Jacob retornava após uma longa noite de caçada nos perigos da floresta de Umbra ao lado dos demais lobos. Ainda em suas formas de lobos, eles conversavam sobre o fato de estarem há quatro semanas em busca de rastros do Lobo-Dragão sem sucesso algum.

"Não podemos desistir," Jacob disse firme. "É a única forma de provar minha inocência diante da corte de Ferinthia e do povo. Se tivermos provas de que Samuel consegue dominar essa besta, não posso arriscar perder a matilha em um ataque direto sem saber quais são as armas dele."

" Devemos mudar de estratégia " sugeriu Embry " Umbra é imensa e não conseguimos chegar nem a metade dela"

" Podemos nos dividir, isso poderia nos dar alguma vantagem."

" Ou desvantagem Qui" afirmou Paul. " Se nós dividirmos e essa coisa for uma dragão estaremos em desvantagem. "

Sam acrescentou: "A besta apareceu quando uma das noivas estava na floresta, no caso Renesmee. Talvez ela só vá aparecer quando Samuel conseguir uma nova noiva para ele."

Jacob balançou a cabeça em sua forma lupina. "Isso não será possível sem o anel real, que está com Renesmee."

A matilha continuou a caminhar lado a lado, como faziam dias que eles não dormiam Jacob decidiu dar alguns dias de descanso à todos, e eles concordaram, e também precisava dar atenção a Renesmee que estava comecando a controlar melhor a sua magia por isso era importante que ele estivesse ao lado dela.
Despediram-se na entrada de Eirondel, onde os demais lobos retornaram à forma humana, mas Jacob permaneceu como lobo. Achando a atitude estranha, os outros respeitaram sua escolha e se dispersaram, enquanto Jacob, em sua forma lupina, entrou na floresta de Eirondel.

O lobo Jacob correu por uma parte da floresta conhecida apenas por ele. Apesar de não parecer, Eirondel era uma floresta tão grande quanto Umbra, cheia de lugares desconhecidos. Após passar próximo a um pequeno lago de água corrente, ele subiu por um caminho de pedras, passando por uma queda d'água. Balançou os pelos molhados antes de retornar à sua forma humana e sorriu, entrando em uma pequena gruta.

O caminho da gruta era ocupado por muitas rosas vermelhas, como as de seu jardim. No centro, havia uma rosa de cor diferente, chamada Rosa Celestina. A rosa era diferente das demais não somente pela cor, mas pela capacidade de refletir a alma da pessoa a quem fosse dada. Ela também jamais morreria, por isso era conhecida como a rosa imortal.

Jacob pegou a rosa cuidadosamente e, em seguida, saiu da gruta, caminhando em sua forma humana. Os primeiros raios de sol começavam a surgir em meio às árvores enquanto o príncipe retornava para casa.

Renesmee esperava ansiosamente por Jacob, como havia feito nas últimas semanas. Leah e Claire a encontraram e lhe desejaram feliz aniversário. Leah entregou a ela um presente, uma pulseira feita de folhas. "Essa é uma espécie de planta cujas folhas não murcham," explicou Leah.

Renesmee agradeceu, achando o presente lindo, e colocou a pulseira no braço. Claire também lhe deu um presente, abraçando-a carinhosamente. Era um colar feito com uma pedra cor de rosa. "Eu mesma lapidei," disse Claire, e Renesmee ficou encantada.

Apesar da alegria pelos presentes, seu coração não estava totalmente feliz. Ela lembrou do último aniversário ao lado de sua família, mas disfarçou o sentimento com um sorriso. Quando o grupo de homens surgiu no horizonte em meio às árvores, Claire e Leah deram um sorriso e correram ao encontro de Sam e Quil, mas Jacob não estava com eles. O coração de Renesmee acelerou, preocupada com o que poderia ter acontecido com seu marido.

Ao se aproximarem, Embry e Paul lhe deram os parabéns, seguidos por Sam e Quil. Renesmee perguntou por Jacob, e eles trocaram olhares. Sam respondeu: "Ele não disse aonde ia, mas deve aparecer logo. Ele não pensava em outra coisa durante a madrugada que não fosse o seu aniversário." Sam também desejou feliz aniversário a Renesmee.

