Begin Again - Lost Stars

1 Decisions that hurt although necessary


Notas iniciais
Esta é minha primeira fanfic, mas já sou veterana nesse universo. Tive a ideia de escrever essa historia após varias tentativas fracassadas de achar esse shipper por ai. Jesus! Havia milhares de Bella/Damon, até Bella/ Kol eu já achei. Qual é o problema com o Stef? Ele também é um amor gente! (risos). Bem vou parar de tagarelar e deixar que vocês leiam. Nos vemos nas notas finais!

Stefan Salvatore

Observei o sol que se punha atrás do lago. Uma visão majestosa, embora a situação fosse estranha devido ao fato de minutos antes, eu ter jogado o corpo de Silas dentro do mesmo. Após tantos momentos bons em Mistic Falls, eu mal podia acreditar que estava deixando esse lugar novamente.

Mas era preciso, pela felicidade de Damon. Depois de tudo o que eu fiz, tendo o condenado a uma vida que ele não queria isso era o mínimo a se fazer. Ele precisava de espaço para recomeçar sua vida ao lado de Elena, e comigo por perto só iria atrapalhar as coisas. E devido a circunstancias eu também me sentia forçado a recomeçar.

Confesso que antes considerei a opção de desligar minha humanidade, a dor da rejeição ainda estava fresca e era incomoda em meu peito; porem só causaria mais problemas para se arrumar, e não era bem essa a minha intenção no momento. A ideia então foi descartada quando tomei essa decisão. Existem pessoas que nasceram para amar, talvez eu simplesmente não seja uma delas. Outra das enumeras sinas de ser um imortal.

Nesse momento o que eu mais necessitava era de paz e tranqüilidade, coisas que esse lugar não poderia mais me oferecer. Apesar de tudo, eu me sentia um pouco perdido sem Lexi aqui, e embora o véu estivesse fechado, eu sabia que ela encontraria uma forma de me guiar como sempre fez. Sentiria falta de todos eles, Bonnie, Matt, Caroline, Elena... De certa forma foram muito importantes na minha vida.

Mas agora, nossos caminhos precisavam seguir direções diferentes. Subi na caminhonete, dirigindo lentamente pelas ruas tão conhecidas dessa cidade. Tinha certeza de que se parasse em casa para comunicar minha partida, eles tentariam me convencer a ficar. No entanto, eu queria uma ruptura sem dor, então era melhor que não existisse despedidas.

Atravessei a placa de entrada da cidade com um sentimento de nostalgia antecipada, e tendo como ultimo pensamento que todos tivessem um momento de descanso depois de todo esse furacão de confusões que nos ocorreram.

[...]

Eu ainda não fazia ideia de para onde ir, porem tinha em mente algumas das características que meu novo lar teria que ter. Longe e chuvoso, se possível nublado a maior parte do tempo, definitivamente teria que ser um lugar onde existisse uma grande extensão de flora e fauna para que eu pudesse me alimentar.

Precisava comprar um mapa e descansar por isso, depois de dirigir por quase nove horas seguidas, eu parei na cidade de Indianópolis torcendo para que ainda houvesse um hotel aberto há essa hora.

Para minha sorte havia. Estacionei a caminhonete na rua e entrei. O local não era luxuoso mas certamente serviria por essa noite. Andei ate a recepção, onde uma mulher loura lia um romance, compenetrada. Pigarreei, fazendo com que ela deixasse o livro de lado e voltasse sua atenção para mim.

— Bem vindo ao Hilton Garden. Posso ajudá-lo? – perguntou ela, educada.

Dei um sorriso, tentando parecer simpático.

— Eu gostaria de saber se ainda a um quarto vago, para uma noite de estadia.

Ela digitou algo rápido no computador antes de anunciar:

— Sim, quarto 214. Vou precisar do seu RG e CPF para o registro. – disse.

Eu assenti entregando o que ela pediu. Após registrar as informações no computador ela me deu a chave e meus documentos de volta.

— Segundo andar, terceira porta a direita. Qualquer coisa é só chamar o serviço de quarto. Tenha uma boa estadia.

