Because Our Love Is Written With Blood
5 Sparks Of Love
– Pode me dizer para onde estamos indo? – perguntei acariciando o braço musculoso de Stefan – Já que a casa é gigantesca. – acrescentei.
– Você não consegue ser um pouco paciente, Senhorita Mikaelson? – disse petulante.
Já havíamos subido dois longos lances de escadas. E havíamos passado pelo quarto de Stefan. Porque não paramos lá? Enquanto eu o seguia, perdida em meus pensamentos, paramos diante de uma enorme porta de carvalho branco, suponho. Estávamos no 3 andar da mansão. Uau!
– Chegamos! – ele disse me olhando com expectativa e em seguida me dando um beijo casto. – Quero que feche os olhos, Kath.
– Sério? – reclamei, ansiosa.
Ele balançou a cabeça dizendo ‘’sim’’ quase fazendo um biquinho como se fosse um bebê. Meu bebê.
– Tudo bem. – eu fechei os olhos e ele segurou meu braço para me guiar. Depois de alguns segundos ele sussurrou em meu ouvido:
– Pode abrir.
Ao abrir meus olhos tudo que eu via eram estrelas perdidas em um céu negro. Um cheiro bom consumindo minhas narinas. Flores de todos os tipos. Vermelhas e brancas, ótima combinação! O ar fresco que passava pelo meu corpo me fazia tremer e jogava o meu by Browse to Save\">cabelo para trás. Havia um banco de madeira no canto da enorme sacada, e uma mesinha de ferro acompanhada com suas cadeiras com características da Art Nouveau. E algumas luminárias e tochas com fogo estavam espalhadas pela sacada... Jardim, seja lá o que for. Um sorriso bobo estava estampado em meu rosto. Me virei para Stefan que me segurava pela minha cintura.
– Isso tudo é tão lindo! Obrigada, Stef. – Com as mãos entrelaçadas no seu cabelo macio o puxei para mais perto do meu rosto. Com suas mãos antes na minha cintura, ele as colocou em meu rosto, acariciando minha bochecha com seus dedos, e a outra mão percorrendo minhas costas. Nos beijamos apaixonadamente, loucamente. Depois, sem fôlego eu joguei minha cabeça para trás e ele beijou meu pescoço. Beijos curtos e rápidos.
– Stefan – disse, quase que um gemido. — Estamos indo rápido demais. – Imediatamente ele parou o que estava fazendo e me olhou assustado.
– Tudo bem. – Depois de uma pausa, ele se soltou de meus braços e ficou segurando minha mão. – Que tal olharmos para essas solitárias estrelas pelo telescópio? – ele disse sugestivamente, me puxando para um canto da sacada, e sorrindo com ternura para mim.
...
Depois de um dia cheio de água, literalmente, a única coisa que Rebekah precisava era de um chá da mamãe Meredith.
– Tome aqui, filha.
– Obrigada.
– Tem certeza que ficará bem? Se quiser eu fico aqui com você essa noite. – Disse Meredith, passando as mãos, carinhosamente, no cabelo de Rebekah.
– Eu já disse, estou bem mãe! Não se preocupe, você tem uma visita e o papai precisa de você, ainda mais a noite. – Se esforçando, ela sorri. – Eu sempre acho um meio de ficar bem. – Soltando um suspiro Meredith se aproxima da filha e lhe da um beijo no alto da cabeça.
– Espero que fique bem. Boa noite, querida. – Meredith saiu do quarto branco e amarelo de Rebekah, e encostou a porta.
Rebekah não poderia dormir. Sua cabeça estava explodindo por ter tantas coisas para pensar e resolver e seus olhos estavam inchados, com lagrimas á cair. Por mais que ela tentasse relaxar e dormir, Bekah não conseguia, ficou rolando na cama por um bom tempo até que resolveu ir á cozinha ou á sala passar o tempo.
...
