Beautiful When You Don't Try
12 Capítulo 12
- Então, há quanto tempo você se assumiu? — Kevin perguntou colocando algumas das malas para baixo perto da porta do quarto de Rachel antes de se sentar na cama da diva. Ele observou enquanto Quinn lentamente esquadrinhou o quarto sem esconder o espanto ao perceber que tudo ainda era idêntico aos vídeos do MySpace.
- Três anos.
O homem alto assentiu com a cabeça e seguiu com seus olhos escuros quando ela terminou sua inspeção e sentou-se ao lado dele, com um sorriso leve, nervoso.
- Mas o que você já tinha consciência há mais tempo?
Ela hesitou e concordou.
- Eu tinha uma idéia muito boa no ano sênior e uma sensação durante o primeiro ano.
- Então, se você já tinha ideia porque você demorou tanto para assumir? Especialmente depois que você saiu de casa.
Ela nervosamente coçou a cabeça e desviou os olhos para o chão do outro lado da sala.
- Eu realmente não tinha admitido isso para mim mesma. Tive algumas outras questões que eu estava tentando lidar e que acabou aumentando o fogo emocional.
Kevin nunca quebrou sua visão sobre ela e ela estava começando a sentir a pressão de seu olhar. Ela não podia dizer se ele estava desaprovando ou apenas tentando obter uma leitura. Ele apoiou seu calcanhar contra a cama e as mãos nas beiradas da cama sustentando uma parte de seu peso, suavizando sua postura um pouco. Ele estava lendo ela.
- Que tipo de problemas você permitiu te impedir de ser quem você é?
Ela não queria fazer isso, mas ela precisava. Isto era para Rachel. Quinn não podia ter uma família para responder, mas a diva tinha.
- Eram questões mais intimas. Dolorosas. Eu queria provar para mim mesma que eu não era uma decepção como haviam me dito. Provando para mim mesma que a cadela na qual eu havia me personificado era a causa de boa parte da minha infelicidade. Ainda há algumas coisas que eu estou trabalhando.
- Como a sua filha? — Os olhos de Quinn o fitaram, arregalados em choque. — Rachel disse que temos contato com Shelby? — Ela ficou chocada, mas finalmente conseguiu sacudir a cabeça. Porque Rachel não tinha dito isso a ela? Kevin repente teve um lampejo de culpa em seus olhos, vendo a reação dela, abaixou os olhos, sacudindo a cabeça. — Quero dizer, não é como se nós ligamos um para o outro e conversamos por horas, como velhos amigos, mas costumamos ter uma conversa de meia hora, uma vez por semana. Gostaria de ver uma foto da menina?
- Não! — Quinn levantou-se da cama, mas segurou o braço dele que fez um movimento como se ele fosse pegar a carteira. – Eu… eu… eu não estou pronta para isso. — Ele balançou a cabeça e voltou sua mão cautelosamente para apoiar na cama. Ela soltou o braço e lutou para recuperar sua respiração que estava rasa, ela se encontrava em estado de pânico. — Este fim de semana é sobre Rachel. Isso… eu não estou pronta para fazer as duas coisas.
Kevin balançou a cabeça mais uma vez, enquanto observava a mulher loira lutando para manter as lágrimas que queriam cair, enquanto ela olhava para a mancha no colchão onde ela estava anteriormente sentada. Ele poderia dizer que ela queria saber, mas estava com medo.
- Okay. Bem, se você mudar de idéia, é só me avisar.
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- Pai. – A voz de Rachel saiu quase em um sussurro implorativo.
Isso quebrou o coração de Elijah não apenas porque ele queria dar o seu apoio pela felicidade da sua filha, mas porque essa felicidade momentanea poderia muito facilmente se transformar em um coração partido em público.
- Eu só estou preocupado com você, Rachel. Essa é uma mudança tão inesperada.
- Eu sei. Isso também me surpreendeu. Mas quando eu quase a perdi por causa da minha incerteza, eu percebi o quanto eu a queria. Pai, eu realmente e verdadeiramente a amo. Basta conhecê-la e você vai concordar que ela é perfeita para mim. Ela me deixa reclamar e realmente escuta. Ela ainda me da conselhos e pela primeira vez é como se alguém estivesse me ouvindo e se importanto com o que eu tenho a dizer!
Elijah passou a mão sobre a sua cabeça careca e ajeitou os óculos no rosto.
