Before everything
2 O último suspiro
Notas iniciais
Teresa estava em seu dormitório se preparando para dormir, quando um homem de jaleco parou na porta e disse:
–As luzes se apagarão em 2 minutos.
–Já estou acabando.
No exato momento em que ela se deitou as luzes se apagaram, e uma sensação de alívio veio em sua mente porque não iria escutar o supervisor falar em seu ouvido igual na última vez. Logo que fechou os olhos caiu no sono.
Devia ter uns sete anos, estava lendo um livro, moravam em uma casa de campo que seus pais arrumaram pra se manterem longe do caos da cidade, quando sua mãe a pegou pelos cabelos e falou espirrando algumas gotas de cuspi da boca:
– Eu disse que eu não quero você lendo esse livro.
–Mas mamãe você falou que era pra ir pro meu quarto e ler...
– cale a boca! — então Teresa caiu no chão um pouco atordoada com o rosto ardente pelo tapa que acabou de levar.
–mamãe, por favor... — então a jogou no chão de sua sala de estar, e quando sua mãe iria sufocá-la a porta se abriu e seu pai correu pra cima da esposa e gritou:
– Corre filha, corre!
A mãe o ajoelha na região do tórax e faz o homem soltar um gemido de dor enquanto a mãe empurra-o de cima dela. A filha se tranca em seu quarto e permanece sentada com os joelhos encostando seu rosto enquanto escorre lágrimas sobre seu rosto. A mulher levanta a perna devagar, em seguida, derruba a porta em um só chute. O pai corre até o quarto segurando a esposa pelos braços, logo, dando um soco bem no rosto, acertando em cheio.
– Eu não queria fazer isso. — o pai falou com uma voz de acabado, sacou a arma de sua cintura e a disparou.
–Não! — Teresa gritou, mas, ouviu o último suspiro de sua mãe, quando um clarão rasgou o cômodo com um som de carne sendo atravessada.
Teresa acordou exaltada. Foi ao banheiro e molhou o rosto com a esperança de diminuir o estresse de que acabou tendo, a lembrança de sua mãe sendo morta pelo próprio pai. Observou o relógio e estava marcando sete horas em ponto, e a reunião para o projeto do labirinto era daqui à uma hora, “é melhor do que nada” Teresa pensou, portanto se deitou e dormiu.
O despertador tocou, a menina se levanta incrivelmente bem como se fosse a melhor noite de sua vida. A porta do dormitório se abre e sai junto com Thomas e Minho.
–Pensei que seus dormitórios fossem em outro corredor, e o que o Minho está fazendo aqui? Imaginei que você estaria com as outras crianças.
–Me transferiram para este lado ontem à noite. – Minho respondeu.
Um guarda apareceu do fim do corredor andando em nossa direção e gritou:
–Os senhores irão tomar café da manhã com as outras crianças! – Porém o guarda passou por ele e disse mais baixo – Me siga, ordem do chanceler.
O refeitório devia ter umas vinte crianças, todas rindo e alegres diferente do antigo que só havia adultos e aqueles papos sem nexo, porque apesar eles são crianças.
Os três se sentaram em uma mesa onde, uma moça bem simpática foi entregá-los três caixas de fundo preto e tampa de vidro de forma retangular na qual, tinha um sanduíche, um suco de laranja e alguns comprimidos vitamínicos.
Depois de alguns minutos uma voz feminina chamou no alto falante:
– Teresa, Thomas e Minho, compareçam a sala do chanceler, por favor!
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