Eu e Stefan estávamos deitados no pequeno gramado, ao lado das flores, olhando para o céu e as estrelas, que pareciam mais brilhantes hoje. Solto um bocejo ensurdecedor e caímos na gargalhada.
– Acho que ficamos, pelo menos, umas duas horas conversando. – diz ele, ficando de lado para poder olhar para mim. – Quer entrar?
– Hmmm, por que não ficamos mais um pouquinho aqui? – me aproximo dele e deito minha cabeça em seu peito afagando sua barriga com uma das minhas mãos. Mesmo conhecendo Stefan há pouco tempo, eu o conheci o suficiente para confiar nele. Com Stefan eu me sentia em casa. Talvez eu não precisasse de mais ninguém. Talvez viveríamos juntos para sempre? Se para sempre for possível. – Eu gosto tanto de você, Stefan. – Eu não podia vê-lo no momento mas sabia que ele estava sorrindo.
– E eu também gosto tanto de você, Katherine. Até prefiro esconder esse sentimento. – Ele diz calmamente, passando as mãos em meu cabelo, fazendo todo o meu corpo estremecer.
– Esconder? – Estou confusa. Por que? Se esse sentimento é amor, não vejo porque esconder algo tão bonito. Não existe nada mais puro do que o amor. Nada mais verdadeiro.
– Se eu fosse mostrar todo o amor que sinto por você... Você se cansaria de mim.
– Stefan? Você não bate bem mesmo... – digo, me sentando ao seu lado, observando-o.
–Hey! – Começamos a rir até que nossos olhos se encontram. Na mesma hora, o olhar de Stefan ficou escuro... Diferente. De um jeito que só ele consegue. – Está ficando frio aqui. Vamos entrar? – ele diz sedutoramente. Pega a mão que estendo a ele e entramos de volta na mansão.
...
Silenciosamente, Rebekah desceu as escadas e foi até a cozinha a fim de pegar um copo d’água. Ela estava distraída, perdida em seus tristes e importunos pensamentos. Tudo que ela pensava era: ‘’Minha melhor amiga me traiu’’. Ao virar a porta da cozinha trombou com Damon. Toda a água gelada, antes no copo, estava no corpo dele agora. O copo caiu deixando um rastro de cacos de vidro no chão.
– Oh meu Deus! – exclamou ela, com os lindos olhos azulados surpresos.
– Er... Tudo bem Bekah. – Disse Damon, soltando um sorriso torto.
– Não! Essa água estava gelada... – Rebekah demorou a perceber que era Damon a vitima de sua distração. — ...Damon. – Ela engoliu em seco e em seguida enrubesceu. – Desculpe.
– Imagina, Bekah. Nada que um pano seco possa ajudar, onde posso encontrar um?
– Eu pego. – Ela disse rapidamente abrindo uma das gavetas próximas á pia. Em seguida retirou um guardanapo de pano da gaveta e se aproximou de Damon para enxugá-lo. Sem jeito e com as mãos tremulas Rebekah começou a passar o pano na camiseta colada no corpo dele.
– Acho que posso fazer isso. – Um Damon divertido falou, deixando Rebekah sem graça.
– Hm, claro! O q-que eu estou fazendo? – Ela gaguejou e soltou um suspiro. Antes que ela retirasse as mãos do irresistível corpo de Damon, seus olhares se encontraram. Ambos com olhos famintos e cheios de excitação. Paralisada, Rebekah derrubou o pano no chão. Mas isso não atrapalhou a sintonia que estavam tendo. Rapidamente, Damon passeou com suas habilidosas mãos das costas á nuca de Rebekah, fazendo-a estremecer. Seus rostos estavam próximos, até demais. Prontos para se beijarem. Porém, ela desviou os olhos dos dele e o empurrou dando um murro em seu peitoral querendo afastá-lo. – Damon! Hm... Er, acho melhor eu subir. Está tarde. – ela sussurrou, perplexa e confusa.