- Isso é uma qualidade única…
Com a experiencia de Rachel no teatro, ela se jogou para fora do sofá e de joelhos se aproximou da cadeira. Elijah revirou os olhos. Não importa quantos anos ela tem, ela ainda atuou como a pequena diva que fingia ataques de pânico quando lhe pediam para cortar a grama.
- De uma chance. Sua aprovação significa muito para mim.
Ele se inclinou para frente deixando os seus ombros carirem.
- Eu sei disso, e terei prazer em ver onde isto vai, enquanto vocês estiverem aqui. — Ele assegurou agora que o choque começava a se desgastar. — Eu tenho certeza que você já pensou nas consequências com a sua carreira…
Ela balançou a cabeça com força.
- Eu sei o que eu vou arriscar, mas eu preciso saber como isso se desenrola. Eu não quero ter os arrependimentos que Quinn tinha. Estamos esperando para sair em público até que nos conhecemos melhor e estarmos totalmente preparadas. Estas férias, estamos testando as águas de estar em um relacionamento aberto nos limites da proteções de uma pequena cidade. Parece que estamos indo muito rápido, mas na verdade não estamos.
Elijah suspirou e levantou-se, puxando a filha para um abraço.
- Então esse é o segredo ao qual Quinn estava se referindo em relação ao seu pai? — A diva acenou com a cabeça e enterrou o rosto em seu ombro. — Eu me pergunto o que ele diria se eu chega-se no trabalho na sexta-feira delirante sobre a minha filha encontrar esta incrível, bem sucedido, bonita, fotógrafa em New York pelo qual ela se apaixonou e a trouxe para casa apresentando como a namorada.
- Eu posso estar lá quando você disser a ele? — Quinn perguntou brincando.
Rachel e Elijah viraram-se para os dois que desciam as escadas e Rachel se sentiu em pânico quando ela viu os olhos avermelhados de Quinn.
- Porque você está chorando? — Ela pediu correndo para a loira e olhando para Kevin. — O que você disse a ela?
Seus olhos se arregalaram de surpresa bem-humorado com a acusação. Quinn segurou o rosto da morena como ela prendeu a baía da cintura.
- Ele não disse nada. Nós estávamos conversando. Relaxe. — Ela beijou a diva levemente e a tensão se esvaiu de seus ombros.
- Esse é um pequeno truque. — Kevin observou, ainda nas escadas. — Nós normalmente temos que esperar uma hora para que ela terminasse de reclamar antes que possamos ter uma palavra.
Rachel revirou os olhos e Elijah sorriu. Obviamente, não foi realmente algo entre os dois, mas ele ainda estava preocupado.
- Então, iremos conseguir alguma coisa para comer no almoço? Há um novo restaurante que acaba de abrir no mês passado. Que supostamente é bom
- Então Breadsticks não é o único lugar na cidade mais? — Quinn zombou enquanto seguia Rachel pela porta da frente, com a mão aparentemente coladao ao quadril da diva.
- Não. Nós temos quatro restaurantes na verdade. — Kevin brincou de volta como Elijah fechou e trancou a porta. — Apesar de três servirem exatamente a mesma coisa. Eles só têm carpetes de cores diferentes.
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Quinn nunca havia se sentido tão rapidamente à vontade quando ela tinha sentado com o Clan Berry na mesa do restaurante. Ela tinha sido uma bagunça quando ela conheceu a família de Adrianne. Suas frases eram bruscas ou muito curtas ou muito longas para uma conversa apropriada. Suas mãos tremiam tanto que ela realmente derramou seu copo de vinho sobre a mesa. Foi desastroso. Adrianne fez o seu melhor para tentar confortá-la, mas Quinn estava tão no limite que a mão reconfortante da morena em seu joelho fez com que ela saltasse do seu assento no meio do jantar, puxando todos os olhos para ela. Ele ainda se assombrava que de alguma forma depois de tudo isso, a mãe de Adrianne absolutamente a adorava.
Agora, sentada no restaurante mal iluminado, a cadeira de Rachel puxou para perto do dela na mesa redonda, estava relaxado com o seu braço sobre as costas da cadeira da diva. Ela era mesmo confortável o suficiente para subconscientemente se permitir correr os dedos para cima e para baixo na parte de trás do pescoço da morena.
