Before You Go
1 Torn
Notas iniciais
Sara estava em seu apartamento e terminava os últimos preparativos para sua viagem. Era véspera de Natal e sua família iria se reunir na casa de inverno, como tradicionalmente ocorria todos os anos. Estava em seu quarto finalizando a sua pequena mala, enquanto aguardava a sua irmã Diana chegar.
Elas estavam atrasadas o suficiente para escutar um bom sermão de seu pai Jeffrey e serem encaradas com o olhar de censura de sua mãe Laura. Ela não sabia quantas vezes já tinha ligado para sua irmã caçula e tinha a chamada ignorada.
Sara fechou a sua mala e jogou-se na cama. Não sabia se estava preocupada com o atraso de Diana ou estressada o suficiente para estapeá-la quando ela chegasse em casa.
— Não me mate, Sara ! As lojas estão lotadas e impossíveis de transitar sem esbarrar em alguém ou deixar alguma coisa cair no chão. — Diana abriu a porta e entrou segurando dezenas de sacolas em seus finos braços.
— Diana, a minha vontade é de te sacudir até o seu cérebro reiniciar. — Suspirou fundo. — Mas para a sua sorte já estamos muito atrasadas. Pegue logo as suas coisas e vamos embora. Se Jefrey vier reclamar, eu vou fazer questão de falar que a culpa é da filha querida dele.
— Não tenho culpa de ser a predileta dele. — A caçula deu a língua para a irmã e saiu correndo para o seu quarto. Sara ainda tentou acertá-la com uma almofada mas a jovem tinha sido mais rápida.
Enquanto sua irmã terminava de organizar sua mala, Sara enviava uma mensagem de texto para sua mãe avisando que iriam atrasar mas que chegariam antes do jantar. A resposta foi quase que imediata. Laura se elas não chegassem a tempo, ambas ficariam de castigo.
Laura, mãe coruja. Para ela pouco importava se Sara tivesse 26 anos e Diana tivesse 21 anos. Eram suas eternas crianças.
— Está nervosa porque vai reencontrar o dono dos olhos azuis mais bonitos que conhecemos. — Diana gritou do seu quarto. — Afinal, são nove meses que vocês não se encontram ?
— Dy, você está viajando ou surtando.
No fundo, Diana tinha uma parcela de razão. Sara sentia saudades de Gil. Ele tinha sido transferido para Califórnia para resolver questões administrativas da empresa de seus pais.
— Acredito em você, Sidle. — Diana chamou sua irmã pela forma com que Gil a tratava. Apareceu na sala com a sua mala, as dezenas de sacolas e com um sorriso travesso. — Estou pronta.
— Diana, pare com isso. Por favor. — Havia seriedade no olhar de Sara. Diana sabia que o assunto Gilbert Grissom era delicado para ela, mas não perderia a oportunidade de fazer uma pequena brincadeira inofensiva. A caçula apenas meneou a cabeça em afirmativo e deixou o assunto de lado.
A família Sidle e Grissom tinham uma parceria de sucesso que se estendia por anos. Jeffrey e Thomas tinham se conhecido em uma entrevista de emprego. Ambos acreditavam que o encontro dele havia sido escrito pelo o destino. Nenhum dos dois conseguiu a vaga de emprego, no entanto começaram um projeto ambicioso.
S&G Construction era uma grande empresa no ramo da engenharia civil e imobiliário. A empresa que começou com um escritório alugado em cima de uma pizzaria, hoje tinha diversas filiais espalhadas pelos Estados Unidos e uma nova unidade na Europa.
Muitos acreditavam que eles eram irmãos. Eram dois excelentes profissionais e ambos almejavam o melhor para o crescimento mútuo. O nome de Diana era uma homenagem para a mãe de Thomas, que cuidou de Jefrey como se ele também fosse um filho para ela.
— Você comprou presente para o bairro inteiro, Diana ! Desse jeito o seu salário não vai durar até a metade do mês.
