Notas iniciais
Oooooi meus amores, tudo bem? Vai ter uma hora que no capítulo pede essa música, quem quiser colocar o momento vai ficar lindo. https://youtu.be/am6laJMWIOw

4°Capitulo

Pov Caspian

Ignorar a Susana foi à coisa mais difícil que eu fiz, não sabia bem o porquê, mas estar maltratando ela estava doendo no fundo da minha alma. – Caspian, você mal conhece ela, por que está se importando tanto com ela? – pensei enquanto pegava meu caderno de desenho.

Comecei a fazer linhas sem saber ao certo o que queria desenhar, meus pensamentos só iam para aqueles olhos azuis, eu queria poder esquecer essa maldição, queria esquecer o que aconteceu há meses atrás, eu só queria que meus ancestrais não tivessem mexido com bruxas e amaldiçoado nossa família.

Estava tão longe nas minhas lembranças que nem percebi minha mãe entrar. – Meu filho, venha o jantar está na mesa. – ela se deitou ao meu lado olhando o meu caderno. – Reconheço esses olhos. São da Susana né?

Nesse instante parei de desenhar percebendo que desenhava os olhos azuis de Susana, eu estava ficando louco só pode. – Claro que não mãe, a Senhora devia parar de insistir nesse assunto, Susana perto de mim é uma criança que cheira a leite, não tenho interesse nenhum nela. – menti me sentindo um homem frio. – Eu apenas a achei bonita, mas analisando melhor ela é comum, nada demais. – menti mais uma vez, sentindo meu coração se apertar com as ofensas que dizia a respeito de Susana.

— Mas meu filho, eu podia jurar que você estava tendo um interesse por ela. – respondeu minha mãe me olhando abismada. – E aonde aprendeu a se referir as pessoas assim? Susana é uma mulher Caspian, não deve ser comparada a uma criança de colo.

— A vida me ensinou a falar assim mamãe! – respondi ríspido me levantando da cama e indo até minha mesinha. – Se a senhora pode me dar licença eu preciso resolver umas coisas e não quero mais falar em Susana.

Minha mãe não disse mais nada, apenas saiu pisando forte, batendo a porta do quarto, passei as mãos pelo cabelo, tentando aliviar toda aquela tensão de estar sentindo meu peito se sufocar.

Peguei o telefone e disquei o numero do Pedro, ele conhecia sobre a maldição e iria entender meu tormento. No terceiro toque ele atendeu.

Alô.

— Pedro meu amigo, preciso de você!– disse sentindo meu sangue ferver.

— O que houve? – perguntou ele aflito.

— Encontrei uma mulher e ela está me deixando louco, logo na primeira noite. – fui direto ao ponto, por mais que eu tentasse mentir para todos, Susana me deixou louco assim que coloquei os olhos nela, algo nela no cheiro, na maneira dela ser, me fazia enlouquecer.

—Meu Deus Cas, mas você está com ela? Lembra? Seu pai disse que você precisa saber controlar os desejos carnais.

— O problema é exatamente esse Pedro, não é apenas um desejo, é algo feroz que ferve dentro de mim e do meu coração. – disse encarrando o desenho dos olhos de Susana que estavam em cima da mesa. – E ela está aqui em casa, mas estou a evitando.

— Vamos nos encontrar naquele bar de sempre. E lá você me conta melhor sobre isso.

— Estarei lá em meia hora.

Desliguei o telefone na cara de Pedro correndo para me arrumar, coloquei uma roupa simples, peguei as chaves do carro e quando estava preste a sair do quarto algo me fez voltar. O desenho, eu precisava dele, algo me dizia isso, arranquei a folha de papel a colocando no bolso, sai parecendo um louco e nem percebi quando trombei com alguém derrubando a pessoa a minha frente.

— Ai! – exclamou ela no chão.

— Susana? – perguntei assustado.

— Acho que ainda sou eu. – respondeu ela sorrindo com ternura.