Kevin tinha um sorriso estampado em seu rosto, enquanto Rachel contou da surpresa que fora receber as flores de Quinn e sms’s românticos tarde da noite, enquanto Elijah estudava a posição da loira e os seus olhos que enchiam sua filha de adoração. Ele estava cada vez mais aprovando com cada sorriso e risada que veio da pequena morena.
- Puta merda Fabray…
Todas as quatro cabeças se voltaram para a figura que se aproximava deles com uma posição arrogante. Instintivamente, os olhos de Quinn se prenderam nos sapatos pretos de salto alto e subiram para as pernas expostas, de forma perfeita e perfeitamente adornadas pela saia preta apertada. A blusa branca seguiu as curvas para o topo da saia e foi terminada com uma correia delicada. A loira ignorou a pele exposta pelo botão de cima aberto quando seu olhar continuou a subir.
- Ah…meu…Deus…
- Não é bem assim, mas quase. — Santana brincou quando ela parou na mesa, acenando com um sorriso de hospitalidade para os homens antes de olhar para a loira. — Eu não esperava te ver novamente. Quantos anos?
Quinn atrapalhou-se com a resposta. Ela sabia que poderia encontrar com alguém da escola, mas ela não estava pronta para isso. Especialmente Santana. O relacionamento das duas era uma luta constante pelo domínio que caiu em um padrão confortável no final do último ano.Elas não eram as melhores amigas que saiam todos os dias, mas elas têm esse entendimento silencioso uma com a outra que era exclusivamente delas.
- Alguns.
A latina estreitou os olhos, mas manteve um leve sorriso nos lábios.
- Berry. — Ela cumprimentou.
- Santana. — As duas morenas se encontravam uma com a outra, ocasionalmente, nas visitas da diva a cidade.
O mais memorável foi há dois anos, logo após Rachel conseguir seu grande papel na Broadway. Foi apenas umm contato com os olhos, um rápido aceno de cabeça da latina, e um "bom trabalho, Berry.” Era simplesmente Santana.
A Latina inclinou sua cabeça e seu sorriso se contorceu em um maior quando notou a mão de Quinn acariciando o pescoço da diva.
- Puta merda… — Quinn parou o dedo, mas depois percebeu que não tinha necessidade de ser discreta e contínuou, ampliando sua excurção sobre a pele macia. — Eu não tenho palavras… eu estou, na verdade sem palavras. — A latina mudou seu peso para o pé, jogando o quadril para frente. Um braço estava abraçando sua própria cintura e o outro estava apoiando o cotovelo sobre esse tapando o decote. Ela não estava rindo, apenas surpresa. — Eu só… não posso… quando?
Rachel apertou uma pequena mão na perna de Quinn.
- Apenas recentemente. Cerca de uma semana.
- Uma semana? — Santana gritou em um tom abafado. — Q, porque que diabos você demorou tanto? Eu perdi a conta de quantas vezes te peguei verificando a bunda dela durante o Glee no ano sênior. Você queria tanto ela!
Quinn passou os dedos nervosamente sobre a testa enquanto Rachel corava e seus pais riram.
- Ela sabia? — A diva pediu assim que o seu rubor começou a diminuir.
- Eu nem sequer admitir a mim mesma, muito menos contar a alguém.
- Berry, ela não teve que me dizer. Ficou pior conforme o ano letivo passava. Uma vez durante um ensaio você fez com que ela esquecesse de respirar e ela quase desmaiou.
Os olhos de Quinn se arregalaram de vergonha, enquanto Rachel caiu um pouco mais no amor e Elijah assisti-la fazer isso. Kevin recostou-se na cadeira e olhou para a latina.
- Você pode se juntar a nós? Fomos supreendidos com essa relação repentina e estamos muito curiosos para conhecer Quinn um pouco melhor. Você me entende… — Ele balançou as sobrancelhas. — …a parte suja que ela não quer nos contar.
Santana sorriu e pegou uma cadeira da mesa mais próxima.
- A sorte de vocês é que eles não podem me demitir, então eu sou todo sua. O que os senhores desejam saber?
Quinn franziu as sobrancelhas. – Você…
- Soua dona desse lugar? Sim. Agora, pare de tentar evitar os holofotes. Podemos falar sobre mim mais tarde, agora eu tenho esse desejo inegável de te deixar completamente constrangida.
