Begin Again
5 "Marry You"
Notas iniciais
Ally's POV
– Ally, querida! Me ajude com as panquecas, sim?– Disse Mimi, entregando-me um de seus aventais de cozinha, que eu prontamente aceitei, sorrindo.
Depois do mal entendido entre eu e Austin ter sido resolvido — e de eu ter comprado outra bandeja de ovos — ele me convidou pra tomar café em sua casa e como eu acabei esquecendo das minhas compras e não tinha a mínima vontade de comprar de novo depois de já ter voltado quatro vezes naquele mercado, aceitei.
Agora aqui estou eu, fazendo panquecas e ovos fritos com a mãe do Austin, enquanto o preguiçoso voltou pra cama e não saiu mais de lá.
– Mexe desse jeito, Sra. Moon? — Perguntei, prevendo a bronca que a loira me daria por tanta formalidade.
– Allycia Marie Dawson! — Disse. A ameaça do sobrenome. Austin disse que isso aconteceria. Como ela sabe meu sobrenome? Isso também é um mistério. — Quantas vezes vou ter que dizer pra não me chamar de Senhora Moon?
– Desculpe, Mimi. — Pedi, enquanto colocava um prato de panquecas que eu mesma fiz na mesa. — Ally, ok? — Rimos e ela assentiu, sorrindo. Um belo sorriso que exibia seus dentes brancos e tão bonitos quanto a mesma.
A mulher tinha os cabelos loiros naturais lisos e meio bagunçados como os de Austin. Não era tão alta quanto o loiro e um pouco mais do que eu. Tinha mãos de ouro na cozinha e também tinha sido ela que incentivou Aus a estudar música.
– Ally? Tá tudo bem? — Chamou, me tirando dos devaneios.
– Oi, claro. Me desculpe, estava pensando muito.
– Percebi. — Ela riu. — Estava pedindo pra você chamar o dorminhoco do meu filho, deve ser a terceira vez que eu o acordo hoje. Poderia me fazer esse favor? — Assenti, soltando o avental e o deixando sobre uma das cadeiras. — Ah! Se ele demorar ou reclamar, diga que tem panquecas fresquinhas o esperando. É a comida favorita dele, sempre funciona. — Ri quando ela revirou os olhos, divertida.
O quarto de Austin é parecido com o meu apenas em um aspecto: bagunça.
Eu por falta de tempo e ele por pura preguiça.
Soltei um riso baixo quando me aproximei de sua cama. Ela era enorme, mas com ele totalmente dispersado por toda a extensão, qualquer cama de casal fica pequena.
O loiro estava apenas com uma calça e seu peito subia e descia lentamente como se estivesse no meio de um sonho bom e por um minuto até achei que ele ficava muito fofo enquanto dormia. Parecia um anjo. Um sorriso brotou em meus lábios e eu logo o desfiz.
O que está fazendo, Ally? Veio para acordá-lo e não o admirar secretamente enquanto dorme.
Balancei a cabeça me livrando de todos os pensamentos anteriores e foquei no que eu tinha ido fazer em seu quarto.
– Aus? — Chamei, mexendo delicadamente em seu braço. — Ei, acorda. — Sorri, mas quando ele se mexeu e virou para o outro lado, retirei minha mão que tocara em sua face de soslaio.
– Ah, mãe! Me deixa dormir! — Ele resmungou e eu tive que tampar a boca pra reprimir a risada.
– Não é a sua mãe. — De repente me lembrei da tática infalível que Mimi me contara. — Tem panquecas te esperando na mesa. Levanta logo, seu preguiçoso!
– Alls? — Ele abriu os olhos, bocejando e se levantou vagarosamente da cama. — Espera! Você disse panquecas? — Antes que eu pudesse responder, ele saiu tropeçando por todo o quarto e correu em direção a cozinha.
– BOM DIA PRA VOCÊ TAMBÉM, MOON! — Gritei. A respostas veio segundos depois.
– BOM DIA, DAWSON!
~//~
– Não acredito que não me contou que faz as melhores panquecas do mundo!– Reclamou Austin pela centésima quarta vez seguida — e contando -.
