindo e minha resposta a fez me acompanhar da possibilidade nula.

O caminho até a casa dela foi meio silencioso, mas um silencio confortável como se ambos respeitássemos o espaço um do outro, sem tentar puxar assuntos desnecessários. Finalmente parecíamos estar criando algum tipo de camaradagem, na qual não discutíamos a maior parte do tempo, e, considerado nosso histórico, isso era um novo recorde.

O barulho de dentro de casa era alto quando estacionamos em frente à morada dos Swan's. Isabella desatou o cinto de segurança antes de se virar para mim.

— Obrigada, por hoje. Apesar de tudo foi muito divertido e eu não ria tanto assim em muito tempo. – ela confessou com sinceridade.

— Então eu acho bom você se acostumar, por que se estiver ao meu lado o que você mais ira fazer é rir. – Afirmei presunçoso.

Ela esboçou um sorriso abrindo a porta, mas antes de sair ela se virou para mim de novo:

— Você me acompanha? Vou pegar a parte do trabalho que já fiz para você adicionar ao trabalho. – perguntou ela um pouco sem graça.

— Claro. – concordei. Então estávamos nos dois caminhando pela varanda até a porta de entrada.

— Então... – começou ela deixando a palavra no ar.

— Então... – repeti a palavra com as mãos nos bolsos sem saber o que falar.

— Eu vou lá dentro pegar. – ela apontou com o polegar. Balancei a cabeça em concordância, eu não ousei dar mais um passo para dentro da porta sabendo que provavelmente seria repelido como se batesse em uma parede invisível.

— Você pode entrar se quiser. – ela explicou coçando a nuca sem jeito.

— Acho que eu vou aceitar o convite, então. – concordei com um meio sorriso.

Verdade seja dita eu queria saber se o chefe Swan sabia algo a respeito de Kevin O’connor. Eu havia tomado todo o cuidado, mas a pericia poderia ter achado alguma coisa que eu pudesse ter deixado escapar. Sem contar que eu estava muito curioso para saber a reação do Chefe Swan ao saber que sua filhinha andava comigo.

Por falar nele assim que Isabella passou do hall de entrada comigo em seu encalço sua voz trovejante ecoou:

— Bells? É você?

— Sim, pai. – hesitante.

— Venha dar um “Oi” para seu velho e nossas visitas. – ele pediu. Por sobre sua voz pude ouvir o narrador narrando o jogo e o som de conversas paralelas. Isabella fez uma careta, soltando palavrão baixo deixando claro o seu desgosto.

— Me acompanhe. Se ele te vir comigo não vou precisar ficar na sala. – ela ordenou explicando.

— Coisa feia, Swan. Usando a presença de uma pobre alma inocente para não ter que interagir com outras pessoas. – zombei, não perdendo a chance de provocá-la.

— Cale a boca. Você esta me usando como substituta em uma possível Lexi 2.0 e, eu não estou reclamando. – ela resmungou enquanto caminhava, meio que me guiando até a sala.

— Oi, pessoal. – ela cumprimentou ao chegar ao cômodo cheio, fazendo um meio circulo amplo com o braço. Acenei com a cabeça em um gesto educado.

O chefe Swan sentava-se em uma poltrona perto de um homem de cadeira de rodas próximo a sua idade, com traços indígenas. Os outros dois sofás estavam ocupados por um casal poucos anos mais velhos do que eu; o rapaz era robusto e alto com o cabelo curto e um rosto mal encarado, a garota tinha os cabelos longos, lisos e pretos que contratava com a cor avermelhada da sua pele.

O que parecia chamar a atenção eram as três longas cicatrizes que percorriam um dos lados de seu rosto deformando-o em uma careta permanente. Busquei não olhar muito para seu rosto para não parecer indelicado, embora minha curiosidade fosse enorme para descobrir o que causou aquele estrago. Havia uma mulher junto a eles, com o rosto delicado e gentil na faixa de uns cinqüenta ou quarenta anos, que lançava olhadelas para o Sr. Swan, parecendo estar um pouco interessada por ele.

No outro sofá cinza, havia um par de irmãos, eu supus. Pelas características similares do rosto. A garota parecia ter minha idade, o cabelo curto na altura do maxilar emoldurava o rosto belo de traços fortes. E cara, como homem, eu tinha que admitir que ela era gostosa. Embora a roupa fosse comportada, delineava bem os seus seis fartos e as pernas longas e roliças. Então sim, eu dei uma boa secada nela, embora não tivesse demorado muito para que ela não percebesse.

