Begin Again - Lost Stars

14 16th January: The Rise


Notas iniciais
Meus agradecimentos a: Bea Cullen Salvatore, Luiza Avelino, Jennifer Blackwolf e Wanda, que comentaram no cap passado, obrigada flores! Um hiper mega beijo duplo do Ian e do Paul para vocês. E é claro a Lara que favoritou a fic! se eu pudesse dava uma copia do Stefan para cada um de vocês! Agora sim vocês devem estar pensando, ''finalmente essa louca postou mais cedo! * musiquinha de aleluia*'' Mas eu tenho um motivo muito especial para isso, hoje dia 03 de julho Begin Again completa um ano de vida, existência seja lá como vocês gostam de chamar, e eu não podia deixar essa data passar batida. Então parabéns para vocês e para mim! o/(risos). Se hoje essa historia chegou aos 4.521 visualizações, 2 recomendações, 15 favoritamentos,103 acompanhamentos e 79 comentários, isso é graça a vocês, pessoal.Muito obrigada pelo apoio de todos, e por darem uma chance a essa pequena historia de uma garota sonhadora. É por isso que quem ganha presente hoje é vocês! Eu não sei se tinha falado só para uma leitora, ou para todos, que ia postar um cap sobre o ''surto de descontrole emocional'' da Bella, como a própria gosta de dizer, e é exatamente isso que eu vim fazer. Então esse capitulo é como um extra, que acontece três meses antes de Stefan chegar a forks, aqui veremos como ela reagiu a partida daquele que não deve ser nomeado( Vulgo Cullen, já que ela o trata como Voldemort). Eu não costumo dividir os capítulos, mas este eu decidi fazer tanto porque eu não consegui terminar a tempo quanto porque estava ficando muito grande, (tipo eu estava com mais de 7.000 palavras e eu nem tinha chegado na metade do que acontece no cap). Ele será divido em dois cujo os títulos serão: The Rise and Fall( A Ascensão e a Queda). Não sei se vocês se lembram que alguns capítulos atras Bella diz que já tentou recomeçar, mais não conseguiu. Bom é exatamente isso que iremos ver nesses dois capítulos. Acho que foi até bom eu ter dividido esse cap, porque ira acontecer muita coisa em somente um dia. A Bella que vocês vão ver aqui, não é aquela que o Stefan conhece, a amargurada e sarcástica, mas sim a frágil e ingenua, que a Bella de agora tenta tanto camuflar. Eu realmente espero que vocês gostem porque foi praticamente um parto pela bunda escrever essa Bella idiota(risos). Chega de falatório, e boa leitura para vocês! Nos vemos nas notas finais.

Bella Swan

Abri os olhos para a escuridão do meu quarto e respirei fundo algumas vezes, sentindo o ar gelado da madrugada entrar pelos meus pulmões de forma ruidosa e áspera. Mesmo que eu já tivesse deixado de sentir minha pulsação há algum tempo, ainda conseguia identificar o familiar latejar do lado esquerdo do peito, como se os ossos das minhas costelas constantemente arranhassem o órgão pulsante a cada respiração que eu dava. Essa dor se tornara tão freqüente que eu nem precisava me esforçar para ignorá-la. Ao que parece eu ainda continuava viva, constatei com uma pontinha de decepção.

Tateei em busca da cordinha que do abajur, puxando-a para ligá-lo. Meus olhos arderam levemente à iluminação, mesmo que ela não fosse forte o suficiente para iluminar o quarto por inteiro. Isso me forçou a fechá-los novamente, repetindo esse processo até que eles se acostumassem a luz forte. Sempre acontecia isso após uma noite regada de choro, as lagrimas salgadas dilatavam as pupilas em uma reação natural. Essa sensação era um pouco incomoda assim como a da pele grudenta, devido os rastros de lagrimas que os marcaram.

Todos esses componentes acarretavam em um gosto ruim na boca e uma dor de cabeça que já começara a se tornar costumeira. Soltei um suspiro cansado, passando a língua sobre os lábios ressecados em uma tentativa falha de hidratá-los, para depois focar meus olhos no relógio em cima da mesinha de cabeceira. Pelo visto não estava errada, ainda era madrugada. 03:A.M. Até que dormira bastante para minha media diária, elas sempre variavam entre três a duas horas de sono, isso quando eu conseguia pregar os olhos. Eu preferia muito mais as noites em que não me entregava aos braços de Morfeu, as noites em que eu não tinha pesadelos horríveis que me faziam chorar e gritar como se estivessem me torturando.

Ao contrario do que se espera meus sonhos não eram algo que me fazia ter medo, afinal você não consegue ter medo de algo que já aconteceu. Não que isso os tornasse menos aterrorizante, mas meus sonhos se resumiam a uma única lembrança que constantemente me assombrava. Pensando bem, eu podia defini-la como uma forma de tortura embora ela fosse considerada inofensiva com relação a danos físicos. No entanto a danos psicológicos não.

