–O que você esta fazendo ai na sacada?

–Me deixa explicar mãe. – Na mesma hora fiquei vermelha e me senti constrangida. Quando ouvi a voz de Sebastian em minha mente dizendo:

“Não se preocupe ela não pode ver-me usei um feitiço para que só você me veja.”

Sorri instantaneamente.

–Do que você esta rindo menina? E deite-se agora, já é tarde – disse minha mãe.

–okay.

Fui até a minha cama me cobri e esperei minha mãe sair do quarto, então eu corri em direção à sacada. Mas ele não estava mais lá. Deitei-me e tentei dormir só que a ansiedade de rever Sebastian era muito grande que me fazia perder o sono de uma maneira muito veloz. Eu não sei o que ele sentia por mim, mas sei que o que eu sentia por ele era forte.

Se minha mãe não tivesse entrado em meu quarto, nós teríamos nos beijado. Mas o que aconteceria depois? Ele iria embora? Ou ficaria para ter algo além?

Não queria pensar nisso. Queria dormir o dia havia sedo exaustivo, mas eu não conseguia, só pensava em como seria o beijo dele. Será que algum dia ainda iríamos nos beijar? Ou até ficarmos juntos? Okay eu precisava dormir já passavam de 02h00min da manha e deveria parar de me iludir com o que poderia não acontecer.

»«

Acordei com o som do telefone, desço correndo as escadas e vejo que era a Alice.

–Oi Alice

–Oi, o que você vai fazer hoje?

–Eu vou ficar o dia todo em casa, minha mãe esta trabalhando e só vai voltar de noite. Por quê?

–Então coloque um biquine e pegue seu protetor solar. Vamos à praia.

–Quem tanto vai?

–Eu, você e o Christian.

–Mas eu ficarei... – Ela me interrompeu e não deixou terminar o que ia falar.

–O Christian convidou um amigo dele então você não ficará de vela, daqui a pouco o menino passa ai para te buscar.

–Espere quem é esse amigo do Christian? – ela desligou o telefone em minha cara. Só espero que não seja um dos amigos tarados de Christian.

Corri e coloquei meu biquíni azul-marinho. Vesti meu vestido preto, peguei meu protetor solar e o coloquei em uma bolsa junto com água, um livro, fones de ouvido e celular. Desci as escadas e coloquei um bilhete na geladeira avisando que eu iria para a praia com Alice.

Ouvi a buzina de um carro, peguei minha chave e bolsa, quando me deparo com Sebastian na porta da minha casa.

–Você vai à praia? – perguntei a ele

–Sim, o Christian me convidou e me mandou vir te buscar.

Fomos para o carro dele, era um Jeep Commander preto. Conversamos sobre vários assuntos. Até que chegamos a tocar no que havia acontecido ontem.

–Desculpe ter ido embora, imaginei que se eu ficasse eu poderia arranjar encrenca.

–Não da nada. Eu quero te fazer uma pergunta. O que você quis dizer com “eu vivo te mandando sinais, mas você não percebe”?

–Eu quis dizer que gosto de você, e que quero te conquistar.

Não o respondi, pois nem sabia o que dizer a ele. O silencio era sufocante, ficamos sem falar nada por alguns instantes. Até que ele quebrou o silencio que havia entre nós.

–Qual o seu livro favorito? Ou autor?

–Meu livro favorito é Fragmentos do Caio Fernando de Abreu, estou com ele em minha bolsa para ler mais tarde. E o seu?

–O meu livro é As Vantagens de ser Invisível de Stephen Chbosky, eu já o li umas seis vezes. É um ótimo livro.

E novamente ficamos em silêncio, até chegarmos lá não tínhamos assunto nenhum. Mas desta vez eu cortei o silêncio.

–Você sabe que horas a Alice e o Christian saíram?

–Eles saíram pouco antes de nós. Então acho que já estão na casa dos pais de Alice. Mas Christian havia me pedido para encontra-los aqui. – O local que nós estávamos era perto da casa dos pais de Alice.

–Vou ligar no celular dela, para saber onde eles estão.

Ela demorou alguns segundos para me atender.

–Onde vocês estão? Nós já estamos aqui onde o Christian disse que era para nós esperarmos por vocês.

–Nós estamos aqui na casa dos meus pais, venham aqui e guardem as coisas depois vamos à praia.

–okay.

Eu desliguei o telefone e Sebastian me perguntou o que faríamos. Eu o respondi e seguimos em direção à casa de Alice. Era um sobrado de três andares branco com um jardim gigantesco e aos fundos da casa havia uma piscina enorme.

–Nossa! – disse Sebastian impressionado.

–É que você ainda não viu lá dentro, é enorme.

–Eu imagino que seja enorme mesmo.

–Se não me engano foi herança dos avós de Alice esta casa. Os avós dela eram bem influentes na sociedade.

Ele estacionou o Jeep em frente à casa de Alice, entramos lá e não vimos nem um sinal deles. Eu os chamei, mas ninguém veio. Subi as escadas e vejo que tinha roupa da Alice jogada pelo chão do corredor, e também tinha um short masculino no chão, desisti de prosseguir o caminho e acabar vendo o que eu não deveria. Então voltei e fui para o hall de entrada onde Sebastian estava.

