Notas iniciais
Novamente lá estava eu em um dia rotineiro e chato mexendo em meu tumblr para ver novidades Raura e Logandra (Logan Lerman & Alexandra Daddario caso não conheçam) e de repente recebo um email que dizia: "Liza recomendou sua história: "Begin Again" e acho que o resto vocês já sabem, porque recomendações me deixam extremamente criativa então esse capítulo ficou ENORME - me amem aww Liza, meu amor, eu não acredito. Isso não pode ser real! Você recomendou minha história e ainda me stakeiou? aw E melhor ainda, leu minha fic no dia do meu aniversário (22/03) Sua fofa! Obrigada pelo presente! A capa - caso você não saiba - foi feita por uma parceira minha que não é daqui, as capas, banners e icons dela são extremamente perfeitas. Ela é americana, mas vou deixar o tumblr dela aqui caso queira dar uma olhada: iamfinallyme.tumblr.com Ficou tão diva que já está no WeHeartIt hahaha. Fico feliz que tenham gostado

O Nyah está cortando as notas de novo, omg

Eu fiz o possível para colocar o máximo de realismo nesta fanfic. Meu objetivo era exatamente esse: que vocês entrassem de cabeça na história, que sentissem e imaginassem cada olhar, toque, palavra, gesto. Que bom que a fic virou seu xodó, não sabe o quanto isso me deixa feliz!
Ah, e quanto aos erros, é que isso simplesmente me dá nos nervos! Eu sou aquele tipo de pessoa que revisa novecentas vezes o capítulo antes de postar e ás vezes ainda acaba saindo um errinho aqui e ali. Então, depois de postado, eu leio, edito, leio de novo até que esteja perfeito.

P.S.: Sou sim hahaha. Adorei o apelido de piranha, tão bucólico, diferente, então você é a minha irmã? tô chocada! rçrçr

Espero que gostem desse capítulo que é totalmente loucamente insanamente (exagerei eu sei) dedicado a Liza que deu a minha segunda recomendação em dez capítulos. agradecimento as meninas que comentaram:

– isah lynch marano ♥
– Maria Isabel ♥
– aa fan fic ♥
– Uma Direção ♥
– CqC ♥
– Bih Silva ♥
– Letícia Merlo ♥
– Mayara ♥ (SUA SUMIDA, VOU TE MATAR u.u)
– Liza ♥ (PELOAMOR DOS DEUSES NÃO INVOQUE ZEUS, EU JÁ CONTINUEI O.K.?)

Pronto, agora leiam.

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Austin’s POV

Fazia uma semana que a Ally tinha aceitado fotografar comigo e também uma semana que eu começara a vê-la de uma forma diferente – primeiro coloquei a culpa na luz baixa do Studio fotográfico; depois na Chelsea e por último no Café da Dorothy antes de admitir para mim mesmo que sim, ela era extremamente bela (isso eu não poderia negar) e que não, não estava vendo-a como a minha melhor amiga e sim como uma garota linda, forte, guerreira e atraente.

E esse talvez fosse o motivo de eu estar na porta da faculdade, esperando que a última aula dela termine para que possa acompanha-la até em casa ou chama-la para comer alguma coisa comigo.

Foi nesse mesmo instante que vi uma figura morena descendo as escadas enquanto falava ao telefone e segurava dois cadernos na outra mão. Ally vestia uma blusa azul de listras brancas, uma calça jeans e calçava seus tradicionais e amados tênis. Quando percebi que ela logo me veria, fiz o que qualquer cara faria para impressionar a garota pela qual sente atração – foi assim que classifiquei meu interesse por ela – e encostei-me a uma motocicleta preta. Mesmo que não fosse minha, causaria curiosidade na morena.

Ally franziu a testa e olhou-me um pouco surpresa, direcionando sua atenção para a moto. A garota soltou uma pequena risada e retirou o telefone do ouvido.

– Austin, o que você está fazendo? – Perguntou. Tentei fazer minha melhor pose de oi-gata-quer-dar-uma-volta-na-minha-moto e sorri, dando uma jogada para o lado com minha franja loira.

– E aí Alls? Gostou da minha moto? – Ela assentiu, rindo, o que me deixou intrigado. Será que Ally conhecia o dono da moto? Será que era um de seus amigos?

– Adorei. – Disse ela. – Se eu fosse comprar uma algum dia, eu escolheria essa. – Ela começou a remexer no bolso da calça até retirar uma chave. – Ah não, espera. Essa é a minha moto. – A morena começou a andar na direção da motocicleta e enfiou a chave na ignição, ligando o motor. Arregalei os olhos.

– E-essa m-moto é sua? – Gaguejei.

– Não é óbvio? – Ela pegou um capacete extra e me entregou, revirando os olhos. – Você não vai poder me levar, mas que tal se fizermos ao contrário? – Assenti, sentindo meu rosto esquentar e subindo atrás dela.

