Beauty and the Beast
21 Revelações
Renesmee e Jacob passaram o dia debaixo da grande Ylária, acompanhados de Sam, Leah com seus filhos, e Quil e Claire. Eles observavam Quil tentando colher frutos de Lyrin para as crianças com um arco e flecha, sem sucesso. Sam tentou ajudar, mas também não conseguiu.
Jacob, convencido de si,beijou o rosto da ruiva e em seguida se levantou — Deixem comigo. Vou mostrar como se faz. — Ele disse cheio de si, pegou o arco e flecha e mirou tentando acertar os frutos, mas não conseguiu derrubar nenhum.
Quil e Sam riram tomando o arco da mão do príncipe que coçou a nuca um pouco envergonhado- Eu nunca fui bom com arcos- Ele se justificou.
Leah, Claire e Renesmee riram juntas.
— Talvez seja melhor que as crianças comam os frutos que já estão no chão.- Sugeriu Leah.
Renesmee, ainda rindo, caminhou até o marido — Pensei que príncipes fossem bons com armas- Ela falou sorrindo e pedindo o arco das mãos de Quil- Deixe-me tentar.
— Você sabe usar o arco? Perguntou Quil surpreso.
Ela respondeu com um sorriso- Meu pai me ensinou a usar o arco e flecha quando criança, as vezes passávamos horas treinando e assim eu ajudava a colher frutos das árvores- Ela explicou com um tom melancólico em sua voz, por um momento aquela lembrança lhe trouxe a tona a saudade que sentia de seu pai, mas nos últimos três meses em nenhum momento havia o esquecido.
— Essa eu quero ver- Disse Sam cruzando os braços.
Quil entregou o arco, curioso para ver o que ela faria. Renesmee segurou o arco com firmeza, sentindo o peso familiar em suas mãos. Seus dedos se posicionaram habilmente ao redor da corda, enquanto ela puxava uma flecha da aljava.
Ela se posicionou de forma estável, seus pés firmemente plantados no chão, e levantou o arco. Com um olho fechado, ela mirou cuidadosamente o fruto mais alto e mais difícil de alcançar na grande Ylária. Sua respiração ficou calma e constante, e tudo ao seu redor pareceu desaparecer, deixando apenas o alvo à sua frente.
A ruiva puxou a corda do arco, sentindo a tensão nos músculos do braço e das costas, mantendo a flecha firmemente alinhada. O som da corda esticada era quase inaudível, mas para ela era um som de concentração e foco. Ela ajustou ligeiramente sua mira, sentindo o vento leve em seu rosto e calculando a trajetória da flecha.
Com um movimento suave e decidido, ela soltou a corda. A flecha cortou o ar com um sibilo e atingiu o fruto com precisão, derrubando-o da árvore.
As crianças comemoraram alegremente, correndo para pegar o Lyrin. Jacob, Quil e Sam ficaram boquiabertos. Leah e Claire aplaudiram, ainda rindo.
— Como ela fez isso? Perguntou Quil.
— Ela é a rainha — Respondeu Jacob orgulhoso, ele se aproximou da esposa e a puxou para seus braços — Você me surpreende a cada dia- Disse ele, sorrindo orgulhosamente.
Renesmee devolveu o arco a Quil com um sorriso. — Às vezes, só precisamos de um pouco de técnica.
No final da tarde, Renesmee se despediu de Claire, Leah e das crianças.
— Tia Nessie, podemos pegar mais frutos amanhã?perguntaram as crianças, animadas com a brincadeira do arco e flecha.
Ela sorriu — Sim, prometo que pegaremos mais frutos amanhã.
Ela deu um beijo em cada um deles antes de se afastar.
Enquanto isso, Jacob acertava os detalhes com Sam e Quil para uma nova saída à floresta de Umbra em busca do Lobo-Dragão. Eles discutiram estratégias e possíveis rotas, garantindo que todos estivessem preparados para a perigosa missão que os aguardava.
Após as despedidas, Jacob e Renesmee retornaram para casa. Ao entrarem, Renesmee suspirou satisfeita.
— Hoje foi um dia perfeito- Disse ela, olhando carinhosamente para o marido. — Obrigada por me amar tanto.