Lembro-me que há muito tempo atrás minha mãe disse que as palavras machucavam mais do que levar uma surra. Naquela época eu achei essa sua explicação ridícula e sem sentido: afinal como as palavras poderiam machucar mais se eram as surras que deixavam marca? Hoje eu posso ver como ela tinha razão. Machucados doem no momento, mas depois se cicatrizam, se curam e somem assim como a lembrança desse acontecimento desaparece com o tempo. Palavras apesar de não causarem danos visíveis atingiam onde mais se dói. A consciência e coração, e talvez o fato dos danos não serem visíveis aos olhos tornasse a situação ainda pior.

Isso me fez refletir em como matar uma pessoa com as próprias mãos é fácil e existe um milhão de formas para isso, no entanto ninguém nunca coloca na lista agressão verbal, que eu considero um dos hediondos homicídios da qual o assassino sempre sai impune pelo seguinte argumento de não ter sujado as mãos. Será que as pessoas não percebem que nem sempre é necessário você tocar fisicamente em uma pessoa para machucá-la? O mal das palavras é que todo mundo as escuta e isso algumas vezes pode fazer com que se sinta tão medíocre e fazer da sua vida um constante inferno sem saída. É impressionante como elas conseguem quebrar exatamente todos os pilares que sustentam seu psicológico, e ao contrario de um machucado esses danos raramente se curam.

Não havia uma palavra no mundo que pudesse descrever com perfeição a intensidade do que eu senti depois daquele dia. Dor, agonia, tortura, sofrimento... Nenhuma delas pareceu ser forte o bastante para transmitir a mensagem. Seu efeito também era anestésico, paralisou todos os meus músculos, drenando qualquer energia que eu viesse a ter. Vista de fora eu poderia me assemelhar a uma boneca de trapos, sem conseguir se mover ou sentir o corpo. Se eu não pudesse vê-lo, não teria certeza se ele realmente estava mesmo ali. Um pouco contraditório afinal eu não sentia nada, mas ao mesmo tempo sentia tudo.

Eu ficava presa dentro da minha própria mente, agüentando tudo calada sem reagir, feito uma pessoa em estado vegetativo. Era como descer ao inferno e ser torturada pelo próprio demônio em pessoa. Nos primeiros dias eu implorei para a inconsciência me dominar, geralmente era este o método utilizado pelo nosso subconsciente para nos proteger de uma determinada situação na qual não estamos preparados para lidar. Mas isso não aconteceu. Aparentemente meu cérebro achava essa situação suportável, o que me levou a questão: o quanto eu podia agüentar de mais disso, até que a minha lucidez finalmente sucumbisse. Torcia para que não muito, quem sabe a loucura não me trousse um pouco de alivio? Mas perturbada que isso eu duvidava que fosse ficar.

Morta em vida, pareceu uma boa definição para mim. Um cadáver cujo tempo já se passara, vagando sem rumo entre os humanos. Minha reação não era exagerada, talvez ninguém entendesse o quão arrebatador era a sensação. Não fora só a perda de um amor que eu sofri, mas de uma família, de um futuro e uma vida que eu escolhi. Duvidava que houvesse um modo de extravasar isso então, eu sofria meu luto em silencio porque era só isso que parecia ter restado.

As horas pareciam não ser mais uma medida de tempo, porque eu não precisava mais dele, eu me tornara indiferente a tudo. Algumas vezes minha mente entrava em foco o suficiente para que eu pudesse perceber as batidas insistentes do meu pai na minha porta e muito raramente eu atendia. Não gostava do olhar preocupado que ele lançava mesmo que fosse rápido, porque no momento seguinte eu batia a porta na sua cara. Tornou-se inútil o esforço dele ao tentar me fazer comer e beber quando eu não sentia essa necessidade, o prato de comida sempre voltava praticamente intocado. Provavelmente teria ficado desse jeito até hoje se não tivesse sido forçada a reagir.

Charlie invadiu meu quarto dez dias depois, balbuciando coisas meio sem sentido que tive que me esforçar para compreender. Já havia me habituado a bloquear todos os ruídos a minha volta, mas quando compreendi o contexto da conversa algo diferente se aqueceu dentro de mim. Raiva, irritação ou indignação, talvez tudo junto. Quando dei por mim já havia me levantado, mesmo estando debilitada, e jogava longe todas as roupas que ele insistia em enfiar na mochila. Meu sangue fervia tanto que eu se quer medi meu tom de voz, gritando e brigando pela injustiça que ele queria cometer.

Eu não queria ir, eu não iria para Jacksonville e não entendia o porque ele tentava me sujeitar a isso. Se ele não me queria na casa dele, estava tudo bem mais isso não me faria sair de Forks. Fiquei decepcionada que ele tivesse planejado aquela viagem sem me consultar, muito ressentida que ele quisesse se livrar de mim. Tudo parecia desmoronar a minha volta, eu estava perdendo o controle das coisas. Como se estivesse em queda livre, não havia nada em que me segurar. E de repente meus berros se transformaram em lagrimas que caiam de forma desesperada por meus olhos. Eu finalmente sucumbira a realidade.

