Notas iniciais
ATENÇÃO: Se você não leu a segunda parte do capitulo quatro volta ao mesmo e leia a partir de [...], pois ele é necessário para que entenda este capitulo. Se já leu seja bem vindo. Primeiramente eu gostaria de pedir desculpa para vocês, meus leitores, pelo atraso. Ontem eu fiquei atolada de trabalhos escolares e não pude atualizar. Vocês não sabem como isso me desagradou, mas se eu tivesse postado ontem estaria cheio de erros de ortografia e com somente umas mil e quinhentas palavras. E eu sou perfeccionista, não aceito que o capitulo sai mais que perfeito. Alem do mais vocês tiveram dois capítulos seguidos por semana, então me deem um desconto, Okay? não vai mais acontecer, eu espero. Quero agradecer a Jennifer Blackwolf, Simone Cullen Salvatore, Bea Cullen e a mais nova leitora, Thalita, pelos comentários do capitulo passado. Obrigado flores. leitores fantasmas seria ótimo se vocês descem uma aparecidinha por aqui, e deixassem a opinião sobre a Fic. Um agradecimento especial as pessoas que levaram meu comentário no capitulo passado a sério: Bea Cullen, denize e Damond06. Um beijo duplo do Ian e do Paul para vocês. Quem quiser seguir o exemplo e me agraciar com uma favoritação (nem sei se essa palavra existe) ou recomendação fique a vontade (risos). Bom vamos ao capitulo. Boa leitura.

Stefan Salvatore

— Mas que merda. – disse Isabella, alto o suficiente para que o professor ouvisse. Algumas pessoas da classe a encaravam também, um burburinho maldoso se formando.

— Algum problema Srta. Swan? – perguntou o Sr Banner cordial, embora houvesse um toque de impaciência em sua voz.

— Não... Quer dizer– ela gaguejou olhando envolta nervosa e se encolhendo perceptivelmente, depois respirou fundo fechando os olhas antes de abri-los decidida. — O Sr. Sabe que antes de ter um colega eu já fazia trabalhos sozinha, mesmo alguns sendo em dupla. O que eu gostaria de saber é o porquê não posso continuar a fazer sozinha. Tenho certeza de que Stefan ainda não estudou sobre isso e eu não quero um chupim tirando nota pelo meu esforço. – finalizou ela, a voz sarcástica ao falar meu nome.

Arqueei uma das sobrancelhas involuntariamente. Caramba, ela não fora com minha cara mesmo. Julgava-me sendo que mal trocamos quatro palavras nas aulas. Que garota megera. O professor de biologia a encarou, os olhos brilhando em divertimento embora seu rosto estivesse inexpressivo.

— Por isso mesmo Srta Swan. Como uma aluna exemplar, tenho certeza de que conseguirá auxiliá-lo corretamente para que acompanhe o ritmo da turma. Talvez ele já tenha visto sobre o cinco reinos da natureza...? – ele me encarou, uma sobrancelha erguida em uma sugestão e pergunta muda.

Concordei com a cabeça.

— Na verdade, eu já vi sobre todas essas matérias; o que não consegui mesmo foi concluir as provas finais. – respondi em uma falsa inocência. Sr. Banner sorriu satisfeito.

— Muito bem Srta Swan. Creio eu que não terá mais problemas com relação ao trabalho.

Ela bufou afundado na cadeira e assentiu contra gosto.

O professor deu continuidade à aula falando sobre a percepção sensorial. Durante todo esse tempo ela mandava olhares fuziulantes para mim e, algumas vezes, eu via pelo canto dos olhos ela rabiscar coisas como “Stefan, o rei guaxinim” ou ‘’copia mal feita do Justin Timberlake’’ durante esses momentos eu comprimia os lábios para evitar que uma gargalhada escapasse pelos meus lábios. Era incrivelmente engraçado deixá-la nervosinha.

Quando o sinal bateu, ela praticamente correu para fora da sala. Guardei calmamente meu material e encontrei com Mike e Ben a caminho do ginásio. Cumprimentei Newton com um toque de mãos, seu ombro estava enfaixado mas um pouco de cor havia voltado ao seu rosto.