– Tudo bem... Rebekah. – ele pronunciou o nome dela como se ainda tivessem coisas a serem ditas, olhando para baixo e apertando os olhos.
– Er... Preciso dormir. Talvez eu não consiga. – E sem olhar para o primo, ela se virou para sair da cozinha. Ela tinha esperanças de que algo a mais acontecesse essa noite. Rebekah estava assustada, mas feliz. Afinal, era com Damon que ela sonhou grande parte de sua adolescência... Mas depois conheceu Jeremy e tudo mudou. Tudo. Mas agora, tudo estava á tona. Toda a sua ilusão do passado estava de volta.
– Rebekah! – Damon se apressou e segurou-a pelo braço. – Quero conversar com você. De primo para prima. – E soltou aquele sorrisinho de lado. Rebekah se derreteu por dento, mesmo se mostrando fria, rígida e surpresa por fora.
– Tudo bem. Eu estou sem sono mesmo. – e em um movimento rápido ela se sentou em uma das banquetas da cozinha, acenando para uma banqueta na frente a dela para Damon se sentar. Ele pegou o pano do chão para se secar mais e foi aos pulos, para desviar dos cacos, até o banco.
– Eu tenho uma pergunta. Por que você esta tão triste? – ele perguntou, preocupado. Olhando com compaixão para Bekah.
– Era sobre isso que queria conversar? Olhe, eu estou cansada para falar sobre isso. Talvez seja um assunto pesado demais para ser discutido as... – Ela fez uma pausa e olhou o relógio de parede do cômodo. – 2 horas da manhã.
– Vai por mim, sou bom em conversar sobre assuntos pesados... Ainda mais á essa hora. E será bom você conversar sobre isso com alguém. – Ambos sorriram.
– Okay.
– Já conversou com sua mãe sobre isso?
– Mais ou menos. – ela disse fazendo careta.
– Ah, entendi. Pode começar.
– Já que você está disposto a me escutar, ai vai toda a minha historia com Jeremy. Eu o conheci no colegial. Começamos a namorar e minha vida mudou. Eu não desgrudava dele. Todo dia eu sempre ia a casa dele, era minha rotina até um mês atrás, mais ou menos. Até que descobri hoje que a minha melhor amiga, ou ex melhor amiga, está com ele. – Ela parou por um instante, soltou um suspiro e se esforçando para segurar as lagrimas, inutilmente, que começaram a cair de seus lindos olhos, delicadamente. — Ela sempre estava me animando e me fazendo esquecer a ultima briga que tive com Jeremy, a que nos separamos certamente. E agora estou aqui. Chorando feito um bebê. – Bekah soltou um sorriso para Damon, que a olhava piedosamente, e enxugou as lagrimas com o pulso.
– Hey... – Ele sussurrou colocando uma mecha loura do cabelo dela atrás de sua orelha. — Não fique assim, Bekah. Esse Jeremy deve ser uma criança. Como ele deixou você? Certamente não te merece. Você é linda, inteligente, sagaz, forte... – cada elogio saia como um staccato da boca de Damon.
– Obrigada. E quantos elogios... – eles sorriram um para o outro, com uma faísca de amor surgindo entre eles. Ela enxugou as lagrimas, que estavam cessando. – Segunda íamos fazer três anos de namoro. – falou olhando tristemente para as unhas sem esmalte algum.
– Ele era um cara de sorte. – Rebekah não podia ver o rosto de Damon. Afinal ela estava olhando para baixo, e ao escutar as ultimas palavras dele, ela enrubesceu. Com certeza ficando da cor de um pimentão. Como Damon fazia isso? Rebekah sempre teve facilidade em lidar com os homens mesmo que fossem bonitos a ponto de tirar o fôlego. Ela era forte, determinada e segura. Suas reações não faziam sentido. Ficar vermelha, atrapalhada e entrelaçar os dedos...
– E você, Damon? Me conte sobre você. – Rebekah falou erguendo a cabeça e olhando diretamente para ele. Tentando disfarçar os sintomas ''estar junto á Damon'' e querendo mudar de assunto.