Charlie vendo o meu estado não falou nada, só me abraçou até que o choro se tornasse murmúrios lamentosos. Depois disso finalmente a exaustão por privação de sono me alcançou, me levando de tranqüilidade onde só existia o doce e agradável nada. Ao menos o choque de realidade serviu para alguma coisa, me fez ver que não podia simplesmente desistir de tudo. Quando acordei na manha seguinte, eu já conseguia sentir meus músculos mesmo que eles estivessem pesados e doloridos de inanição. Permanecer respirando não era impossível, embora fosse difícil. Tudo o que me restou foi continuar da melhor maneira que conseguia depois disso.

Sentia-me perdida e devastada, então deixei que o torpor tomasse conta da minha vida, enquanto assistia de longe, aos poucos, meu corpo e mente definharem. Voltei ao trabalho, ia à escola, lavava as roupas, preparava o almoço e a janta, comia e dormia; todas essas coisas que eram de certa forma minha obrigação. No entanto o ponteiro do relógio estava constantemente parado no mesmo lugar, a comida na minha boca não tinha nenhum gosto independente de qual ela fosse, qualquer coisa que eu fazia era mecânico.

Eu evitava pensar sobre esse assunto, na verdade eu tentava fingir que nada daquilo tinha acontecido. Esse objetivo se tornava mais fácil quando meu tempo era totalmente preenchido, assim eu podia ocupar minha mente com a rotina. De dia eu até conseguia fingir que estava tudo bem, agindo da melhor maneira que conseguia. Forçava sorrisos, iniciava conversas e parecia sempre indiferente a esse assunto. Eu não queria a preocupação nem a pena de ninguém, agüentaria tudo calada porque eu era forte. Porque precisava ser forte. Ninguém precisava saber que meu sorriso na verdade era uma careta invertida.

Esta farsa conseguia durar até à hora de dormir, depois disso os sonhos vinham para mostrar a verdadeira realidade e me fazerem desmoronar. Geralmente eu acordava chorando e gritando em plenos pulmões, deixando que a dor enfim escapasse por entre a rachadura que eu tanto tinha o cuidado de esconder, me afundando nela e no vazio que minha vida se tornara. Extravasar de alguma forma deveria aliviar um pouco do meu fardo, mas não aliviava. A dor ainda era a mesma quando eu me levantava na manhã seguinte e vestia a minha mascara de indiferença em um ciclo vicioso.

Balancei minha cabeça em um movimento involuntário, eu não queria pensar nisso agora, embora fosse algo quase inevitável de se fazer. Levantei sem a mínima vontade, sentindo meus ossos estalarem e os músculos rígidos. Se não fosse pela minha ânsia em constantemente estar ocupada com alguma coisa, eu provavelmente já teria me fundido junto à cama. Os sábados e domingos eram os mais difíceis porque não tinha a escola pra preencher a maior parte do tempo, o que acarretava em momentos livres que faziam minha mente viajar, e isso nunca acabava de um jeito bom.

Felizmente essa era a semana da faxina geral, o que costumava me deixar ocupada por quase todo o fim de semana. Com isso em mente peguei uma muda de roupa para fazer minha higiene matinal. A água fria do banho de fato me deixou muito mais disposta para o trabalho pesado que eu enfrentaria. Vesti as roupas velhas e confortáveis ignorando o quanto elas estavam largas no meu corpo magro. Mesmo com o gosto da pasta de dente, minha boca continuava estranha, com uma sensação dormente provavelmente pela falta de uso. Meu cabelo estava uma porcaria parecendo com um ninho de rato, de tão ressecado e embaraçado. Tentei dar um jeito mas depois de um tempo desisti prendendo em um coque no alto da cabeça. Quando eu tomasse outro banho mais tarde, também lavaria meu cabelo para facilitar o trabalho.

Deci a escada em passos silenciosos, ouvindo o ronco de Charlie ecoar pelo corredor, o que me fez suspirar aliviada por ele ainda estar dormindo. Um dos únicos que eu não conseguia enganar era Charlie. Mesmo que não trocássemos mais do que algumas frases por dia, ele sabia que algo ainda estava errado comigo. É claro que sim. Ele não ia esquecer tão facilmente aquela primeira semana que sucedeu o dia fatídico. Como meu quarto se localiza no segundo piso a poucos passos de distancia do quarto dele, meu pai sempre ouvia quando minhas crises de histeria noturna se iniciavam.

