Marc não imaginou que voltaria tão cedo para aquele lugar, mas ali estava ele. Na época, ele não admitiu, porém aquele lugar o assustava mais do que a maioria dos lugares assustadores que ele já tivera a audácia de visitar. E ele teve a audácia de visitar muitos lugares assustadores. Nenhum deles era como a câmara oriental de invocação, embora fossem páreo duro.

– Então, só pra saber, se abrirmos isso aqui, qual a chance de corvos assassinos devorarem os meus olhos?

– Sivir… — Ezreal colocou a mão na cabeça, cansado. Era difícil lidar com ela sem Brandon. Na verdade, naquele caos, era difícil fazer qualquer coisa sem Brandon. Enquanto o Instituto se reorganizava com a habitual burocracia, eles se preparavam para a guerra.

– Não, sério. Eu preciso dessa informação. Eu só tenho dois deles, sabe? – Ela apontou para os próprios olhos lentamente, subindo a contagem de dedos quando chegou no segundo, como se quisesse provar que realmente tinha apenas dois.

– Vocês não precisavam vir. – Marc grunhiu. Eram boas pessoas, mas não pessoas do tipo que se leva para as portas da morte. Literalmente, as portas da morte. “Todo mundo morre sozinho”, seu egoísmo o fazia pretender morrer assim também. E não com o tagarelar incessante de Ezreal e Sivir.

Sivir encolheu os ombros, um pouco sem jeito. Ezreal colocou as mãos nos bolsos e olhou para o lado. Poucas pessoas iam para aquela parte do Instituto. Mas naquela balbúrdia o local estava relativamente cheio. Com várias casas destruídas pelo fogo ou pelos homens de Tesla, as pessoas ocupavam as ruas do Instituto. Todas elas.

Mas esses eram os problemas menores. A verdadeira complicação era que eles sabiam onde Brandon estava, mas não sabiam como chegar lá. Zilean era incapaz de rastreá-lo com a sua magia, assim como Doran nada podia fazer com as suas máquinas. Marc era inútil em rastreamento, mas fazia o que podia. Era nisso que ele acreditava quando abriu o portão do covil de Fiddlesticks, o mensageiro da morte.

Como sempre, o lugar estava um breu. Marc não tinha tempo para esses rituais, nem para brincar de cabo de guerra com a própria energia vital contra aquele espantalho novamente. Era hora de ser mais prático:

– Vamos logo, espantalho idiota. Apareça! – Ele rugiu, sem sequer dar um passo para frente. Nunca entraria lá novamente. A voz de Marc era inesquecível. A maioria das pessoas que a ouvia acabava morrendo, então haviam poucos que podiam validar essa afirmação. Felizmente, Fiddlesticks era um deles.

O espantalho se arrastou até a entrada, olhando de soslaio para Sivir e Ezreal. Sivir acenava alegremente para ele, ela já tinha visto coisas muito mais bizarras do que aquilo. Ezreal sentia um pouco de medo, ele conhecia algumas histórias de terror do Instituto. E Fiddlesticks protagonizava a maioria delas. Marc estava indiferente, tinha um objetivo claro, não precisava julgar nada ou ninguém:

– Me prometeram que eu seria deixado em paz. – O espantalho falou, na defensiva. Alguns corvos apareciam ao lado dele, surgindo das sombras da câmara. Seus olhos vermelhos sempre alertas para qualquer sinal do mestre.

– A hora chegou. Precisamos de você. – Marc conhecia o acordo. Estava presente quando Brandon o consumara. O cientista de Piltover era muito bom em fazer acordos e trazer pessoas para o seu lado. Infelizmente, isso não o ajudou a evitar toda a situação em que se encontravam. Mas podiam corrigir aquilo.

– Para lutar? – Fiddlesticks questionou. Sabia lutar. Lutar e matar. Eram as únicas coisas pelas quais o conheciam.

– Para vencer. – Marc deu meia volta e começou a caminhar, sendo seguido pelos seus atônitos companheiros. O espantalho assistiu estático a demonstração de convicção do bárbaro que virou apenas a cabeça cabeluda enquanto partia e perguntou: — Você não vem?