— Relaxa ! Esse é o primeiro Natal que eu vou passar trabalhando, só quis recompensar todo mundo por ter me aturado todos esses anos.
— Você devia então nos presentear com cartelas de Diazepam.
Sara escutou um sonoro “cala a boca” de sua irmã. As duas riram e Diana deu partida no carro. A viagem não duraria mais que uma hora mas precisavam redobrar as atenções por conta da neve na estrada. Com o aquecedor do carro ligado, finalmente elas tinham parado de tremer. A temperatura na última semana estava baixa e as pesadas roupas de inverno eram as principais peças em suas respectivas malas.
— Espero que esse ano a mamãe não nos obrigue a falar os nossos motivos por sermos gratas neste ano. Isso tinha graça quando tínhamos sete anos.
— É mais fácil ela secar a neve com um papel, que deixar de fazer essa baboseira.
— Eu já estou com o meu discurso pronto. Sou grata pelos meus amigos, família e a herança que o papai vai me deixar.
O resto da viagem transcorreu com tranquilidade. A neve cobria boa parte da entrada da casa, mas nada que dificultasse a passagem do carro. A bela casa revestida de madeira, estava com as suas luzes acesas, o que trazia um destaque em meio a neve branca. O cheiro do chocolate quente invadiu suas narinas e elas suspiram fundo de prazer.
— Eu gosto dessas tradições. — Sara disse saudosa. — A velha árvore de Natal, o mesmo cardápio da nossa infância; a baboseira da mamãe com esse momento de gratidão.
— É sempre a mesma sensação de lar.
Deixaram o carro na garagem e foram recepcionadas por Lindy. Ela era a governanta da casa, ela estava com a família Sidle desde o nascimento de Diana. para Havia sido contratada para auxiliar Laura com as duas filhas e coordenar os afazeres domésticos.
— Que saudades eu senti de vocês. Achei que vocês não fossem chegar a tempo. — Lindy deu um abraço caloroso em cada uma e as auxiliou a tirar o sobretudo. — Vão logo encontrar com a mãe de vocês antes que ela surte.
— Minhas meninas ! — Jeffrey era um homem com 1.83 e pesava um pouco mais de 90 kg, era dono de uma cabeleira castanha que começava a dar espaço para alguns fios grisalhos. O nariz pontudo e os lábios finos ornamentavam com os seus olhos caramelo. — Laura já estava ficando aflita com a demora de vocês.
— Pegamos trânsito, pai. — Sara olhou de soslaio para Diana que piscou agradecida para ela. — Importante que chegamos a tempo. — Jeffrey salpicou um beijo na bochecha de cada uma das suas filhas.
— Eu não mereço um abraço ? — Laura chegou na sala com os braços abertos e um sorriso acalentador. — Só o pai de vocês é bem recepcionado ?
— Dona Laura, rainha do drama. — Diana disse e foi em direção a sua mãe. Recebeu um abraço tão forte que teria que se certificar que não tivesse quebrado uma costela. Com uma mão livre, a matriarca chamou Sara e abraçou as duas filhas ao mesmo tempo.
— Mãe, nos encontramos semana passada. Como você pode ter tanta saudade reprimida ? — Sara tentava se desvencilhar do abraço mas era impedida pelo braço de sua mãe.
— Está vendo, Beth? Criamos os nossos filhos com amor e carinho, e é dessa forma que eles retribuem.
Elizabeth Grissom chegou sorridente na sala. Tinha um enorme carinho por elas e sabia o quão dramática a sua amiga poderia ser.
— Agora a casa finalmente está completa ! Laura não parava de falar até vocês chegarem. Vim investigar o silêncio e encontrei com vocês. — Ela trocou um abraço caloroso com cada uma — Confesso que também estava preocupada com vocês, meninas.
— Estamos sã e salvas. Apenas um contratempo. Onde está o tio Tom? Quero comentar com ele sobre o jogo de ontem do Cubs.