No começo eu não tinha muito controle sobre elas, por isso acabava acordando ele, agora eu tomava o cuidado de dormir com o travesseiro em cima da cabeça ou deixá-lo ao meu alcance para poder sufocar os gritos e soluços que irrompiam por meu peito. Por precaução também passei a trancara a porta. Antes Charlie sempre invadia meu quarto e tentava me acalmar, o que nunca funcionava verdadeiramente. Com o passar do tempo pude identificar o cansaço e a preocupação que marcavam seu olhar e isso me matou um pouco mais. Eu me sentia horrível e culpada porque via o quão desgastado ele estava se tornando por minha causa.

Eu sabia que estava me afundando cada vez mais no fundo do poço, da onde eu não tinha nenhum tipo de vislumbre de luz que pudesse me guiar; mas não era justo eu arrastar também as pessoas que se importavam a minha volta. Era por Chalie que eu não sucumbia de vez, por ele que eu continuava dia após dia insistindo em me manter de pé mesmo que fosse uma batalha perdida. Eu não duraria por muito tempo, podia sentir minha energia vital se esvaziando dia após dia. Então como medida preventiva comecei a repelir ele também da minha vida, seria mais fácil se ele não estivesse tão apegado a mim quando eu me fosse, assim a dor da perda não seria tão grande. Se ele percebeu o meu esforço não disse nada, provavelmente achando que eu queria passar pelo meu luto sozinha.

Com a minha mãe era mais fácil. Renée raramente vinha me visitar então quase sempre nos comunicávamos por meio de email ou telefone. Era muito mais fácil enganá-la agora que ela não tinha uma participação muito ativa na minha vida, Renée embora fosse avoada era bastante perspicaz então eu sempre dava um jeito de adiar suas visitas. No entanto, eu tinha minhas desconfianças que Charlie dividia suas preocupações com relação a mim, mas ela nunca deixou isso claro em nossas conversas. Talvez tenha sido por isso que no começo ela continuou tentando me convencer a mudar para Jacksonville, disse que uma mudança de ares iria me ajudar.

Mas eu recusei veemente. De fato seria muito mais fácil me mudar para um lugar novo e desconhecido, onde eu poderia ter uma melhor chance de recomeçar novamente sem nada que me remetesse às memórias que me deixavam cada vez mais fragilizada. Por mais que eu não quisesse pensar nele, eu não queria esquecê-lo. Eu queria as lembranças porque naquele momento eram as únicas coisas que me sobraram, elas sempre seriam a única prova que eu tinha de que ele realmente existiu. A única evidencia de que tudo não fora uma invenção da minha mente deturpada. Viver em Forks era difícil, mas ainda sim me transmitiam uma espécie de alivio porque a promessa dele nunca seria de fato comprida enquanto eu ainda me lembrasse. Isso poderia ser meio masoquista, mas eu não me importava. A dor era a única coisa que me provava que eu ainda estava viva.

Ao chegar à cozinha avaliei com cuidado o que tinha para comer. Eu realmente não sentia fome, mas precisava de algo para encher o estomago reprimir aquela familiar sensação de fraqueza que constantemente me abatia. Por isso enfiei duas torradas goela abaixo bebendo um grande copo de café para acompanhar. Nunca apreciei verdadeiramente a cafeína sendo este muito amargo, mas aprendi a suportar o gosto por um bem maior. Pequenas doses me concediam um surto de energia e maiores me faziam suportar uma noite insone com muito mais facilidade.

Preferi colocar a primeira remeça de roupa na maquina de lavar, antes de começar a varrer o térreo e depois passar pano no assoalho. Peguei meu celular enfiando os fones nos ouvidos, para em seguida apertar play em uma musica barulhenta qualquer, que me distraiu com facilidade. Recolhi as roupas que usei durante a semana espalhadas pelo quarto, dividindo-as em pilhas diferentes de acordo com os tipos de tecidos que as constituíam. Tirei da cama o lençol da cama, as fronhas de travesseiro e cobertores, separando-os em outra pilha e colocando as outras peças limpas que ficavam na parte de cima do meu guarda roupa. Não demorou muito para que eu já me encontrasse absorta em meus afazeres, executando os com eficiência.

Era realmente uma pena que minha paz momentânea durou tão pouco. Enquanto colocava terceira remessa de roupa em um cestinho para levar para baixou, meus olhos distraídos passaram por meu quarto parando em um ponto especifico bem acima da minha cama. Meu corpo paralisou por um momento, minha mente tendo dificuldade em digerir a informação por completo. Tive que me aproximar um pouco mais para ver se não estava enxergando errado, o que não seria a primeira vez. Mas não. Lá estava o dia dezesseis de janeiro escrito em vermelho praticamente zombando de mim.

Essa data na teria nada de notório se não fosse o exato dia em que completava quatro meses da partida dele. Quatro meses que haviam se passado em segundos. Estive me esforçando tanto para ficar consciente, então como foi que não percebi o mundo girando ao meu redor?Como deixei isto acontecer? Apoiei-me na cabeceira para depois sentar na cama, me sentindo repentinamente esgotada. Então a certeza de quem eu tanto me escondi finalmente me alcançou, me cobrindo de forma aterradora.