Ele iria. Não pela fama ou pela glória, nunca as teria enquanto vivesse. Nunca seria normal naquele mundo de heróis e lendas. Mas eles também não eram, e até mesmo um monstro precisa sair da escuridão.


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– Portanto, eu vou levar a minha equipe, sim! – Ofelia exclamou, apontando o dedo para o rosto do Alto Conselheiro Mandrake. Pouquíssimos motivos no mundo a fariam tomar aquela atitude. Ver o lar destruído, ser transformada em um monstro senciente e ter o melhor amigo sequestrado eram algumas das coisas que a tiravam do sério. – Com Tesla foragido, eu sou a representante interina de Piltover. É bom o senhor não esquecer o que isso significa!

– Eles não são invocadores certificados! Eu permiti a presença deles para a apresentação da tal Liga, mas eles não irão para nenhuma Icathia. Nem eles, nem nenhum invocador daqui! – Mandrake também berrava. Era um velho senhor, mas ninguém tinha pena de sua saúde em situações assim. Principalmente quando as gotículas de cuspe começavam a voar de sua boca para diversas direções.

– O senhor tem medo de perdermos novamente, ou apenas acha que Brandon não vale a pena? – Katarina perguntou. Ela estava encostada em um pilar de um dos pátios do Instituto. Um dos poucos pilares ainda de pé, assim como a determinação dela.

Mandrake abriu a boca e tornou a fechá-la, furioso. Esperava que, pelo menos, Katarina ficasse ao seu lado. Ela era uma das representantes mais fiéis ao Instituto e uma das mais antigas também, o apoio dela àquela ideia louca era um duro golpe. Mas não o faria retroceder.

Ofelia também já havia atingido o seu limite. Ela procurou o distintivo do Instituto no bolso. Ainda estava lá. Um pequeno triângulo, que representava um telhado, sustentado por três pequenos pilares. Um símbolo simples, mas que significava muito para ela. Até aquele dia.

– Um espaço nesse lugar significa muito para mim. Eu amo o Instituto. Assim como eu amo o meu mundo. – Ela quase dissera “o meu Brandon”. – Então, se eu tenho que escolher entre um deles, eu farei esse sacrifício. – Ela arremessou o distintivo no chão, aos pés de Mandrake e deu as costas para ele, partindo. O Alto Conselheiro olhou para baixo. Havia sido um dos idealizadores desse símbolo e de tudo que ele representava. “Quando as coisas decaíram tanto?”, ele pensou, em sua terra destruída.

– Eles merecem a chance de tentar. E não merecem fazê-lo sozinhos. – Katarina comentou, astutamente. Ela conhecia bem o Alto Conselheiro, sabia o que ele pensava como quase ninguém ali.

– Você confia nesses ladrões e assassinos? – Ele perguntou, incrédulo. Uma coisa era a opinião de Ofelia, uma jovem doce e inocente, outra coisa era um cientista louco e sua famigerada “Liga”.

– Antes de Brandon, eu mataria a maioria deles pessoalmente se tivesse a chance. Nunca acreditaria que eles merecem uma chance no mundo. Mas ele conseguiu. Fez surgir um outro lado deles. – Ela segurou a mão de Mandrake e o olhou nos olhos. – Então, eles salvaram a minha vida. E a sua. A de todos nós. Devemos nossas vidas para eles. Mesmo que Brandon não possa ser salvo, devemos deter os Observadores.

– Não existem Observadores! – Ele exclamou, com uma explosão repentina de fúria. Os olhos se arregalando ao ouvir a palavra “Observadores”.

– Só porque o senhor não quer acreditar, não significa que seja uma mentira. – Ela retirou o distintivo também. Não precisava dele desde que se tornou uma representante, mas gostava de carregá-lo. Agora, aquilo não valia de nada. Não em suas mãos.