...
– Ah! O seu quarto... – eu falei entusiasmada. Soltei-me das mãos de Stefan e caminhei pelo seu quarto. O quarto era gigantesco! Stefan dormia em uma cama de rei. Tinham várias estantes de livros rodeando as paredes. Uma porta, que provavelmente daria no banheiro ou em um luxuoso closet. Uma mesa não muito grande, onde certamente, ele estudava. Eu olhei para Stefan, no qual me olhava também, curioso. – Um tour pelo seu quarto. E por esses livros... – eu disse passando os meus dedos na capa de alguns livros que estavam em pé na estante. — ...quantos! Não me diga que já leu todos? – eu falei brincando.
– Na verdade, já li quase todos... Coisa de solitário. – Stefan disse gabando-se e brincando. Aproximou-se de mim. – Este é ótimo. Um clássico.
– Hm... ‘’O morro dos ventos uivantes’’? Uou, publicado em 1847. – peguei o livro e folheei as páginas. – Como você tem um exemplar desses? Velho, mas eu quero ler. – sorri.
– Sim, muito velho. Uma raridade. Era do meu tataravô, eu acho. – disse dando aquele sorriso que me deixava sem ar. – Eu posso te emprestar.
– Tudo bem. O que acha de fazermos uma troca? Você me empresta um seu e eu te empresto um meu! – Eu falei sorrindo para Stefan e passando os meus braços em seu pescoço.
– Feito. – Ele me deu um beijo apaixonado. Eu percebi que havia uma música tocando... era calma, romântica e tão nós. Dava para dançar ao som dela.
– Essa música. É boa. – Então eu segurei as mãos de Stefan, o puxando para um espaço vazio do quarto para dançarmos. – Você vai ter que me ensinar.
– Eu sou um ótimo professor, senhorita Mikaelson. Vai aprender rapidinho.
– É o que veremos. – e demos risadas como bobos um para o outro. Estava claro que Stefan estava apaixonado por mim. E eu por ele. Stefan fazia eu me sentir a mulher mais linda do mundo! Isso era um dom dele. O gentil, sexy, inteligente e misterioso Wasilewski. Só meu.
– Coloque os seus pés em cima dos meus. Vou começar a te ensinar assim. – Como um cavalheiro extinto no século 21, ele conduziu-me pelo seu quarto. Dançávamos elegantemente, mesmo eu não sabendo direito.
– Sabe Stefan, poderíamos ir ao próximo baile do colégio. O que acha?
– Quem sabe... – Parecia que Stefan não estava muito a fim. E então eu tentei animá-lo.
– Será o nosso primeiro baile juntos. – Paramos de dançar no mesmo instante e eu acariciei com as costas dos meus dedos o rosto dele. Ele me olhou, com aprovação. – Será daqui três semanas. Acho que segunda os convites estarão á venda já.
– Quando você disse que seria o nosso primeiro baile juntos... Bom, isso amoleceu meu coração e acho que podemos ir. – Ele falou alegre, e me deu um pequeno beijo. – Tema? – perguntou interessado.
– Provavelmente será algo do século XIX. – Stefan estava pensativo, perdido em seus pensamentos. Eu ignorei a sua falta de atenção e continuei falando. – No semestre passado tivemos o baile dos anos 50... Stefan!? – eu dei um gritinho.
– Me desculpe eu... Quer saber? Deixa pra lá. Afinal, como foi o baile dos anos 50? Só teve esse?
– Foi... Legal até. – Stefan balançou a cabeça se perguntando ‘’porque?’’ – Eu fui com o Matt, foi nosso ultimo baile. Isso responde a sua expressão incrédula de ‘’porque?’’ – demos risada. – Tiveram outros dois bailes e inúmeras festas. Mas depois que eu e Matt terminamos, eu ia aos bailes com caras que eu não gostava de verdade, sabe? Então, as noites não eram tão legais... Apesar de que era melhor ir com um deles do que sozinha. — Eu sorri sem entusiasmo.