Ele não ia mais voltar. Isso sempre esteve tão claro, estampado na minha frente como uma placa de neon, que me senti uma tola por não ter percebido isso antes. Eu simplesmente não quis acreditar porque isso seria desconstruir completamente a imagem que eu tinha dele. E do que adiantou adiar esse processo, sendo que ele estava acontecendo da mesma forma agora? A vertigem me dominou à medida que analisava todas as ações e situações pela qual eu passei sobre uma nova perspectiva, vendo-as adquirir um novo contexto. Não, não, não. Ele não podia ter feito isso, ele não seria tão cruel.

Por que não? Questionou uma pequena voz no meio do caos que se tornou minha mente. O que garante que ele não esteve mentindo o tempo todo? Não! E como ultimo esforço eu deixei que viesse a tona tudo o que eu tanto me esforçava para conter dentro de mim, para não pensar. Milhares de imagens dele comigo conversando, nos beijando, sorrindo, abraçando, deitados juntos, tudo. Nada daquilo poderia ser de fato mentira, porque eu senti e vivenciei. Mas então como se para dizimar toda e qualquer esperança que eu viesse a nutrir, relembrei aquela conversa do dia fatídico. Alem da sensação de sufoco, ouve também uma pontinha de alivio por ainda me recordar das suas exatas palavras.

Assisti de maneira estática toda aquela cena se desenrolar na minha mente mais uma vez, embora não fosse necessário. Suas palavras sempre estariam gravadas a ferro quente na minha mente. ’’Prometo que será a ultima vez que ira me ver. Não voltarei. Não a farei passar por isso novamente.’’. Ele dissera de forma solene e quase gentil. Historia de amor nunca acabam bem, eu já deveria saber disso. Elas continuamente chegam ao fim, seja em morte ou em vida. A minha durou muito, embora tenha parecido tão pouco agora que já se acabou. Era uma pena que tenha durado no meu para sempre, e não no dele como tanto desejei.

Sem conseguir me conter enfiei a cabeça entre os joelhos, deitando em posição fetal como se isso pudesse me reconstruir novamente. Eu tão tola por ter acreditado no que o meu coração desesperadamente desejava, quando na verdade não era real. Esse tipo de impotência me deixava atordoada. Eu deveria saber disso, deveria saber que os finais ’’felizes para sempre’’ quase nunca acontecem na vida real, só em contos de fadas que são usadas para iludir as pessoas desde crianças e fazer com que nutram a pior coisa de todas: a esperança.

É algo que nunca morre de fato, o que a torna perigosa. Isso porque ela permanece lá no fundo de seu intimo, te instigando a esperar que algo sempre aconteça para mudar a situação. O que raramente acontece, desta forma, ela consegue te enganar, te impedindo de aceitar a realidade totalmente. Fui iludida a continuar esperando por algo que nunca ia de fato acontecer. E era essa esperança que muitas vezes me puxava um pouco do poço, só o bastante para que eu pudesse ver uma fraca luz. Mas era só uma alucinação, causada por meu cérebro para me dar mais motivos para continuar.

Estava tudo bem. Falei para mim mesmo em uma falsa tentativa de consolação, enquanto reprimia a dor para o canto mais distante da minha mente. Eu já vivia com as conseqüências dessa decisão. Então a descoberta dessa certeza, não mudaria mais nada na minha vida. Só que agora eu não precisava mais ficar esperando por pequeno milagre porque estava no meio do caos. Não havia como minha vida ficar pior, então eu ia sobreviver a mais esse golpe.

Com essa afirmação em mente, me levantei da cama passando a costa da mão pelo rosto úmido com indiferença, disposta a voltar ao meu trabalho como se nada tivesse acontecido. E teria feito isso se não tivesse tropeçando no chão de linóleo e me estatelado no chão duro, batendo os ossos do quadril e dos braços. Mas que droga!Era incrível como esse dia parecia melhorar a cada segundo. Felizmente eu não me machucara de forma grave, só alguns arranhões que começavam a latejar de forma incomoda.

Minha raiva desapareceu quase totalmente, quando ao sentar pude ver que havia tropeçado na ponta sobressalente de uma tabua no chão. Apoiei meu peso sobre aquele local novamente, vendo que somente três tabuas rangiam daquela forma, como se estivessem ocas. Mas porque semente essas tabuas estavam, assim sem contar o local tão especifico em que se encontravam. Estávamos em Forks, ali a temperatura era baixa demais para a sobrevivência de cupins. Isso me franzir a testa em confusão ao me ajeitar, já tinha visto em filmes as pessoas escondiam coisas no sótão ou porão, mas debaixo do assoalho parecia loucura demais.