Veja bem, eu não sou bom em impressionar garotas. A minha ex-namorada se jogou em cima de mim, literalmente. Nunca sou eu que tento chamar a atenção, são sempre elas. Isso é meio que novo pra mim, o que explica o porquê de ter dado tão errado com a Ally.

– Qual vai ser o nosso destino, Sr. Moon? – Ela perguntou com um ar de riso, quando já estávamos na estrada. Tenho que admitir, a Ally dirige bem.

– Qualquer lugar, Srta. Dawson. – Respondi no mesmo tom, rindo. – Agora falando sério, essa moto é mesmo sua ou você estava apenas me zoando?

– Ai, quer parar de ser tão machista? – Ela bufou, irritada. – Vocês garotos pensam que só porque somos garotas adoramos rosa, fofocas de celebridades, preferimos anorexia á comida, não sabemos dirigir e suspiramos para cada presença masculina que aparece. Detesto ter que ser a estraga prazeres, mas não é bem assim.

“No meu aniversário de dezesseis anos, meu pai me ofereceu um carro. Ele estava tendo que fazer muitas viagens e eu não ia poder dirigir o carro dele para sempre. Eu perguntei se tinha que ser exatamente um carro e ele riu perguntando ‘O que mais você poderia querer que fosse rápido e prático, querida?’. Mesmo assim, ele disse que me daria seu cartão de crédito e eu poderia comprar o que me agradasse desde que fosse duradouro e bem, que desse para se locomover por todos os lugares da cidade sem ajuda.

Eu peguei o carro do meu pai e dirigi até uma concessionária no dia seguinte, mas no caminho, a gasolina acabou e eu não tinha outro transporte, nem dinheiro pro táxi. Por sorte, tinha uma loja parecida apenas dois quarteirões de onde eu parei. Só que não era uma loja de carros, nessa só vendia motocicletas. Pensei em alugar uma apenas para ter como voltar para casa e devolver depois, mas quando eu entrei e vi essa belezinha aqui, não tive como não compra-la.

Lester não gostou muito da minha escolha – acho que ele esperava que eu escolhesse uma scooter, uma lambreta ou até um daqueles carros estilo ‘Barbie’. Até o meu pai era machista. Enfim, ele acabou aceitando e eu estou com ela até hoje”.

Quando Ally terminou de contar, minha admiração por ela apenas cresceu. Quer dizer, ela defendia as garotas de uma maneira nunca vista por mim antes, era o exato oposto de Chelsea – que me forçava a ver pelo menos um programa de Celebridades por dia, passava horas em frente ao espelho perguntando se estava gorda, odiava motos e acho que não preciso nem dizer qual sua cor favorita.

– Chegamos. – Ela sorriu, retirando o capacete e deixando as mexas loiras voarem. Seus cabelos castanhos balançavam, estava deslumbrante. Olhei ao redor e percebi que estávamos na sorveteria do shopping de Miami – um dos únicos lugares em que a Trish, namorada do Dez, não trabalhara.

– Bem-vindos ao “Freezer Teaser Sorveteria”, o que vão querer? – Disse uma voz bastante desanimada quando sentamos em uma das mesas. Estava quase dizendo que os funcionários deveriam ser mais animados, quando encontrei uma latina com fones nos ouvidos e rabiscando qualquer coisa em seu bloquinho de garçonete.

– Trish! – Ally chamou a amiga, levantando para cumprimenta-la.

– Austin? Ally? – Perguntou ela, surpresa.

Espera, antes de qualquer coisa:

Lista de Lugares em

Que a Trish ainda não trabalhou (Em Miami):

Honey Moon Palace Hotel

Sweet Desire Sobremesas

Rats & Mats Acessórios

Packs Bang Fliperama

Freezer Teaser Sorveteria

Mabel Beach Resort

Voltando...

Depois que Ally e Trish se abraçaram e ela nos contou a estranha história de como conseguira aquele emprego – afirmando que mostrara seu currículo e o dono não conseguira ler tantas páginas e disse como todos os chefes de Patricia De La Rosa disseram e se arrependeram: ‘Ela tem experiência, que mal há em contratá-la?’. – nós pedimos dois sorvetes – morango para ela, chocolate para mim – e começamos a conversar sobre os lugares que Trish jamais trabalharia.

– Na Lua. – Comentou, rindo. – A não ser que lá seja mesmo feito de queijo e bem, os marcianos queiram montar uma loja de ‘Queijo Lunar’. Provavelmente, eles a chamariam para cuidar de seu negócio.

– E a demitiriam depois que ela cochilasse em cima do balcão e permitisse que as outras luas de saturno roubassem o queijo. – Completei. – Acho que ela nunca vai trabalhar como técnica de futebol.