— Obrigado. – murmurei.

Seguindo suas instruções encontrei facilmente o quarto. A cama de casal ocupava a maior parte do espaço, uma pequena cômoda ficava perto da cabeceira da cama. A pintura das paredes era de um bege desbotado. Uma porta azul clara ficava na parede esquerda, deduzi que fosse o banheiro.

Coloquei a bolsa na cama e passei pela porta azul me despindo para me lavar. Com a minha escolha de ultima hora, eu só trouxera uma muda de roupa; mas daria um jeito nisso depois. Deitei na cama tentando dormir, e com muito custo consegui.

Acordei estranhamente ansioso aquela manhã, embora não soubesse o porquê. Depois de fechar a conta no hotel rodei a cidade em busca de uma loja de conveniências, onde comprei o mapa. Em seguida procurei por uma lanchonete. Eu não estava com muita fome para falar a verdade, porém isso ajudaria um pouco a lidar com a sede ate que eu pudesse caçar.

Liguei meu celular enquanto esperava meu pedido chegar. Oito chamadas perdidas e três mensagens na caixa de entrada, todas de ontem a noite. Parece que notaram meu pequeno sumiço. Cliquei na primeira delas:

09 May, Thursday, 09:27 P.M.

De: Damon

Cade você? Decidiu fazer companhia para o Silas junto com os peixes?

Revirei os olhos com isso. Sempre tão educado. Passei para a segunda escolhendo ignorá-lo.

09 May, Thursday, 10:03 P.M.

De: Elena

Stefan, onde você está? por favor mande noticias estamos muito preocupados.

Resolvi, por fim, ler a ultima mensagem antes de decidir a qual responder.

09 May,Thursday, 11:05 P.M.

De: Caroline

Eu sei o que esta fazendo e não o culpo, mas, por favor mande mensagem se estiver bem ou quando decidir para onde vai. Prometo que não deixarei ninguém ir atras de você.

Dei um meio sorriso com isso antes de mandar:

10 May, Friday, 02:23 P.M.

De: Stefan

Para: Caroline

Estou bem, não se preocupe. Falo com você quando puder. Obrigado por me entender.

Guardei o aparelho no bolso e peguei o mapa nacional, abrindo-o sobre a mesa. Foquei-me em buscar cidades na costa oeste do pais. Pude ouvir a garçonete vindo em minha direção, porem não contava que ela fosse tropeçar no nada e derrubar meu café na mesa.

— Ai, meu deus. Eu sinto muito, senhor. – pediu ela, nervosa.

— Sem problemas, foi apenas um acidente. – a tranquilizei. Lá se fora o meu almoço, não que eu estivesse irritado, humanos são desastrados por natureza. Pelo menos eu não estava molhado, embora não pudesse falar o mesmo do mapa.

— Vou pegar uma toalha para limpar essa bagunça. – exclamou se retirando.

Virei para o papel molhado, tentando resgatar parte dele. Ao fazer isso, uma coisa chamou minha atenção. Do lado esquerdo, onde há pouco tempo eu estava analisando, havia uma única gota caída no papel; bem em cima de uma cidade.

Limpei com o polegar o liquido. Mesmo tendo ficado meio borrado, a inscrição ainda era legível. Conhecia bem o suficiente do sobrenatural para saber que o incidente com o café não fora uma mera coincidência.

Hmm... Forks, pensei comigo mesmo. Parece uma ótima cidade para se morar.

Notas finais
Então o que acharam? Eu sei que esta meio curtinho mais o próximo vai ser maior. Uma brechinha para atiçar a curiosidade: (o próximo capítulo já será o encontro deles...) Chega de spoilers gente! Se quiserem saber vão ter que esperar até próxima postagem que será no dia 17/07. Comentem bastante, isso sempre incentiva o autor a escrever. Até depois. Blown kisses, Mia. Revisado:03/10/ 2016 Eu deveria estar fazendo meu trabalho de sociologia agora mais não resisti(risos). Porque eu não consigo colocar a porcaria do banner que eu fiz(argh!!), não vou desistir tão facil!