— Olha só, nem parece que esteve no hospital antes de ontem. – ressaltei com um meio sorriso.

— Pois é só vou sobreviver por sua causa. Enfrentar Kevin e sua gangue... cara ou você é muito corajoso ou só pode ter um instinto suicida. – disse ele, os lábios se curvando em um esboço.

— Que isso, foi só o excesso de adrenalina. Sabe como é aquela vontade insana de esmurrar a cara de uns babacas. – fechei a mão socando o ar em demonstração.

Ele balançou a cabeça rindo incrédulo.

— De qualquer forma você pode ficar relaxado agora, Mike. Passou ontem no noticiário que esse traficante e seus amigos foram mortos na cadeia de Port Angeles. – disse Ben enquanto ajeitava seus óculos antes tortos.

— Esta de brincadeira? – perguntou Mike o sorriso desaparecendo quase que instantaneamente do rosto.

— Não, eles foram espancados até a morte. Parece que foi briga com o colega de cela, pelo menos foi o que disse o corpo de delito. – explicou ele.

Eu bufei dando de ombros, fazendo pouco caso.

— Que se dane! Esse cara mereceu. Vai saber quantos caras ele matou? Alem do mais ele tinha cara de playboyzinho de merda. Aposto que tentou dar uma de bonzão superior e o cara o encheu de porrada para colocá-lo no seu lugar– sugeri sem de fato ligar.

Eu definitivamente não poderia falar que, enquanto o policial do turno dormia, eu roubei a chaves das celas dos imbecis, ainda tomado por um instinto assassino, e hipnotizei seus coleguinhas de cela temporária para brincar de UFC. Evitava pensar naquele meu momento de descontrole e irracionalidade. Mas eu tinha que admitir que a parte mais sádica de mim adorou ver aqueles idiotas apanharem em estilo luta livre.

Adorou ouvir o som de cada um dos ossos se quebrando como simples lápis de escrever. Adorou ver a pele se amassar e arroxear a cada pancada. Adorou ouvir os urros de dor que eles sentiram assim como as das pessoas que eles torturaram e estupraram. Lembro de ter sorrido ao ver Kevin O’connor chorar. Lembro de ter sorrido com um prazer macabro, ao pegar um de seus dentes do chão e enfiá-lo em seu punho fechado, sem me importar se o havia cortado, e dizer para que ele guardasse para que pudesse mais tarde fazer um pedido a fada dos dentes.

Sair da delegacia foi muito fácil, o delegado Rogers havia acordado no meio do meu entretenimento então tive que utilizar da compulsão novamente. Aproveitei para deixar a ordem de que ele apagasse, no vídeo da câmera de segurança, um momento em que eu me distrai e acabei ficando no foco da mesma. O remorço só foi me atingir pela manha. Então eu me exilei na floresta para caçar em uma espécie de autopunição.

— Tenho que confessar que me sinto um pouco mais aliviado, porem ainda não quero tocar muito nesse assunto. A noite da boate me deixou meio mal. – disse Mike, franzindo um pouco a testa.

— Claro, cara. – concordou Ben, enquanto eu somente acenei.

Ben encostou o braço no ombro do Mike no que teria sido um gesto de consolo se o mesmo não tivesse dado um pulo emitindo um ruído agudo. Nós rimos zoando de sua reação de sexualidade duvidosa. Seguimos para o vestiário onde nos vestimos com aquela camiseta e shorts cafonas. Logo ao chegar à quadra pude ouvir o treinador Clapp falar com sua voz grossa e estrondosa:

— Espero que hoje não esteja ainda com ‘’problemas femininos’’ e possa participar da nossa aula, Swan. – havia um que sarcástico em seu tom.

Isabella que logo pude avistar em um uniforme com pelo menos dois números acima do seu manequim, ruborizou embora eu não soubesse dizer se era de raiva ou vergonha. Algumas das garotas ali presentes e soltaram piadinhas de mau gosto como ‘’ se precisar de algo para estancar seu sangue, eu ainda tenho uns absorventes, mas acho que você não saberia como usar os que eu tenho’’ ou ainda ‘’own que bonitinha ela já ficou mocinha. Quem sabe agora ela não sinta atração por garotos?’’