— Está em uma ligação junto com Gilbert. — Ela revirou os olhos. — Parece que tiveram algum problema com a filial de Utah. Eu já falei com aqueles dois, se eles não encerrarem aquela ligação em dez minutos, eu mesmo vou encerrar.
— Mostra quem manda, tia Beth.
As duas bateram a mão no ar e começaram a rir. Diana era a veia cômica da família. Sempre tinha as melhores respostas e sua espontaneidade era adorada por todos.
Sara pediu licença para as mulheres e foi para o seu quarto. Precisava ainda responder alguns e-mails referente ao seu trabalho. Era uma jovem professora no departamento de física na Universidade de Las Vegas. Após a conclusão do seu mestrado, havia sido convidada pelo seu mentor para lecionar em algumas matérias do curso.
Sabia que tinha pendente algumas revisões de artigo e aproveitaria o tempo para adiantar o trabalho. Pegou o seu notebook em sua mala e o abriu sobre a mesa de carvalho de americano. Viu a caricatura de Albert Einstein surgir na tela, a famosa foto do físico com a língua exposta estava retratada em um desenho infantil.
— Sidle ! — Ouviu duas batidas na porta.
Ela reconhecia aquela voz.
— Arthur ! — Ela virou a cadeira e sorriu ao encontrar-se com seu velho amigo.
Era uma brincadeira que os dois tinham desde a época de sua adolescência. Uma vez Grissom havia confidenciado que não gostava muito do seu nome do meio, achava que não combinava. A partir daquela informação, Sara sempre que podia o chamava de Arthur.
E em contrapartida, ele a chamava de Sidle. Sara não gostava de se apresentar com o seu último nome. Tinha receio que as pessoas a assimilassem com a empresa de seu pai e fizessem uma imagem negativa dela. Tinha medo se ser rotulada como rica mimada.
— Vejo que o sol da Califórnia pouco teve efeito em você. — Levantou-se da confortável cadeira e foi em direção a ele.
— Ficava trancado o dia inteiro no escritório. O mais perto que eu cheguei da praia foi na proteção de tela do meu computador.
Ele deu mais um passo e diminuiu a distância entre eles. O abraço se encaixava perfeitamente. Aquele momento também era uma sensação de lar. Sentia falta de estar com ele e estar ali com os braços dele envolto ao seu corpo, a fez suspirar de alívio.
O mesmo cheiro do perfume amadeirado, a pele macia e o abraço apertado.
Grissom afagou os cabelos modelados de Sara e depositou um beijo no topo de sua cabeça.
— Como você está ? — Ele sentou-se na cama e encostou a coluna na cabeceira forrada. Esticou as pernas e abraçou uma almofada estampada natalina. — Desconheço alguém que ame mais o natal que a Laura.
— Eu acho mais fácil ela desistir de comemorar os aniversários, que deixar de comemorar o natal. — Eles riram com a conclusão. — Eu estou bem. Trabalhando demais. — Apontou para o notebook ligado e deu de ombros. — E você ?
— Trabalhando muito também. Esses últimos meses foram os mais corridos da minha vida. Meu pai me deu uma bomba para resolver na Califórnia. Sinceramente, eu achei que não conseguiria voltar a tempo para o Natal.
Grissom era o braço direito de Thomas na empresa. Desde muito novo foi ensinado que seria o próximo sócio. Ele era a alma nova nos negócios, com suas ideias inovadoras, conseguia alavancar as ações e trazer novos investidores. Alguns meses antes, havia sido capa de uma revista especializada em negócios como uma grande promessa no mercado empresarial.
— Você está provando que não é só um rostinho bonito que estampou a Build Magazine.
Na capa estavam Grissom, Thomas e Jeffrey. O trio estava trajado com roupas sociais e semblantes sérios. No entanto, o destaque da capa era Gilbert.
— Vou providenciar uma versão autografada para você. — Ele jogou a almofada em direção de Sara que pegou o objeto macio no ar e devolveu da mesma forma.