Nós estávamos no sofá divindo um balde de pipoca enquanto assistíamos a um filme de terror, Mimi tinha saído pra almoçar com algumas amigas e só voltaria no período da tarde.
– Não te contei porque não perguntou. Além disso, eu não faço as melhores panquecas do mundo. — Dei de ombros. O loiro pausou o filme na cena em que um casal de adolescentes estava prestes a ser pego pelo assassino/terrorista/louco e me dirigiu uma expressão incrédula.
– Você pirou, Allycia? — Meu. Nome. — Vou te dizer uma coisa: eu já comi muitos tipos de panquecas em várias partes do mundo mas nenhuma delas se compara as que você fez! Ally... — Ele olhou no fundo dos meus olhos e segurou minhas mãos. — Casa comigo? — Eu sei que era brincadeira, mas prendi a respiração pelos segundos que se seguiram.
– O- o quê? — Perguntei.
– É! Eu sempre quis casar com uma mulher que soubesse fazer as melhores panquecas e aqui está você! — Revirei os olhos. — Allycia Marie Dawson, casa comigo? — Nós rimos.
– Depende... — Ele franziu a testa. — Você disse o que a mulher da sua vida tem que ter, mas como posso saber que você é o homem da minha vida?
– Por acaso já me ouviu cantar? — Neguei. Todas as aulas que tive com o loiro foram teóricas. — Então espere e verá. — Ele correu pro quarto, voltando minutos depois com um violão.
Enquanto ele cantava pra mim, percebi o quão maluco aquele loiro era.
E tenho que confessar que gostei.
É uma bela noite
Estamos à procura de uma besteira para fazer
Ei, querida
Eu acho que quero me casar com você
É o seu olhar
Ou é essa bebida?
Quem se importa, querida?
Eu acho que quero me casar com você
Bom, eu conheço esta capelinha
Na avenida
Nós podemos ir
Ninguém vai saber
Oh, vamos lá, garota
Quem liga se nós estamos bêbados?
Eu tenho um bolso cheio de grana
Podemos gastar
Doses de Patron
E tá valendo, garota
Não diga não, não, não, não, não
Basta dizer sim, sim, sim, sim, sim
E vamos, vamos, vamos, vamos, vamos
Se você estiver pronta como eu estou pronto
Porque é uma bela noite
Estamos à procura de uma besteira para fazer
Ei, querida
Eu acho que quero me casar com você
É o seu olhar
Ou é essa bebida?
Quem se importa, querida?
Eu acho que quero me casar com você
Eu vou te arranjar um anel
Que o coro cantará "oooh"
Então, o que você vai fazer?
Vamos só fugir, garota
E se nós acordarmos
E você quiser terminar, tudo bem
Não, eu não vou te culpar
Foi divertido, garota
Não diga não, não, não, não, não
Basta dizer sim, sim, sim, sim, sim
E vamos, vamos, vamos, vamos, vamos
Se você estiver pronta como eu estou pronto
Porque é uma bela noite
Estamos à procura de uma besteira para fazer
Ei, querida
Eu acho que quero me casar com você
É o seu olhar?
Ou é essa bebida?
Quem se importa, querida?
Eu acho que quero me casar com você
Basta dizer "eu aceito"
Me diga agora, querida
Me diga agora, querida, querida
Basta dizer "eu aceito"
Me diga agora, querida
Me diga agora querida, querida
Oh
É uma bela noite
Estamos à procura de besteira para fazer
Ei, querida
Eu acho que quero me casar com você
É o seu olhar
Ou é essa bebida?
Quem se importa, querida?
Eu acho que quero me casar com você
– Austin Mônica Moon. — Sorri. — Você me convenceu.
– E então? — Perguntou, rindo.
– Eu aceito me casar com você, melhor cantor do mundo! — Ele sorriu e soltou o violão. — Agora senta aqui e vamos terminar de ver esse filme antes que a Dona Mimi chegue, noivo.
– Claro, noiva.
Eu acho que quero me casar com você.
Continua...
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