— Me desculpe, não quis machucar você. – ofereci minha mão para que ela pudesse se levantar, ela me agradeceu, perguntando se estava tudo bem em seguida, na hora desviei de seu olhar, lembrando que o real motivo de estar desnorteado se resumia a ela. – Está sim, só estou cansado, preciso sair para beber e me divertir. Com licença, um dia nos vemos por ai.

Deixei a planta no corredor e fui correndo para fora de casa, sentindo no peito a dor de ter a destratado, dirigi o mais rápido que pude, assim que cheguei ao lugar combinado, Pedro me esperava tomando um chope.

— Meu amigo, sua cara está de perturbado. – disse ele, enquanto eu me sentava.

— É isso que Susana está causando em mim. – respondi lembrando todas as sensações e sentimentos que Susana me causou em algumas horas.

— Meu Deus! Essa mulher é o que? Uma bruxa, ela está te deixando doido.

— Pedro, não coloque Susana e essa palavra na mesma frase. – respondi sentindo a raiva dominar meu corpo, jamais Susana poderia ser comparada a um ser tão ruim como esse.

— Me desculpe, mas me conte o nome dela completo e tudo que está acontecendo. – coloquei todos os acontecimentos do dia na mesa, contei cada mínimo detalhe e sensação, apenas exclui a parte que me sentia bobo e perdido perto dela, não ia aguentar estar em desespero e ainda ser zombado por Pedro. – Cas, você literalmente conheceu o famoso amor à primeira vista. – disse ele gargalhando. – Mas por que não se da uma chance? Ora, a menina é ótima pelo que me disse.

— Sim Pedro, ela é ótima e não merece um monstro ao seu lado.

— Caspian, você não é um monstro, só precisa aprender a se controlar. Se você não tivesse fugido quando tínhamos dezoito anos isso tudo estaria resolvido.

Quando Pedro tocou naquele assunto lembranças do meu pior dia vieram na minha mente, ter matado aquelas duas pessoas em um momento de raiva, foi um erro que eu nunca esqueci.

— Quem me garante Pedro? Quem me garante que se Susana me machucasse igual Rose fez eu não faria a mesma coisa que fiz a aquelas pessoas? – disse sentindo que a transformação poderia chegar.

— Ninguém Caspian! Porém pelo menos você poderia se dar uma chance. Meu pai sempre disse que os seus caçavam para encontrar o amor de suas vidas, para que pudessem se controlar. – Pedro cochichava tentando não chamar a atenção das pessoas a nossa volta.

— E quantos encontraram? Pouquíssimos. Pedro, isso é historia pra boi dormir.

— Então vai mesmo desistir da menina? – perguntou ele ignorando minha descrença.

— Quero Susana o mais longe de mim possível! – respondi ríspido tentando esquecer a imagem do sorriso dela que passava na minha cabeça.

— Então, beba meu amigo e aproveite as mulheres ao seu redor. – Pedro chamou o garçom pedindo mais dois chopes, apenas suspirei e me deixei levar por aquela noite.

Já não lembrava quantos copos de chope eu havia bebido, minha cabeça estava rodando, uma jovem ruiva com olhos azuis e boca carnuda estava sentada em meu colo, brincando com o comprimento do meu cabelo, Pedro estava no outro canto beijando outra moça que nem a cor do cabelo eu consegui reconhecer.

— Vai gatinho! Se mexa, ou bebeu demais pra isso? – disse a moça sussurrando em meu ouvido, enquanto mordiscava o lóbulo da minha orelha.

Eu apenas balancei a cabeça confirmando, então ela segurou meu rosto com suas mãos e me beijou, um beijo sedento de desejo, firme e possessivo, eu correspondia, porém continuava com as mãos imóveis, enquanto as delas passeavam por todo o meu corpo chegando até o bolso, onde estava o papel que desenhei o olhar de Susana, neste momento algo queimou em meu coração, náuseas começaram a subir pelo meu estômago. Aquilo ia acontecer de novo, eu iria me transformar, joguei a moça no chão, ela me olhou assustada falando que gostava de violência, mas não em lugares públicos, ignorei a e com dificuldade comecei a caminhar para o meu carro.