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Doran removia uma grande e pesada caixa de seu armário e sentava no chão, ao lado dela. Ele certamente andara ocupado durante o período que passaram no Instituto. Quase todos da Liga estavam reunidos no laboratório, com exceção de Katarina e Brandon. Zilean era o único que estava sentado, em uma cadeira próxima, ainda enfraquecido pela quantidade de coisas que vira e fizera.

O jovem inventor abriu a caixa. Uma variedade de cores, tamanhos e formas a preenchia. Suas criações. Algumas antigas, outras mais recentes. Todas suas filhas e filhos, e agora ele se preparava para dar um uso melhor do que encher caixas para elas.

– Doran, o que exatamente são essas coisas? – Ezreal perguntou, examinando de longe um pouco do conteúdo. Ele era um especialista em artefatos e coisas do gênero, mas jamais havia visto algo minimamente parecido com aquelas invenções. Eram as obras-primas de um gênio.

– Algumas são protótipos para itens da Liga, sabe? Como itens em um jogo de verdade. Outros, bem… Eu criei para me divertir. Em suma, são armas. – Doran era a única pessoa que criava armas como se fossem qualquer outro objeto e as entregava de bom grado para quem quer que fosse. E, ainda por cima, se divertia com aquilo.

– Ok, esse aqui é para você, Rainha Ashe. – Ele entregou para a arqueira algumas lâminas extremamente pontudas. – Eu as chamo de Gume do Infinito. Ponha na ponta de suas flechas e elas vão causar danos um pouco mais… críticos. – Ele sorriu, empolgado com a ideia do estrago que aquelas coisinhas afiadas fariam.

– Sivir, esse é o seu. – Dessa vez, sua mão puxou um pequeno ornamento em forma de caveira. – É a Sedenta por Sangue, capaz de transformar o sangue dos inimigos em um escudo. Dura pouco, mas é útil. Coloque em seu bumerangue.

– Você é o Papai Noel ou algo assim? – Ela perguntou, recebendo o item, satisfeita, e encaixando-o na sua lâmina.

– Annie, isso aqui é interessante. Venha ver. – Ele chamou a garotinha. O item da vez era um pequeno cetro em formato de mão. – Se você apertar com força, vai sair um pouco de fogo. Direcione-o contra o oponente e seus feitiços ficarão mais fortes.

– Legal. – A pequena respondeu, abraçando o urso de pelúcia com uma mão e o cetro com outra. Uma combinação perigosa, ainda por cima naquelas mãos pirotécnicas.

– Mais alguma coisa? Porque o nosso tempo é curto. – Marc falou, irritado. Estavam perdendo muita dianteira ali. E sequer sabiam onde encontrar Brandon, embora Sivir garantisse que sabia onde começar a procurar.

– Só mais uma. – Ele sorriu, levantando-se com um pingente na mão. O ornamento do colar tinha a forma de uma ampulheta. Doran estendeu o último item para o espantalho que estava um pouco afastado dos demais. – Quando estiver em apuros, aperte isso.

– Por que eu? – Ele perguntou surpreso, provavelmente nunca havia recebido um presente na vida. Marc se identificava um pouco com aquela cena. Sabia o que o espantalho estava sentindo. E era bom.

– Bom, você não parece que se alimenta muito. Os outros conseguem apanhar um pouco. – Ele colocou pessoalmente o colar no pescoço de Fiddlesticks, embora precisasse se esticar na ponta dos pés para isso.

– Então, isso vai conosco? – O bárbaro perguntou, ao ver Amumu, a múmia triste, andando com o grupo que se dirigia para a grande abertura na entrada do laboratório.

– Não temos muitos aliados, precisamos de cada pessoa que pudermos conseguir. Mesmo uma fará a diferença. – Argumentou Zilean, se levantando com dificuldade para acompanhar o grupo.

– Que tal quatro mil? – Katarina perguntou, do lado de fora. Contudo, quando os olhares se voltaram para ela, ela não estava sozinha. Além do Alto Conselheiro Mandrake, que trajava uma armadura de combate ao seu lado, atrás dela estava o maior número de invocadores que já havia se visto juntos. – Então, faremos diferença?