O garoto era um pouco mais novo, com a expressão arteira, o cabelo curto e arrepiado. Ele tinha músculos o suficiente para me fazer perguntar mentalmente se ele tomava esteróides, por que era impossível um garoto com aquela idade ter aquele físico, embora o meu fosse bem mais superior ao dele. Se eu não tivesse sido lento em minha avaliação de cinco segundos teria percebido que o ultimo sofá tinha um integrante a menos.

Talvez eu só tenha notado, quando uma montanha de músculos passou por mim, agarrando Isabella em um abraço de urso que parecia que iria despedaçá-la. Mas ela só riu, alegre, quando o desconhecido a girou nos braços. Quando o brutamonte a colocou no chão, eu só conseguia me perguntar quem diabos era ele e como ele consegui fazer a Swan sorrir tão facilmente.

— Meu Deus, Jake. Olha só para você está enorme! – ela exclamou parecendo admirada. Grande merda. Duvido que ele consiga tudo aquilo só com malhação pesada.

— Um e oitenta e três. – ele pareceu se gabar. – Mas olhe só para você! Pensei que teria mudado alguma coisa em um ano mais continua a mesma baixinha de sempre. – ele zombou fazendo-a rir. Mas que merda estava acontecendo? Aquela era a mesma Isabella que eu conhecera há meses atrás? Por que ela nunca pareceu tão solta com alguém sem ser eu antes.

— Cale a boca. Um e sessenta é perfeitamente na media, okay? Eu ainda estou em fase de crescimento, quando eu for maior que você vou te dar muita porrada por ter dito isso. – ela ameaçou em um jeito brincalhão. Chega! Resolvi me fazer presente novamente limpando minha garganta fazendo sua atenção se voltar para mim. Seu sorriso pareceu morrer um pouco e isso me deixou imensamente satisfeito embora eu tenha lutado para conter o meu sorriso.

— Sou Stefan. Stefan Salvatore. – falei de forma firme, meus olhos automaticamente se estreitando aos poucos.

— Jacob. Jacob Black. – ele se apresentou, o olhar desafiante, enquanto apertava com força a minha mão. Eu conhecia aquele jogo para ver que era o mais macho, por assim dizer. Apertei sua mão com força enquanto ele fazia o mesmo. Não esbocei reação alguma, ele era forte mas eu era mais por isso ele largou minha mão quinze segundos depois. Isabella provavelmente sentindo a forte tensão que se formava se colocou entre nós.

— Então pai esse é o Stefan. Ele é meu novo colega de biologia. – por um momento eu agradeci por ela ter desviado a atenção, por que eu estava realmente considerando pular naquele babaca.

— Vejamos só o que temos aqui. – começou o chefe Swan ao se levantar da poltrona. – Eu não sabia que conhecia minha garotinha, rapaz. É muito bom vê-lo novamente, principalmente fora das grades. – ele brincou ao me cumprimentar com um aperto de mãos e tapinhas nas costas.

— É muito bom vê-lo também, novamente Sr. Swan. – com um breve sorriso educado.

— Pode me chamar de Charlie. Esse aqui é o Billy. – ele me apresentou ao homem de cadeiras de rodas, que possuía cabelos longos e lisos até os ombros.

— É um prazer conhecê-lo. – fui educado novamente. Billy balançou minha mão algumas vezes antes de solta-la.

— Eu me levantaria para cumprimentá-lo direito, garoto. Mas como pode perceber – ele fez um gesto amplo para sua próprias pernas. – Minhas pernas não funcionam tão bem quanto antes.

— Pare de ser um resmungão, ao menos você não sente a minha dor nas costas. – Charlie reclamou fazendo graça.

— É verdade, você este mais enferrujado do que eu. – debochou o outro, então eles começaram uma pequena disputa com direito a soquinhos no braço e tudo. O que me fez sorrir de lado.

— Parem de se comportar como duas crianças, temos visita hoje. Alem do mais eu acho que ele ainda dá um bom caldo. – a mulher mais velha comentou. E por mais estranho que pareça o chefe Swan corou por de trás do bigode, o que arrancou risadas de todos.

— Eu sou Sue Clearwater, querido. – ela me cumprimentou com um beijo na bochecha, me fazendo ficar um pouco sem jeito mas retribui o beijo na bochecha. – aqueles dois ali são minha sobrinha, Emily, e seu namorado Samuel.