Aquilo me deixou um pouco desconfortável, mas Isabella parecia ignorar tudo e a todos. Por que ela não revidava? Mostrava o dedo do meio sei lá. Ela devia ser muito forte ou escutar isso há muito tempo para ignorar tão facilmente. Mandei um meio sorriso compreensivo em sua direção e ela revirou os olhos prendendo o longo cabelo em um coque frouxo. Posicionei-me no meio da quadra me alongando. O treinador Clapp nos dividiu em dois times, seriam meninos contra meninas na queimada.

A disputa foi um tanto acirrada. Nós garotos éramos mais fortes porem elas eram ágeis o que nos deixava em uma espécie de impasse. Isabella ficava o tempo todo no fundo da quadra, evitando pegar na bola. Concentrei-me em deixar meus movimentos mais lentos como o deu um humano, mas depois de trinta minutos de jogo empatado, Ben e Mike me olhavam um pouco espantados por eu não estar ofegante ou suado.

Quando peguei a bola tentei atacar Isabella, a bola indo com força e velocidade em sua direção. Agilmente ela conseguiu desviar, a bola passando a centímetros de sua barriga. Ela se virou para mim me olhando incrédula e raivosa, depois estreitou os olhos em desafio, e eu sorri em desafio. A partir daí a disputa se tornou mais pessoal. Isabella passou a pegar na bola e tentou me acertar inúmeras vezes, mas ela não tinha uma mira muito boa. Como conseqüência ela metralhou o meu time.

Para deixar a competição justa eu fiz a mesma coisa com o dela. Aquilo estava me divertindo à beça principalmente quando ela errava, mesmo que ela tentasse me acertar não conseguiria, e isso sempre me fazia dar um sorriso o que a deixava mais raivosa. Por fim acabamos sobrando somente nós dois na quadra.

E como um bom cavaleiro que eu era... Não, eu não a deixei ganhar. Acertei a bola no seu braço esquerdo e depois inclinei a cabeça para o lado com os braços abertos dos dois lados do corpo. Fazer o que se eu era o melhor? Alem do que eu nunca desperdiçaria uma oportunidade de tirá-la do serio.

Isabella seguiu para o vestiário pisando duro e ignorando quando o professor elogiou seu desempenho no jogo. Ben deu um tapinha no meu ombro, me parabenizando assim como Mike. Segui para o vestiário calmamente, os lábios comprimidos tentando reprimir a gargalhada que queria me escapar desde a hora em que ela perdeu. Nossa a cara dela ficou tão engraçada. Após me vestir o treinador pediu que eu ficasse para organizar as bolas de queimada.

Esperei que ele deixasse a quadra para utilizar da minha velocidade anormal e terminar rapidamente essa tarefa. Peguei minha mochila e segui para fora do lugar. Ao chegar à parte coberta do refeitório notei que chovia muito lá fora, tanto a ponto de distorcer um pouco a imagem do estacionamento, mas mesmo assim pude ver que estava completamente vazio, exceto pelo meu carro. Utilizando desta oportunidade utilizei novamente da minha velocidade para entrar no meu carro sem me molhar tanto.

Liguei o motor colocando uma musica dos Rolling Stones. Fiz o caminho lentamente, mesmo que o limpador de pára-brisas estivesse ligado a pista ainda estava molhada e escorregadia. O caminho até em casa, desta forma, demoraria pelo menos uns quarenta minutos. Batuquei os dedos no volante entretido ao ritmo da musica, seguindo a letra com a minha voz um pouco desafinada. Um vulto negro surgiu repentinamente na rua e se eu não tivesse reflexos tão ágeis o teria atropelar, o carro parou a centímetros dele.

A pessoa deu a volta até a minha janela batendo no vidro e gritando coisas incompreensivas por conta do barulho da chuva. Abaixei a vidraça revelando uma Isabella completamente encharcada e furiosa. O cabelo loiro grudado no rosto por conta da água, seu maxilar tremia visivelmente.