– Agora você tem a mim, baby, um cara que você gosta.
– Hm, então você aceitou o meu convite?
– Podemos dizer que sim. – Stefan sussurrou em minha orelha e em seguida começou a beijar meu pescoço. Eu segurei algumas mechas de seu cabelo, puxando-as. Ele soltou um pequeno gemido entre um beijo e outro. Eu puxei seu rosto para o meu e nos beijamos loucamente. Sua língua habilidosa encontrando a minha. Ele mordeu meu lábio e eu revidei. – Hm... que delicia senhorita Mikaelson.
– Isso não é nada... – eu sussurrei em sua orelha e mordi o lóbulo dela. Antes que eu percebesse estávamos na cama de Stef. Ele sobre mim. Eu espremida por seu corpo perfeito. Eu podia sentir sua ereção. As coisas estavam ficando quentes demais. Minhas mãos no abdômen perfeito do meu namorado, e as mãos dele apertando a minha coxa e a minha bunda. Nossa, isso era excitante. Sua boca na minha. E que de vez em quando passeava pelo meu pescoço... Lentamente, descia para o meu colo. Delicadamente, Stefan tirou minha blusa. E eu tirei a dele. Por um instante ficamos paralisados. Eu estava prestes a perder a minha virgindade se continuássemos com nossa pegação. – Stef-a-n... – eu disse como um gemido. – Ele segurava a minha nuca com uma de suas mãos e com a outra segurava a minha perna. Seus lábios passeando pela minha barriga. Minhas mãos em suas costas, quase as arranhando. – Eu preciso te dizer algo muito sério.
– Diga... – Ele falou levantando a cabeça e olhando preocupadamente para mim.
– Eu estou envergonhada de dizer isso mas... Bom, é... Você precisa saber. E-eu...
– Pode dizer, Kath... – Ele falou passando seus dedos no meu rosto.
– Okay, vou ser bem clara. – Eu enrubesci e Stefan soltou um sorriso. – Eu sou virgem. – Ele me olhava surpreso. – É isso!
– Tudo bem, isso não é um problema.
– Não?
– Claro que não. Eu só estou surpreso, afinal, pensei que você já tivesse tido alguma relação sexual com Matt, talvez.
– Matt? Por favor, Stefan! – eu revirei os olhos e ele riu. – Eu gostaria que fosse com você.
– Eu também. Eu quero que seja. Mas... você está pronta?
– Acho que sim. Eu só tenho medo de fazer algo errado e.. Bom, eu não sei. – eu soltei uma risada nervosa.
– Ei, relaxa. Não é um bicho de sete cabeças e você está comigo... Eu estou aqui para te ensinar e te ajudar. Tudo bem? – Eu apenas balancei a cabeça em aprovação. – Iremos com calma, baby.
– Você não é mais virgem.
– Hm, não. Depois eu posso expandir isso, porque agora estamos ocupados, não?
– Ah, claro! – eu sorri. Já não me sentia tão nervosa e ansiosa. – Preservativo?
– Vou pegar, amor.
Em poucos segundo Stefan estava de volta. Eu havia me acomodado melhor na cama dele. Stefan se deitou ao meu lado.
– Eu te amo. – Os olhos de Stefan penetravam os meus. Havia dor e tensão em seu olhar, mas ao mesmo tempo eu via esperança e amor. Carinhosamente, ele começou a mexer no meu cabelo.
– Talvez eu tenha demorado para te dizer mas... Eu também te amo, Stefan. – E eu lhe dei um beijo desesperado, pedindo mais. Em instantes Stefan estava sobre mim. Eu o ajudei a tirar sua calça e sua cueca. Os nossos olhos não olhavam para outro lugar á não ser para o olho um do outro. Cada ação preciosa. Cada ato uma prova de amor. Stefan, sendo um cavalheiro, foi delicado, paciente, amoroso e ousado comigo. Sem dúvidas, a melhor e mais prazerosa noite da minha vida!