Eles se encararam por um tempo em silêncio. Grissom conhecia Sara desde os seus 16 anos. Quando conheceu a menina de 12 anos, a amizade foi conquistada de uma forma fácil. Eles sempre debatiam sobre assuntos aleatórios e curtiam basicamente as mesmas coisas. Quando a família de Sara precisou se mudar por conta do trabalho de Jeffrey, ela tinha ido estudar na mesma escola dele.
Gilbert na época era um rapaz popular. Muito educado e inteligente, ele fazia questão de dar atenção para todas as pessoas ao seu redor. Nunca se envolveu em polêmicas e nem era dado a rompantes durante o colegial.
Sara era mais introvertida. Tinha algumas amigas que conquistou na época de escola mas não era tão interativa como Grissom. No seu primeiro dia de aula, ele fez questão em auxiliá-la com todas as matérias e salas. No intervalo, passavam juntos na arquibancada vendo o time de futebol treinar e as líderes de torcida ensaiarem.
Quando Sara se formou no colegial, ele tinha sido o seu par no baile de formatura.
Quando Grissom se mudou para o dormitório da faculdade, ela sentiu a falta da companhia dele. Mas sempre que ele tinha um tempo, ligava para ela e ficavam algumas horas no telefone.
O tempo começou a ficar escasso. Grissom estava atuando em diversos projetos na faculdade e suas horas vagas eram apenas para dormir e comer alguma coisa.
Eles perderam o contato totalmente. Se encontravam em algumas reuniões celebrativas da empresa ou em algum aniversário. Quando Sara iniciou a faculdade de física, ele se mudou para Londres para fazer o seu MBA em gestão de empresas.
No entanto, quando ele retornou para Estados Unidos a amizade retornou do ponto onde tinham parado. Parecia que eles nunca tinham perdido o contato. Grissom era o responsável pela filial de Las Vegas e sempre estavam em contato.
Sara perdeu as contas de quantas vezes foi surpreendida por ele com um convite para almoçar no refeitório do campus. Ou quando ele a buscava depois de uma aula para algum almoço de negócios que ele precisava de companhia.
— Vai ficar fixo em Vegas ?
— Sim. Vou retornar para Califórnia apenas por outros motivos.
Sara ficou sem entender a afirmação dele. Tinha certeza que o seu rosto tinha se formado uma incógnita.
— Finalmente achei vocês. — Diana apareceu na porta do quarto. Ela estava acompanhada de uma jovem mulher. — Angela estava perdida na casa. Encontrei ela perdida no corredor.
— Essa casa é gigante. — Grissom levantou-se da cama e foi em direção da mulher. Abraçou a sua cintura e colou a sua lateral do corpo junto a ela. — Me desculpe, eu devia ter dado o mapa para você.
— Podemos brincar de Marco Polo seco.
Diana entrou no quarto e encarou sua irmã com uma sobrancelha erguida. Estava tão espantada quanto ela. Angela estava perdida no corredor quando se esbarraram, ela perguntou sobre e Grissom, e ela teve certeza que ele estaria com Sara.
— Meninas, essa é a Angela. Minha namorada. — Grissom a olhou no fundo dos olhos e piscou para ela. — Angela, estas são: Sara e Diana.
— Olá. Prazer em conhecer vocês. — A loira acenou timidamente para as duas.
Diana procurou o olhar de Sara e quando se encontraram, ela pode ler de forma límpida e cristalina a decepção na alma dela.
♦♦♦
Diana entrou no quarto de sua irmã e fechou a porta. Precisava conversar seriamente com ela. Depois do Natal ela vinha agindo de uma forma muito estranha. Estava distante de tudo e seus pensamentos pareciam vagar por outros lugares.
— Estou preocupada com você. Me conta o que está acontecendo, maninha.
— Dy, eu estou bem. É só cansaço mesmo. — Sara abriu um sorriso tímido mas não convenceu Diana.
— Eu não acredito. Nesses últimos dias quase não escutei a sua voz. Aliás, não é só você que está estranha, o Gil também está. Ou você acha que eu não reparei. Ele inclusive foi embora antes.