– Alto Conselheiro! – Ofelia enrubesceu, correndo para Mandrake, extremamente envergonhada pelas atitudes passadas. Mas, para a sua surpresa, ele sorriu.

– Obrigado por me ajudar a lembrar do que isso significa. – Ele devolveu o distintivo para a garota e se voltou para os membros da Liga. – Companheiros, hoje, um irmão foi tirado de nós. Um irmão que fez o bem sem jamais pedir nada em troca. Mas vamos recuperá-lo e deter o mal que ameaça invadir Runeterra, porque, a partir de hoje, vocês são invocadores.

Marc riu. Ele nunca aprendera a rir baixo. Então, prendeu a grande espada feita por Doran nas costas e caminhou para a entrada, mas não sem antes parar ao lado de Mandrake e dizer, intencionalmente em alto e bom som:

– Concordo com quase tudo, vossa majestade. Mas hoje não somos invocadores, somos Lendas.

O exército que tinham rugiu em aprovação, se dirigindo aos veículos do Instituto. Tinham um longo caminho para percorrer.

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– Você poderia ter sido o que quisesse. Herói de guerra. Rei. Revolucionário. Por que Piltover? – A lua brilhava forte. No topo da mais alta torre de Icathia, a visão era ainda mais privilegiada. Mas enquanto tivesse que conversar com a sua ex-esposa, a Bruxa Gélida, Brandon não poderia desfrutar daquela visão.

– É o que nós fazemos. Nós sempre voltamos. – Brandon respondeu para Lissandra, com um breve sorriso. Ele já havia desistido de se libertar havia muito tempo. A esperança foi a primeira a morrer. Ele seria o último.

– Nós? – Ela perguntou. Sua forma verdadeira era feita de gelo, mas não era a sua original. Lissandra outrora fora humana, mas a obsessão a tornara naquilo. Uma entidade gélida. Uma bruxa gélida. O tempo e a paciência começavam a dar frutos, e ela não poderia estar mais satisfeita.

– Você também voltou. Poderia ter tudo em qualquer época, por que agora?

Ela deu um sorriso frio. A data do retorno tinha sido meticulosamente calculada. O nascimento da Liga. Mas seus planos não envolviam impedir aquilo. Brandon podia brincar com as suas peças o quanto desejasse, mas jamais passaria de uma brincadeira. E ela seria encerrada quando os Observadores retornassem.

– Em vinte minutos, o mundo que você conhece vai acabar e o mundo que eu conheço vai retornar. Olhe para o horizonte e permita que lhe devolva a sua pergunta. – Ela apontou. Estavam no topo da torre mais alta de Icathia, onde a Dobra, a máquina de abertura dimensional, repousava. – Por que não agora?

Ele entendeu que o assunto se encerrou ali. Sua cronodisplasia que retornava longe dos efeitos do gás zaunita não o encorajava a manter uma conversa por muito tempo. Pensar também era complicado, a divagação era a sua maior aliada.

“– Você gosta dela? – Kristofer perguntava, ao surpreender Brandon observando Lissandra, que na época atendia pelo nome de Liza.

O jovem cientista se sobressaltava, pálido. Ele próprio se pegava de surpresa admirando-a. Ela tinha um ímpeto que as mulheres de sua época não tinham, era decidida e forte…”

– É claro que era, seu idiota. Ela queria dominar o mundo. – Brandon sussurrou para si mesmo, enquanto revivia a cena.

“– Bem, ela é uma das minhas únicas amigas. Assim como você. – Então, ele sorrira.”

Como alguém tido como um gênio podia cometer tantos erros? Ele sabia exatamente como. Não era gênio, nunca seria como Heimerdinger. Heimerdinger o alertara sobre tudo aquilo ainda em Piltover, com Ofelia. Parecia que aquilo havia acontecido uma vida atrás. Ele tinha tantas desculpas para pedir, e temia que não restasse muito tempo para isso.

Era assim que ele acabaria. Amarrado em uma cadeira, com dispositivos prontos para drenar a última coisa que restava de Brandon Beck: Sua vida.