— Qual é a porra do seu problema? Está tentando me matar? Quer ir preso, já que a ultima vez não ficou? – disparou ela gritando.

Ignorei suas palavras rudes a analisando de cima abaixo.

— Por que está no meio da chuva? Quer pegar uma hipotermia? – questionei preocupado, seus lábios estavam começando a ficar azulados.

— Não é como se você realmente se importasse comigo. O meu carro parou de pegar em uma rua perto daqui. Por isso vim até a rodovia pedir carona, ou pelo menos tentar antes de você quase me matar. – respondeu ela petulante. Revirei os olhos com isso. Nem indefesa ela abaixava a guarda.

— Entra no carro. – ordenei sem rodeios.

Ela riu em escárnio, virando de lado para mim. — Está tirando onda com a minha cara? Mas nem depois de morta, imbecil. Esta querendo o que? Me subornar com uma carona para que eu não conte para meu pai que você tentou cometer homicídio em mim? – sugeriu ela cruzando os braços, a voz sarcástica como sempre. Apertei a ponte do nariz cansado. Haja paciência, meu Deus.

— Olha só, você pode vim comigo para sua casa em segurança e com menos chance de pegar um resfriado, ou ficar aqui até que outro carro apareça. O que eu duvido muito que aconteça devido a essa chuva. Sem falar no risco de você ser assaltada, estuprada ou possivelmente morta desta vez. – tudo bem eu estava exagerando um pouco mais ela pareceu acreditar em mim. Fitou-me indecisa por um momento, mordendo o lábio inferior. Abri a porta em um convite mudo e ela entrou avisando:

— Vou molhar seu banco de coro.

Dei um meio sorriso ligando a o motor novamente.

— Não se preocupe com isso. – respondi.

Notei quase que instantaneamente que seu cheiro ficara mais forte por conta da chuva, mais apelativo e tentador. Pelo bem dela achei melhor focar completamente minha atenção na estrada. Isabella permaneceu inquieta olhando para todo quanto é lugar menos em minha direção. O silencio que ela mantinha entre nós parecia servir como uma espécie de muralha nos separando. A musica ainda tocava baixo no carro preenchendo o silencio desconfortável. Isabella tremeu levemente de frio e então estendeu a mão para o aquecedor.

— Posso? – ela hesitou com a mão a centímetros do aparelho.

— À vontade. – concordei. Ela apertou o botão e o ambiente ficou rapidamente mais quente e aconchegante. Ela suspirou relaxando visivelmente.

Sua blusa de moletom ainda estava molhada. Estendendo a mão para o banco de traz, eu peguei uma jaqueta de couro que havia ficado ali outro dia. Bella ficou confusa quando a estendi para ela.

— Toma, vista isso. Se continuar com essa blusa molhada vai pegar uma pneumonia. – ressaltei educadamente. Ela meneou a cabeça.

— Não, obrigada. Eu nem estou com tanto frio assim. – disse ela, um rizinho constrangido e nervoso escapando pelos seus lábios. Ela cruzou os braços na frente do corpo em uma tentativa de parecer forte.

— Por favor, você esta tentando se fazer de durona? Por que estiver já te digo que não esta funcionando. Você esta tremendo como se estivesse de biquíni no pólo norte. – revirei os olhos com a sua atitude meio infantil.

Ela suspirou contrariada, pegando a jaqueta da minha mão. Tirou sua blusa de moletom e colocou minha jaqueta sobre seus ombros, enfiando os braços pelas mangas grandes demais para ela.

— Satisfeito?

— Muito. – admiti inclinando a cabeça um pouco para o lado e dando um sorriso meio sacana, que eu sabia que a deixaria irritada. Ela bufou impaciente soltando um chingamento baixo. Isso fez meu sorriso se alargar.

— O que houve com o seu carro? – perguntei um pouco curioso.

Isabella suspirou, sua mascara de antipática se desfazendo e dando lugar para a de preocupação.

