Beauty and the Beast

30 A exclusão da loba


Jacob corria pela floresta em sua forma lupina, tentando ignorar os pensamentos dos demais membros da matilha que invadiam sua mente. Sam, sentindo a fúria do alfa, implorava mentalmente:

"Jacob, não faça nada de que possa se arrepender depois."

Mas Jacob ignorava tudo. Seus pensamentos estavam consumidos pela traição e pela necessidade de confrontar Aria. Depois de um tempo correndo pela floresta, ele lembrou do único lugar onde ainda não havia procurado: a clareira escondida entre as árvores antigas.

Mudando de direção, Jacob avançou em direção à clareira. Ao chegar, viu Aria sentada à beira do riacho, iluminada pelo suave brilho do luar.

Aria, sentindo a presença de Jacob, virou-se lentamente, sabendo que ele estava lá, sentindo sua raiva e dor.

—Jacob- chamou ela, a voz trêmula com um misto de medo e arrependimento.

O lobo alfa ignorou seu chamado e, com um rosnado profundo, avançou sobre ela. Aria, reconhecendo a fúria em seus olhos, rapidamente se transformou em loba, suas patas prontas para se defender do ataque.

Os dois lobos se enfrentaram na clareira, um momento de tensão carregado no ar. Jacob, com os olhos brilhando de raiva, rosnou para ela.

"Você traiu sua matilha, Aria! Você traiu a mim!" gritou Jacob, sua voz um trovão de fúria.

Aria recuou um pouco, sentindo o peso das acusações. "Eu... Eu não queria que chegasse a isso, Jacob," tentou explicar, sua voz um eco triste.

Nesse momento, toda a matilha começou a se reunir em volta deles, atraída pelo confronto. Quil, com o rosto contorcido de dor, se adiantou, acusando-a:

"Você matou meu avô, Aria! Você o matou!"

Aria olhou para Quil, seus olhos cheios de remorso. "Eu não queria que isso acontecesse. Eu nunca quis machucar o ancião."

Jacob rosnou mais alto, interrompendo-a. "Você deixou que sua raiva e ciúmes nos cegassem. Por sua causa, Renesmee está nas mãos de Samuel! Você vendeu a sua alma e a segurança de todos nós!"

O silêncio pesado foi quebrado apenas pelo som da respiração ofegante dos lobos ao redor. Jacob se ergueu em sua forma humana, seus olhos ainda brilhando de raiva. Ele começou a falar em uma língua antiga, a linguagem dos antepassados, proferindo palavras que ecoaram na clareira como um trovão:

"Aria, por sua traição, você está exilada da matilha. Nunca mais poderá entrar novamente em Eirondel."

Aria, ainda em sua forma de loba, lentamente se transformou de volta em humana, seus olhos cheios de lágrimas e determinação. "Eu vou embora, Jacob, mas lembre-se disso: não é só a mim que você nunca mais verá. Você também nunca mais verá Renesmee."

O choque percorreu a matilha, mas Jacob se manteve firme, a raiva queimando em seu peito. Aria, com um último olhar de tristeza e desafio, se virou e correu floresta adentro, sua forma lupina desaparecendo na escuridão.

Jacob, ainda furioso e devastado, sentiu o peso de suas palavras e a gravidade da situação. Enquanto os outros lobos se dispersavam, murmurando entre si, ele sabia que a batalha estava longe de acabar. E a promessa de Aria ecoava em sua mente como um presságio sombrio.

Os lobos começaram a se dispersar, deixando apenas Sam e Jacob na clareira. Sam observou em silêncio enquanto sua irmã, Aria, desaparecia na escuridão da floresta. Jacob sentiu a dor e a tristeza de Sam, um peso esmagador sobre seus próprios ombros.

"Eu reconheço a culpa de Aria," disse Sam, finalmente quebrando o silêncio. "Mas você também é culpado, Jacob. Você alimentou o amor dela por você e depois a descartou."

Jacob baixou a cabeça, a culpa queimando em seu peito. As palavras de Sam cortaram fundo, revelando uma verdade que ele havia tentado ignorar. Sam, sem esperar uma resposta, virou-se e começou a caminhar para longe, deixando Jacob sozinho com seus pensamentos e sua dor.

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Renesmee estava deitada em um leito luxuoso no castelo de Ferinthia, ainda desacordada, com ferimentos visíveis e a cabeça enfaixada. Duas mulheres estavam ao lado dela, observando-a atentamente. Olivia, com um sorriso frio, olhou para Madelaine, que estava ajustando as cobertas ao redor da jovem prisioneira.