Ela tentou sorrir, mas a preocupação persistia em seu coração.
Apos se despedi dos amigos a ruiva seguiu de volta para casa. Ao se aproximar da casa, viu Jacob à sua espera. Apesar da curiosidade o coração da ruiva ficou mais tranquilo.

— Feliz aniversário, meu amor- Disse o príncipe assim que a esposa se aproximou lhe entregando a rosa.

Renesmee ficou encantada e surpresa, logo ela percebera que aquela não era uma das rosas do jardim, ela pegou a rosa das mãos dele e sorriu- Jacob, é linda! A rosa mais linda que já ganhei.- Ela sibilou observando a rosa, que tinha uma cor branca, se tornar amarela em suas mãos a deixando ainda mais surpresa.

Jacob selou seus lábios em um beijo suave- Essa é a rosa imortal. Ela representa o amor que sinto por você, um amor que jamais irá acabar.

Renesmee sentiu as lagrimas encharcarem seus olhos e o abraçou, apesar da saudade de seus pais e irmãos o principe sabia como trazer um pouco de tranquilidade ao seu coração. — É o presentemais lindo que já ganhei. Muito obrigada.

O príncipe a abraçou inalando em seu cheiro e em seguida a fez olhar para ele, acariciou seu rosto e olhou em seus olhos. — Eu sei que você está com saudades da sua família. Continuarei caçando aquele ser para que você possa vê-los novamente.

Renesmee concordou com a cabeça e colou a testa na dele, Jacob acariciou suavemente a bochecha da esposa e a beijou na testa a puxando contra seu peito.

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No castelo de Ferinthia, a rainha Olivia discutia com sua leal serviçal, Madeline, sobre seu desespero após sangrar nos últimos dias, o que significava que não estava grávida. "Eu não sei como direi isso ao Rei," confessou Olivia, sua voz carregada de angústia.

Madeline sugeriu: — Não diga nada, minha senhora. Continue confirmando sua gravidez. Se ele souber, procurará um herdeiro de outra maneira.

— Mas como farei quando chegar o momento de a criança nascer? Olivia perguntou, a preocupação evidente em seu rosto.

—Confie em mim, minha rainha- respondeu Madeline com um olhar determinado. — Eu conseguirei uma criança.

Antes que pudessem continuar, o Rei Samuel entrou no quarto, seus olhos desconfiados percorrendo o ambiente. — Está tudo bem? Perguntou ele.

Olivia rapidamente adotou uma expressão calma. — Sim, meu senhor, apenas estou nervosa porque tenho uma notícia para dar.

Madeline fez uma reverência e se retirou, trocando olhares cúmplices com Olivia. A rainha se aproximou do marido e, com um sorriso forçado, anunciou: — A profecia de Alice estava certa. Eu espero um herdeiro.

Os olhos de Samuel se iluminaram de alegria. Ele a abraçou e a beijou, prometendo: -Você terá tudo o que sempre sonhou. Vamos comemorar a chegada do nosso herdeiro.

Com entusiasmo, ele saiu do quarto, chamando um soldado para buscar Reginald. O conselheiro, ocupado organizando alguns papéis, foi interrompido pelo soldado que transmitiu o chamado do rei. Reginald seguiu o soldado e, ao entrar no quarto, foi informado por Samuel da grande festa que deveria ser organizada para celebrar o futuro herdeiro.

Reginald lançou um olhar desconfiado para Olivia, mas assentiu. -Providenciarei tudo imediatamente, majestade.

Ao sair do quarto, Reginald ordenou a um soldado: -Encontre Alice. Preciso falar com ela.

Enquanto caminhava pelos corredores do castelo, seus pensamentos estavam agitados. Nada daquilo fazia sentido, e ele sabia que precisava descobrir a verdade.

Após dar todas as ordens necessárias para que a festa do herdeiro se concretizasse, Reginald retornou aos seus aposentos. O conselheiro caminhava de um lado para o outro, brincando com seu anel, quando a porta do quarto se abriu e a jovem feiticeira Alice entrou.