Cumprimentei os dois com um aceno por que de certa forma pareciam presos em sua bolha particular.

— E aqueles ali são meus filhos, Leah e Seth. – ela continuou com um sorriso.

— Oi.

A garota só acenou com a cabeça virando a cara o que fez com que sua credibilidade comigo caísse drasticamente.

Foi então que notei seu olhar para o casal que trocava algumas caricias inocentes por entre sorrisos. Leah parecia desconfortável e até com raiva, como se ver aquela cena fosse fazer ela vomitar e novamente minha curiosidade se atiçou mais a ignorei.

— E ai cara. – cumprimentou o garoto com um tapinha amigável no meu braço. – Não liga para a Leah, ela é mal humorada assim mesmo. – Ele me confortou.

— Cale a boca, pirralho. – disse Leah parecendo até um pouco contente por ter achado alguém para descontar sua raiva.

— Então vem me fazer calar. – ele retrucou. Sue teve que intervir, antes que eles saíssem em porrada, mas eu entendia perfeitamente como era ter um irmão.

— Bom vou pegar a parte do trabalho lá em cima. Enquanto isso cuidem do Stefan até eu voltar e tratem de não assustá-lo. – pediu Isabella, que até então estava calada, enquanto andava até a escada que dava para cima.

— Como se eu fizesse isso. – resmungou o chefe Swan, embora sua resposta me parecesse falsa.

— Eu ouvi isso, seu pequeno mentiroso! – exclamou Bella já nos últimos degraus. O que fez o chefe bufar e eu e Billy sorrir.

— E então garoto? Para qual time você torce? – me perguntou Billy enquanto eu me apoiava na parede.

— Eu não tenho um especifico. Mas quem está jogando desta vez? – perguntei curioso enquanto olhava para a tela.

— Seattle Seahawks versus Washington Redskins. – respondeu Seth que encarava a teve vidrado sem nem ao menos piscar. – E ai? Para que vai torcer?

— Acho que vou ficar com os Seahawks desta fez. – respondi após pensar por um instante.

— Ótimo, agora não estamos mais em desvantagem, já que aqueles imbecis ali estão torcendo pelos Redskins. – comentou Charlie dando um high Five nas mão de Seth e Sue.

— Não conte vitoria antes do tempo, meu velho você ainda esta em desvantagem por uma pessoa. – Billy o lembrou provocativo.

— Que um o que. Bells é uma Seahawk também. – Charlie contestou.

— Shhh. – falou Sue enquanto prestava atenção no momento decisivo do jogo.

Quando Marshawn Lynch* atravessou o campo adversário marcando Touchdown à comemoração foi gigantesca de nossa parte. Billy praguejou alguns palavrões em insatisfação enquanto Jacob fechava a cara. Eu sorri com isso. Até que era bom ganhar do babaca mesmo que em um jogo do futebol americano.

— Não fique tão contente ainda, Swan. Esse foi só o final do segundo tempo. Não quer dizer que venceu. – Billy resmungou mal humorado.

— É isso que vamos ver. – provocou o chefe Swan antes de se voltar para mim. – Filho, pega uma cervejas por que hoje vamos beber em vitoria quando ganharmos desses idiotas. Jacob como perdedor mostre ao Stefan onde é a cozinha. – disse Charlie com o seu recente bom humor.

Black marchou na minha frente, contrariado. Eu achei desnecessário por que só precisei atravessar um corredor a esquerda, sendo a primeira porta. Não olhei na cara daquele babaca enquanto caminhei até a geladeira tirando de lá dois engradados de cerveja gelada. Quando tentei passar novamente, Jacob segurou meu braço me barrando. Desvencilhei-me dele com agressividade.

— O que Diabos pensa que esta fazendo? – perguntei sem me preocupar de estar sendo rude.

— O que Diabos você quer?– rebateu ele do mesmo tom.

— Do que está falando? – questionei nervoso, confuso com sua pergunta.

— Eu sei o que você é sanguessuga. E eu te digo já para deixar Isabella em paz, sei o que vocês fazem com os humanos e não vou deixar você fazer o mesmo com ela. Já não basta o que os malditos Cullens fizeram com ela não vou deixar que acabe com ela de uma vez. – exclamou ele por entre dentes, parecendo tremer tamanho a fúria.