- Santana… — A loira pediu implorando com os olhos, mas a latina não estava olhando para ela.
- Estou pensando em liberar um pouco da minha frustração por ter saído da vida de todo mundo, há sete anos. — O humor mudou de repente quando Santana virousse e olhou diretamente nos olhos de Quinn, toda a diversão e descontração do momento se esvaiu. — Quando você foi embora, você não deixou apenas os seus pais com uma desculpa qualquer. Você deixou todo mundo. Inferno, até a Berry mantém contato com todos os que a torturaram na escola.
Rachel abaixou a cabeça ligeiramente. Ela não esperava essa reação ao retorno tão inesperado de Quinn. Quinn estava esperando que Santana estivesse chateada com ela, mas agora ela sabia que a latina estava furiosa com a loira.
- Muita coisa aconteceu, Q. Coisas aconteceram e você deveria estar aqui. Nem todos foram capazes de viajar pelo mundo e se tornar uma fotógrafa muito elogiada. Estou feliz que você fez algo por si mesma, porque você precisava , mas você perdeu muitas coisas. A pior parte é que eu nem sei se você percebeu tudo o que você poderia perder ao sair pelo mundo.
- Santana… — A voz de Quinn saiu abafada, tentando ter um momento a sós com três pares de olhos sobre elas. – Eu lamento…
- Lamentar não significa nada para os "amigos" que necessitavam do seu apoio através dos tempos difíceis. — Santana levantou-se e voltou a cadeira para a outra mesa. — Eu espero que você fique por tempo suficiente para encontrar com mais alguns “velhos amigos”. Ou ao menos que você fique o suficiente para falar comigo novamente. Estou na lista telefônica. Exatamente onde eu estive nos últimos sete anos.
A mesa ficou em silêncio por um longo tempo enquanto Quinn observava a latina desaparecer pela porta da cozinha. Com a dor exposta em sua voz, ela virou-se para Rachel.
- Você sabe o que foi isso?
A morena limpou a garganta e brincou com o guardanapo no colo.
- A mãe dela morreu no ano passado. Câncer. Mandei flores e meu número, caso ela precisasse de alguém para conversar. Ela nunca ligou.
- Olha, Quinn… — Kevin se manifestou. — A vida vem com arrependimentos. A única coisa que você tem controle sobre ela é como você vai lidar com eles, quando a oportunidade aparece. Você vai ficar aqui por alguns dias, apenas ligue para ela quando tiver algum tempo.
Elijah acenou com a cabeça em concordância, mas não disse mais nada até a comida chegar. Rachel arrastou sua cadeira para mais perto e colocou os braços ao redor do torso de Quinn, beijando-a repetidamente no rosto enquanto a loira estava perdida em seus pensamentos.
- Sinto muito. Eu deveria ter lhe contado sobre isso. Eu não estava pensando. — A tristeza na voz de Rachel despertou Quinn de seu transe e a loira rapidamente puxou a diva para perto, beijando-a na testa.
- Não, está tudo bem. Não é sua culpa, eu deveria saber quando isso aconteceu. — Ela fechou os olhos e respirou o perfume suave dos cabelos de Rachel e agradeceu a quaisquer deuses que tivesse pronunciado o perdão de Rachel. — Eu vou falar com ela antes de sairmos, mas agora vamos apenas comer.
Kevin hesitou, olhando para a refeição da loira.
- Ela não iria, você sabe, cuspir na sua comida ou algo assim?
A dúvida passou por sua mente, mas ela apenas deu de ombros. Ela merecia.
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O clima tinha aliviado novamente no momento em que chegaram em casa devido a um breve sorriso que Santana deu para Quinn enquanto eles deixavam o restaurante. A latina não queria ficar brava com ela, ela estava apenas desabafando. E desabafar era algo que Quinn compreendia.Havia esperança de que elas poderiam resolver as coisas.
- O que eu estou interessada em ouvir… — Quinn entrou na conversa com um largo sorriso quando ela se sentou no sofá dos Berry com a cabeça de Rachel no colo e sua quarta taça de vinho na mão. — É sobre este Chris . Quem é Chris?
- Um asno! — Kevin gritou de seu lugar no sofá menor, o quinto copo de vinho na mão. — Ele é um egoísta, egocêntrico, auto-confiante, hipócrita, auto-satisfeito, filho da puta.