— Eu não sei. O motor morreu do nada, ele se quer apresentou algum defeito antes disso. Vou ter que levar ao Dowling o mais rápido possível. – refletiu para si mesma.

— O Dowling? Ele vai te cobrar uma fortuna! – observei, trocando a marcha do carro para seguir a curva da pista. Ela infiltrou uma das mãos puxando um pouco do cabelo, nervosa.

— Eu sei. Mas é isso ou ter que escolher entre andar os doze quilômetros até a escola e ir na radio patrulha.

Um riso baixo escapou pelos meus lábios quando a imaginei naquela situação. Bella definitivamente não parecia ser o tipo de pessoa que gosta de chamar atenção e andar de radio patrulha para ela parecia ser pior que ir para a escola pelada. Ela me fuzilou com os olhos. Limpei a garganta, tentado parar de rir.

— Bom, eu entendo um pouco de carros... Se você quiser que eu de uma olhada no motor... – dei de ombros. Ela me analisou de cima abaixo.

— Está de brincadeira? – questionou incrédula.

— Não, por quê? – virei minha cabeça em sua direção.

— Fala serio! Você não tem cara de ser mecânico nas horas vagas. – confessou ainda desacreditada.

— As aparências enganam. Eu entendo bastante sobre carros. Meu irmão Damon é expert nesse assunto. Mas me diga... Por que não acreditou em mim? Acha que eu tenho cara de que? – pedia sua opinião. Vamos ver se ela tem coragem de falar o que acha sobre mim.

Ela deu de ombros.

— Eu sei lá. De playboy garanhão que sai passando o rodo em qualquer garota que vê. Que se acha superior.

— Nossa. – ela fora bem direta mesma. Aquilo de alguma forma me deixou inconformado e sentido. Quem ela pensava que era? A rainha da verdade?

— É que você não tem cara que suja a mão de graxa ou coisa assim. – Bella explicou.

—Você não me conhece para julgar-me desta forma. Eu nunca falei ou fiz nada para te ofender, pelo contrario te trato com educação. Mas mesmo assim me olha como se quisesse dar um soco na minha cara cada vez que eu dirijo uma palavra á você. Sinceramente... Eu deveria trata- lá como faz comigo, como se fosse um ser desprezível. Deve ser por isso que ninguém te suporta, por que você enxota cada pessoa que se aproxima como se fosse um cachorro de rua. – desabafei frustrado, jogando todas as suas atitudes na sua cara.

Sua expressão sempre dura se dissolveu com facilidade naquele momento, ela mexeu o maxilar recebendo todas as criticas como se fossem socos, depois ela engoliu em seco parecendo arrependida.

— Me desculpe. Às vezes eu não consigo perceber que estou sendo rude com as pessoas. – disse ela dando um fraco sorriso sem mostrar os dentes, a expressão franca.

Isabella parecia outra pessoa naquele momento, e então eu notei que ela usava aquela fachada de antipática para afastar as pessoas a sua volta, como uma espécie de mecanismo de defesa. Surpreendi-me ao perceber que ela ficava bonita daquele jeito, os traços se suavizando, os olhos ficando maiores e brilhantes devido ao choro que ela tentava prender.

Ela parecia muito vulnerável, eu sentia como se pudesse enxergar sua alma. Eu entendia as razoes dela. Só estava tentando lidar com a dor da melhor forma possível. Enquanto eu me embebedava e transava com desconhecidas para tentar esquecer, ela repelia qualquer pessoa que se aproximava temendo se ferir mais ainda.

— Me desculpe também. Eu disse aquilo da boca para fora, não foi verdadeiro. Acho que começamos com o pé esquerdo, então vamos recomeçar. Prazer em te conhecer, eu sou Stefan Salvatore. – disse estendendo a mão esquerda para ela enquanto a outra permanecia no volante. Isabella me olhou surpresa, limpando o canto dos olhos, e soltou uma espécie de suspiro e riso antes de apertar minha mão.

— Isabella Swan. Mas pode me chamar de Bella. – aquilo já era um começo. Por algum motivo ela havia aberto uma brecha para mim e eu não ia desperdiçá-la.

