Before My Other Life - Dio's Diary
3 Cap 3 - the fine line between happiness and pain
Notas iniciais
Dio e Maria seguiam por um largo corredor meio escuro que era iluminado somente por algumas luzes fracas vindas de tochas penduradas nas paredes, o garoto olhava para os cantos de esguelha, ele não gostava nada de lá, poderia ser jovem mas não era tolo, olhava especialmente em direção a única saída que havia por lá o tempo inteiro o que não pode deixar de ser percebido pela mais velha a sua frente que o via mais sério do que qualquer outro rapazinho que já havia passado por lá.
- está bem jovenzinho? está muito calado.
O garoto desperta de seus devaneios porém tenta se manter centrado em seu objetivo, definitivamente as coisas não lhe cheiravam muito bem por ali.
- sim madame, tente não se preocupar comigo... eu não falo muito.
- entendo... então venha comigo, o doutor ficará muito satisfeito em conhecer alguém tão educado e silencioso como você. — O sorriso dela se tornou, por alguns milésimos de segundos, um tanto que psicótico e sua última frase não trazia bom agouro ao loiro.
Ele adentra a sala só depois percebendo que a porta havia sido fechada com certa brutalidade atrás de si e trancada logo em seguida.
- m-mas o que significa isso?! m-madame Maria!
Passos podiam ser ouvidos ao fundo da sala, era de um adulto, ele se põe ao lado de Maria agarrando-lhe a cintura e apoiando sua cabeça em seu ombro com seus olhos fixos no garoto, usava máscara porém sua psicose era a maior de todas ali como o garoto já pôde sentir por si próprio.
- nee, Maria, o que foi que me trouxe dessa vez?
- Doutor... — A garota tornava sua voz ainda mais fina que antes. — Este garoto estava procurando emprego na mansão e achei que fosse se interessar por tão raro loiro de olhos de cores diferentes.
- rs, você sabe mesmo como me agradar, está se tornando cada vez melhor nisso sabia? Ma...ri...a...?
Ele acariciava-lhe a cintura e roçava o nariz em seu pescoço a deixando arrepiada, o loiro completamente vermelho tentava deixar sua vergonha total de lado e formular alguma coisa em sua cabeça.
- "c-como assim ela me trouxe?! e c-como assim dessa vez?! e-eu sou o próximo de que?!" — Ele dá uns passos curtos pra trás e vê um de seus sapatos que agora estava sujo de sangue, fora que uma mão saíra da sacola, ele tapa sua boca com as costas de uma de suas mãos pra não gritar e tenta escapar rápido e silencioso colocando suas mãos na trinca da porta, movimento rapidamente impedido pelo homem que havia chegado de não se sabe aonde.
- hãhãhã meu jovem, saindo tão cedo assim? Chegue mais perto, queremos dar uma boa olhada nesses seus olhos tão interessantes, não se preocupe, será rápido. — Os dois começavam a encurralar cada vez mais o garoto contra a porta, este mantinha os dois olhos bem fechados, não havia como escapar isso era definitivo, a chave obviamente fora levada e os dois eram muito maiores que ele.
- Alfred?! — Batidas na porta cessam o que ambos faziam, era uma voz de mulher, o garoto volta a sua atenção a porta junto com os dois adultos.
- Alfred querido sou eu, houve um tumulto no jardim e não consegui dormir, temos visitas não é? Por que não me avisou, eu quero receber nossos convidados pessoalmente.
- droga...
- doutor...
- parece que vou precisar deste espécime por mais um tempo *murmurando para que somente ele e Maria pudessem ouvir e depois volta sua voz audível para o loiro também* Parece que teremos que dar um bom tempo antes de prosseguirmos com esta conversa garoto.
- am?
- Venha comigo.
O homem retira sua máscara e muito discretamente sai com o loiro sendo puxado um pouco atrás de si, depois fecha a porta novamente estando na presença de quem os chamava, era uma bela mulher de corpo escultural e longos cabelos castanhos lisos.
- finalmente você me atendeu Alfred, já estava indo perguntar se você morreu lá dentro.
- "ou se quase mata alguém" *Dio meio emburrado*
- rs, muito engraçado Monika, não, não, estava somente dando as boas vindas ao nosso novo... jardineiro certo? — O homem sorri doce o mais falsamente possível mas com um olhar de esguelha de "se você abrir a boca eu o mato agora"
O garoto sai detrás do homem se desprendendo dele com certa raiva contida pra que não percebessem nada virando seu rosto alvo para a figura a sua frente e por um bom tempo fica num transe.
- que jovenzinho lindo temos aqui, é um prazer te conhecer, eu sou Monika, Monika Drevis. *sorriso maravilhoso*
- "u-uma..." rainha fada...
- am? o que disse rapazinho?
- ah, m-mil perdões senhora.
- rs, não precisa se envergonhar tanto, como se chama?
- D-Dio, me chamo Dio.
- está bem Dio, é realmente um prazer lhe conhecer, vai ser ótimo ter um rapaz tão educado e bonitinho trabalhando nos jardins da casa mas Alfred não se importará se ele me ajudar com algumas coisas na casa de vez em quando certo Alfred?
- de jeito nenhum querida.
- rs *a mulher boceja delicadamente* eu queria poder ficar mais mas está muito tarde agora, você pode ficar no quarto das empregadas com a Maria e...
- NÃO! D-digo... eu gosto de ficar sozinho, dormir ao ar livre faz bem, posso me arranjar numa choupana na cidade.
- um... se quer assim, mas esteja aqui bem cedinho ouviu?
- h-hai.
A mulher sai deixando que seus sapatos de salto fizessem barulho no chão de pedra, o garoto fecha seus olhos e dá as costas ao homem em direção a saída, este chega perto de si rapidamente e coloca uma de suas mão nos seus ombros aproximando os lábios no seu ouvindo lhe sussurrando ameaçador.
- se ousar contar a Monika tudo que passa por aqui não posso garantir muito seu destino nessa casa.
- estou ciente *frio*
- e certifique-se de ficar bem longe da minha Aya garoto, não quero gente como você perto dela.
- *um pouco sarcástico* isso é tudo... por que posso arruinar seu disfarce de pai perfeito?
- não teste a minha paciência garoto, tem sorte de eu permitir você vivo. Maria!
A mulher joga a chave da saída dos fundos ao loiro que as pega por reflexo saindo logo em seguida.
- Doutor...?
- ele é uma ameaça Maria, por enquanto ainda temos ele nas mãos mas não sei por quanto tempo isso possa durar.
- doutor...
- certifique que ele ficará bem longe da Aya, não quero que ele mude muito a sua cabeça, preciso dela sempre intacta e aqui conosco, afinal...
ela é a minha mais preciosa...
bo-ne-ca.
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