Intrigada, eu empurrei aquela ponta em relevo vendo que ela estava meio solta, o que acabou revelando uma pequena fresta. O espaço era pequeno demais para que eu pudesse iluminar e ainda enxergar o que estava dentro. Meu medo com relação a insetos nojentos ali embaixo, quando consegui afundar três dedos, sentindo-os tocar uma superfície plana em relevo, mas ao mesmo tempo dura. Havia mesmo alguma coisa ali embaixo. Minha curiosidade se aflorou, enquanto eu tentava imaginar o que poderia ser aquilo. Lembrei-me repentinamente interessada que Charlie guardava uma maleta de ferramentas no fundo da casa, na área de serviço

Poucos minutos depois, eu me encontrava sentada no chão com uma serie de itens empilhados na minha frente. Havia um pé de cabra, que eu tinha usado com muito cuidado para desencaixar as taboas, as próprias taboas e uma pequena caixa de madeira branca comprida mais não muito larga. Eu nem queria ver a bronca que ia levar quando Charlie visse o rombo no chão. Mas eu tinha coisas mais interessantes com que pensar no momento, como o ultimo item da minha lista. Sem nenhum bilhete indicativo, tinha estado embalada por um saco plástico transparente preso por fita adesiva. Eu até tinha tentado adivinhar o que estava dentro chacoalhando-a de um lado para o outro, mas não tive muito sucesso nisso.

Sem suportar por mais tempo o formigar nas pontas do dedo pela expectativa, eu finalmente abri a tampa. Minha respiração se tornou falha quando eu percebi o quão familiar aqueles objetos pareciam ser. Organizado ali dentro, havia uma longa folha de papel grosso com algumas coisas impressas na qual não me dei o trabalho de ler; uma caixa de CD sem capa com um disco prateado dentro; e por ultimo uma pequena pilha de fotos. Com a mão tremula eu segurei uma delas, virando com cuidado para observar a imagem atrás.

Por um momento eu senti como se tivesse levado um soco, o ar saindo totalmente dos meus pulmões de forma brusca. Diferente de alguns minutos atrás, desta vez eu não consegui impedir que as ondas de dor e saudade me golfassem de forma opressora. As minhas lembranças e sonhos nunca verdadeiramente fizeram juz a sua imagem. Na imagem, lá estava ele gloriosamente parado na minha cozinha, parecendo tão deslocado em lugar como aquele, quanto uma estatua de um deus desconhecido poderia ficar.

Eu tinha me esquecido o quão dolorosamente bonito ele era, com os cabelos rebeldes em um estranho tom de bronze, o maxilar quadrado, encarando-me com seus olhos tão calorosos quanto ouro derretido. Muito diferente das minhas ultimas lembranças, onde seus olhos era tão frios e vazios quanto o de um morto. O que ironicamente era o que ele era. ’’Você poderá seguir com sua vida sem qualquer interferência minha. Será como se eu nunca tivesse existido’’

’’Nunca tivesse existido’’

Minha cabeça girava de forma vertiginosa, enquanto eu tentava encontrar uma resposta plausível para sua ação. Por qual motivo ele teria escondido todas essas coisas quando não pretendia mais voltar? Qual era o objetivo por trás disso? Uma piada de mau gosto? Como se não bastasse ter ido embora, ele também queria que eu sofresse com a sua partida? Ele queria que eu nunca me esquecesse dele? Que tipo de monstro sádico ele era? A raiva e indignação pareciam aumentar a cada pulsação fazendo meu sangue queimar como acido e minha respiração sair pesada.

Uma parte consciente de mim ficou surpresa com a intensidade das emoções que me atingiam. A ultima vez que algo como isso aconteceu, foi no dia que eu ’’acordei’’ para realidade, e logo em seguida desmoronei na frente do meu pai. O que me fez imaginar se isso também iria acontecer depois. Mas no momento eu ignorei, eu só conseguia me focar na minha irá que cada vez ficava maior. Nunca me sentira tão consciente e enérgica antes, era como se tudo estivesse finalmente ficando claro na minha mente.

Era tão injusto ele querer ser lembrado. Ele não queria que eu tivesse seguido em frente sem qualquer interferência? Como se ele nunca tivesse existido? Então porque ele fizera isso? Fechei as mãos em punhos, sem me importar de estar cortando a palma, e afundei a cara no travesseiro gritando o mais alto e forte que eu conseguia, até que minha garganta ardesse, tentando descontar minha frustração em uma tentativa falha.

’’...Estou cansado de fingir ser uma coisa que não sou, Bella. Não sou humano.’’ Ele argumentara de forma quase gentil. Não, ele não era humano. E fora uma completa estupidez acreditar que ele podia sentir como um. O que eu senti e vivi fora real, mesmo que só para mim. Ele era um monstro, e talvez nem tenha tido a capacidade de sentir amor. A eternidade deveria ser muito longa e entediante, para que ele buscasse refugio nas pessoas, como forma de distração. Quantas garotas ao longo das décadas não foram enganadas em nome da sua diversão? Afinal ele era atrativo em todas os sentidos, e com certeza deveria usar isso ao seu favor para enganar pobre garotas ingênuas e estúpidas como eu.