Jacob sorriu e respondeu, — Sou eu quem precisa agradecer por você ter entrado na minha vida, Nessie.
Ela sorriu- Eu gosto desse nome que o Seth me deu.
— É lindo, minha Nessie — Ele se aproximou e a beijou carinhosamente, envolvendo-a em seus braços.
— Eu te amo meu Jake- Ela sussurrou fazendo carinho com a ponta dos dedos no rosto dele.
Com um gesto gentil, Jacob a pegou no colo e a levou para o quarto, deitando-a na cama com cuidado. Ele a olhou nos olhos, transmitindo todo o amor e a gratidão que sentia.- Eu também te amo- Ele respondeu se ajeitando entre as pernas da amada, louco de desejo para estar dentro dela.
Ele a beijou novamente, porém de uma forma mais intensa e urgente , as mãos de Renesmee puxaram sua camisa e ele a tirou de uma forma apressada voltando a beija-la. A boca dele deslizou até o queixo dela escorregando para seu pescoço onde ele inalou o cheiro dela enquanto suas mãos afastavam um pouco mais as pernas da ruiva, não contendo mais o desejo ele a penetrou.
— Oh, Jake- Renesmee gemeu cravando as unhas nas costas dele sentindo ele de mover dentro dela, sentindo todo o prazer que ele lhe proporcionava.
— Você é minha? O príncipe gemeu enquanto se moviam rapidamente e quando a ruiva respondeu " Sim sou sua" o corpo dele reagiu o fazendo dar estocadas fortes dentro da esposa que gozou instantaneamente, satisfeito ele continuou a se mover até explodir dentro dela deixando seu corpo cair sobre o corpo da mulher que amava.
Houve um breve silencio por alguns minutos , eles trocaram olhares e sorriram e enquanto se recuperavam se despiram totalmente, se entregando ao desejo incontrolável que tinham um pelo outro. O resto da noite foi um reflexo do amor profundo e verdadeiro que compartilhavam, tornando o dia ainda mais especial.
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Edward se encontrou com Emmett, Jasper e Darius, e juntos começaram a organizar detalhadamente o plano para o resgate de Rosivald. A tensão no ar era palpável, mas todos sabiam que a missão exigia precisão e coragem.
— Eu ainda não acredito que você é o lendário Arqueiro Negro de Heliodor- comentou Emmett, lançando um olhar curioso para Edward.
Edward deu um sorriso melancólico. — Me aposentei quando Isabella engravidou de Renesmee. Minha prioridade passou a ser a segurança e o bem-estar da minha família.
Darius, mais direto, perguntou- Então, por que você não salvou sua filha? Por que não tentou lutar por ela?
Edward suspirou profundamente, a dor em seus olhos evidente. — Pensei nisso, Darius. Pensei muitas vezes. Mas não sou tolo. Por mais habilidoso que seja com o arco, não poderia derrotar um exército inteiro sozinho. Colocaria a vida de meus filhos menores em risco. Foi a decisão mais difícil da minha vida, sentir-me inútil. Tinha fé de que Renesmee pudesse sobreviver, dada sua linhagem mágica. Mas me enganei.
Jasper apertou o ombro de Edward em um gesto de apoio. — Tenho certeza de que sua filha sabe que, se você pudesse, teria feito algo.
Emmett lançou um olhar de poucos amigos para Darius, que rapidamente percebeu o erro. — Desculpe, Edward. Não queria trazer lembranças dolorosas.
Edward acenou com a cabeça, aceitando as desculpas. — Está tudo bem. Precisamos nos concentrar no resgate de Rosivald agora.
Emmett pegou um mapa e mostrou a todos. — Vamos sair antes do amanhecer. Aqui estão as nossas posições- Disse ele, apontando para diferentes pontos no mapa. — Cada um de vocês terá uma função crucial. Edward, sua habilidade com o arco será essencial para criar distrações e eliminar sentinelas. Jasper, você será responsável por abrir caminho para o nosso grupo. Darius e eu cuidaremos da infiltração.
Todos assentiram, compreendendo a gravidade e a importância do que estavam prestes a fazer. A missão não era apenas sobre salvar Rosivald, mas também sobre desafiar a tirania de Samuel e lutar por um futuro onde a justiça prevalecesse.