— Ela vai demorar muito a acordar? perguntou Olivia, a impaciência evidente em sua voz.

Madelaine, uma mulher de meia-idade com longos cabelos grisalhos, suspirou e balançou a cabeça. — Ela bateu a cabeça com muita força. É difícil dizer quanto tempo levará. Pode ser algumas horas, dias, talvez até semanas. Depende da gravidade dos ferimentos.

Olivia franziu o cenho, mas logo seu olhar se suavizou. — As paredes do quarto estão protegidas com erba magiana. Isso significa que a magia dela não funcionará aqui. Essa erva é poderosa, corta a magia de qualquer feiticeira.

Madelaine assentiu. — Sim, erba magiana é muito eficaz. Ela não conseguirá usar seus poderes enquanto estiver aqui.

Olivia sorriu, satisfeita. — Isso é excelente. Ela está grávida, o que significa que terei um herdeiro legítimo para Samuel.

Madelaine arqueou uma sobrancelha. — E como planeja enganar o rei? Ele sabe que ela espera um filho de Jacob.

Olivia deu de ombros. — Eu terei tempo para pensar em como me livrar de Renesmee e ficar com a criança. O importante é que ela esteja protegida por enquanto. Não posso permitir que ninguém a machuque. Preciso de um herdeiro saudável.

Madelaine olhou para Renesmee com uma expressão pensativa. — Entendo. Eu cuidarei disso pessoalmente. Ela estará segura sob meus cuidados.

Olivia assentiu, satisfeita. — Ótimo. Continue monitorando-a e me avise de qualquer mudança. Não podemos arriscar perder o bebê.

Com isso, Olivia deu um último olhar para Renesmee antes de sair do quarto, deixando Madelaine para continuar a vigília ao lado da jovem prisioneira.

Madelaine ajeitou uma mecha de cabelo no rosto de Renesmee e murmurou para si mesma. — Espero que você acorde logo, menina. Porque preciso dessa criança.

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Os lobos começaram a se dispersar, deixando apenas Sam e Jacob na clareira. Sam observou em silêncio enquanto sua irmã, Aria, desaparecia na escuridão da floresta. Jacob sentiu a dor e a tristeza de Sam, um peso esmagador sobre seus próprios ombros.

"Eu reconheço a culpa de Aria," disse Sam, finalmente quebrando o silêncio. "Mas você também é culpado, Jacob. Você alimentou o amor dela por você e depois a descartou."

Jacob baixou a cabeça, a culpa queimando em seu peito. As palavras de Sam cortaram fundo, revelando uma verdade que ele havia tentado ignorar. Sam, sem esperar uma resposta, virou-se e começou a caminhar para longe, deixando Jacob sozinho com seus pensamentos e sua dor.

Depois de um momento, Jacob retornou para casa, seus passos pesados com o peso da culpa e da tristeza. Ao entrar, encontrou Edward esperando por ele, sua expressão grave.

— Jacob- começou Edward, — Reginald, Emmett e eu elaboramos um plano.

Jacob olhou para Edward, apesar de seus pensamentos estar em um turbilhão de preocupações- Seja qual for esse plano, precisamos de um exército para invadir Ferinthia, não posso deixar que coloquem suas vidas em risco, Nessie jamais me perdoará se algo acontecer a você.

Edward sorriu- E quem disse que não teremos um exército? Acredita que ficarei aqui em segurança com minha filha e neto correndo riscos?

As sobrancelhas do principe se ergueram- Temos um exército?

— Sim, amanhã partirei com minha família para Heliondor e preciso que venha comigo.

"Heliodor?" perguntou Jacob, confuso.

Edward respirou fundo antes de responder.

— Eu sabia que cedo ou tarde esse momento chegaria, o momento em que eu precisaria enfrentar meu passado, e por minha filha farei isso.

Jacob ficou em silêncio, processando as palavras de Edward. A esperança e a determinação começaram a surgir em seus olhos, apesar da dor e da culpa que ainda o consumiam.

— Pedirá ajuda a Rei- disse Jacob.

Edward assentiu, colocando a mão no ombro de Jacob em um gesto de apoio. "Vamos trazê-la de volta, Jacob, vou a meu reino pedir ajuda de meu pai para resgatar a princesa das fadas.