- Parece com o meu pai. — Quinn respondeu e os dois explodiram em um riso embriagado.
Rachel rolou os olhos dividida entre a diversão e a descrença, aqueles dois estavam se dando bem… até de mais.
- Ele não era tão ruim assim, só um pouco mais arrogante do que eu gosto.
- Então ele foi um namorado? — Rachel assentiu com a cabeça, roubando um gole de vinho da taça de Quinn. -O último “desastre” ao qual você se referiu?
- Ela admitiu que foi um desastre? — Rachel encolheu-se com o prazer que seu pai estava demonstrando.
- Que gritaria é essa? — Elijah perguntou assim que ele entrou na sala com uma garrafa de vinho para a dupla embriagada.
- Querido, Rachel finalmente admitiu que o namoro com o asno foi um desastre. É maravilhoso finalmente ouvir isso. Nada mais do Sr. Bem-quando-eu-fiz-isso ou Sr. você-não-está-me-olhando-o-suficiente . Tchaaaaau, por favor, passe bem e não volte nunca mais.
Elijah arqueou uma sobrancelha e entregou a garrafa de vinho às cegas para Quinn, que ela aceitou de bom grado.
- Ele já bebeu o suficiente. E Rachel: — Ela levantou o rosto para ver o pai. — Estou feliz que você finalmente percebeu isso, mas teria sido muito melhor se você pudesse ter compreendido isso antes das duas semanas mais longas de férias que vocês dois passaram aqui.
- Oooooo, nenhum dos dois gostava dele. — Quinn riu antes de terminar a taça.
- Seja como for, tenho certeza que Adrianne não era muito melhor. Ela parecia ser uma verdadeira cadela naquele dia.
- Ex-namorada? — Kevin perguntou apontando para Quinn com a testa franzida, mas não esperou por uma resposta antes de olhar para Rachel. — Você a conheceu? Solte a sujeira!
Rachel assentiu.
- Ela apareceu em nossa sessão fotos, ela reinvindicou a Quinn. Adrianne não foi tão eficiente assim já que eu acabei ficando com a fotógrafa. — Ela disse, levantando as mãos sobre a cabeça para acariciar o torso de Quinn. — E a vadia foi embora.
Quinn sorriu suavemente.
- Ela realmente não é uma vadia. Um pouco egocêntrica, às vezes, e auto-confiante. Isso saiu um pouco mal-intencionado, mas ela mesma não é uma cadela.
Rachel abaixou as mãos e franziu o rosto.
- Você está defendendo sua ex-namorada?
- Você não estava defendendo seu ex-namorado? – Quinn retrucou, olhando para baixo entre a taça vazia e uma garrafa de vinho que ela estava prestes a tomar, um sorriso bem humorado enfeitava seus lábios.
- Isso é diferente. Não existe a menor chance de que eu vá voltar para o Chris.
Quinn exalou uma estranha mistura de um zombar e um bufo.
- Mas você acha que eu vou terminar com você e ir correndo de volta para os braços de Adrianne?
Rachel virou a cabeça para o lado e murmurou.
- Entre as pernas, talvez.
- Perdão? — Quinn congelou em choque pelo comentário da diva, raiva aparente no rosto. — Você está falando sério? Você realmente acabou de dizer isso para mim?
Rachel sentou-se, mas evitou o olhar magoado de Quinn.
- Eu sei, eu sinto muito. Foi estúpido e desnecessário.
Os dois homens trocaram olhares confusos, alheio ao que foi dito por sua filha. Do seu ponto de vista sobre a situação, as reações de Quinn eram muito parecidas com as reações de seu pai nunca-descorde-de-mim e sua filha agora estava encolhida pedindo perdão. Dizer que eles estavam preocupados era um eufemismo. Nenhum dos dois gostava de Russell Fabray, e agora estavam desconfiados de sua filha.
Quinn olhou fixamente para a diva por mais um momento antes que ela gentilmente colocou a garrafa e copo sobre a mesa do café e desculpou-se, andando calmamente pela porta da frente.
- Rachel, o que aconteceu? — Elijah perguntou esperando por uma explicação antes que ele chegasse em qualquer conclusão.