Meus olhos arderam de forma incomoda. Eu me sentia tão envergonhada e humilhada por ter me sujeitado a um papel desse, mas me recusava a derrubara mais uma lagrima em nome dele. Uma pequena parte de mim já esperava por isso Porque ele iria se prender a uma humana com os dias contados quando se tinha a eternidade pela frente? Eu nem era bonita ou tinha algum atrativo interessante, tanto é que já tinha refletido algumas vezes sobre o porque ele estar comigo, embora nunca tenha encontrado uma resposta.

E para ser sincera eu não me importava com isso na época. Porque ficar gastando meu tempo com isso quando poderia aproveitar intensamente os momentos ao seu lado? Talvez tenha sido esse meu erro. Não estar preparada para que o pior acontecesse, caso tivesse sido ao contrario talvez o golpe não fosse tão cruel. O pior golpe é aquele pela qual você não espera e sempre será esse que vira em sua direção. O leão se apaixonou pelo cordeiro, mas chega uma hora em que o leão se cansa de brincar com a comida, e vai embora. O problema é que o cordeiro não sabe mais viver sozinho. Pensei melancolicamente.

A que ponto eu tinha chegado por amor a ele? Eu tinha lhe dado a minha alma e tudo o que eu tinha, mas o que ele havia feito? Me abandonado a própria sorte como se fosse um lixo qualquer. Eu não podia continuar desse jeito ele não merecia, todos os sacrifícios que eu tinha feito. Precisava encontrar algo em que me apoiar algo porque lutar. Eu faria isso pelos meus pais, porque ao contraio dele, eles sim mereciam isso. Sentia-me suja, por ter chegado ao ponto de quase morrer por ele. Podia imaginá-lo excitado com a possibilidade de estar me causando dor ou me atormentando.

Mas do que nunca desejei ser outra pessoa, qualquer uma. Só não queria ser eu mesmo, e continuar sentindo isso. Era tão horrível e eu sabia disso mais não conseguia evitar sentir. Nunca me senti tão impotente e incapaz antes. Para ele poderia ter sido uma brincadeira, mas para mim fora verdadeiro. Queria tanto voltar a ser como era antes de conhecê-lo, mas eu não conseguia. Queria ter outra personalidade, ser outra Bella. Alguém forte, que pudesse se de defender e ser indiferente. Que pudesse manipular a situação a seu favor, alguém nunca mais fosse traída ou enganada. Que sempre estivesse a um passo a frente dos outros.

Para me adequar do jogo eu precisava me tornar fria e indiferente, uma pessoa egoísta que só se importa com sigo mesmo. Porque era assim que o mundo girava. A sobrevivência do mais forte, e a queda do mais fraco. Nos livros e historias são os moçinho que se dão bem mais na vida real são os espertos, porque se você é bom as pessoas passam por cima, sem dó nem piedade. Era por isso que eu precisava reagir, e não ficar parada enquanto levava seus golpes continuadamente. Ninguém vence uma luta parada.

Com um surto de determinação desconhecido para mim mesma, eu me levantei do chão pegando todas aquelas coisas que um dia foram valiosas para mim e descendo a escada. Para recomeçar novamente, eu precisava deixar todo o passado para trás de uma vez por todas. Somente a luz da lua parecia conseguir iluminar o céu escuro e nublado daquele dia. O vento da madrugada era severo, reparei enquanto andava pelo quintal, mesmo que eu tivesse usando uma blusa de moletom. Talvez fosse por conta do efeito do sangue pulsando rápido nos meus ouvidos, a adrenalina me tornando muito mais corajosa do que um dia eu já fui. Sentia-me tão eufórica, como se finalmente estivesse executando uma vingança que tanto desejei.

Nossos visinhos, os Lancaster’s, tinham um tambor velho vazio que ficava jogado na lateral da cerca que separava nossas casas. Meu pai costumava fazer uns trabalhos camaradas, quando não estava na delegacia ou pescando, como limpar a calha ou consertar alguma coisa. Assim como ele emprestava ferramentas que eles demoravam a devolver. Então eu tinha certeza que os Lancaster’s não ia se importar de emprestar algo que não usam. Bom eles nem iam me ver pegando mesmo, por isso dane-se.

Peguei o álcool etílico perfumado que eu tinha usado para encerar o chão da cozinha, e alguns panos de prato velhos. Joguei eles dentro da caçamba, que eu havia arrastado com um pouco de dificuldade para a linha do nosso quintal, e taquei o maximo de álcool ali dentro sem me importar. Eu parei por um segundo respirando fundo, sentindo meu coração bater como se quisesse saltar do peito, antes de acender o fósforo deixando que ele caísse na caçamba.