— Faremos isso- Disse Edward, determinado. — Pelo bem de todos nós.
Com isso, eles passaram as horas seguintes revisando cada detalhe do plano, cientes de que o sucesso ou o fracasso dependia de sua preparação e coragem.
No castelo, Rosivald refletia sobre a conversa que havia ouvido entre Samuel e Tharion. Recordou-se dos dias após o casamento de Billy e Sarah, quando o rei anunciou a gravidez da esposa. Na época, deduziu que a princesa havia se entregado ao rei antes do casamento e engravidado. Mas agora, entendia que a verdade era mais sombria. Se Samuel era um Drakoniano, Sarah havia se envolvido com Tharion, e Billy assumira a paternidade.
Os pensamentos do conselheiro foram interrompidos pelo som da porta se abrindo. Um dos soldados ordenou que ele se levantasse. Reginald obedeceu, sendo escoltado até a presença do rei em seu quarto.
Samuel o encarou com frieza. — Você terá o mesmo destino que seu favorito.
Reginald respondeu com firmeza. -Se esse é o seu desejo, Majestade, se cumpra.
Samuel sorriu de forma perversa, ainda tinha esperanças que o conselheiro aceitasse se unir a ele, Samuel sabia que ao perder Reginald perderia parte da corte. — Tudo poderia ser diferente se você cooperasse comigo.
— Jamais trairei Ferinthia- Declarou Reginald com convicção.
Samuel fez um sinal para os guardas. — Levem-no.
Antes de ser retirado do quarto real, Reginald olhou para Samuel pela última vez, seus olhos cheios de desprezo e pena.
Ele foi arrastado pelo castelo e colocado dentro de uma carroça. Os soldados partiram com ele rumo à floresta de Umbra. No caminho, um dos soldados comentou sobre a calma de Reginald.
— É estranho você estar tão tranquilo- Disse o soldado, desconfiado.
Reginald sorriu ligeiramente. — Confio nos meus amigos.
E com isso, a carroça seguiu em direção ao destino incerto, mas com a certeza de que aqueles que lutavam por justiça não deixariam seu sacrifício ser em vão.
A estrada sinuosa que levava à Floresta de Umbra estava envolta em uma penumbra inquietante. Os soldados, escoltando Reginald, permaneciam em alerta, a tensão palpável no ar. Tudo estava tranquilo demais, após tantas horas de viagem. A carroça rangia sob o peso do prisioneiro, enquanto os olhos dos soldados varriam os arredores, esperando o inesperado.
Nas sombras da floresta, Emmett, Jasper, Alice, Darius e Edward estavam prontos, cada um em sua posição estratégica. Edward, com seu arco e flecha, observava atentamente do alto de uma árvore, enquanto Alice preparava suas magias com concentração. Emmett, Jasper e Darius, espadas em punho, aguardavam o momento perfeito para atacar.
A emboscada começou com a flecha de Edward, que cortou o ar com precisão, atingindo o primeiro soldado que se aproximava da carroça. Antes que os outros pudessem reagir, Alice conjurou uma barreira mágica ao redor de Reginald, protegendo-o dos ataques inimigos. Emmett e Jasper surgiram das sombras, espadas brandindo, derrubando soldados com golpes certeiros. Darius, com sua força bruta, avançou pela linha de frente, desarmando e incapacitando os soldados restantes.
O caos tomou conta da estrada, mas a precisão dos ataques de Edward e a magia de Alice mantinham os inimigos em cheque. Reginald, percebendo a oportunidade, ergueu-se dentro da carroça, pronto para ser libertado. Emmett chegou até ele, cortando as amarras que o prendiam. "Vamos sair daqui," ordenou, ajudando o conselheiro a descer.
Jasper e Darius criaram uma abertura na linha inimiga, permitindo que o grupo se movesse em direção à floresta. Edward continuava a cobrir a retaguarda, suas flechas encontrando seus alvos com eficiência mortal. Os soldados restantes tentaram seguir, mas Alice lançou uma explosão de luz, cegando-os momentaneamente e dando ao grupo a vantagem necessária para escapar.
Correndo pela floresta densa, o grupo tentou despistar os soldados que os seguiam. A escuridão de Umbra e o conhecimento do terreno por parte de Emmett e Jasper lhes deram a vantagem. Moviam-se rapidamente, silenciosos como sombras, deixando os soldados perdidos e desorientados.