Tudo que eu conseguia pensar era como merda, ele havia descoberto tão rápido. Não importa, eu só precisaria esperar a verbena saísse de seu organismo para poder compeli-lo a esquecer, isso se ele fosse humano. Ao respirar fundo em busca de calma, eu pude sentir cheiros que eu não havia percebido antes. Cheiro horrendo que me fez franzir o nariz enojado, cheiro esse que se assemelhava a cachorro molhado. Quatro cheiros distintos que se assemelhavam nessa questão. Eu provavelmente não havia sentido antes, pois os cheiros estavam mascarados pelo dos humanos.

Uma coisa essencial que precisa saber sobre os vampiros é que somos muito possessivos. Até mesmo com as pessoas que nos rodeiam, como os amigos. O fato de ele ter me afrontado como se fosse superior a mim, ter falado de Isabella como se fosse dele e ter me ameaçado. Fez com que a fera dentro de mim rosnasse como um animal.

Eu queria estraçalhar sua espinha dorsal como eu faria com a de um peixe. Não importava que espécie de criatura ele fosse, lobisomem ou hibrido eu já lidara com os dois e não estava com medo algum de chutar a bunda dele fazendo-o voltar para casa com o rabinho entre as pernas. Eu era um estripador e não sentia remorso de fazer isso ou pior com ele.

— Se sabe o que eu sou deveria tomar cuidado com o que fala para mim, garoto. – eu disse ameaçador com a voz sem emoção.

— Eu não tenho nem um pingo de medo de você. Já lidamos com outros da sua espécie. – ele praticamente cuspiu as palavras como se sentisse nojo.

— Whow plural, que bonitinho. Vocês e seus amiguinhos acham que podem contra mim. Vocês podem ter lidado com outros da minha espécie mais não lidaram com alguém como eu. – disse presunçoso, então com a minha velocidade me aproximei dele ficando cara a cara deixando que ele visse meus olhos vermelhos na parte da esclerótica, com as veias saltadas na pele ao seu redor. – Basta um piscar de olhos para eu acabar com vocês.

Ele pareceu ficar assustado por um instante, então passou a tremer com mais intensidade. Fechou as mãos em punhos como se estivesse buscando controle. Dei um sorriso malicioso ao vê-lo quase perder o controle, deixando que visse a ponta das minhas presas.

— Quanto a Isabella, acho que ela é grandinha o suficiente para decidir com que anda, não é mesmo? Então não tente bancar o protetor heroico por que se tentar me afrontar novamente acabara no meio fio da estrada com o pescoço rasgado e o coração jogado ao lado. – ameacei dando um passo para frente fazendo-o recuar.

— Cale-se parasita nojento! Acha que ela ira ficar perto de você quando descobrir o monstro que você é? – ele riu em deboche, como se isso fosse prova o suficiente. Naquele momento eu fiquei muito puto, perdendo por um segundo o controle e voando pra cima dele prendendo-o pelo pescoço na parede.

— Você esta me ameaçando, vira-lata? – perguntei entre dentes enquanto o sufocava vagarosamente. Ele colocou as mãos sobre a minha tentando se soltar e embora sua força fosse superior a de um humano ele não conseguiu. – Acha que é melhor que eu? Acha que é mais normal? Pois eu tenho uma coisinha para te dizer; você e eu não somos tão diferentes. Somos monstros. E se Isabella não ficar ao meu lado você acha que ela vai te aceitar? – debochei jogando na sua cara e adorando ver como o efeito das minhas palavras parecia ser o de punhaladas.

Soltei seu pescoço dando tempo para que ele pudesse se recompor, e quando dei as costas sem me preocupar ele disse.

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— Eu só não quero que ela se machuque. – ele admitiu meio que relutante e sem fôlego.

— Não vou machuca- lá. – respondi sincero e um pouco cansado daquela discussão inútil.

— Foi a mesma coisa que o Cullen disse, antes de pisar em cima dela. – ele riu com amargura recuperando novamente aquela posse arrogante. Eu puxei meus cabelos com força, sentindo vontade de voar par cima dele de novo.

— Foda-se, não preciso que você acredite em minhas palavras. – xinguei dando as costas novamente, minhas presas retraindo e meu rosto voltando ao normal.

— Não foi só para isso que eu vim aqui sanguessuga. Manhã, a meia noite. Siga nosso cheiro, nos precisamos ter uma conversinha se você for ficar aqui. Apareça, por que se você não for nos vamos te buscar e eu garanto que não será de um jeito amigável. E mais uma coisa, guardes suas opiniões para si mesmo, como você mesmo disse, Isabella decide com quem anda. Saiba que não serei pego de surpresa da próxima vez que me atacar, e eu revidarei a altura. – ele terminou dando um sorriso pretensioso e passando por mim com os engradados sobre as mãos.