- Eu estava sendo estúpida e deixei minhas inseguranças superarem tudo. — Ela respondeu levantando-se para encontrar seus sapatos. — Eu fiz um comentário doloroso que ela não merecia. Estou indo conversar com ela. – Rachel foi mancando para porta antes de colocar o outro e pegar o casaco no caminho para fora da porta. Ela colocou o casaco e correu para o final da calçada, olhando em todas as direções tentando encontrar a loira, mas ela se foi. Ela não tinha sequer um casaco. A diva voltou para a casa e pegou um dos casacos de seu pai e suas chaves do carro.
- Eu estou levando o carro.
Em que diabos ela estava pensando saindo de casa sem casaco no final de novembro? Rachel ligou para o número de telefone de Quinn assim que saiu da garagem. Ele tocou e tocou e tocou, finalmente, foi para o correio de voz. A diva ligou mais uma vez na esperança da loira atender. Uma vez, duas vezes, na terceira vez atenderam.
- Quinn, onde está você? Eu estou dirigindo por aí procurando por você.
- Baby. — Rachel congelou e verificou o número que havia discado. — Ela deixou o telefone em casa. — Era Kevin.
- Apenas me ligue se ela aparecer, ok? — Ela não esperou por uma resposta e fechou o telefone, jogando-o no banco do carona. Mesmo que Quinn havia se machucado por seu comentário, fugir assim com o sol se pondo era ridículo. Como a diva parou em um sinal vermelho, ela respirou fundo, pensando onde a loira poderia ter ido. Ela não teria ido para a casa de seus pais. Ela não voltava lá desde que saira da escola. Santana estava muito longe.
- Parque!
Durante uma de suas conversas telefônicas entre os shows e ensaios, Quinn lhe confidenciou que ela costumava ir a um determinado parque para pensar. Quando sua mãe estava pensando em voltar com o seu pai, ela disse que praticamente morava lá. E quando a mãe dela realmente o aceitou em casa mais uma vez, Santana teve que jogá-la no carro e levá-la para casa, caso contrário, ela teria ficado lá a noite toda.
Com certeza era a loira que estava sentada em cima de uma mesa de piquenique quando Rachel entrou no estacionamento. Ela enviou aos seus pais um texto rápido, pegou o casaco extra, e saiu do carro.
- Quinn. — A loira saiu da mesa e começou a andar novamente. Rachel correu para alcançá-la, mas sempre permaneceu alguns passos para trás. — Quinn, não me deixa fora.
A loira parou de repente, virou-se e começou a caminhar em direção a Rachel, surpreendendo a diva.
- Porque você não me deixa?
- O quê? — Rachel estava perdida e Quinn estava obviamente bêbada.
A loira se afastou assim que Rachel tentou lhe embrulhar no casaco.
- É óbvio que você não acredita em uma única palavra que eu te disse, nos últimos cinco dias. Confessei o meu mais profundo sentimento por você, mas você só ignorou ou pensava que eram apenas palavras vazias. Rachel, eu adoro você. Eu absolutamente amo você. Eu nunca faria o que você me acusou.
- Eu sei disso.
Quinn balançou a cabeça.
- Não. Você quer achar que sabe, mas você não tem ideia.
- Eu sei. — Ela argumentou, ambas estavam no parque vazio e o sol esmaecia ao seu redor. Suas respirações saiam em baforadas e a única iluminação era a dos postes da rua. — Eu disse isso porque eu estava com ciúmes. Quinn, ela foi a sua primeira. Te ouvir a defendendo… isso me faz sentir como se eu fosse uma segunda opção. Sei que não é verdade, mas…
Suas palavras foram cortadas pelos lábios de Quinn sobre os seus em um beijo cheio de paixão, Rachel estava ofegante quando Quinn se afastou.
- Ela me deixou porque ela era a segunda opção.
Rachel encarou os olhos verdes de Quinn, mas não os viu na verdade. Estava concentrada nas mãos cobrindo seu rosto. Elas eram frias como o gelo, mas Rachel nunca sentiu o frio. Elas eram suaves e gentis, mas Rachel nunca sentiu sua firmeza. Tudo o que ela sentia era esse leve sentimento no seu mais intimo que gritava para que ela desse total vazão a esse sentimento. Sua alma estava implorando por algo que só esse toque, essa conexão pode dar. Liberdade.