— Então, Bella. – continuei com o clima de descontração. — Como você deve saber eu sou novo por aqui. Vim de uma pequena cidadezinha na Virginia chamada Mistic Falls.

Ela arqueou as sobrancelhas, olhando pela janela.

— Eu conheço esse lugar. – disse distraída.

— Serio? Não brinca. – exclamei fingindo animação e tentando esconder a curiosidade preocupante sobre isso. Ela balançou a cabeça afirmando.

— Sim. Quando eu era menor passava duas semanas lá nas férias de verão, visitando minha tia Kelly. Eu costumava a brincar com meu primo Matt e alguns amigos mais velhos dele, enquanto minha prima Vicky ficava fazendo umas coisas chatas de adolescente. Não faço mais isso com freqüência desde que minha tia morreu. Agora só visitas esporádicas.– ela gesticulou com a mão, despreocupada.

— Matt Donavan? – perguntei para confirmar. Isabella franziu a testa confusa.

— Sim esse é o nome do meu primo por parte de mãe. Mas como você sabe? – ela arqueou uma das sobrancelhas.

— Eu o conheço. – respondi sendo categórico e não dando muitos detalhes.

— Caramba, que coincidência. – disse ela me olhando meio torto.

—Tudo bem, agora me conte algo sobre você – pedi desviando do assunto sutilmente. Eu realmente queria que ela não tivesse a mesma sorte do primo que morreu pelo menos umas sete vezes.

Ela meio que deu de ombros os lábios se repuxando nos cantos em uma careta.

— Jessica não contou tudo a você? É capaz de saber detalhes sobre mim, que até eu desconheço. – ela brinca, evitando me encarar. Aquele assunto parecia deixa-lá desconfortável mas eu estava curioso. Precisava saber seu histórico caso já tivesse tido experiência com coisas sobrenaturais.

— Não exatamente. Jessica é o que pode se chamar de uma pessoa sensacionalista. É difícil saber quando ela esta falando a verdade. – insisti. Isabella suspirou coçando a cabeça.

—Tudo bem. Pergunte sobre o que quiser.

Limpei a garganta buscando uma que valesse apena.

— Ela disse que você terminou com seu namorado. Se não se importa gostaria de saber o que aconteceu. – pronunciei as palavras com cuidado, pois pelo que parecia esse era um campo minado. Ela sugou o ar em um movimento brusco.

— Poderia, por favor, não fazer perguntas diretamente sobre essa questão. Eu ainda não consigo lidar muito bem com isso. – a voz dela tremeu um pouco.

Concordei com a cabeça. Eu não sabia o que havia acontecido mas estava certo com relação ela ser frágil. Ela era como uma boneca de porcelana quebrada em minúsculos pedaços. Eu não sabia exatamente o que havia acontecido mas estava disposto a desvendá-la completamente.

— Ela também citou que você meio que surtou. – essa questão me parecia mais amena, embora ainda significativa por isso deixei a pergunta vaga para que ela tivesse a escolha de responder ou não.

— Está certa, embora eu prefira não usar essas palavras. – Bella confirmou. Desviei os olhos da pista para ela.

— Como assim? – minhas sobrancelhas se ergueram automaticamente.

A sombra de um sorriso pairou sobre os seus lábios, e seus olhos se perderam em lembranças.

— Depois que meu namorado me deixou eu... Não fiquei bem. Aconteceu comigo o mesmo que acontece com um viciado em heroína ou alcoólatra que passa muito tempo sem sua fonte de êxtase. Eles... Eu tive uma crise de abstinência. – falou ela a voz irrompendo o espaço.

— Mas... Por quê? – Sussurrei confuso.

— Porque ele era minha heroína. Do tipo que se impregna na corrente sanguínea, te deixando tão dependente que você não consegue mais viver sem ela. – respondeu ela no mesmo tom.

— E no momento que aconteceu... Foi bom? – perguntei tentando entendê-la.

