Because Of You
5 Is it true?
Notas iniciais
Eu não era obrigada a ver Sebastian beijando a Rachel. Fui embora, no caminho recebi algumas ligações dele. Não o atendi, por incrível que pareça ele desistiu de me ligar, porém começou a me mandar mensagem de segundo em segundo.
“Porque você foi embora?”
“Eu não queria beijar ela, mas aquela garota me agarrou e me forçou a beija-la”.
“Desculpe-me se te magoei, eu só quero estar com você e com mais ninguém”.
Esta ultima mensagem me fez parar e pensar por um instante, porque ele iria querer estar comigo, se ele muito bem poderia estar com a Rachel que (por incrível que pareça) é linda. Liguei para a Alice, para perguntar se eu poderia ir a casa dela, ainda não era a hora de eu voltar para casa.
–Oi Alice posso ir ai?
–Pode sim, mas o que aconteceu?
–Eu te conto quando eu chegar ai.
Desliguei o telefone, eu só tinha que andar mais três quadras e estaria na casa dela. Quando der repente ouço passos atrás de mim. Havia um homem de mais ou menos 1,80 de altura, esguio e que estava todo vestido de preto. Já estava escuro e eu havia passado por muita coisa naquele mesmo dia. Andei cada vez mais rápido e ele ainda estava caminhando perto de mim, imediatamente ele surge ao meu lado com o mesmo cheiro de bebida alcoólica que o homem que invadiu minha casa e diz:
–Oi moça parece que nós nos encontramos de novo. – ele pega o meu braço e o aperta – Agora você não vai escapar de mim, àquela hora o seu amiguinho – ele faz uma pequena pausa – Como ele se chama mesmo? Ah Sebastian não é?
–Como você sabe o nome dele? –não queria demonstrar que estava apavorada. – me solte tenho que ir embora.
–Seu amigo não lhe contou como eu sei o nome dele? Ou ele ainda usa aqueles truques para iludir sua mente e te fazer acreditar que o que você viu não é real? – ele percebeu meu silencio então a resposta já era obvia, Sebastian me fez acreditar que as coisas que eu vi não passavam de ilusões criadas na minha cabeça, mas na verdade era tudo real. Eu sabia que não era imaginação minha e sim era tudo realidade – Moça não fique triste Ele é um bruxo idiota, eu só quero me vingar pelo que ele fez comigo no passado e eu vou usar você para me vingar.
–Bruxo?! Como assim? – meu pavor aumentava cada vez mais.
–Sim. Um bruxo.
Escutei um barulho no final da rua, esse som era muito alto. Eu me abaixei e me escondi perto de um arbusto.
–Sebastian você aqui novamente. Que surpresa te ver duas vezes hoje.
–Cadê a Sophy?
–Ela esta em um lugar seguro. Ah eu contei a ela sobre seu segredinho.
–Como assim?
–Você não tinha contado a ela não é Sebastian. Você é um bruxo, descendente de Venika. Ela é a sua avó, não é mesmo? A bruxa mais poderosa que já existiu.
–Eu não acredito que você contou isso a ela, Sophy também é uma bruxa e eu quero ajuda-la – como assim? Foi isso mesmo que eu acabei de ouvir? Eu sou uma bruxa? Sai de traz daquele arbusto (que realmente eu não sei como sebastian não me viu).
–Você só pode estar brincando. Eu não sou bruxa, porque se eu fosse uma eu saberia.
–Você é uma bruxa sim, só que ninguém havia te contado nada sobre esse assunto. A maioria dos pais esconde o máximo possível dos filhos para que eles não sofram no futuro.
– Eu já te disse eu não sou uma bruxa – No momento em que eu disse isso vários corvos voaram ao meu redor, eu não conseguia explicar o porquê deles estarem a minha volta. Enquanto eu olhava os corvos, o homem ria de escárnio. – Eu preciso ir embora. – eu estava apreensiva e queria sair dali logo.
–Quer que eu te leve? –perguntou-me Sebastian.
–NÃO.
Sai correndo pela rua, nada mais se encaixava desde que Sebastian entrou na minha vida. Eu o queria longe de mim, bem longe. Mas ao mesmo tempo eu não o queria longe e nem quero que ele desapareça da minha vida.
Lembrei-me que eu havia avisado a Alice que iria a casa dela, mas tudo que eu queria era ir para casa, me deitar e chorar. Mandei uma mensagem avisando que não iria para a casa dela e desliguei o meu celular, não queria falar com ninguém. Abri a porta da minha casa e vejo minha mãe sentada no sofá.
–Oi, como foi à festa?
–Foi bem legal. – menti, não queria falar a verdade, ou eu entraria em prantos. – Agora vou trocar de roupa e ver se eu consigo dormir, estou bastante cansada.
–Okay.
Subi rápido, comecei a lembrar do que havia acontecido e as lagrimas me vinham aos olhos de uma maneira muito forte. Minha garganta estava ficando seca. E a vontade de chorar era muito grande.
Tirei minha roupa e tomei um banho, minha mãe bateu na porta do meu quarto, mas já estava deitada e já tinha parado de chorar.
–Você tem alguma coisa que queira me contar?
–Não, por quê?
–É que o Sebastian ligou pra perguntar se você estava bem e falou que quer conversar com você, mas você não está atendendo ele.
–Deve ter acabado a bateria do celular. Amanhã eu ligo para ele. – mentira eu não ligarei para ele.
–Tem certeza que você não quer me falar nada?
–Sim mãe, não aconteceu nada de interessante. Só estou com um pouco de dor de cabeça e sono.
–Okay então. Boa noite.
–Boa noite mãe.
Fiquei pensando porque Sebastian ligaria na minha casa (de certo porque eu desliguei o celular?). Eu não queria vê-lo, muito menos falar com ele pelo telefone. Quando escuto um barulho na minha sacada. Levanto-me rapidamente e vejo que Sebastian está do lado de fora, fiz um sinal com a mão para ele ir embora. Mas ele nem se moveu.
–O que você quer? –perguntei a ele.
–Quero te pedir desculpa por tudo que aconteceu hoje. Primeiro por eu deixar a Rachel me beijar. Segundo por ter deixado você ir, eu não queria que ela me beijasse juro pra você, não queria ter beijado ela. A única menina que quero beijar é você e os sinais estão claros. –como assim? Ele quer me beijar. – E terceiro me desculpe por ter deixado aquele velho bêbado chegar perto de você e não te contar que sou um bruxo, na verdade toda a minha família são bruxos. E a sua família esta ligada a minha então você também é bruxa, eu sei que você não quer acreditar, mas sim Sophy você é uma bruxa descendente do Bauls .
–Mas ele era meu avô e já morreu. E eu não me importo quem você beija ou deixa de beijar.
–Não se importa? – ele me puxou para perto dele, eu era uma 15 centímetros mais baixa do que ele. Eu olhava nos olhos dele, olhos verdes. Ele olhava no fundo dos meus olhos também. Foi uma sensação ótima estar perto dele daquela maneira. Mas quando ele foi me beijar escutei um barulho na porta do meu quarto. Era a minha mãe entrando no quarto ela correu os olhos pelo quarto, quando parou seus lindos olhos azuis na sacada.
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