As chamas de um laranja vivo saltaram altas por um momento, alimentadas pelo combustível, antes de se aquietarem iluminando a noite de forma estonteante. Tentei não encarar muito as chamas porque a iluminação, ainda irritava meus olhos. Ali estava muito mais quente e agradável de se ficar. Senti-me por um segundo, aqueles mendigos que ficam em volta da caçamba de lixo para tentar se aquecer. Comecei por ordem de valor, não que tenha deixado o processo menos difícil.

Primeiro foram às passagens de avião dadas de presente a mim por Carlisle e Esme, afinal eu não iria a Jacksonville mesmo. Uma tristeza momentânea me abateu quando percebi que talvez nunca tenha conhecido verdadeiramente duas das pessoas que eu mais admirava. Rapidamente eu me recompus novamente, eu não precisava de nada que tivesse vindo deles. Em segundo lugar veio a caixa que não tinha nenhum apelo sentimental para mim, embora tenha sido ela que finalmente me fizera abrir os olhos para a realidade.

O terceiro item me fez hesitar por um longo momento. O CD era o presente que eu havia ganhado dele e da Alice, e tinha significado para mim mais do que qualquer coisa. Lá estavam as musicas que de certa forma serviram de trilha sonora para nossa historia, que me cativaram e me fizeram acreditar que ele era uma pessoa sensível e me amava. Alice, eu pensara que ela era minha amiga, mas não me ligara, mandara mensagem ou coisa nenhuma que pudesse demonstrar que ela se importava.

Mas não. Ao em vez disso ela preferiu dar ouvidos ao irmão fascista e egoísta e me abandonar como se eu nunca tivesse tido significado na sua vida. Com os olhos frios e vítreos eu deixei que o Cd caísse na caçamba, observando as labaredas estalarem e deformarem o Cd com um prazer genuíno. Se for verdade que ela precisava estar sintonizada com alguém para ter as visões, eu esperava muito que ela tivesse assistido a esse momento. Que ela tivesse visto a facilidade com a qual eu tomara essa decisão, sem me importar nem um pouco assim como ela havia feito.

O ultimo item, na verdade eram três. Os mais difíceis de todos porque remetiam diretamente as minhas lembranças. Eu me lembrava do medo aterrador que eu tive naquela primeira semana. Com medo de que o que ele tinha dito de fato se concretizasse. De que minha memória fosse como uma peneira e eu me esquecesse gradativamente de todos os momentos que havíamos vivido. Porque aquilo era a única coisa que poderia provar que ele de fato existiu, que de fato vivi aquilo.

Eu me lembro também de quantas vezes eu repassei todos aqueles momentos juntos, cada detalhe, com tanto medo de já ter começado a me esquecer. Fora doloroso mais era uma das únicas formas de me deixar lúcida, enquanto todo o mundo desmoronava ao meu redor. Foi por isso que eu tinha evitado tanto pensar sobre isso depois, eu revivera tantas vezes aquelas memórias, que elas tinha se tornado como uma droga me viciando e levando ao limite, mas ao mesmo tempo acabando comigo de dentro para fora.

Minhas mãos apertavam tão forte as fotografias que elas cortavam a palma da minha mão, mas eu não me importei. A dor só servia para me mostrar que eu estava viva, e eu nunca me sentira tão viva quanto agora. Ele poderia ter tentado me destruir mais tudo o que estava conseguindo era me fazer ficar mais forte. Olhei para seu rosto perfeito por um longo momento me concentrando em todas as qualidades que haviam me feito amá-lo. Segurando-as juntas eu as rasguei em vários pedaços, jogando-os sobre o fogo como confete.

Diferente da ultima vez eu não desviei os olhos das chamas, vendo cada pedacinho enegrecer e se deformar até que não fosse possível distinguir quais pedaços pertenciam a que foto.

‘’Como se pode matar um vampiro?’’ eu perguntara em um tempo que parecia muito distante.

’’ A Única maneira de ter certeza é dilacerá-lo, e depois queimar os pedaços’’ ele dissera.

Eu realmente esperava que as lembranças de um também morressem da mesma forma.

Notas finais
[...] Everybody stands, as she goes by Cause they can see the flame that's in her eyes Watch her when she's lighting up the night Nobody knows that she's a lonely girl And it's a lonely world But she gon' let it burn, baby, burn, baby This girl is on fire This girl is on fire She's walking on fire This girl is on fire![...] Desculpa gente eu não resisti(risos), esse trecho super combina com esse cap! Leitor: tia Mia, se voce postou um cap agora, significa que demorara mais tempo para escrever o POV Bella que prometeu no cap passado? Resposta: Não caro Gafanhoto, eu prometo que postarei esse cap logo, talvez em dez dias se eu conseguir. Já a segunda parte deste cap (The Fall), vocês terão que esperar um pouquinho, mas até o final do mês não passa. Eu estou praticamente enfiando a corda no pescoço então espero ganhar muitos comentários de presente, okay?(risos). Nos vemos na Próxima, meus amores! Blown kisses,Mia.