— Está tão óbvio assim ?
— Pelo menos para mim. O que houve, maninha? Eu preciso surrar a cara do Gil ?
— Não, Dy. — Sara deu uma risada abafada. Talvez fosse melhor externar tudo o que tinha acontecido. — Você precisa me prometer que essa história não vai sair daqui. Eu não quero complicações.
— Maninha, até hoje os nossos pais não sabem que o Dylan ia dormir escondido lá em casa. Não vai ser agora que a minha língua vai desenrolar. — Ela pegou a mão da irmã e fez um carinho com o polegar.
— Grissom disse que me ama. Falou que sempre nutriu um sentimento mas que nunca tinha entendido o que era. Disse que começou a entender que não era uma simples amizade, que sempre pensava em mim. Falou que ele tinha certeza que estava apaixonado por mim.
Diana começou a piscar os olhos de forma incessante. Ainda precisava processar aquela informação e seu cérebro não conseguia organizar suas ideias.
— Fala alguma coisa, Dy. Pelo amor de Deus. — Sara sacudiu os ombros dela e ela fixou os olhos nela.
— Isso era inevitável, maninha. Vocês estão juntos a muito tempo e tem uma amizade invejável, mas não é uma amizade fraternal. O que você respondeu para ele ?
— A verdade ! Dy, eu cresci com o Grissom. Ele esteve presente na minha vida em diversos momentos. Compartilhamos muitas coisas, confidenciamos diversos segredos e perdemos muitas horas juntos.
— Então porque não estão juntos agora? O que houve de errado ?
— Dy, eu conheço o Grissom melhor que a Elizabeth e o Thomas, se bobear eu conheço ele melhor que ele próprio.
— Eu não estou entendendo, maninha.
— Dy, quantas namoradas o Grissom já apresentou desde que você se entende por gente? Quantas vezes você já não viu o Gilbert terminar um namoro e aparecer namorando praticamente uma semana depois ?
Diana suspirou resignada. Sua irmã tinha razão. Grissom era um dos homens mais incríveis que ela conhecia, tinha muito respeito e admiração por ele. Só ela sabia quantas vezes ele tinha a ajudado com algum problema, e muita das vezes fazia sem a ciência de Sara. Porém, ele não era uma pessoa para ter compromissos amorosos, seus relacionamentos nunca duravam.
— Sara, isso não significa que ele não goste de você. Você considerou isso?
— Eu não ignorei o sentimento dele. Eu apenas… — Ela cortou a fala, não queria admitir que era recíproco o sentimento.
— Você não quer ser mais uma, né ?! Mesmo gostando dele, você não quer compor a extensa lista de namoradas.
Sara silenciou. Diana tinha razão. Durante muitos anos ela lutou contra um sentimento avassalador que sentia por ele. Falava para si mesmo que eram apenas bons amigos e com muito esforço se convenceu disso. Quando Grissom a apresentava alguma nova namorada, ela apenas ficava feliz por ele.
♦♦♦
— Bem vinda, Angela. Espero que aproveite a estadia. — Sara e Angela trocaram um breve abraço. — Tem sorte em ter o Grissom do seu lado.
— Ele é incrível. Nos damos muito bem. — Ele deu um singelo beijo em sua testa.
— Alguém está afim de uma caneca de chocolate quente ? — Diana rompeu o silêncio. Sabia que sua irmã precisava ficar sozinha por um tempo.
— Vamos para cozinha e deixar a Sidle resolver os assuntos nerds. — Piscou para Sara que apenas deu um sorriso. — Depois eu subo com uma xícara para ela.
— Agradeço. Preciso resolver alguns problemas ainda. E não se preocupe Grissom, quando eu terminar eu me junto a vocês na cozinha.
Ele estagnou quando a ouviu chamar de Grissom. Acendeu um sinal discreto de alerta. Resolveu ignorar e seguir os passos de sua namorada em direção a cozinha.
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