– Eu acho que sim, sabe, se precisarem de alguém com muita experiência. Talvez ela possa ocupar o lugar do Treinador da nossa faculdade. – Rimos ainda mais.

– Um sorvete de morango com pedaços de flocos e um sorvete de chocolate com calda de marshmallow. – Ally e eu nos entreolhamos e trocamos os dois pratos, segurando o riso segundos após Trish deixar a mesa.

– Bom, pelo menos o sorvete daqui é bom. – A morena disse, enquanto saboreava seu morango. – Experimenta Aus. – Assenti, colocando uma colher com pedaços de flocos e cara, aquilo era muito bom.

– Meu Deus! – Exclamei. – Esse sorvete só pode ter sido feito por anjos! – Conclui.

– Eu que o diga. – Concordou. – Me deixa provar o seu, Austin? – Ela fez um bico – totalmente desnecessário já que claro que eu deixaria – e eu passei minha tigela para o lado dela. Ally fez o mesmo. Estava quase provando o sorvete dela, quando uma garotinha de aproximadamente oito anos invadiu a nossa mesa.

– Com licença, moça. – Disse ela chamando a atenção de Ally. – Mas você acabou de chamar o moço de Austin? – A garota era morena de olhos castanhos como seus cabelos ondulados, não me era estranha e tinha várias semelhanças com Ally.

– Sim, eu sou o Austin. – Disse. – E você quem... – Me interrompi quando comecei a me lembrar da minha adolescência em Miami. – Mel? – Chamei a garotinha que correu para o meu colo. A doce criança era filha do Sr. Jackson, o dono da sorveteria.

Trish, Dez e eu passávamos os dias aqui quando éramos menores. Foi aqui que Dez tomou coragem e deu seu primeiro beijo com Trish. Aqui que eu tampei os olhos da pequena Mel para que não visse o ato dos dois e quisesse imitar.

– Senti tanta saudade, Austin! – Ela disse, me abraçando. Olhei para Ally que olhava tudo admirada e surpresa. Mel se aproximou do meu ouvido e sussurrou: — Quem essa moça bonita com você? Sua namorada? – Corei levemente e me apressei em apresentar as duas garotas tão parecidas.

– Ally, essa é a Melody Jackson, Mel, essa é a Allycia Dawson, minha melhor amiga. – Fiz questão de dar ênfase no melhor amiga para que a garotinha não fizesse nenhum comentário ou tirasse conclusões erradas.

– Oi Mel, você é amiga do Austin? – A moreninha abriu um longo sorriso e saiu do meu colo saltitando até o de Ally que prontamente segurou-a.

– Sou sim, você é a namorada dele? Austin não me disse que tinha uma namorada bonita. – Arregalei os olhos. A ênfase de nada adiantou. Ally sorriu, negando e elas entraram em uma conversa animada, me incluindo diversas vezes e me fazendo rir junto devido à gargalhada contagiante de ambas;

Terminamos o nosso sorvete e quando fomos até o caixa pagar, Trish já tinha saído para o seu intervalo de cinco minutos – que começou há uma hora – foi quando a Sra. Jackson veio chamar Melody para dentro e nos cumprimentou com seu rotineiro sorriso radiante e seus cabelos loiros encaracolados. A filha se despediu de Ally com um abraço e sussurrou algo no ouvido da morena que a fez rir e morder o lábio. Então veio até onde eu estava, me abraçou e sussurrou:

– Eu sei que você estava ‘flertando’ com ela. – Mel soltou uma pequena risadinha e antes que eu pudesse perguntar como ela sabia o que era ‘flertar’, a moreninha subiu nos braços da mãe e saiu.

– Ela é uma graça. – Disse Ally, subindo na moto novamente.

– Parece com você. – Acrescentei, porque realmente era verdade. A morena corou levemente. Talvez fosse isso que Mel quisesse dizer com flertar.

– Vamos? – Ela perguntou.

– Vamos. – Respondi

Se fosse, eu realmente estava gostando de 'flertar' com Ally Dawson.

Notas finais
EU SIMPLESMENTE AMEI ESCREVER ESSE CAPÍTULO! Gostaram da Mel? Saibam que ela ainda vai ser de grande importância aqui na fic. Eu amo crianças e decidi que precisava de uma criança aqui e fim de papo. Ela foi inspirada na minha maninha/prima querida e amada, que é uma doçura. Quanto ao beijo que várias garotas andam me pedindo... Vou pensar o.k.? Não apresse o amor. Lembra da frase do Dez? Não se pode forçar o amor, tem que deixá-lo fluir livremente e tal. Eu detesto quando do 'sinto uma atração por ela' pulo pro 'o amor da minha vida' entendem? Mas vou pensar no caso de vocês u.u Espero que tenham gostado xoxo, Ary.