– Ligue a máquina, Kristofer. – Lissandra falou. O cientista de Piltover não tinha percebido que Kristofer também ali. A raiva agora borbulhava em seu íntimo, ele queria gritar, ele queria chorar e, acima de tudo, ele queria agir. Mas o som do apertar de um botão minava qualquer expectativa, a Dobra estava sendo ligada… E o fim do mundo começava.

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Os helicópteros do Instituto tinham esse nome por mera conveniência pois não passavam de miniaturas de helicópteros de verdade. Ofelia convivera pessoalmente com Corki, o bombardeiro ousado, um yordle muito bem-apessoado que construía máquinas de voo para a indústria bélica e ela conhecia um verdadeiro helicóptero quando o via.

Estava dividindo sua aeronave com Sivir, que parecia bem cheia de si. Era ela, junto com Ashe, quem seguia o rastro deixado por Kristofer e sua caravana.

“– Aqui, aqui e aqui. – Ela apontava inutilmente para as marcas no chão, era a única capaz de vê-las, o que fazia os outros duvidarem, se era possível, ainda mais de sua sanidade.

– O que deveríamos estar vendo? – Perguntou um invocador, dando vazão ao que muitos outros sentiam enquanto ela indicava o caminho, entorpecida pelas próprias observações.

– Vocês? Nada. Não são rastreadores. “Rainhagem”, quer ter a honra? – Ela perguntou, fazendo uma breve reverência irônica para Ashe e apontando para a direção que localizou.

Ashe era uma rainha. Ou, pelo menos, pretendia ser. Viver desde pequena carregando o peso de sua tribo nas costas a fez perceber várias coisas. Uma delas era que ninguém conquistava nada apenas atirando flechas. A vida não era tão fácil. Portanto, ela tinha alguns truques a mais na manga, como o seu Olhar do Falcão.

O seu arco foi flexionado e disparou. Mas, diferente de muitas outras ocasiões, não foi uma flecha o que saiu de sua arma. O seu Espírito do Falcão agora percorria o caminho que Sivir indicou, revelando o caminho.

– Aquilo é Icathia? – Mandrake questionou, ao ver a imagem que a projeção do Olhar do Falcão de Ashe trazia para eles: Uma cidade em ruínas na areia com uma grande torre no centro, com uma fraca iluminação roxa ao redor dela.

– Fantástico. Séculos de exploração, nunca encontraram nada. Mas agora… — Ezreal estava fascinado. Era a sua área de trabalho, afinal.

– É o nosso destino, ao que parece. – Doran afirmou, subindo em seu veículo aéreo com Marc. – Por Piltover!

E então, eles avançavam com diferentes gritos de guerra. Alguns enalteciam suas cidades, outros gritavam seus nomes, outros rugiam pelo Instituto, alguns simplesmente gritavam por gritar e uns poucos, como Marc, jaziam mortalmente sérios. Desse jeito, eles avançaram rumo à Icathia.”

– Está preocupada? – Sivir perguntou, enquanto dirigia o seu veículo aéreo, focada na direção que tomavam ao lado do veículo de Ashe e Braum. Os outros milhares de planadores as seguiam, era vital que tomassem o caminho correto. Não haveria uma segunda chance, não com o tempo que tinham em mãos.

– Eu não deveria? – Ofelia estava desolada. Tinha mais companhia do que jamais sonhou na vida e nunca se sentira tão sozinha.

– Não quando eu estou na vanguarda do grupo. E ainda teremos alguns ajudantes menos favorecidos conosco, tudo vai dar certo. – Sivir garantiu, confiante. Tinham a vantagem numérica, não tinham? Mesmo assim, Brandon já provara para Ofelia que as vantagens numéricas não eram grande coisa diante de um intelecto privilegiado.

– Uma batalha vai começar aqui. – Ela falou, ao chegar no portal para Icathia com seus helicópteros e quatro mil membros do Instituto às suas costas. Não poderia estar mais certa quanto aquilo.