Before My Other Life - Dio's Diary
4 my most precious flower, the first love of a boy
O jovem acordara de um pesadelo, aquela tinha sido a noite mais terrível que já lhe passara, nem tinha conseguido dormir direito, depois de insistências a mãe da pequena Collina pediu-lhe para dormir em uma choupana próxima a mansão, perguntou-lhe o que houve com seus sapatos sujos de sangue e o mesmo se esquivou dizendo que havia topado com alguma coisa na floresta com um sorriso sereno levando algumas reclamações por isso, de alguma forma era boa a sensação de levar algumas broncas, lhe lembrava a sua mãe, conseguira uma muda de roupas limpas, os cidadãos eram realmente muito gentis e muito unidos, o garoto somente tira as suas roupas deixando o corpo frágil a mostra no espelho, era magro mas começava a mostrar sinais do crescimento, bem leves, ainda era jovenzinho no fim de tudo, sua irmã sempre implicava com ele por ser gentil, bonito e fazer algumas meninas da vila corarem ou em alguns casos suspirarem.
"nee Dio, se continuar desse jeito o próximo com namoro será você heheheheehhe"
"o-ONEE-CHAN! *tomate* não fique falando essas coisas!!"
" nee, não precisa ficar tão constrangido, eu quero ser tia de vários loirinhos correndo por ai hihihihi"
"*ainda mais envergonhado e vermelho* onee-chan!"
Sorriu involuntariamente pro espelho, até a imagem do próprio corpo o fez lembrar dos comentários constrangedores dela e por incrível que pareça ele sentia falta até mesmo disso, olhou pro relógio dando um suspiro longo e depois pra a visão da mansão dos Drevis de bem longe, não queria voltar pra aquele lugar mas eles são a última pista que teve de sua irmã e ele prometeu fazer de tudo pra reencontra-la, pra Dio promessa é dívida. Vestiu as calças marrons juntos com os sapatos de couro, abotoou devidamente sua blusa branca exceto pelo botão de cima, por enquanto estava tudo até fresco mas ele sabia que quando começasse a esquentar o calor seria um pouco mais forte e não facilitaria muito o trabalho, pôs seus suspensórios e pegou o que precisaria inclusive luvas de proteção, tesoura e um chapéu de palha se dirigindo a mansão.
Monika POV
Acordo por volta das seis, Aya ainda está dormindo pelo visto, desisti de tentar saber onde Alfred está, pelo lado da cama dele *o lado arrumado* ele não veio dormir de novo hoje, deve ter ido dormir no seu laboratório, que raiva... faz muito tempo que não dormimos juntos, relacionamento íntimo? Nem me lembro.
Ponho meu robe branco e ouço uns barulhos do lado de fora da casa, não é que aquele menino veio mesmo cedinho? E está trabalhando e muito bem, nunca vi o jardim tão organizado, tenho que me lembrar de pagar muito bem a ele por isso, o tipo de garoto que eu recomendaria pra juntar-se a Aya rs, se ao menos meu marido idiota não tivesse essa estúpida ideia de ciúmes... Um dia eu contorno ele, acho, Aya não terá 10 anos pra sempre e ele não poderá mantê-la nessa casa sempre também.
Monika POV fim
O garoto com suas luvas de jardineiro, suas mangas arregaçadas até os cotovelos e seu chapéu de palha clara trançada trabalhava bastante colocando o último dos amontoados de ervas daninhas nos fundos da casa, tinha que ser muito rápido pois o chefe proibia terminantemente que ele mante-se contato com qualquer indivíduo que passasse pela mansão a não ser ele próprio se ele o permitisse, Maria e sua esposa, não poderia falar ou se aproximar especialmente de sua única filha, uma garota que ele ainda não conhecia... até aquela hora...
– nyah~ que lindo!
Mãos curiosas de uma das janelas dos quartos encostava-se no vidro, depois disso passos e um destrancar de portas, uma garota de longos cabelos pretos semi amarrados com uma longa fita rosa escura e um vestido azul escuro e branco saia para o meio das flores com um sorriso lindo que fez o loiro arregalar os olhos e contrair as pupilas, ele se sentia um pouco nervoso e sentiu um pouco do sangue lhe subir a cabeça, suas bochechas esquentaram e deixou seu coração dar um salto.
Agora ele entendia o por que do pai referir a ela como uma boneca, era como uma de fato, frágil e delicada como porcelana e com o sorriso inocente, a garota corria pelos campos com algumas pétalas dançando ao seu redor, ela pegava seu coelho e hora ou outro o acariciava com ternura, o garoto corado estava meio paralisado até receber um chamado de dentro da mansão, era a senhora que precisava dele naquela hora, voltou novamente o olhar para a garota mas esta já havia voltado, provavelmente pra falar com o pai.
Enquanto se dirigia ao quarto da dona da casa o loiro sentiu um pouco de tristeza, dó da garota, ela não merecia um pai como aquele, mas não a culpava, era ingênua demais pra perceber o que aquele homem realmente era por dentro, ela realmente devia gostar muito dele, tão pura, tão meiga, inocente... corou novamente por estar pensando na pequena filha dos Drevis, devia ser a idade, sabia disso de alguma forma, sua mãe já havia lhe explicado quando mais novinho, na época ele realmente não entendia, começara a entender agora, só agora, sua irmã também já o havia explicado e alguns de seus amigos quando cresciam também ficavam assim, as horas de brincadeiras ficavam cada vez mais curtas, não tinham muito tempo pra ficar na companhia de Dio, aquela era a hora em que o parque de diversões fechava e a realidade se abria para cada jovenzinho, para cada mocinha, a realidade da nova fase de Dio também abriu para ele, em seu caso abriu com a mais bela flor de todas que ele já vira num jardim, com uma voz melodiosa, gestos delicados e um lindo sorriso, Aya Drevis, a filha do homem que ele mais temia, se perguntara como uma garota assim poderia ser filha de um homem como aquele, parou um pouco no corredor depois das reflexões, as cortinhas voavam pra dentro juntamente com algumas poucas pétalas rosadas, sendo que uma delas lhe pousou na mão aberta, ele a contemplou por longos segundos... esse era o momento pelo qual Dio já devia estar esperando, o momento que alguns garotos temem e outros nem esperam...
... seria a Aya... o seu primeiro amor?
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