Tudo girava, os ossos do meu corpo estavam doloridos, minhas pernas falhavam, a respiração estava ficando irregular, tinha que me apoiar nas paredes para conseguir andar. Quando consegui chegar ao meu carro, minhas mãos já estavam cobertas de pelo e minhas unhas estavam começando a crescer, destranquei o mesmo entrei nele, tentando respirar e procurar uma calma. Tombei a cabeça procurando por ar, porém a única coisa que me veio na cabeça, foi à imagem de Susana. Um sonho começou a percorrer por minha mente e quando percebi já estava com as mãos no meu bolso segurando o desenho.

(Coloque a musica)

Estávamos num campo muito florido, usávamos roupa de época, Susana deveria estar com sua roupa de baixo, já que o vestido que usava era de alça e possuía um leve decote, eu estava descalço com a camisa aberta e as calçar erguidas até a canela.

Susana estava entre minhas pernas brincando com uma flor, enquanto eu apenas sentia o cheiro de seus cabelos.

— Cas, como iremos prosseguir agora? – perguntou ela com a voz de choro.

— Como assim meu amor? – a virei pra mim, vendo lágrimas saindo de seus olhos azuis. – Por que está chorando meu amor? Estamos junto depois de meses. – limpei as lágrimas que insistiam em cair, em seguida beijando sua fase com ternura.

— Cas, acorde, o que será de nós? Você me fez mulher, sou sua você sabe disso. – sorri me lembrando da noite passada. – Porém seu pai e minha mãe se odeiam, eles jamais aceitaram nossa união, serei mandada para longe da cidade por desonrar minha família, enquanto você casará com aquela loira.

Meu coração se apertou a puxei para um abraço desesperado, afogando meu rosto em seus cabelos, ela voltará a chorar agora de maneira descompensada e alta. Afastei-me voltando a encarrar seus olhos. – Por favor, pare de chorar meu amor! – coloquei uma mexa do seu cabelo atrás da orelha, enquanto continuava tentando limpar suas lágrimas. – Ninguém vai nos separar, eu tenho o dinheiro do seu dote, deixarei o dinheiro na porta de sua mãe e depois vamos fugir.

— Fugir para onde Cas? Não temos onde morar. E meus pais jamais me perdoariam. – disse ela desviando seu olhar.

— Vamos para casa de campo de minha família, minha mãe passou para meu nome e tanto ela como seu pai sabem que vamos fugir, eles nos apoiam. Uma hora sua mãe e meu pai também irão mudar de ideia, poderemos convida-los para nossa casa, apresentar nossos filhos tudo como manda as regras.

Ela se jogou em meus braços, me pegando de surpresa, assim nos derrubando no chão, abracei sua cintura e recebi os beijos que ela depositava por todo o meu rosto.

— Eu não acredito que você fez tudo isso! Caspian X eu te amo, quero para sempre ser sua! – ela me beijou de maneira diferente, com desejo e calor, me entreguei aos beijos, deixando que nossas línguas fizessem uma dança onde só elas conheciam os passos, inverti as posição, interrompendo o beijo.

— Eu te amo Susana, serei sempre seu, por toda eternidade, eu te amarei por toda a eternidade. – respondi voltando a beija-la, fazendo uma trilha de beijos que começaram por sua boca, foram suavemente por seu maxilar, pescoço e ombro, assim descendo lentamente a alça de seu vestido, enquanto ela brincava com meus cabelos.

Acordei assustado, o sol já brilhava lá fora, olhei ao redor não tinha nada destruído, o relógio do carro marcava 7horas da manhã, em minha mão estava o desenho.

— Eu não me transformei. – disse a mim mesmo assustado, nuances daquele sonho voltaram a minha cabeça, o nome Caspian X, o olhar de Susana e o sorriso de felicidade dela, nossos beijos, aquela intimidade que tivemos tudo parecia tão real que eu podia sentir em meu ser.