— Sim. – ela sorriu com os olhos ainda esquecidos no passado. — foi como se tivessem injetado uma dose cavalar de adrenalina em mim. Eu me senti viva, livre e invencível. Foi como se eu pudesse fazer qualquer coisa, como se nada mais importasse. – ela suspirou.

Depois parecendo sair de um transe, Bella piscou repetidas vezes antes de me mandar virar na próxima curva que dava para sua casa. Aquela garota era uma verdadeira incógnita, uma hora era arisca e outra parecia levar o tempo nas suas palavras profundas.

— Com relação ao trabalho... Podemos começar a fazer amanhã? Assim eu aproveito para dar uma olhada na sua caminhonete. – sugeri.

Ela deu de ombros se ajeitando no banco.

— Claro. Mas podemos fazer na sua casa? Amanhã uns amigos do meu pai vão vir para cá assistir a final do campeonato da liga universitária futebol americano, então vai ficar uma barulheira. Quanto ao carro vai ter que deixar para outro dia – ela fez uma careta.

—Tudo, bem. Venho te pegar as 18:00 horas. – respondi estacionando em frente a uma casa branca de dois andares com o telhado cinzento.

— Faça o seguinte. Busque-me nos Newton’s as 19:00. Esse é o horário que termina meu meio expediente. – ela informou tirando minha jaqueta.

— Okay. Fique com a jaqueta, amanhã você me entrega. – disse. Ela suspirou dobrando a mesma no braço, enquanto meio que se contorcia para amarrar a blusa de moletom úmida na cintura. Depois desafivelou o cinto de segurança.

— Sei que esta sem carro, então se quiser carona para a escola até que ele fique pronto. – ofereci a olhando de lado. Isabella parou se virando para mim.

— Serio? – ela arqueou uma das sobrancelhas desconfiada.

— Sim. O final de ano letivo esta acabando mesmo.

Sua testa se franziu em confusão.

— Mas eu mal te conheço. – ela observou.

— Podemos fazer isso durante esses momentos. – respondi inclinando um pouco a cabeça para frente, deixando claro que era uma sugestão.

Bella sorriu abrindo a porta do carro. Não estava mais chovendo como antes, somente um fino chuvisco deslizava pelo vidro da janela.

— Eu aceito, Salvatore. Nos vemos amanhã cedo. – falou ela fechando a porta com um meio sorriso nos lábios.

Observei ela caminhar pelo gramado antes de abrir a porta da casa e entrar. Encostei minha cabeça no volante por um segundo. Droga, em que merda eu estava me metendo? Pensei comigo mesmo. Tudo por que eu havia me identificado com ela. Bom, o que esta feito, esta feito. Agora é só esperar as conseqüências futura. Com isso dei a partida novamente no carro tentando imaginar o que ia acontecer amanhã.

Notas finais
E ai? O que acharam? Gostaram do parentesco da Bella com o Matt? esse detalhe vai ser bem importante mais para frente. Bom vocês já viram que eles começaram a se aproximar e isso vai aumentar com o decorrer dos capítulos, mas ainda vai demorar um pouquinho até que eles tenham o primeiro beijo e muito mais para eles terem a noite de amor. Nada centenar para acontecer. Deu para perceber que Stefan está bem confuso com suas próprias atitudes, principalmente com essa vontade por ajudar a Bella. A dica de hoje é: Teremos a participação especial dos personagens mais queridos da saga crepúsculo, os que nos faziam gritar ao vê-los na tela do cinema. É isso ai que vocês estão imaginando, teremos os lobos de La Push no próximo capitulo! EEEEEEEEEE o/. Vai ter gostoso saradão para dar e vender, mais principalmente teremos Jake e sua barriga de tanquinho eba! (bom ele ainda não vai aparecer sem camisa, por que a casa do xerife Swan é um lugar de familia, e não queremos que ele seja preso por atentado ao pudor né gente?) PRÓXIMA POSTAGEM: Dia 11/09/15. Vou tentar não atrasar desta vez, Okay? Comentem bastante e deixem essa autora aqui mega feliz!! nos vemos em duas semanas. Blown kisses, Mia.