Ela puxou as mãos de Quinn para longe de seu rosto e segurou a loira as próprias, arrastando-a para um beijo profundo, esmagando seus lábios com sua força como suas línguas sentiam tudo o que podiam. Ela precisava de mais e, aparentemente, assim como Quinn, que colocou os braços ao redor da cintura da diva e a puxou contra ela, levantando-a do chão. As mãos da loira deslizaram sob sua jaqueta e querendo mais contato. As pernas de Rachel se fecharam em torno dos quadris de Quinn demonstrando o mesmo.
Rachel se afastou do beijo, a testa descansando sobre a de Quinn, a respiração ofegante. Ela sentiu como se seu coração estivesse tentando sair de seu peito. Ele queria sair. Ela queria deixá-lo sair, mas não sabia como.
- Apenas me segure. — Ela implorou enterrando o rosto na curva do pescoço de Quinn a segurando firme.
- Eu vou. Eu vou baby. — Quinn sabia o que ela estava sentindo.
Era algo que palavras não poderiam explicar. Isso necessita apenas ser absorvido pela outra.
Foi só quando Rachel começou a sentir os músculos de Quinn tremerem que ela soltou a loira.
- Você está com frio. Aqui, pegue o casaco. — Desta vez, Quinn não discutiu. — Me desculpe, por dizer o que eu disse.
Quinn a beijou suavemente quando a diva esfregou os seus braços para tentar aquecê-los.
- Eu só preciso saber que você confia em mim. Esta relação vai ter êxito, especialmente com a mídia, se você não confiar em mim.
Rachel correu os olhos sobre o rosto da loira.
- Beije-me outra vez. — A loira sorriu e fez o que lhe foi pedido e se afastou, olhando para aprovação. — Não, faz de novo.
Quinn sorriu e inclinou-se lentamente, provocando com seu ritmo viu o rosto da diva se preparar para receber o beijo, já te olhos fechados.
- Não.
Os olhos de Rachel se abriram e Quinn se endireitou.
- O quê?
- Me beije você.
- Vamos ter essa conversa de novo? — Rachel perguntou com uma sobrancelha arqueada.
Quinn riu e acenou com a cabeça.
- Só que desta vez, eu já tenho o casaco. — Ela brincou antes de correr em direção ao carro.
Rachel revirou os olhos e prendeu a respiração a transformando em um suspiro.
- Você não pode entrar no carro. Está trancado e eu tenho as chaves.
Quinn virou o rosto para ela enquanto corria, seus cabelos loiros saltando para cima e para baixo atrás dela, ergueu a mão a acenando
no ar.
- Não, você não tem.
A diva deu um tapa imediatamente mo bolso da jaqueta, mas ele estava vazio.
- Mas que ladrazinha. — Rachel ergueu a cabeça quando ouviu a porta do carro ser fechada e o ronco do motor. Ela não iria .
Quinn engatou a ré e colocou o carro em movimento.
- Quinn Fabray, trás essa bunda bêbada aqui imediatamente!
Ela não fez. Ela fez Rachel caminhar até o meio do caminho, para em seguida movimentar o carro para longe do alcance da diva e assim foi cada vez que Rachel tentou segurar a maçaneta da porta. Quinn definitivamente era uma bêbada brincalhona, mas Rachel tomou uma rápida atitude e se sentou no capô do carro para que ela não o movesse para mais nenhum lugar.
- Saia dai de cima. — Quinn tocou a buzina.
- Deixe-me entrar me prometa que você vai me deixar entrar. — Rachel a encarava a através do pára-brisa e esperou por sua resposta.
Quinn fez uma pausa para pensar.
- Saia dai de cima. — Ela tocou a buzina novamente.
- Abra a janela do passageiro. — A loira levantou uma sobrancelha em descrença e abriu a janela. Rachel escalou o capô e passou uma perna pela janela, o resto do seu corpo logo entrou. — Obrigada. — Ela bufou, endireitando a jaqueta.
- Isso foi no estilo de uma péssima heroína dos anos 80 que é extremamente gostosa. — Quinn sorriu completamente bêbada.
- Você está bêbada. Você não deveria estar dirigindo.
Quinn revirou os olhos e tentou conter o leve tremelique em seus lábios que tentaram formar um sorriso debochado.
- Estamos a quatro quarteirões da sua casa. Eu vou ficar bem. Agora, cinto de segurança, baby. Mamãe vai te levar para um passeio.
Quinn levava o carro lentamente antes de pisar no freio. Ela acelerava e logo voltava a pisar no freio.
