Begin Again

6 Past / part 1


Notas iniciais
Hey Girls! Esse capítulo é drama :c Sinto pena da Ally, mas quem não precisa de um Superhero? A próxima parte nós finalmente vamos descobrir o passado do Austin :o o que o loiro esconde? (Dez: Tan Tan Tan) hahaha brincadeiras a parte u.u Agradecimentos a: - lauralynchy ♥ - Uma Direção ♥ - CqC ♥ - Mayara ♥ - Maria Isabel ♥ Muito obrigada e desculpem a demora, o.k.? Enrolei demais, podem ler e.e

"O passado não conhece o seu lugar: está sempre presente."

Mário Quintana.

Austin's POV

– Por hoje é só, alunos. Não se esqueçam de estudar o capítulo sobre as notas musicais e a próxima aula vai ser prática o.k.? — Disse a Sra. Webster assim que o sino do intervalo tocou. A sala toda explodiu em gritos de animação e a mulher soltou um pequeno riso, voltando a apagar o quadro.

A morena sentada na carteira da frente mantia o olhar preso em um caderno de capa marrom que tinha em mãos. Cutuquei seu ombro, com a intenção de chamá-la atenção. Sem sucesso.

– Alls? — Chamei. — ALLY! — Ela se assustou, deixando o caderno cair no chão e tirou uma mexa de cabelo que cobria seu rosto antes de pegá-lo. Na hora em que eu fiz o mesmo.

Sua mão ficou por cima da minha e nossos dedos se tocaram por alguns segundos. Mas o estranho não foi nossas mãos terem se tocado — Afinal, foi apenas um acidente. — e sim o que senti quando aconteceu. Um choque elétrico percorreu meu corpo e meus dedos formigaram enquanto estavam em contato com os dela.

Soltei sua mão, levando junto o objeto caído e o coloquei de volta na mesa. Foram questão de segundos até ela o reabrir na página parada e voltar a escrever.

A sala estava deserta, todos deviam estar lá fora conversando ou arrumando algo pra comer.

Éramos só eu e ela.

– Aus? — Chamou. — Tá tudo bem? Não vai sair?

– Eu que pergunto. — Respondi. — Vai ficar aqui? Na sala? — Ela deu de ombros, voltando a escrever.

– Eu gosto. É melhor. — Sorriu de lado, sem virar.

– Então vou ficar com você. — Ela revirou os olhos, mas não negou e o sorriso que apareceu em seu rosto quando juntei minha cadeira a dela, me fez ter certeza de que era isso que a morena precisava.

– Obrigada. — Sussurrou.

– Quer conversar? — Ela negou dessa vez. Parecia cansada. — Pode deitar aqui, se quiser. — Apontei para o meu ombro e mesmo com receio, Ally aceitou.

– Obrigada. — Repetiu, fechando os olhos.

~//~

– Oi Trish, desculpa te incomodar, mas... eu queria saber onde a Ally mora. — Disse e não me surpreendi nem um pouco quando ouvi duas risadas. Era bem provável que um certo ruivo estivesse com um sorriso malicioso agora, imaginando trocentas coisas que eu poderia fazer na casa de Ally.

– Ela mora no prédio da Wall Street Center, apartamento 213. Foi oferecido pela universidade. — Droga. Eu podia ter evitado esse constrangimento perguntando na diretoria. — Austin, pra quê você quer o endereço da Ally?

– Por nada. — Respondi, percebendo o quão idiota tinha sido a resposta. — É só que a gente ia fazer um trabalho na casa dela, mas a Alls saiu mais cedo e esqueceu de me dar o endereço.

– O.k. Tchau.

– Tchau, Trish... e Dez. — Eles riram e desligaram.

Vou ser sincero, minha ida a casa da Ally não tinha nada a ver com trabalho algum. Era apenas um pretexto para ver como ela estava.

Depois do intervalo, a morena havia ficado ainda mais quieta e pensativa. Na verdade, a professora ficou tão preocupada que a liberou mais cedo.

E agora, enquanto caminho (corro) até a Wall Street Center, sinto um grande aperto em meu coração ao imaginar a tristeza no rosto da garota. Não sei por quê, mas eu realmente me importo com ela como se já a conhecesse há anos.

– Opa Opa Opa! — Gritou um senhor antes que eu pudesse entrar no elevador. Devia ser o porteiro do prédio. — Onde o rapaz pensa que vai com tanta pressa? — O homem cruzou os braços e me olhou por alguns instantes como se eu fosse um arruaceiro e estivesse invadindo o lugar.

O que parecia ser já que eu entrei correndo sem nem anunciar minha chegada.

– D-desculpa. — Disse, tentando recuperar o fôlego. — Eu... eu estou procurando Allycia Dawson, senhor... — Desviei o olhar para o crachá que ele usava. — José.

– Só Zé, garoto. — Ele sorriu. — Acho bom que tenha vindo atrás da Senhorita Ally. — Essa frase me assustou ainda mais. Me aproximei do balcão do homem e suspirei.

– Por que? Como ela estava? — Perguntei, deixando a aflição que sentia totalmente visível.