— Foi só um sonho. – disse alto tentando afastar todas aquelas coisas do meu coração, mas eu não podia negar, não havia sido apenas um sonho, parecia real, como uma lembrança, uma lembrança que me salvou da transformação.

Respirei fundo, tentando me acalmar, liguei o carro e resolvi que estava na hora de voltar para casa, quem sabe em algum livro antigo de nossa família eu conseguiria achar uma resposta para tudo aquilo.

Liguei o rádio do carro, tentando afastar minha cabeça daquele sonho, olhava as ruas de Londres que começavam a ter uma pequena movimentação, pessoas indo passear, outras trabalhar, algumas esperando os ônibus. De repente para minha surpresa, perto da minha casa estava Susana, sentada sozinha em um ponto de ônibus, com seus fones de ouvidos.

— Por Aslam, por mais que eu fuja de você, você sempre aparece menina. – parei o carro e fiquei encarrando o volante, não sabia bem o que fazer, queria dar carona para ela, porém ainda não sabia se devia me aproximar. “Amarei-te por toda a eternidade”, aquela frase ecoou na minha cabeça e a vontade absurda de conhecer Susana dominou meu coração a ponto de doer.

Desci do carro e fui até ela, ela estava tão distraída com sua música que nem percebeu minha presença. Me agachei ao seu lado cutucando seu ombro com leveza, ela me olhou assustada e depois sorriu, me fazendo sorrir junto.

— Caspian, o que faz por aqui? – perguntou ela sorrindo sem graça.

— Estava voltando para casa quando vi você ai parada. Não está um pouco cedo para voltar pra casa? – perguntei tentando parecer descontraído, ela apenas respondeu um não e o silencio reinou. – Como minha mãe te deixou ir tão cedo?

— Ela ainda não acordou, o Ed só que estava acordado e enrolar ele eu consigo muito bem. Não quero mais incomodar nem deixar ninguém desconfortável.

Com certeza o alguém desconfortável ela estava se referindo a mim, a maneira que a tratei a noite deve ter causado essa impressão, “ótimo Caspian você a magoou” pensei irritado comigo mesmo.

— Nem café você tomou né? – ela apenas negou com a cabeça, me levantei estendendo a mão para ela. – Vamos! Eu te levo em casa e antes tomamos um café.

— Não, por favor, não quero incomodar, logo o ônibus deve passar e eu tomo um café em casa. Você deve estar cansado. – respondeu ela com as bochechas coradas.

— Você não incomoda. E afinal de contas minha mãe sempre disse que nunca se recusa um convite para comer. – ela riu da minha expressão e ficou-me encarrando por alguns segundos. – E então? Vamos?

— Ta bem, mas serio não quero incomodar.

Disse mais uma vez que ela não incomodava e fomos caminhando para o carro, abri a porta pra ela, depois fui para o meu lado, ninguém falava nada, minhas mãos estavam suando como nunca, ela ficava apenas encarrando a paisagem calada em seu canto, o rádio era o único barulho da viagem, quando estavam quase chegando à cafeteria, começou a tocar uma musica que ela gostava.

— Meu deus, amo essa música! – disse ela de maneira espontânea.

— É Nickelback né? – perguntei tentando prolongar o assunto.

— Sim, eu amo essa banda é uma das minhas preferidas. – a empolgação dela era tão linda que me fazia sorrir feito bobo. – Você também gosta?

— Gosto. Não escutei muitas musicas deles, mas é um estilo que eu gosto bastante. – respondi sorrindo. – Chegamos, mas se quiser podemos esperar essa música acabar pra descer do carro.

— Serio? – perguntou ela me olhando assustada, apenas confirmei com a cabeça. – Então vamos esperar acabar. – sorri e continuamos há conversar um pouco mais sobre gostos musicais.

Entramos na cafeteria que já estava cheia, ela pediu um café com creme e algumas rosquinhas, eu pedi um café amargo e rosquinhas também, novamente voltamos a nos calar, aquilo já estava me deixando estressado, então puxei assunto.