–Eles estão fazendo coisas... – Falei eu.

–Aquela coisa?

–Sim aquela coisa, se é que estamos falando da mesma coisa.

–Sexo?

–Sim, sexo.

–Então o que você acha de ir para a praia?

–É uma ótima ideia.

Saímos e fomos caminhando até a praia, Sebastian montou um guarda sol e cada um ficou lendo o seu livro. Quando ele me pergunta:

–Você sabe nadar?

–Eu não sei, pra falar a verdade tenho muito medo de mar, na verdade é mais o medo de me afogar e então não sei nadar.

–Serio? Eu gosto bastante de nadar

–Eu sei fazer algo em piscinas, mas tipo em mar. Eu me afogo facilmente.

–Ninguém nunca te ensinou a nadar?

–Meu pai tentou me ensinar em piscina, então sei mergulhar. Mas nadar eu não sei. E principalmente no mar.

Olhei para trás e vi Alice vindo com o Christian, ela estava com o biquíni que eu havia dado a ela, era preto e usava uma sandália. E Christian usava um short preto (o mesmo short que estava jogado no corredor) com um chinelo azul escuro.

–Porque não nos esperaram? – Perguntou Alice de uma forma inocente.

Eu lancei um olhar a ela, dizendo: você sabe por que não esperamos você. Sebastian olhou para mim depois para os dois e começou a rir.

–Vamos entrar na água. – Pergunta Christian para Sebastian.

–Vamos, meninas vocês vêm?

–Talvez depois – respondi sorrindo.

–Eu quero ter marca de biquíni – respondeu Alice.

Os dois saíram em direção ao mar. E eu perguntei a Alice:

–Serio? Vocês estavam fazendo o que?

–Quando?

–Quando eu e Sebastian chegamos à sua casa, nós chamamos vocês. Mas nenhum dos dois respondeu. Então fui subindo as escadas e havia algumas roupas dos dois, jogadas no corredor.

–O que você acha que nós estávamos fazendo? Já estamos namorando a mais de três meses, é normal que isso aconteça. – Ela sorriu pra mim. E indagou: — E você e Sebastian?

–O que tem ele e eu?

–Vocês já ficaram pelo menos?

–Não.

–Ah e você não me contou o que aconteceu na festa.

Contei a ela o que havia acontecido, mas escondi alguns fatos dela, como o do homem ter invadido minha casa e depois ter me cercado na rua e que sou uma bruxa.

–Mas como Sebastian conseguiu subir na sua sacada? Ele pegou uma escada ou algo assim?

–Eu não sei, mas sei que ele conseguiu se esconder antes que minha mãe o visse. – Olhei em direção ao mar, e vejo Sebastian vindo em nossa direção acompanhado pelo Christian. Ele tinha ombros largos e a um abdômen definido. Um rapaz muito bonito.

–Pare de babar Sophy, ele vai perceber. – Alice me olhou e riu.

–O que alguém vai perceber? – Questionou Christian.

–Nada não. – Respondemos em uníssono.

Ficamos um tempo conversando, até que resolvemos ir para a casa de Alice na praia. Para tirarmos a areia do corpo, comer e depois irmos para a piscina.

Eu peguei o meu celular e vi que havia quatro ligações perdidas de minha mãe. Ela não era muito de ligar para o meu telefone celular. Então aquelas quatro ligações me deixaram nervosa. Eu retornei a ligação e ela me atendeu logo no primeiro toque.

–Oi filha, onde você está? Eu fiquei preocupada.

–Eu deixei um bilhete na geladeira avisando que viria para a praia com Alice.

–Então okay, se cuide.

–Calma, era só isso que a senhora queria me dizer?

–Sim... É... Bem, eu fiquei preocupada. Mas agora já esta tudo bem.

–okay, tchau. – Desliguei o telefone, porém fiquei pensando. Porque ela me ligou quatro vezes?

Mas meu pensamento estava em outro lugar, eu pensava em com o Sebastian estava bonito, com os cabelos negros molhados e seus olhos verdes, ele parecia perdido em seus pensamentos.

–Pare de babar Sophy. – Desta vez era Christian.

–Você está cada vez mais engraçado Christian, não sei como consegue.

–Eu e a Alice, vamos ao mercado comprar alguma coisa para nós comermos, e já voltamos. Se comportem.

Eles saíram e ficou Sebastian e eu na casa. Ele veio em minha direção e se sentou ao meu lado no sofá. E questionou:

–Se alguém te beijasse a força, qual seria sua reação?

–Depende.

–Como assim depende?

–Se eu quiser ser beijada pela pessoa, eu continuaria o beijo. Mas se eu não quisesse ser beijada pela pessoa eu morderia a língua dele, depois chutaria o garoto ai sairia de perto dele.

–E se eu te beijasse inesperadamente, você morderia minha língua ou me chutaria?

–Não iria te chutar, nem morder sua língua.

–Entendi. – Ele se afastou de mim, eu pensei que depois destas perguntas ele tentaria algo. Mas nada aconteceu. Acho que me iludi de mais, com o que achei que poderia acontecer.

Notas finais
Espero que tenham gostado, até o próximo capitulo...