...
– Sobre mim? Hm, minha vida não é muito interessante.
– Talvez você esteja enganado. – Rebekah falou insistindo.
– Já que você insiste... – E Damon olhou para ela. Fuzilando-a com um olhar selvagem a deixando sem jeito. – Sou um caçador. Vivo para isso. Já viajei para muitos lugares do mundo e pode acreditar Rebekah, todos que eu fui tinha pelo menos um vampiro me esperando.
– E você mata todos?
– Nem todos. Alguns conseguem fugir. Vampiros com, normalmente, mais de cem anos são muito fortes e inteligentes. Sabem se passar por humanos tão bem quanto um.
– Nossa... Isso é complicado. Eu acho que existem vampiros em Mystic Falls, Damon.
– Você tem dúvidas? Eu já sei de um vampiro que está por aqui há pouco tempo. Eu não contei á seu pai ainda, mas eu tenho quase certeza de que esse rapaz é um.
– E quem seria?
– Bekah, quando for a hora te contarei. Contarei á seu pai também. Logo, a cidade estará com outros vampiros por aqui. Eles vão rastrear o rapaz, que eu acho que é um vampiro, e virão para cá.
– Não! A cidade estará em perigo Damon. Você tem que mata-lo antes que venham outros.
– Essa é a questão Rebekah, quanto mais vampiros maior a caça. Irei exterminar mais rapidamente.
– Ah sim! Desculpe. – Damon parecia um lunático falando assim. Isso assustava Rebekah. Talvez Damon fosse assim por que não tinha outra coisa para se preocupar. – Isso faz sentido. – ela soltou um pequeno sorriso para ele. – Como irá matar tantos de uma só vez?
– Eu tenho meus brinquedinhos e contarei com a ajuda de outros caçadores e da polícia da cidade. – Ele falou orgulhoso.
♪♫
– Pode contar comigo, Damon.
– Bom saber, Bekah. – Os seus olhos estavam conectados por uma energia. Eles tinham paixão.
– Para de me olhar assim. – Suas expressões mudaram.
– Assim? Desculpe, mas... você não sente?
– O quê?
– Essa conexão Rebekah. Eu não consigo ficar perto de você e não querer tocá-la. – Ela o olhou surpresa. Olhos arregalados e boca semi aberta.
– Chega, por favor! – Rebekah se levantou bruscamente e saiu da cozinha. Damon foi atrás. A puxou pelo braço e lhe deu um beijo delicado e demorado. Ambos estavam ofegando, com poucos centímetros de distancia um rosto do outro. Eles se olhavam. Olhos perdidos e curiosos. Antes que Damon pudesse dizer algo, Rebekah passou suas mãos ao redor de seu pescoço e o beijou. – Se o seu pai ficar sabendo disso estamos ferrados. – Eles riram.
– Esquece o meu pai, Damon. – E eles se beijaram de novo. Damon a encostou na parede segurando a sua nuca e dando puxões em seu cabelo levemente. – Você é muito gostoso. – Rebekah falou, sem ar.
– Eu sei. – Ele sorriu e a beijou de novo, porém um beijo mais rápido. – Então você também sente.
– Sim. Eu sinto. Eu sinto tudo. – Disse enquanto acariciava seu cabelo macio e escuro. — Eu esperei por isso a minha vida inteira, Damon. Eu sempre gostei de você... Você tem alguma coisa especial.
– Hm, confissões. – Ele se afastou e colou as mãos na cintura dela. – Eu sempre tive uma atração por você. Mas você era uma bebê para mim. Ainda é.
– Ah Damon, vamos lá, eu tenho 19 anos já. Sei bem o que eu quero e o que fazer. – Ela disse mudando de posição. Espremendo Damon na parede.