— E de filmes? Quais seus tipos preferidos?

Ela me olhou curiosa, mas logo sorriu tentando se lembrar do que mais gostava. – Pra filme eu sou bem fácil, odeio terror e coisas que me façam chorar, de resto aceito tudo, principalmente comedia e desenhos.

—Olha comedia é uma ótima opção, ultimamente vem lançando uns filmes de comedias maravilhosos.

— Sim! Eu estou com uma lista de filmes pra assistir e tem uns dois que quero ir ver no cinema. Mas meu forte mesmo são os livros, amo ler. – respondeu ela sorrindo, enquanto tirava o livro que estava lendo de dentro da bolsa.

Começamos uma conversa animada, passeando por diversos temas, livros, gostos, esporte, lazer, infância, era incrível como a conversa fluía com ela e como sempre ela estava com um sorriso lindo e espontâneo no rosto. No carro, as coisas foram do mesmo jeito, o assunto não morria estávamos animados conversando, dentro de mim eu só rezava para aquela faculdade nunca chegar, mas infelizmente chegamos.

— Bom chegamos. – disse ela com um sorriso menor, como eu apenas sorri ela continuou. – Cas, posso te perguntar algo?

— Claro Su. – respondi sentindo meu coração acelerar.

— Ontem a minha presença estava te incomodando? – ela encarrava as próprias pernas e naquele momento eu me sentia um idiota que só fazia bosta.

— Não Su, jamais, você não estava me incomodando, só eu que sou meio estranho e às vezes preciso de ar. – ela ficou calada, então continuei. – Me desculpa se pareceu isso, mas, por favor, não continue achando que me incomoda. Você é uma menina incrível.

Ela ficou corada e agradeceu já saindo do carro, me fazendo fazer o mesmo. – Muito obrigada pela carona Cas e mais uma vez desculpa o incomodo.

Antes que eu pudesse responder um cara alto forte de olhos verde e cabelo loiro a chamou correndo em nossa direção.

— Onde você estava? Estava te procurando. – disse ele a abraçando.

— Eu acabei dormindo na casa do Ed. – respondeu ela sorrindo, ele parou do lado dela e começou a me observar com um olhar frio. – Esse é o irmão dele, Caspian.

— Prazer! – respondi estendendo a mão.

— Prazer Dash. Mas você é irmão biológico do Ed? Porque assim, ele nunca falou de irmão. – Susana olhou para ele envergonhada lhe dando um beliscão, enquanto ele apenas me encarrava.

— Sou sim, fiquei muito tempo ocupado com negócios, me afastei um pouco da família.

— E cadê o Ed? Por que você estava com o irmão dele Su? – ele estava cobrando explicações dela sem se importar comigo.

— Eu dormi lá, ai eu estava no ponto de ônibus esperando pra voltar, ele me viu e me deu uma carona.

— Você poderia ter me ligado Susana. – continuou ele um pouco mais irritada, sinceramente a reação daquele rapaz parecia mais com de um namorado do que um simples amigo.

— Isso iria incomodar e eu não gosto de incomodar. – respondeu ela revirando os olhos. – E o que você quer comigo?

Antes dele responder já fui me metendo no assunto. – Bom Su, já vou indo.

— Susana! – disse ele me cortando.

— Como? – perguntei o olhando de maneira desafiadora.

— O nome dela é Susana. – respondeu ele soletrando, enquanto me encarrava com ódio.

— Bom, continuando, Su eu vou indo, foi um prazer conhecer você, até mais! – ignorei o rapaz e entrei no carro, podendo ver Susana olhar confusa para o tal Dash, algo naquele rapaz me incomodava, o jeito dele perto dela, o olhar e o jeito possessivo estava me deixando com raiva.

— Preciso falar com o Ed sobre esse moleque! – disse alto enquanto saia da faculdade.

Notas finais
Espero que tenham gostado, quem puder, por favor, comenta!