- Você está tentando me matar?
- Eu estou sendo extremamente cuidadosa. Estou bêbada, lembra? Seria muito ruim se eu estivesse andando em zigue-zague. — Quinn começou a balançar o carro pela rua vazia a 5km/h antes de bater no freio mais uma vez no freio.
- Apenas dirija.
- Ok. — Assim que ela arrancou mais uma vez com o carro, luzes vermelhas e azuis brilharam no retrovisor e a patrulha ordenou que o carro encostasse.
Quinn olhou para fora pelo retrovisor e depois para a diva, que estava pressionando as têmporas com os dedos indicadores.
- Eu não tenho minha carteira.
Rachel olhou para a namorada em descrença.
- Você está bêbada e dirigindo um carro que não está registrado no nome de nenhuma de nós duas, e você está preocupada por não ter a sua carteira de motorista com você. Nós estamos indo para a cadeia!
O sorriso de Quinn quase diminuiu até que o policial bateu na janela para ela abaixa-la.
- Boa noite senhora. Há algo de errado? — Rachel bateu a palma da mão na testa.
O que não estava errado?
- Oh meu Deus.
- Oh meu Deus. — Quinn ecoou.
Rachel tirou a mão e olhou para Quinn, confusa. Ela inclinou-se para olhar pela janela.
- Oh meu Deus.
- Oh meu Deus. — O oficial repetiu.
Quinn explodiu em gargalhadas e se inclinou pela janela do carro, puxando o uniforme de oficial.
- Olhe para você todo uniformizado. Quem poderia pensar que Noah Puckerman iria se tornar um policial?
Você está... — Ele abaixou-se para olhar para Rachel. — Ela está bêbada? — A diva mordeu os lábios entre os dentes expressando sua culpa. — Há tantas perguntas correndo pela minha mente agora, é tão irreal. Ela aqui... e você... como vocês estão no mesmo carro... eu...
Ele levantou-se e ergueu as mãos e balançou a cabeça em sinal de rendição para as camadas de perguntas inacreditáveis.
- Está tudo bem, Puck. Porque não nos liga amanhã e poderemos explicar tudo isso a você quando eu estiver sóbria.
Por favor, por favor . Foi tudo Rachel podia pensar.
Ele se inclinou para baixo.
- Baby, como de costume, você tem um azar da porra. Tenho um novato no carro que tinha que ser o filho do meu chefe. Apenas... — Ele hesitou olhando para trás para a patrulha. — Deixe-me apenas pegar suas informações e eu vou te dar um aviso. Ele não precisa saber que você está bêbada.
Quinn enfiou a mão no bolso do casaco e entregou a Puck a carteira que magicamente apareceu.
- Então... você é um homem negro de 1,90m?
Quinn riu.
- Estou surpresa que você não reparou nisso quando você tirou a minha virgindade. — Rachel não podia deixar de rir dessa.
- Engraçadinha, Fabray. — Ele abriu a porta. — Vamos.
- Puck, você está falando sério?
Ele a ajudou a sair do carro e o novato apareceu para ajudar.
- Eu não posso pegar suas informações. Eu não tenho escolha. Mantenham a calma. Ele não vai falar com você, mas ele vai ouvir tudo o que você disser. — Ela assentiu com a cabeça e apertou os lábios quando ele a virou contra o carro. Ela lançou-lhe um olhar interrogativo sobre o ombro. — São as normas baby. Incluindo a revista. — Ele balançou as sobrancelhas.
- Olhe bem onde vai colocar essas suas mãos, Puckerman. — Rachel advertiu de dentro do carro.
- Não se preocupe, Rachel. — Ele sorriu enquanto revistava a loira, tocando delicadamente a sua bunda. — Porque você é a próxima. Estou assumindo que se o carro tem a placa de Ohio, então ele não pertence a nenhuma de vocês. Rookie. — Ele gritou para o garoto que estava observando à distância.
- Coloque a loirinha no carro. Temos mais uma.
Rachel saiu do carro e olhou para ele quando ele se aproximou com um sorriso.
- Toque em qualquer local impróprio e eu vou ter certeza que você nunca vai ser pai de outra criança.
- Você não pode ameaçar um policial, baby.
Ela colocou a mão em seu peito, impedindo-o de chegar muito perto.
- Não foi uma ameaça. Acredite em mim.
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