– E eu tenho 31 anos e você não sabe com quem está se metendo, garota. – Ele disse a provocando e a beijando. Eles estavam rápidos demais. Se desgrudando de um dos beijos Rebekah falou:
– Espera Damon... Nós não vamos transar aqui, certo?
– Você quer transar agora? – Rebekah balançou a cabeça em aprovação. – Tudo bem. No seu ou no meu quarto?
– No meu. – Eles se beijaram de novo e subiram silenciosamente para o quarto de Rebekah.
...
Meu corpo estava dolorido. Eu ainda era a mesma. Stefan estava dormindo. Suas pernas entrelaçadas nas minhas e minha cabeça descansava em seu peito. O sol ainda não tinha nascido. Estava escuro exceto por uma vela acessa ao lado da cama.
– Você está acordada. – Stefan sussurrou no meu ouvido.
– Você também. – Sorrimos. Eu me virei para Stefan e dei um selinho nele. Eu só estava vestida com a camiseta dele. Isso me fez corar. – Eu só estou com a sua camiseta e gostaria de saber onde está a minha calcinha, meu sutiã, minha saia e minha blusa?
– Eu não quero saber. Gosto de ver você assim. – Ele me deu um beijo casto. – A noite foi quente e provavelmente suas roupas devem estar jogadas no chão. – Ele falou analisando o quarto e me fez rir. – Veja, achei seu sutiã. – ele o pegou, no qual estava embaixo de seu travesseiro.
– Você é um bobo.
– Tem certeza? — Eu assenti e Stefan me beijou. Ele jogou seu corpo sobre o meu. Ele era pesado, mas eu aguentava. – Eu te amo.
– Para sempre, Stefan. Eu e você. – Eu disse pegando uma de suas mãos e a segurando forte. Eu sabia que ia acontecer de novo. E então um pensamento veio á minha cabeça. Minha mãe. No qual deveria estar preocupada, eu precisava ligar para ela. – Stefan, minha mãe. Ela deve estar preocupada. – Eu falei tentando sair de baixo dele.
– Ei, amor, está tudo bem. – ‘’amor’’ — Ontem eu falei que você iria dormir aqui.
– O que? – Como assim? Stefan teve a coragem de dizer ‘’Senhora Mikaelson essa noite sua filha vai dormir lá em casa e vamos fazer amor.’’?
– Eu disse que Zach estaria aqui. Eu liguei para ela, Katherine. Mas mesmo assim acho que você vai ter que conversar com ela.
– Como você pode ser tão maduro? Garotos de 18 anos não costumam ser assim. – Era bom ter um namorado assim. Stefan muitas vezes parecia ser mais velho do que é. E não apenas dois ou três anos, mas muito mais. Muito mesmo. Porém, fisicamente ele aparentava ter a idade que tem. Depois de fazermos amor ele estava mais irresistível. O cabelo estava bagunçado de um jeito sexy. O tal do cabelo pós foda. E ele estava nu. Sobre mim.
– Isso é um problema? – Ele perguntou preocupado.
– Não, claro que não. Eu gosto disso. – E então o beijei.
– Quer dormir ou...?
– O que você acha? – Rimos. – Sou insaciável, Stefan. Você está me fazendo ser assim.
– Sabe, eu também sou insaciável, Kath. – Ele me beijou. Enquanto eu passava os dedos lá, ele gemia entre um beijo e outro. Com beijos curtos ele cobriu o meu corpo. – Você é linda.
– Você é lindo, Stef e eu te amo. – Continuamos com muitas carícias. Estávamos quase chegando lá. Até que me veio uma vontade enorme de lhe fazer um pedido. – Nunca me deixe, Stefan.
– Jamais vou te deixar.
Notas finais
1. Redemption - The Strange Familiar.
2. Holding on and Letting go - Ross Copperman.
3. Breathe Again - Sara Bareilles.
4. Never let me go - Florence + The Machine.
5. This is love - The Script.
Fale com o autor