Eu fiquei ali parado tentando me acalmar com as mãos fechadas em punhos. Respirei profundamente, tentando clarear minha cabeça e não cumprir o que eu lhe havia prometido. Maldito! Como eu queria lhe esganar de novo. Eu estava furioso queria quebrar qualquer coisa para descontar a minha raiva homicida. Tudo bem, quero ver ele tentar se aproximar dela, Isabella era minha amiga e de mais ninguém.

Como se ouvisse meus pensamentos, lá estava ela atravessando a entrada na cozinha com umas folhas de papeis na mão.

— Hey Stefan, desculpe a demora mais eu não sabia onde tinha... – ela parou ao ver minha expressão ficando repentinamente preocupada. – Você esta bem? Esta um pouco pálido. Eu ouvi um barulho, aconteceu alguma coisa?

— Não aconteceu nada, eu só.. Não estou me sentindo muito bem, me deu um pouco de tontura. Acho melhor eu ir embora. – fingi uma expressão doente fazendo uma voz rouca.

— Claro, tudo bem. Vamos, eu te levo até a porta. Tem certeza que consegue dirigir? – perguntou ela me guiando até a porta.

— Sim. – concordei.

Ao chegar à sala me despedi rapidamente de todos evitando olhar para o Black, para não fazer besteira, Charlie pareceu ter ficado um pouco chateado com a minha partida mais deixou para lá. Evitei olhar para os outros também, eu não sabia se eles tinham ideia do que eu era. Isabella me guiou até a varanda, soltando um pequeno espirro ao entrar em contato com o ar gelado da noite.

— Saude. – desejei.

— Parece que eu vou ficar doente também. – ela deu um sorriso sem graça.

— O meu é só um mal estar passageiro. Amanhã de manhã eu vou estar aqui para te buscar para irmos a escola, okay? – perguntei um pouco mais calmo, Isabella parecia ter esse estranho efeito em mim.

— Okay. – ela concordou. – Tchau e até amanhã.

— Tchau. – desejei acenando e vendo-a fechar a porta.

Em seguida entrei no carro afundando o pé no acelerador com todo o calor da minha raiva latente. Eu precisava pensar no que fazer precisava me preparar para uma possível guerra. Por que eu não iria cair sem lutar.

Notas finais
*Running back dos Seahawks, eu não entendo muito de futebol americano então não sei se ele pode marcar Touchdown. A rivalidade entre os Redskins e os Seahawks não existe. O principal rival dos Redskins é o Dallas Cowboys, então considerem como se fosse, okay? É como vocês virão parece que vai ter outro boy na joga, não ta facil para o Stefan não, ein? (risos) Team Jacob fiquem felizes, mas não tanto essa historia é Stella (Bella e Stefan) mas esperem bastantes surpresas pois eu sou uma evil queen! E ai gostaram do Stefan bancado Bad Ass? eu não planejava que ele ficasse tão furioso e esganasse o Jacob, mas quando vi o Salvatore agiu por conta própria no estilo alá TVD! então vocês gostaram dele bancando o possessivo? por que eu amei, e ele ficou muito fofo deste jeito. Mas e ai, pessoal? vocês gostaram da nova capa? É que um tempinho atras eu notei que eu tinha escrito o nome da fic errado*que vergonha*, mas tudo bem, depois de usar minha pobre habilidade no photoshop, saiu essa belezura, que poderia ter sido melhor se eu tivesse um photoshop melhor (risos). Não sei quando irei postar mas será logo, talvez em duas semanas já que tenho parte dele pronto, mas não irei me comprometer. No entanto relaxem que não irei demorar tanto quanto da ultima vez. A DICA DO PRÓXIMO CAPITULO É: teremos a participação de Caroline no próximo cap. Aheeeeee o/ Eu realmente espero que tenham gostado deste capitulo e eu mais posso esperar para postar o próximo!estou muito animada, também por termos alcançado a marca de mais de 1000 views, obrigada pessoal vocês fizeram essa autora mega feliz. Comentem sobre o que vocês gostaram do capitulo, suas duvidas e teorias que eu vou adorar. caso notei um errinho ou coisa sem sentido me avisem, okay? porque quando coloquei aqui deu menos palavras do que no Word, Nos vemos na próxima pessoal, boas festas! Blown kisses, Mia.