Em meio as árvores, todos pararam para recuperar o fôlego. Reginald, livre das amarras, olhou para seus salvadores com gratidão. — Obrigado amigos- Disse, a voz cheia de emoção.
— Voce disse que estava contando com isso- Respondeu Emmett.
Jasper e Edward surgiram da escuridão, suas silhuetas se destacando contra o brilho tênue das estrelas. Edward puxou o capuz, revelando seu rosto. Reginald, ao reconhecê-lo, deu um passo para trás, surpreso. — Edward?- Ele exclamou, incrédulo.
Edward sorriu, um sorriso que mesclava determinação e camaradagem. — Jamais abandonaria um amigo- Afirmou. Emmett, ao seu lado, completou a revelação: — Ele é o lendário Arqueiro Negro de Heliodor.
Alice, sentindo a magia que havia conjurado começando a enfraquecer, interveio rapidamente. — Minha magia vai se dissipar em breve. Precisamos nos mover, agora.
Emmett, percebendo a urgência da situação, assentiu. — As explicações terão que esperar. Vamos.
O grupo se dirigiu para a parte mais obscura da floresta, seus passos cuidadosos para evitar chamar atenção. A densidade das árvores e a escuridão natural de Umbra ofereciam um refúgio, mas também um labirinto traiçoeiro. Eles se moviam com cautela, guiados pela familiaridade de Emmett e Jasper com o terreno.
Cada som parecia amplificado na quietude da floresta. O farfalhar das folhas sob seus pés, o canto distante de uma coruja, o farfalhar ocasional de um animal noturno. Mas a urgência em seus passos não permitia hesitação.
Ao encontrarem uma pequena clareira protegida por altas árvores e rochas, decidiram parar para recuperar o fôlego e reorganizar seus pensamentos. Reginald, ainda processando a presença de Edward e a identidade do Arqueiro Negro, olhou ao redor, vendo os rostos determinados de seus salvadores.
— Obrigado Edward- disse Reginald, com a voz carregada de gratidão e alívio.
Edward colocou a mão no ombro de Reginald. — Tenho uma dívida com você amigo.
Emmett olhou ao redor, verificando a segurança do local. — Vamos descansar por um momento, mas precisamos continuar logo. Samuel não vai desistir facilmente.
Reginald sentia um peso esmagador em seu peito, uma culpa que já não podia carregar sozinho. Movido pelo remorso, ele finalmente quebrou o silêncio. — Edward- começou ele, com a voz trêmula, — não tenho uma dívida com você. Na verdade, eu devo a você. Há algo que você precisa saber.
Edward franziu a testa, sem entender. — O que quer dizer com isso?
Reginald respirou fundo, lutando contra a vergonha e o arrependimento. — A moça pela qual você chorou... ela não era sua filha.
O choque foi instantâneo. Todos ao redor ficaram boquiabertos, mas foi Edward quem reagiu mais intensamente. Ele agarrou a camisa de Reginald, seu rosto a centímetros do dele. — O que está dizendo? Onde está minha filha?
Reginald, com lágrimas nos olhos, respondeu rapidamente. — Samuel nunca encontrou nenhuma prova de que Renesmee estava morta. Ele pediu que sua morte fosse forjada para garantir que o povo continuasse acreditasse
O corpo de Edward ficou rígido, a dor e a raiva travando uma batalha dentro dele. Ele lembrou-se da dor insuportável de sua família, mas agora, uma esperança avassaladora brotava. — Ela pode estar viva? Minha filha pode estar viva na floresta?
Edward soltou Reginald, seu rosto uma mistura de desespero e determinação. Ele puxou o capuz sobre a cabeça. — Vou encontrá-la. Vou fazer o que deveria ter feito desde o começo.
Emmett, percebendo a determinação feroz nos olhos de Edward, perguntou ansiosamente- Para onde você vai?
Edward respondeu sem hesitar, sua voz firme e cheia de propósito. — Vou procurar minha filha.
Enquanto ele se afastava, todos ficaram em silêncio, conscientes do enorme risco que corriam mas que na posição de Edward não teriam uma atitude diferente.
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