—Por que tanta urgência? Alice perguntou, com uma expressão de preocupação.

Reginald, ainda agitado, foi direto ao ponto: — Se a profecia não era para Samuel, como é que Olivia está grávida?

O espanto no rosto de Alice foi evidente. — A profecia não era para Olivia e Samuel- Afirmou ela, confusa.

Reginald insistiu:- Tem certeza disso?

— Sim, tenho- Respondeu Alice, com sua voz firme, mas carregada de preocupação.

Reginald respirou fundo e perguntou: — Você consegue descobrir se essa gravidez é verdadeira?

Alice assentiu. -Descobrirei.

Sem mais uma palavra, ela saiu do quarto, deixando Reginald sozinho com seus pensamentos. Ele olhou para a porta fechada, o peso da preocupação pelo destino de Ferinthia pesando ainda mais sobre seus ombros.

No cair da noite, o Rei Samuel anunciou para toda Ferinthia que seu herdeiro estava a caminho. A notícia ecoou pelo reino, e a euforia tomou conta dos habitantes. Em seguida, o rei se dirigiu ao salão real, onde encontrou Olivia. Ele a elogiou, a beijou e, diante de todos os convidados, expressou sua felicidade com a chegada do herdeiro do trono.

Reginald e Alice, no entanto, observavam tudo de forma discreta, misturados entre os demais convidados. Alice notou que Olivia não parecia tão feliz quanto deveria estar. Decidida a investigar mais a fundo, ela se aproximou para dar os parabéns, mas Olivia, visivelmente incomodada, ordenou que ela se afastasse.

Alice sorriu, mantendo a calma. — Você não pode manter essa mentira por muito tempo- Sussurrou a jovem feiticeira com a voz cheia de certeza.

A rainha, irritada, mandou que ela se retirasse imediatamente. Alice fez uma reverência respeitosa e saiu do salão, a inquietação refletida em seus olhos. As sombras do segredo pairavam sobre Ferinthia, e o futuro do reino permanecia incerto.

Enquanto isso, Reginald observava o Rei Samuel disfarçadamente. Quando todos começaram a dançar no meio do salão, ele notou um dos soldados mais leais do Rei se aproximar e murmurar algo em seu ouvido. Samuel confirmou com a cabeça e aproveitou a distração dos convidados para sair discretamente do salão. Imediatamente, Reginald o seguiu, achando estranho o fato do rei usar os corredores dos serviçais, indo em direção ao jardim real.

O conselheiro real se escondeu entre as árvores e plantações, observando à distância. Alguns minutos depois, um homem se aproximou de Samuel. Os olhos de Reginald se arregalaram ao reconhecê-lo; era o Rei de Drakoria. Ele tinha absoluta certeza disso. Reginald se aproximou um pouco mais, ouvindo o diálogo entre os dois reis.

—O que está acontecendo, Samuel? o Rei de Drakoria, Tharion, perguntou, com uma voz grave e imponente. -Ainda não unimos nossos reinos. Por que demora tanto?

— Pai, eu preciso que tenha paciência," Samuel respondeu, nervoso. — Estou tentando convencer os demais membros da corte. Assim que conseguir, Drakoria e Ferinthia se tornarão um novo reino, chamado Drakonthia.

— Convencer a corte? Tharion repetiu com desdém. — Você é o rei. Impõe sua vontade!

— É mais complicado do que parece- Samuel respondeu. — A corte é influente e cheia de traiçoeiros. Preciso jogar com cuidado.

Assustado com o que ouvia, Reginald acabou fazendo um ruído que chamou a atenção de ambos os reis. Sem perder tempo, ele conseguiu fugir, enquanto Samuel caminhava até o local de onde veio o ruído. Ele olhou ao redor, mas não viu ninguém. Em seguida, olhou para o chão e encontrou um anel. A fúria consumiu seus olhos enquanto se abaixava para pegá-lo.

— Reginald- Samuel sussurrou para si mesmo, apertando o anel em sua mão.