– Eu não tenho permissão para falar sobre os moradores do prédio, rapaz. — Repreendeu, fechei os olhos preparado para ser expulso dali. — Mas você parece muito preocupado e eu não vejo um garoto por aqui há meses, então... — Ele suspirou. — Vou ser sincero com você, ela chegou chorando, parecia muito triste, quase desolada e tenho certeza que não vai abrir a porta pra ninguém nesse estado. — Ele mexeu em algumas gavetas e me entregou uma chave. — Toma. Mas olha, cuidado. Se magoar aquela garota, terá uma fila de pessoas para te matar, inclusive eu. Boa sorte! — Assenti levemente e corri para o elevador a tempo de ouvir o porteiro gargalhar. — E da próxima vez, não corra no meu saguão!

No corredor, estava tudo em silêncio, entretanto, quando cheguei em frente a porta da morena, um som de choro fez com que a minha pressa em abrir a porta fosse ainda maior.

A sala estava intacta, a cozinha também, onde estaria Ally? Uma ideia passou por minha cabeça e me dirigi até um dos quartos. A cena que assisti partiu meu coração em pedaços.

A garota estava tirando tudo de seu guarda-roupa e jogando dentro de uma mala, enquanto sussurrava vários 'adeus'. As lágrimas caíam por seu rosto e ela as enxugava, soluçando. Usava um moletom branco e seu cabelo estava preso em um coque mal feito.

– Adeus Miami, adeus Escola de Música, adeus felicidade, adeus Trish e Dez... — Deu uma pequena pausa e suspirou. — Adeus Austin. — NÃO! ADEUS NÃO! Eu não podia ficar parado ali vendo-a fazer as malas e ir embora.

– Alls, por favor, não vai embora... — Disse saindo de meu esconderijo e chamando a atenção da morena, que largou uma peça de roupa que segurava e olhou pra mim. Suas orbes castanhas estavam muito vermelhas e tudo que eu queria era abraçá-la e nunca mais soltar. Ter a pequena garota ali em meus braços e limpar as lágrimas que molhavam sua face.

– A-austin? O que f-faz a-aqui? — Ela sussurrou, passando a manga do moletom embaixo dos olhos.

– Fiquei tão preocupado com você que assim que saí da escola, liguei pra Trish pedindo o endereço do seu apartamento. — Expliquei, coçando minha nuca pra disfarçar o nervosismo. — Fiz mal? — Ela negou e sem dizer nada, chocou seu corpo contra o meu em um abraço.

Pude sentir o seu peito subir e descer devagar, ela tinha voltado a chorar e suas lágrimas já encharcavam minha camiseta. Vê-la chorar era como se tudo ao redor perdesse as cores. Sem o sorriso dela nada tinha sentido.

Depositei um beijo em sua cabeça e a apertei mais contra meu corpo.

– Vai ficar tudo bem, pequena. — Sussurrei. — Eu prometo, o.k.?

– O.k. — Ela suspirou.

~//~

– Se sente melhor agora? — Perguntei para a morena sentada no sofá, a entregando uma xícara de chocolate quente. Ela assentiu, sorrindo fraco. Tinha trocado de roupa e tomado um banho. — Eu não sou o melhor cozinheiro do mundo mas o chocolate é receita da Dona Mimi, não minha.

– Você não tem jeito, Aus. — Ally disse, entre risadas. Ela revirou os olhos e tirou uma mexa que caía sobre seus olhos.

– Faz isso de novo. — Pedi e ela franziu a testa, confusa. — Essa coisa com os olhos e o cabelo. — A morena repetiu o ato e riu. — Eu acho legal. — Dei de ombros. — Ally, por que você estava chorando? — Ela soltou a xícara e a colocou na mesa de centro.

– As únicas pessoas que sabem dessa história são a Trish e o Dez, mas... — Suspirou. — Se você se importa comigo a ponto de ter voado pra cá e ter me feito chocolate quente da Dona Mimi, merece saber não? — Ela me contou exatamente tudo. Desde quando conheceu o tal Dallas até as ameaças que ele a fez hoje pela manhã.

A mão dela tremia quando me entregou o celular.

Oi Allyzinha, aposto que deve estar morrendo de saudades do seu Dallitos. Não posso dizer muita coísa, mas espero que esteja usando um lindo vestido quando eu me instalar no seu apartamento na Wall Street Center e te visistar em Music University Of New York ou quando tomarmos café na Dorothy. Te amo, Dallas.

Ele sabia tudo da vida dela... lugares que frequentava, endereço, rua. Não era a toa que Ally ficara tão assustada.

Sem perceber, as lágrimas voltaram a descer por seu rosto e eu pensei em contar a ela o meu passado, mas tinha sido demais por hoje, então apenas acariciei sua face com o polegar.

– Vai ficar tudo bem, Alls, é só o seu passado, ele não faz parte do seu presente mais, não vou deixar que faça nada com você. — Ela sorriu e beijou minha bochecha.

– Só o meu passado. — Repetiu e nos abraçamos.

Talvez eu devesse observar mais o meu presente também.



Continua...

Notas finais
Triste né? :c Espero que tenham gostado mesmo assim, porque o drama é a essência da vida! (Estou inspirada hoje) Ah, eu escrevi uma One Short chamada a Garota do Starbucks (já dá pra imaginar como é, né?) Queria saber se vocês queriam que eu postasse aqui tipo como Austin & Ally. Deem sua opinião o.k.? Reviews? Favoritos? Acompanhamentos? Recomendações? xoxo, Ary.